sábado, 18 de maio de 2019

Final Anunciado(?)


A 14 de Maio de 1994, Deportivo de La Coruña e Barcelona chegavam à última jornada da Liga Espanhola empatados; deixando de parte outros detalhes, curiosos mas pouco relevantes para o caso, tudo se resumiu a um penalty que o Deportivo teve oportunidade de concretizar - Djukic falhou, e o Deportivo falhou estrondosamente, em casa, a conquista do seu primeiro título.

Recordo esta situação, algo semelhante a aquela em que o Porto se encontra hoje - neste caso, o Porto está na posição do Barcelona, em que ganhar não basta - para dizer que nada, sequer remotamente parecido ao drama daquele dia em 1994, terá lugar mais logo - por razões sobejamente conhecidas, jamais o "benfiquistão" permitiria tal coisa. Assim sendo, é pouco sensato ter qualquer expectativa de que o Porto conseguirá renovar o título de campeão este ano. E não o consegue tanto porque não teve arte nem engenho para gerir uma vantagem pontual confortável, como porque aos outros acorre sempre um João Pinheiro - o árbitro que chegou à categoria internacional, sem ter dirigido um único jogo da Primeira Liga!!!, e rendeu recentemente pelo menos 6 pontos em jogos contra o Feirense e Braga - em momentos de aperto.

Se contra o "benfiquistão" pouco ou nada há a fazer, este miserável desfecho pode converter-se numa oportunidade para aprender e num merecido banho de humildade para o Sérgio Conceição, que apenas há alguns meses atrás zurzia nos adeptos e os mandava "ir ao Coliseu", se não estavam satisfeitos com as exibições da equipa - o tempo mostrou quem tinha razão. O psicólogo israelita Daniel Kahneman, galardoado com o "Nobel da Economia" em 2002, defende com base na sua pesquisa, que de forma mais frequente do que gostaríamos, o "sucesso" resulta em maior parte da "sorte" do que do talento - um mal que claramente aflige o Sérgio Conceição, que cheio de si, foi incapaz de analisar friamente a época passada, e perceber que apesar do resultado positivo, os erros e a "sorte" não foram poucos.

Se realmente o Sérgio Conceição retirará deste desaire - espera-se que seja o último a breve trecho - alguns ensinamentos, e se das contrariedades se fará melhor treinador (e homem mais humilde), só o tempo o dirá. Se o Porto retirará dessa hipotética aprendizagem algum proveito, é outra história. Por mais reuniões e juras de amor eterno de parte a parte, a verdade é que aqui e ali, seja nas imediações ou nas bancadas de estádios, há sinais de que a bota não bate com a perdigota - o Porto terá de disputar a pré-eliminatória da LC, o que obriga a que os trabalhos da próxima época comecem mais cedo, porém e com uma debandada de jogadores titulares à porta, a única garantia é o regresso do Sérgio Oliveira! A minha suspeita é que o desfecho dos dois próximos jogos é indiferente para a continuidade do Sérgio Conceição, que está no fim do seu percurso no Porto - o tempo o dirá; eu defendo a sua continuidade, quanto mais não seja por falta de alternativas minimamente viáveis. Sobra a pergunta: que condições teria para ficar, considerando a sua postura até aqui, se não vencer os dois jogos frente ao SCP?

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O rei vai nu

Num ano em que ficou confirmado, para quem ainda tinha dúvidas, que (sempre) existem ofertas a jogadores para perderem contra o slb (Cássio, Marcelo e Lionn) e, ainda, que existem equipas que propositadamente não se apresentam na máxima força contra o mesmo clube (declarações de Petit, treinador do Marítimo), um qualquer portista afirmar que o clube da Luz é um justo vencedor do campeonato é pior do que disparar completamente ao lado: é cometer um erro histórico, com consequências para as próximas temporadas.
Quem afirma que, mesmo perante tamanho grau de vigarice, o FCP tinha a obrigação de ser campeão, desvaloriza as ajudas decisivas ao slb em Tondela (expulsão ridícula de um jogador da casa, num jogo em que os lisboetas ficariam completamente fora da corrida ao título caso não vencessem) e, principalmente, em Santa Maria da Feira (tal como na época de 99/2000, Bruno Paixão volta a ser absolutamente decisivo na atribuição do título), Braga e Vila do Conde (onde as regras do futebol deixaram, pura e simplesmente, de existir). 
Sim, o FCP usufruiu de uma vantagem importante nesta presente temporada e perdeu-a. Mas, se avaliarmos o conjunto de todas as jornadas, verificamos que o FCP perdeu, até ao momento, 17 pontos. Uma performance que, habitualmente, seria suficiente para vencer o campeonato. Para termos uma ideia, o FCP de Mourinho perdeu 20 pontos em 2003/04. Sim, no mesmo ano em que fomos a melhor equipa da Europa.
Poderia o FCP ter feito mais e melhor, apesar de existirem umas regras para o slb e outras diferentes para as restantes equipas? Sim, mas isso é e será sempre verdade. Seja em 2019, seja em 1987 em que perdemos o campeonato, apesar de contarmos com a nossa melhor equipa de todos os tempos.
A anormalidade não estará, pois, na nossa pontuação mas sim no completo absurdo de, desde a sua derrota em Portimão, o slb somar por vitórias todos os encontros efectuados, com a excepção do empate contra o Belenenses. Vão seguramente conseguir 23 vitórias nas últimas 25 partidas para a liga portuguesa. Um feito que até os melhores slb dos últimos 30 e tal anos não conseguiram alcançar, com a excepção daquele record no tempo de JJ. 
No mesmo período de tempo, mesmo o nosso FCP, com muito melhores equipas durante longos períodos, poucas vezes terá andado perto de tamanha proeza.
Ou seja, temos então que Seferovics, Pizzis, Florentinos e Grimaldos estão a conseguir algo que nós, até no tempo de um Gomes, Madjer, Jardel, Deco, Falcao ou Hulk, dificilmente alcançaríamos.

