Mostrar mensagens com a etiqueta A Bola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Bola. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Portistas nas páginas de A BOLA

Nortada, Miguel Sousa Tavares (A BOLA, 18-07-2017)

«Os factos reportam-se a um jogo Beira-Mar - FC Porto, a quatro ou cinco jornadas do final de um campeonato que o FC Porto haveria de vencer tranquilamente com, salvo erro, uns 14 pontos de avanço sobre o segundo classificado – o Sporting. Ou seja, os 6 pontos retirados foram só para mostrar serviço. Recorde-se ainda que, nesses gloriosos dias, o FC Porto era treinado por José Mourinho, a sua superioridade interna era imensa e incontestável e estava a dias de se sagrar campeão europeu. Enquanto isso, o Benfica terminaria o campeonato a mais de 20 pontos de distância, em quarto lugar, atrás do Vitória de Guimarães.»
O que é feito de Carolina Salgado?
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 18-07-2017


O Miguel Sousa Tavares (MST) confunde algumas datas e factos (algo que, por vezes, acontece nas suas crónicas semanais publicadas na A BOLA), mas a mensagem essencial da crónica desta semana, além de pôr o dedo na ferida, é perfeitamente clara e correta.

As duas versões do livro de Carolina (jornal SOL, 08-09-2007)

Juiz acusa Carolina de mentir (O JOGO, 01-07-2008)

O célebre Beira-Mar x FC Porto, arbitrado por Augusto Duarte e que terminou empatado (0-0), foi disputado na época 2003/2004, jornada 31. Isto é, a quatro jornadas do fim desse campeonato e a cerca de um mês do FC Porto se sagrar campeão europeu em Gelsenkirchen, no dia 26 de Maio de 2004.
A equipa do FC Porto (treinada por José Mourinho) ganhou esse campeonato com 82 pontos. Mais 8 pontos que o SLB (2º classificado) e mais 9 pontos que o Sporting (3º classificado).

O campeonato que o FC Porto ganhou com 20 pontos de avanço (mais tarde reduzidos a 14) foi quatro anos depois, na época 2007/2008.
A equipa do FC Porto (orientada pelo prof Jesualdo Ferreira) terminou esse campeonato com 75 pontos e, após lhe terem sido retirados 6 pontos pelo CD da Liga (presidido pelo dr. Ricardo Costa), ficou com 69 pontos.
O Sporting terminou com 55 pontos. O V. Guimarães terminou com 53 pontos. E o SLB terminou esse campeonato em 4º lugar, com 52 pontos (a 23 pontos do FC Porto!).

Quanto à validade das escutas… Ao contrário do que afirma o MST, as escutas não foram ilegais, conforme foi explicado no último programa ‘Universo Porto’ (emitido no Porto Canal, na passada segunda-feira). As escutas não são é válidas para serem usadas no processo disciplinar da Liga/FPF que, “oportunamente”, foi (re)aberto pelo benfiquista de Canelas.

Percebe-se que este tipo de lapsos sejam aproveitados, por benfiquistas e sportinguistas, para descredibilizar o MST. O que me custa a aceitar é que também sejam aproveitados por portistas, para atacar e até insultar o MST, sempre que ele escreve uma crónica crítica do Presidente Pinto da Costa ou de decisões da Administração da SAD.

Ora, convém lembrar que, quando o Apito Dourado “explodiu”, enquanto o Presidente e o Clube/SAD se remeteram ao silêncio, o MST foi dos poucos, juntamente com alguns blogues (entre os quais tenho o orgulho de colocar o ‘Reflexão Portista’), a dar a cara e vir para a “frente de batalha” na praça pública.

É perfeitamente normal discordar das opiniões do MST e eu discordo com frequência, principalmente quando as opiniões são referentes a jogadores ou treinadores. Contudo, não me esqueço que o MST que critica o Presidente nas páginas de A BOLA é a mesma pessoa, o mesmo Portista que, nessas mesmas páginas, defendeu o FC Porto num dos períodos mais delicados da nossa história.

Por isso, e não só, obrigado Miguel.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

“Se não fosse o caso do túnel, teríamos sido campeões”

O caso do túnel na capa do jornal A BOLA de 06-07-2017

Numa entrevista ao jornal A BOLA, Jesualdo Ferreira falou sobre o tristemente célebre caso do Túnel da Luz, em que dois jogadores do FC Porto – Hulk e Sapunaru – foram alvo de suspensões nunca antes vistas no futebol português.

