A troca de Vítor Pereira por Paulo Fonseca só faz sentido se se traduzir numa melhoria de resultados.
Ora, estando a fasquia num patamar elevado, ao novo treinador será cobrado nova conquista do campeonato nacional e, por coerência, a chegada a uns quartos-de-final da Champions. De outra forma, não faria grande sentido esta alteração de comando técnico.
Podemos eventualmente discutir se o V.Pereira de 2013/14 faria pelo menos igual ao V.Pereira de 2012/13 (o qual esta longe de ser uma certeza) mas o facto é que esta substituição é mesmo de alto risco tendo em conta que, com apenas um terceiro lugar para mostrar, entramos mais no campo da fé do que propriamente da razão para comparar os dois treinadores.
Significa isto que se tratou de uma má escolha? Porventura não, se tivermos em conta que o sexto sentido de Pinto da Costa acerta mais vezes que o dos outros.
Porém, para o comum dos mortais, esta troca até se poderia justificar mas, para que isso acontecesse, o novo chefe deveria ser alguém num nível claramente acima ao de Vítor Pereira.
Não foi o caso, mas o que está feito já não tem retorno e, por isso, interessa agora olhar em frente e um bom começo para esta nova era será discutirmos os pontos em que temos que melhorar. É bom que haja um consenso mínimo sobre os nossos pontos críticos. O primeiro passo para a cura é localizarmos as partes “doentes”. Não há melhor timing para tal do que esta altura do defeso onde os pontos de vista não correm o risco de serem enviesados pelo resultado do último fim de semana.
As principais críticas ao nosso anterior treinador, centravam-se essencialmente em quatro aspectos:
As principais críticas ao nosso anterior treinador, centravam-se essencialmente em quatro aspectos:
1 - Futebol pouco atractivo, de muita posse e pouca definição no último terço do campo;
2 – Pouca rotação no “11” base, originando assim fadiga física e mental principalmente na zona do meio-campo;
3 – Aposta intermitente nas jovens promessas;
4 – Ambição limitada em diversos jogos europeus;
2 – Pouca rotação no “11” base, originando assim fadiga física e mental principalmente na zona do meio-campo;
3 – Aposta intermitente nas jovens promessas;
4 – Ambição limitada em diversos jogos europeus;
Relativamente ao ponto um, espera-se de Paulo Fonseca um futebol menos mastigado e com mais "killer-instinct" do que até aqui. O problema é que, até ao momento, na entrada e saída de jogadores parece que o problema se terá acentuado ao invés de ser corrigido. Continuamos à espera de reais alternativas às saídas de Moutinho e principalmente de James. Por muito valor potencial que possuam, Licá, Ricardo, Rodrigues, Josué, Carlos Eduardo e até mesmo Herrera, não são actualmente garantias do coisa alguma. Porventura, até, o mais certo é tratarem-se de apostas de futuro e não propriamente para a época que agora se inicia. Primeiro terão ainda um tempo de adaptação.
Se pensarmos que até James precisou de um ano até carburar em pleno…
Se pensarmos que até James precisou de um ano até carburar em pleno…
Neste ponto inicial enquadra-se também a velha questão do ponta-de-lança. Urge uma alternativa válida a Jackson Martinez. Não podemos, de forma alguma, atravessar nova temporada a "rezar" para que o jogador não se lesione, ou pior, seja vendido durante as janelas de transferências. Aliás, se o 4-3-3 é para ser mantido, é praticamente obrigatória a existência de dois pontas-de-lança capazes no plantel.
O ponto 2 está ligado ao primeiro no sentido em que, apesar de todos estes novos reforços portugueses, continua a valer a ideia de que ainda falta um centro campista acima de qualquer suspeita, que tanto poderá ser o substituto para Moutinho como para o cada vez mais veterano Lucho. Na realidade, não poderá passar pela cabeça de ninguém que um clube com a ambição do nosso continue a depender de um Lucho que já não dura sequer até Marco/Abril.
Para já, o melhor que se antevê será um trio formado por Fernando-Herrera-Izmaylov.
Parece curto. Para mais, continuando a não haver certezas sobre a real capacidade física do russo.
Se, pelo contrário, o novo treinador apostar num meio-campo de quatro elementos, talvez a coisa possa estar mais equilibrada. Contudo, falta claramente ali um médio ofensivo com uma maior imaginação que as actuais alternativas.
Para já, o melhor que se antevê será um trio formado por Fernando-Herrera-Izmaylov.
Parece curto. Para mais, continuando a não haver certezas sobre a real capacidade física do russo.
Se, pelo contrário, o novo treinador apostar num meio-campo de quatro elementos, talvez a coisa possa estar mais equilibrada. Contudo, falta claramente ali um médio ofensivo com uma maior imaginação que as actuais alternativas.
Quanto à aposta nas jovens promessas (ponto 3), o final de época anterior deixou uma expectativa elevada. Do nada, a aposta tardia em Kelvin tornou-o inclusive no herói do titulo, isto apesar da sua "verdura" como extremo.
Trata-se, na realidade, de um dos maiores desafios para Paulo Fonseca: fazer crescer todos estes jovens que tanto prometiam quando chegaram ao Dragão. Para já uma má notícia: perdeu um dos mais importantes (Atsu). Porém, juntando as recentes compras na nossa liga, ao provável regresso de Iturbe, já muito terá com que se entreter.
A alínea final (Europa), parecendo secundaria à primeira vista, irá ser aquilo pelo qual muito provavelmente iremos medir e comparar esta nova "gerência" com as anteriores.
Se Paulo Fonseca, à imagem de Jesualdo e Vítor Pereira, encarar adversários como um Málaga ou um Zenit, com um receio tal que o leve a alterar bruscamente as ideias em que acredita nos restantes jogos, então será apenas "mais um" treinador do FCP. Mais um que não marcará a diferença entre um antes e um depois.
Não chega vencer campeonatos: há que deixar uma marca, um legado. Ou seja, há que entregar o clube num melhor estado do que aquele em que se encontrava quando chegou.
Trata-se, na realidade, de um dos maiores desafios para Paulo Fonseca: fazer crescer todos estes jovens que tanto prometiam quando chegaram ao Dragão. Para já uma má notícia: perdeu um dos mais importantes (Atsu). Porém, juntando as recentes compras na nossa liga, ao provável regresso de Iturbe, já muito terá com que se entreter.
A alínea final (Europa), parecendo secundaria à primeira vista, irá ser aquilo pelo qual muito provavelmente iremos medir e comparar esta nova "gerência" com as anteriores.
Se Paulo Fonseca, à imagem de Jesualdo e Vítor Pereira, encarar adversários como um Málaga ou um Zenit, com um receio tal que o leve a alterar bruscamente as ideias em que acredita nos restantes jogos, então será apenas "mais um" treinador do FCP. Mais um que não marcará a diferença entre um antes e um depois.
Não chega vencer campeonatos: há que deixar uma marca, um legado. Ou seja, há que entregar o clube num melhor estado do que aquele em que se encontrava quando chegou.