Acredite quem quiser.

Mesmo dando de barato que este se trata, efectivamente, de um slb fortíssimo, a realidade das provas europeias desmente-o por completo. Para tudo isto ter uma qualquer lógica, ou seja, que estamos mesmo perante um slb-vintage, estes teriam também que ter brilhado, nesta actual temporada, nas provas da UEFA. Pelo menos, e no mínimo, chegar à final da Liga Europa.
Ora, tiveram duas oportunidades (não esquecer a sua sofrível participação na Liga dos Campeões), mas ninguém se lembrará do slb, por essa Europa fora, quando se fizer o balanço de 2018/19.

E já para não falar nos 5-jogos-5 de interdição da Luz. Aliás, até poderiam ser 10, que daria no mesmo: numa comédia.

Aceitar a vitória do slb, nestes moldes, é perpetuar este estado de coisas. Qual é, afinal, o limite do suportável?
Qualquer dia, ganharemos ao slb em ambas as voltas e ainda assim não chegará. É que, afinal, eles também conseguem passar por cima do VAR, que era a nossa última linha de defesa para o futuro.

O slb vai perder apenas 15 pontos. Nos últimos 35 anos, e adaptando as classificações a 3 pontos por vitória, o FCP apenas conseguiu perder menos pontos em 5 dos seus títulos.
O slb tem 99 golos marcados. O FCP, nos mesmos 35 anos, o melhor que conseguiu foram 88. Isto apesar de ter contando com goleadores da classe de um Gomes, Jardel, Falcao ou Jackson.
O slb vai em 7 (s-e-t-e) partidas em que marcou nos primeiros 3 (t-r-ê-s) minutos de jogo. 
O que significará isto em termos de seriedade dos seus adversários?

Desculpem, mas temos que ter o direito a sermos campeões mesmo naquelas épocas em que não somos excepcionais.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Bater no peito não chega!


No momento em que este artigo se escreve ainda não sabemos se o terceiro milagre da década, qual segredo de Fátima, vai ter lugar ou não. Depois do momento Kelvin e da epopeia Herrera, o FC Porto precisaría de outro golpe de sorte – desta vez alheio – para poder conquistar o bicampeonato, um cenário cada vez mais improvável. O FC Porto partiu como favorito, confirmou o favoritismo durante uma volta, conseguiu uma vantagem histórica e deitou-a fora a ponto de poder perder o campeonato a um jogo do fim. Esses são os dados. De ser campeão nacional, cenário improvável, o FC Porto cumpre com o prognóstico inicial e com o que fez durante meia época. Não seria um golpe de sorte, um ajuste de contas divino apesar de ser necessário um milagre. Seria algo lógico e natural. De não acontecer será uma profunda decepção. O denominador comum neste debate sobre o FC Porto a dia de hoje, o de ontem e o que será amanhã tem rodado à volta de um homem: Sérgio Conceição.

Num clube desprovido de Presidente – uma figura que se aproxima cada vez mais aos velhos lideres de tribos indigenas, que fazem do silêncio e da reclusão a base da sua liderança entregando as acções aos mais novos – e com uma “Estrutura” que, pura e simplesmente, já não existe, a figura do treinador é cada vez mais relevante, algo que o meu amigo e companheiro de escrita José Correia tem defendido, com toda a razão. Acabou a era em que a dinámica dirigente do FC Porto era a sua mais valia. Essa estrutura erosionou-se com o tempo. Seria algo natural, tratado sem drama, porque o tempo passa para todos, não fosse a cultura estalinista do Líder Supremo e a mentalidade de portistas ruidosos que fazem de qualquer critica ou opinião contrária à sapiencia absoluta e intocável dessa figura um insulto ao escudo e bandeira. Se por um lado continua a parecer óbvio que quem Preside não dirige o clube - e o continuará a Presidir até nos abandonar definitivamente, face às suas sucessivas recandidaturas quando o tempo perfeito da retirada vai pasando e ele vai assobiando - o que não deixa de ser igualmente evidente é que não há um leme claro no clube abaixo da sua figura crepuscular que coloque ordem onde só existe o caos. Não há um director desportivo com poder real – e a figura de Luis Gonçalves tem sido cada vez mais próxima daquela que teve Reinaldo Teles, que também carecia totalmente de influência e poder e actuava mais como uma ponte com o balneario do que na tomada de decisões – nem uma direcção com caras e ideias novas. 
Estamos num clube onde um ex político como Fernando Gomes encontrou uma reforma de ouro sem poder acrescentar nada de valor ao projecto. Um clube onde um advogado, fundamental na actuação do proceso Apito Dourado, tem concentrado em si um poder que ultrapassa em muito a sua real valia. Um clube onde o filho do dirigente crepuscular, sem cargo eleito ou nomeado, se passeia como se fosse o dono da casa com as chaves a tilintar no bolso. Nesse cenário dantesco o optimismo não tem lugar e é um cenário já suficientemente antigo para acreditar que vai mudar. Não vai. Pelo menos, não para melhor. Algo que muitos já assumiram, algo que poucos estão dispostos realmente a mudar.

Nesse contexto a figura do treinador ganha uma relevância especial. 
Quando o actual Presidente o era, de facto, o treinador era uma extensão sua mas, em última análise, o clube era do Presidente, os êxitos eram do Presidente e o futuro estava nas suas mãos. E eram tempos maravilhosos porque o Presidente exercia como tal e tinha sagacidade mental, espirito e vontade de o fazer. Graças a isso vivemos uma etapa dourada. Não a voltaremos a viver, não debaixo da mesma premissa. E portanto esse treinador quase secundário, na narrativa de muitos êxitos, ganhou preponderância. Exigia-se para isso um perfil especial. Jesualdo Ferreira foi o navegador tranquilo durante a mais difícil tempestade mas não animava o povo. Vilas-Boas, que a memoria não engane, começou assobiado por “miudo” e acabou elevado a uma altura a que não lhe correspondia futebolisticamente, provou-o a história, precisamente porque soube como animar o povo. Vitor Pereira tinha o futebol mas não tinha já os meios humanos nem a voz. Paulo Fonseca aterrou cedo num momento de mudança profunda nas estruturas de poder e acobardou-se. Lopetegui insurgiu-se como nenhum dos anteriores contra aquilo que agora tanto nos indigna e foi cuspido na cara por isso, deixado só aos abutres, com um título roubado e um plantel dilapidado. Nuno esteve bem ao serviço do empregador, que não era o FC Porto, mas também viveu o fantasma do Polvo, quando já começava a haver Francisco J. e emails, depois de anos de silêncio onde só Bernardino Barros e poucos espaços, como este, clamavam por acção e resposta. Foi com ele que renasceu o Mar Azul, lembrem-se bem, ainda que não graças ao seu ingénio. E depois chegou Sérgio. O que mudou de Sérgio para os seus antecessores imediatos? O momento Kelvin 2018.

Conceição trouxe um discurso à Porto porque viveu, sente e conhece o clube. É um dos nossos, sem dúvida nenhuma.  
Uma versão hardcore do que um NES – sempre mais preocupado em agradar ao seu melhor amigo e a cair bem a toda a gente – podía ter oferecido. Tacticamente ambos não são técnicos de elite nem vão ser mas tinham uma ideia clara e fechada, pouca margem de abertura e operaram com recursos escassos. NES apanhou um Rui Vitória já em rota decadente e não o soube aproveitar mas foi o péssimo inicio da Champions 2017/18, o inicio avassalador das divulgaçoes dos emails pelo Porto Canal/Francisco J./Baluarte, e uma excelente pré-temporada que preparou físi e mentalmente a equipa com um modelo táctico imitado directamente do manual de Jorge Jesus, apontado ao jogo directo, vertical, com dois pontas de lança e ausêncio de miolo de jogo, quem rematou definitivamente com um treinador mediocre, com um plantel também ele cada vez pior a cada ano que passava e que colocou o FC Porto no Natal com uma liderança relativamente cómoda. 
Foram meses de euforia, justificada, com um plantel de remendos (os mesmos do ano anterior com a diferença de que já não havia pérolas da formação, vendidas meses antes a preço de saldo), e com um espirito de cruzada contra um Penta que era e só podía ser nosso. O Mar Azul, que já vinha embalado, foi reactivado e cumpriu. Os jogadores encontraram uma motivação extra (Brahimi na Feira dixit) e o modelo táctico inicial surpreendeu os rivais, habituados sempre a um Porto mais rendilhado do que o rival. Quando começou a segunda volta ficou claro que algo tinha de mudar. E não mudou. A equipa jogava igual mas havia menos pernas e pulmões porque as rotações eram nulas e os rivais iam aprendendo a recuar para não dar os mesmos espaços. A birra com Casillas colocou na baliza a um Sá que, esforçado, não fazia a diferença. Sem o peso da Europa nas costas e com o primeiro choque dos emails ultrapassado, o Polvo acordou e levou a Águia ao colo durante semanas e nesse cenário o que fez o treinador? Nada.
Manteve exactamente a mesma filosofía, dinâmica e gestão e como recompensa levou um set de derrotas nas Taças a que só ele parecia dar especial importância. Sofreu uma goleada histórica na Champions por acreditar que o Liverpool podia ser enfrentado como o Aves. E deitou borda fora cinco pontos de vantagem pontual chegando à Luz necessitado de uma vitória para que não se repetisse o drama dos anos anteriores. O milagre aconteceu, num jogo em que não houve superioridade (a do jogo da primeira volta, onde o Polvo mostrou estar bem vivo, e que sim foi evidente), e com ele houve titulo. Mas também sinais. Importantes. Evidentes. Ignorados.

O que define um grande líder é, sobretudo, a sua capacidade de aprender. O maior maestro da vida é o falhanço. É normal perder. É normal errar. O que nos define é a capacidade de superar esses erros. Esta época o que todos viram foi a absoluta incapacidade de Sérgio Conceição de seguir essa premissa. O guião foi similar. Equipa que entra forte - a pesar das dúvidas do mercado com o caso Marega na sombra e as primeiras lesões bem cedo - consegue uma sequência histórica de vitórias, classificação na Champions, liderança confortável face a uma nova debacle de Vitória, desta vez despachado, e sete pontos de avanço em Janeiro. Dois mais que no ano pasado. O que convidava a experiência? 
Diferente gestão, não repetir os erros, gerir emocionalmente a situação. Liderar. O que mostrou a realidade? Mesmos jogadores rebentados, outro flop na Taça da Liga que custou mais do que parecia, outra ausência de aposta na formação ou na segunda linha para muitos jogos que convidavam a dar oxigénio a figuras nucleares e um modelo táctico cada vez mais fácil de anular pelos rivais, sem capacidade de readaptação. De aí a nova derrota estrepitosa com o Liverpool era um passo. De aí a nova derrota com rivais directos (em dois anos, à falta de um jogo com o Sporting, os números nos duelos directos de SC não são nada positivos) e em vez de perder uma vantagem de cinco pontos, agora perdia-se uma de sete. Com a diferença de que não havia já matchball. E sem matchball o milagre tinha de vir de outro lado. Ainda não veio. Dificilmente virá. E com isso o título deixa de ser opção. E pelos mesmos motivos que podía ter deixado de ser um ano antes. Ausência de aprendizagem do erro. E isso é o importante ressaltar.

Não deveria ser importante para uma liderança estável ser ou não campeão este ano. 
Ninguém ganha sempre ou sequer devia (e fomos tão mal habituados durante décadas que isso nos fez perder perspectiva muitas vezes) e a derrota também nos faz crescer. O problema não está em perder o campeonato se isso significasse que os seguintes estariam ao nosso alcance. O problema é que depois de quase perder o primeiro, vai-se perder agora um campeonato pela mesma matriz de comportamento, pelos mesmos erros tácticos, pelos mesmos erros de gestão de grupo, pelos mesmos erros de gestão de pernas, pulmões e músculos num plantel de 25 que parece feito de 15 jogadores. Por tropeçar constantantemente nos mesmos erros. 
Eu sou e sempre serei defensor de periodos largos de treinadores ao leme do clube. Acho que o tempo é a melhor arma de quem tem um bom plano, de quem pode ver florescer a sua ideia. Em condições normais, um cenário como o actual seria propicio para dar continuidade a esse ciclo com Sérgio Conceição. Mas não com ESTE Sérgio Conceição. O Porto precisa de um Sérgio Conceição que em lugar de fazer exigências (o paleio de “fico se tiver condições para…” transpira portismo por todos os poros, sem dúvida) seja auto-critico e assuma que há erros que repete com frequência pasmosa e que têm consequências. Que há decisões incompreensiveis na gestão do grupo. Tanto faz se estamos a falar de Oliver, um activo destruido, ou de transformar o melhor central jovem da Europa num lateral direito mediano (menos mal que já vendido) pondo fim a uma dupla que estava a funcionar muito bem. Se ignorar a melhor formação sub19 da Europa e uma das nossas melhores em anos para dar o OK a chegadas como as de Waris, Paulinho, Loum ou Fernando, contratações SUAS e não da SAD, que muitas culpas tem no cartório mas não esas, concretamente. Que ter o futuro melhor guarda-redes joven do futebol portugués e jogar nas Taças com um não-futebolista como Fabiano. Que lançar Bruno Costa às feras quando tudo estar perdido mas nos jogos “controlados” – palavra difícil de dizer no seu mandato com qualquer jogo – o ignorar sucesivamente. O de insistir, 2 anos depois, no pontapé de saída para à frente e que corra o Marega tão rugbiesco que até assusta que ainda esteja válido. O de dispensar Sérgio Oliveira, chave na ausencia de Danilo no ano anterior, quando é evidente que o Comendador não é o mesmo jogador depois da lesão e necesita de um back up que o plantel não tem. E podemos repetir muitos mais conceitos e problemas que se depararam sempre com a mesma solução, a errada.

O Mar Azul é um conceito bonito e que serve para muita coisa. Todos cabemos ali. Mas não façam do Mar Azul, um mar de estúpidos. Não somos homens das cavernas, primitivos, para achar que o bater no peito, as caralhadas no banco, as expulsões, as conferências de imprensa repletas de “bocas” e as rodinhas são o todo quando devem apenas fazer parte de algo muito mais complexo. Algo que no entanto está profundamente oco quando se salta da superficie. Num futebol moderno onde cada detalhe é analisado à exaustão, onde a estatistica está por todos os lados, a preparação física é hiper-profissional e onde jogamos contra um rival que vale por dois, que alimenta outros clubes a seu belo prazer para sacar disso lucro, bater no peito não chega, nem de longe. Pode ser parte da solução mas nunca ser “A” solução e até agora, entre os prós e os contras, é isso que sobra. O Sérgio tem muito por crescer como treinador e se o quiser fazer poderá ser bem melhor do que é hoje. Há um ano ficamos todos com a sensação de que quería crescer e que o êxito lhe ia dar tranquilidade mental e segurança em si mesmo para o fazer. Não aconteceu nada disso. Foi mais inseguro e errou mais do que nunca. Se quiser crescer esta é a sua casa e se souber limar os erros e potenciar as áreas onde podemos crescer e melhorar, todos estamos no mesmo barco. Se for uma réplica de si próprio, um downgrade do projecto original, então é melhor pensar duas vezes se este é o melhor lugar para o fazer. A decisão é exclusivamente dele. Oxalá tome a correcta e que o FC Porto possa crescer à custa disso.

sábado, 27 de abril de 2019

SMS do Dia

O jogo de ontem foi o reflexo do percurso do Porto neste campeonato: ter uma vantagem confortável e deitar tudo a perder.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Parabéns!

JOVENS DRAGÕES NA FINAL DA YOUTH LEAGUE

Chegar à final é por si só um sinal de qualidade - agora falta ganhá-la. Se algum dia estes jogadores vão ter uma oportunidade de se mostrar na equipa principal, é uma história que está por escrever, mas se o Porto não os souber aproveitar, alguém saberá.

terça-feira, 23 de abril de 2019

LMS do Dia

O Armando estava muito desgostoso no final da partida:


O que ele queria mesmo, era fazer pior que o Nacional.

sábado, 30 de março de 2019

Tudo ou nada

O Porto joga hoje uma cartada decisiva no campeonato, naquele que será, em teoria, o confronto mais exigente fora de portas até ao final da prova. Os últimos resultados contra o (e em) Braga têm sido positivos, mas quase sempre a troco de um grande esforço - esta tarde não deverá ser diferente.

Não ganhar hoje é hipotecar definitivamente o título. A situação já é má com uma igualdade pontual que só existe no papel (e que quanto muito serve para dar algum alento); escusado será dizer que pior ficaria se oferecêssemos nova folga ao primeiro classificado.


Esta tem sido uma época de altos e baixos, com um recorde histórico de vitórias consecutivas igualado, e apesar disso, um descoroçoante segundo lugar, com uma derrota proíbida (e evitável) em casa. Até ao soar do gongo tudo é possível - convém é não fazer o gongo soar cedo demais. Ser campeão, além de um privilégio, é uma responsabilidade e assumir essa responsabilidade, passa por ganhar (hoje).

quinta-feira, 21 de março de 2019

Capela às escuras

O coitado do João Capela, que tantos e tão bons serviços prestou ao Clube do Regime, viu-se esta semana torpedeado sem dó nem piedade pela máquina de propaganda encarnada, fazendo lembrar a caída em desgraça do saudoso João "Pode vir o João" Ferreira. Para que conste e não haja dúvidas: o João Capela é um péssimo árbitro - mas enquanto se prestou ao papel de idiota útil e ajudou a carregar o andor, foi-lhe permitido ter uma carreira na arbitragem; o seu nome é tema de "conversa" num dos emails desse corruptor-por-conta-própria que dá pelo nome de Paulo Gonçalves - contaram-me, pessoalmente não sei de nada.


Qual é no entanto a novidade? A novidade é precisamente o Clube do Regime ter recorrido a "meios convencionais" para enterrar o pobre Capela, e ao contrário do que aconteceu até aqui, não ter feito as coisas "por outro lado" - e há quantos anos não víamos aquela malta tão indignada! Talvez tenha sido a divulgação dos emails, ou a desgraça do Paulo Gonçalves, mas o certo é que a única coisa que têm contra o homem, são comunicados e a habitual verborreia dos cartilheiros - manifestamente pouco para quem já conseguiu arrumar com árbitros apenas com um estalar de dedos.


No meio de tudo isto, é especialmente lamentável não termos tido clarividência e sangue-frio suficientes para conquistarmos mais um título de campeão - sem o famoso "colinho" a empurrar um e a puxar para trás os outros, até o Nuno Espírito Santo ou Lopetegui, teriam sido campeões este ano. Resta o conforto de que até ao lavar dos cestos, e mesmo em primeiro, as gentes do Clube do Regime estão apreensivas. Não sei se é por o andor ser mais pequeno, ou se pelo facto de o nome "César Boaventura" se ter tornado conhecido do público e de o indivíduo já não poder agir em segredo, mas que estão inquietos, estão. Pelo sim, pelo não, fosse eu o Capela, e valorizasse a dentadura, evitava frequentar shoppings.

quarta-feira, 20 de março de 2019

SMS do Dia

José Mourinho: O Liverpool é uma excelente equipa, mas o FC Porto sabe os erros que cometeu e certamente vai trabalhar na sua correção.

Sérgio Conceição: Erros?! Quais erros?

(os negritos são da minha responsabilidade)

quarta-feira, 6 de março de 2019

Uma vitória para ajudar a digestão

Depois da hecatombe de sábado último, o Porto volta a entrar em campo para mais um jogo decisivo, que determinará a continuidade (ou o fim da linha) nesta edição da Liga dos Campeões. O Sérgio Conceição, a julgar pelas suas palavras na antevisão da partida, continua desafiante e convencido de que o resultado do último jogo - a primeira vez desde 1976(!) que o Porto perdeu em casa, frente ao slb, depois de ter entrado a ganhar - foi fruto de mero acaso ou do azar, e que contribuiu mais para esse resultado, a falta de agressividade dos jogadores que as suas escolhas - opiniões! 

Para o embate com a Roma, o meu onze é o seguinte: Casillas; Manafá, Militão, Pepe e Alex Telles; Danilo, Óliver e Herrera; Adrián, Soares e Corona.


Felipe é demasiado arriscado para um jogo desta importância; Manafá porque é preciso (atacar e) ganhar; 3 homens no miolo, como o nível do adversário exige; dúvidas entre Herrera e Octávio, mas fica a aposta naquele que quererá mostrar serviço a potenciais futuros empregadores; Brahimi no banco porque se entusiasma demais nestes jogos e quer fazer tudo sozinho; Marega, também no banco porque condiciona demasiadamente a postura da equipa com as bolas bombeadas para a frente, e ao contrário do que pensa o Sérgio Conceição, os adversários não andam a dormir.

Depois de sábado, nem uma goleada à Roma deixará alguém satisfeito, mas atenua o mal-estar.

(editado: O Manafá não está inscrito, logo não é opção. Assim sendo, Corona seria o lateral-direito, e Hernani ou Marega ocupariam o lugar original do mexicano.)

sexta-feira, 1 de março de 2019

Jogar com cabeça

Um "jogo do título" com 10 jornadas por disputar e as duas equipas separadas por um ponto? Improvável.

A única real motivação para o Porto vencer o jogo de amanhã, é anular a vantagem no confronto direto, no caso de ambas as equipas acabarem com os mesmos pontos a última jornada. Vencer o rival é óptimo, mas não passa disso; já fomos campeões sem vencer o rival, mas acima de tudo, vencer o rival - este rival em particular - não rende nada de palpável. Foram derrotados recentemente na Taça da Liga - que efeito nefasto teve esse resultado? Nenhum. Partindo de uma derrota, falaram em "show de bola", "roubo" e seguiram para uma série de vitórias consecutivas. Duvido até que (mais) uma derrota por 5-0, fizesse grande mossa. No final, ficariam apenas a 4 pontos.

4 pontos (ou 1 ponto), como percebemos nas últimas semanas, equivale a nada. E deve-se isso a uma (no mínimo) duvidosa gestão de esforço dos jogadores do Porto, que se baseia num princípio de "jogar até rebentar". Com 10 jornadas por jogar, é virtualmente impossível não perder mais pontos. E o rival sabe disso - é tão certo como as goleadas que vão aplicar nessas 10 jornadas a equipas com "azar" e/ou num "dia mau" - o fenómeno das apostas online seguramente explicará um ou outro.


Por essa razão, e apesar de estarem atrás, é improvável que o adversário chegue amanhã ao Dragão com intenção se expor na procura de uma vitória - não precisa, tem o tempo a seu favor. A estratégia passará seguramente por jogar na expectativa, e apostar no contra-ataque. Desconheço o que planeia o Sérgio Conceição, mas uma postura semelhante à do jogo para a Taça da Liga, parece-me arriscada (e demasiado óbvia). E um mau resultado, pode obrigar o Porto, já de si desgastado, a fazer um esforço semelhante ao da equipa do Vítor Pereira em 2011/12 - a diferença é que desta vez não haverá mais confronto directo, nem "momento K" ou "H" nas últimas jornadas que nos valha.

Este é um jogo para ganhar porque jogamos em casa, mas com cabeça. Os riscos são grandes e não devem ser ignorados. Mesmo vencendo, o título está longe de garantido, portanto não vale a pena jogar como se a vitória o garantisse. A chave desse título está nas 10 jornadas seguintes.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

SMS do Dia

Gostava de vencer o campeonato não por 5, 10 ou 20 pontos; gostava de vencer por um ponto e apenas um ponto - só para poder dizer que um golo do Herrera vale por dez.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Tiros no pé e não para a baliza


"Pediu informação extra ao Loum, que chegou do Moreirense no mercado de inverno?"Só situações de bola parada. Temos informação de tudo, quem pisa a área do penálti, o segundo poste, quem coça a cabeça. Temos acesso a tudo. Só confirmei uma situação com o Loum e ele disse que era verdade."
Sérgio Conceição, sem se perceber bem porquê, sentiu necessidade de partilhar esta história na antevisão a este jogo. Já na semana passada disse que ficava a torcer pela vitória do scp no derby de Lisboa. Duas afirmações que fizeram ricochete. Havia mesmo necessidade? Serão estes "mind games" que jogam a nosso favor ou contra?

Moreira de Cónegos é uma freguesia com menos de 5 mil habitantes e, como dizia Manuel Machado, é praticamente composta por uma única rua. Não obstante, tem uma equipa de futebol que o FCP não consegue vencer há quatro épocas.

Campo de reduzidas dimensões? Sim, mas também uma equipa que hoje correu mais, teve mais garra e que foi mais inteligente do que a nossa.

Sérgio Conceição afirmou, no final, que não estava preocupado pois a equipa teria produzido, mais uma vez, imensas oportunidades de golo, tal como no Domingo em Guimarães.
Ora, do jogo no D.Afonso Henriques a este vai um abismo exibicional e chances reais de golo foram apenas quatro. Praticamente as mesmas que teve o Moreirense, aliás, num empate que se aceita em termos do (pouco) futebol praticado.

O nosso treinador surpreendeu ao voltar ao 4-3-3, talvez porque, com alguma razão, não confia assim tanto em Fernando. Marega é impossível de substituir mas regressar a um meio-campo a três vai contra o ADN deste grupo de jogadores. Foi um 4-3-3 de futebol previsível e mastigado. E, claro, com imensas dificuldades em criar desequilíbrios. Por largos momentos parecia que os tempos de Lopetegui e NES estavam de volta. 
Pior ainda, o actual Danilo não traz algo de novo e não justifica, por enquanto, a titularidade. Certo que, sem Marega, nada nunca seria igual mas este regresso a tempos antigos pode deitar tudo a perder. 
Hernâni, e não Fernando, é quem mais se assemelha ao tipo de futebol do homem do Mali. Ambos gostam de jogar no espaço. Mas o português, desde que apontou dois ou três golos decisivos, como que desapareceu das opções. Isto sim, deveria ser tema de conversa do nosso treinador durante as conferências de imprensa.

Ah, e aquele penalty já depois do 1-1? Falta claríssima. Fica a dúvida se dentro ou se fora da área. Sérgio Conceição saiu-se, depois, com aquele "Não falarei mais de arbitragens até ao fim da época.". Mais um tiro no pé. Sem qualquer necessidade ou proveito. Semana negra, mesmo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Ineficácia?

Eficácia, tão somente. É o que aparentemente nos falta, apesar de, entre todas as oportunidades ontem esbanjadas, o único lance em que os nossos jogadores poderiam ter feito melhor seja, talvez, naquele chapéu demasiado alto de Marega. Em todos os outros casos, existiu mais mérito da defesa do que, propriamente, demérito nosso.

Supostamente o que nos falta em eficácia, tem o slb de sobra. Será mesmo assim? Basta recordar o golo deles em Guimarães há duas semanas. Aquilo não foi eficácia mas sim, e no mínimo, facilitismo dos defesas adversários. Idem para o jogo deles em Alvalade. Mas aquele scp de ontem tem alguma coisa a ver com o scp de há uma semana na Taça da Liga?

E em relação ao Braga? As equipas adversárias jogam com igual empenho como contra o FCP? Fica, também, a dúvida. O Braga não parece ter a qualidade individual para resolver, semana sim, semana sim, o tipo de dificuldades que todas as equipas sempre colocam ao FCP.

O FCP fez ontem a sua melhor exibição, no Afonso Henriques, desde pelo menos aqueles 5-0 do tempo do Mangala. Isto em termos de produção futebolística pura.
Em 2010/11, por exemplo, aquando da nossa última super-equipa, o FCP nem metade das oportunidades criou em relação às de ontem.
Desengane-se quem achar que se pode fazer muito mais e melhor do que aquilo que ontem produzimos. Dentro das nossas actuais possibilidades, temos vindo a apresentar uma louvável qualidade. Acima de qualquer adversário nacional. Sem factores estranhos, chegaria e sobraria.
Aliás, a pior coisa que agora nos poderia acontecer seria a equipa técnica e os jogadores começarem a desconfiar de si mesmos e acharem que há algo de errado. Não, o caminho é este mesmo. Tirando um ou outro pormenor possível de ser melhorado, as coisas estão certas, em termos gerais, na nossa forma de abordar os jogos.

Infelizmente, porém, este actual campeonato pode muito bem ser decidido por aspectos sobre as quais não temos qualquer controlo.
O que podemos nós fazer se um Boavista passa do 80 (contra o FCP) para o 8 (contra o slb)?
Certo que ninguém pode estar a 100% em todos os jogos e que existem muitas variáveis que ditam um resultado de uma partida de futebol, mas digam-me lá se aquele Renan, que defendia tudo na Taça da Liga (e em Alvalade para o campeonato), é o mesmo que, ontem, até no penalty conseguiu dar um frango?

Resta-nos, pois, esperar (sentados, certamente) que as outras equipas quando defrontam os nossos rivais mais directos, tenham um comportamento minimamente aproximado, em termos profissionais, daquele que em toda e qualquer semana exibem contra o FCP.

P.S.: E qual tal aquele fora-de-jogo “por centímetros” do Pepe no nosso golo anulado? Então a "jurisprudência" não tinha deliberado ser, desde as meias-finais de Taça da Liga, um escândalo nacional anular tais lances, independentemente das linhas desenhadas no ecrã pela SporTV? O que mudou em apenas semana e meia? Dois lances semelhantes. Um deles deu discussão para 5 dias, o outro (o de ontem) morreu ao fim de 5 segundos. Fora de jogo ao Pepe e não se fala mais no assunto.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Vai passar


O nosso maior problema é que o scp não sendo uma equipa pequena joga como tal contra o FCP.
Ou seja, estes encontros são semelhantes àqueles em que ganhámos pela margem mínima a um Rio Ave, Aves ou Santa Clara, com a diferença que, sendo o scp uma equipa com melhores valores individuais, essas vitórias mínimas transformam-se em empates.
O scp, ao contrário de um slb ou Braga, não nos defronta de uma forma aberta e dá-se por satisfeito por criar o mesmo número de jogadas de perigo quantas as de um clube inferior.
Ora, se esta sua táctica tinha resultado aquando do jogo de Alvalade para o campeonato, hoje voltou a acontecer exactamente o mesmo.
Sendo o scp o maior especialista de penáltis em todo o futebol português (e o FCP um dos piores), numa final de Taça da Liga esta atitude de "esperar para ver" ainda mais jeito lhes daria. E deu mesmo.

Não há muito a criticar na exibição do FCP de hoje (que, desta vez, até jogou com o seu equipamento principal). Não nos deixámos, desta feita, adormecer por completo na sonolência crónica do adversário e fizemos um segundo tempo de bom nível que, normalmente, seria recompensado com a conquista do troféu. Só que, bem o sabemos, ao FCP nem sempre basta ser (muito) melhor que o adversário e um penalty (bem assinalado pelos VARes), caído do céu, resultou no empate imerecido do scp.

Depois, no desempate da marca dos 11 metros, aconteceu o fado do costume: um concurso, entre os nossos jogadores, para ver quem marca pior. Com a única excepção de Telles. E, daqui em diante, tem que ser mesmo ele a marcá-los todos.

E que grande importância vão ter as nossas duas próximas partidas, para a Liga Portuguesa, na quarta-feira e, principalmente, em Guimarães no próximo Domingo. Neste último, não contem com aquela mesma equipa que, tendo dominado o slb, se revelou incapaz de traduzir em golos esse mesmo domínio. Esperem mais depressa pelo inverso, aliás.
E, quanto aos jogos do nosso mais directo adversário na luta pelo título, não esquecer que, desde terça-feira passada, entrou em vigor a "lei", não escrita, que diz que é expressamente proibido, em lances de dúvida, apitar algo que os prejudique.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Ainda há quem não conheça o nosso equipamento principal

...e, talvez por isso mesmo, e reeditando tempos já julgados ultrapassados e erradicados para todo o sempre, estranhamente o nosso clube apresentou-se hoje em Alvalade com o equipamento alternativo. Por que razão? Ninguém saberá ao certo. Para vender camisolas? Mas afinal é o departamento de marketing quem mais manda dentro do FCP?
Um desrespeito completo pelo adversário e principalmente pela nossa própria história.



Da última vez que tínhamos feito esta mesma gracinha saímos derrotados deste mesmo estádio, hoje demos "apenas" por terminado a maior série de vitórias consecutivas de sempre em Portugal.

Em comparação com estes dois aspectos, o jogo em si mesmo quase que é secundário.
Os jogos recentes, em Lisboa, contra este adversário são praticamente cópias uns dos outros: um FCP que se deixa adormecer por um scp sempre abaixo do que se espera e a quem o empate parece não desagradar. Mesmo quando, como acontecia hoje, a desvantagem pontual tornava obrigatória uma vitória ou, pelo menos um futebol mais virado para a frente.
O nosso clube, e já lá vão 11 épocas, deixa-se levar neste enredo sonolento, e os jogos são quase sempre desinteressantes e muito raramente ficam na memória.

A equipa não esteve mal defensivamente mas, tal como na Luz, pouco fez em termos atacantes.
Soares poderia ter decidido mas também Bas Dost não marcou num daqueles lances que raramente falha. Na verdade, tal como Keizer, Sérgio Conceição parecia, no fundo, contente com um empate. Por que outra razão optaria, em primeiro lugar, por um desadaptado Fernando em vez do um Hernâni em muito melhor forma?

Olhando para o conjunto da primeira volta que agora termina, o balanço é, porém, bem positivo.
A nossa actual diferença pontual para os rivais representa uma almofada já com algum significado. Temos é que nos manter em alerta para o futuro e deixarmo-nos destes azuis-"cinzentos" da camisola desta tarde.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

SportTv, um canal cada vez mais hostil

Joaquim Oliveira

Acho que o grande poder de decisão é da operadora [SportTv]. Não há nada a fazer. Vou dar um exemplo: pedimos o jogo na sexta-feira [dia 11 de janeiro] com o Sporting, porque jogamos terça [dia 15 de janeiro] com o Leixões e sexta [dia 18 de janeiro] com o Chaves. Não foi aceite. Jogamos sábado com o Sporting [dia 12 de janeiro] e o Sporting joga quarta-feira com o Feirense. Até o Sporting tinha a ganhar.”

Estas declarações de Sérgio Conceição, feitas na conferência de imprensa após o FC Porto x Nacional, são claras quanto ao poder da SportTv e à forma como esta operadora televisiva usa esse poder.

Mas o poder da SportTv vai para além da imposição das datas e horas dos jogos, muitas das vezes contra o interesse dos próprios clubes envolvidos (o caso do próximo Sporting x FC Porto, referido por Sérgio Conceição, é paradigmático).

Através da intervenção do ex-árbitro Pedro Henriques (que Francisco J. Marques baptizou de forma feliz como “VAR de contrafacção”) e de uma seleção cirúrgica dos “lances polémicos”, a SportTv consegue, jornada após jornada, condicionar a percepção dos casos de arbitragem existentes em cada jogo.

O ex-árbitro Pedro Henriques

Mais. A SportTv também é “criteriosa” no número de vezes e destaque das repetições dos lances polémicos e até, como se verificou no final do Portimonense x SLB, na decisão de não mostrar incidentes nas bancadas, quando os mesmos são protagonizados por um determinado “grupo organizado de adeptos”… 

Fogo e fumo nas bancadas provocado por tochas de adeptos benfiquistas (foto: CM)

«Pouco depois do apito final no Portimonense-Benfica (2-0), adeptos encarnados atearam fogo a uma das bancadas do Municipal de Portimão, gerando-se algum pânico entre os presentes naquela zona, avança o Record. A situação foi resolvida rapidamente com a intervenção dos bombeiros, que apagaram aquele foco de incêndio durante a flash interview dos futebolistas, junto ao relvado.»

Comentadores SportTv: Dois ex-jogadores do SLB e o ex-árbitro Pedro Henriques

Em resumo, na atual SportTv temos:
- Imposição das datas e horas dos jogos.
- Comentadores escolhidos a dedo.
- Seleção “criteriosa” dos lances a repetir.
- Imagens censuradas (não emitidas).
- “VAR de contrafacção”.

SportTv, um canal cada vez mais hostil para o FC Porto e mais simpático para o SLB.

P.S. Há quanto tempo é que Joaquim Oliveira não é visto no camarote presidencial do Estádio do Dragão?