Em quatro anos [como treinador do FC Porto] só uma vez é que não cumpri um objetivo. Cumpri sete. (...) E estou convencido ainda hoje que se não fosse esse caso teríamos sido campeões [na época 2009/2010]. O FC Porto teria feito o penta e eu teria feito o tetra. Esse episódio do túnel foi decisivo. (…)
Não, não foi justa [a decisão]. A forma como os meus jogadores foram tratados, como o FC Porto foi tratado, a forma como as coisas aconteceram... Não foi verdade. E digo isto cara a cara, quer as pessoas gostem ou não gostem. Quem sentiu na pele fui eu, estive lá e vi. E também senti durante um ano como as coisas aconteceram.

A revolta do plantel e o Somos Porto (20-02-2010)

Não foi a primeira vez que Jesualdo Ferreira (um homem que foi treinador dos três “Grandes” do futebol português) falou da injustiça deste caso.
Em 12 de Fevereiro de 2010, Jesualdo Ferreira disse o seguinte:

O Hulk é um jogador revoltado. O estado de espírito dele é de revolta, porque não pode trabalhar e fazer aquilo que gosta. Nós, internamente, também estamos revoltados porque temos um profissional bem pago e que não está a ajudar a equipa como devia em função do contrato que tem. Acho que quando erramos temos de ser penalizados, mas temos de ser penalizados na justa medida do erro que cometemos, e temos de ser penalizados de forma a não voltar a errar. Agora, isto tudo não deixa de ser uma coisa incompreensível para as pessoas.


Em 24 de Março de 2010, o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), instância de recurso, reduziu drasticamente o castigo que tinha sido aplicado a Hulk e a Sapunaru pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga, à época presidida pelo célebre benfiquista de Canelas, o dr. Ricardo Costa.
Em vez de quatro e seis meses de suspensão, o CJ da FPF reduziu os castigos de Hulk e Sapunaru para três e quatro jogos respetivamente, indo de encontro ao enquadramento disciplinar, para estes dois casos, que foi defendido pelo FC Porto.

4 meses de suspensão
(O JOGO de 20-02-2010)
Se a suspensão decretada pelo dr. Ricardo Costa tivesse sido cumprida na totalidade, o FC Porto teria sido obrigado a disputar 23 jogos sem Hulk. Em função desta decisão do Conselho de Justiça da FPF, foram “só” 17 jogos oficiais sem o melhor jogador do campeonato português...

Recordar o caso ‘Túnel da Luz – Hulk’ é recordar o tempo em que Ricardo Alberto Santos Costa foi presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes (entre Outubro de 2006 e Julho de 2010).

É recordar a atuação do dr. Ricardo Costa neste caso, mas também nos casos ‘Apito Final’ ou ‘Diabo de Gaia’, entre outros menos mediáticos.

É recordar o impacto desportivo e financeiro que estes casos tiveram.

É recordar um tempo que não foi positivo, nas palavras de Fernando Gomes à Agência Lusa, após ter sido eleito para a presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

É, tal como referi em “Ando a falar da benfiquização do futebol português há anos”, sublinhar que o “polvo encarnado” não nasceu em 2013. O “polvo” começou a ser criado muito antes (Os tentáculos do SLB), tendo sido decisivo em vários momentos dos últimos 14 anos (*)

(*) Luís Filipe Vieira foi eleito presidente do SLB a 3 de Novembro de 2003.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Voando sobre um ninho de hipócritas

Após o FC Porto, através do seu Diretor de Comunicação, ter revelado publicamente um conjunto de e-mails comprometedores para o SLB, trocados entre um ex-árbitro de 1ª categoria (Adão Mendes) e um diretor da Benfica TV (Pedro Guerra), os benfiquistas ficaram atarantados, sem saber o que fazer ou dizer.

Em termos de reações, houve de tudo. Silêncios ensurdecedores, falhas de memória seletivas, reações envergonhadas, não-reações e até confissões implícitas (do tipo “vocês fizeram parecido”).

O jornal A BOLA, após ter saído do estado de choque inicial, decidiu entrevistar um ex-árbitro. Contudo, em vez de entrevistar Adão Mendes, o ex-árbitro implicado no tráfico de influências revelado nos e-mails (e que se remeteu ao silêncio), os senhores de A BOLA entenderam que era mais relevante ir ao baú da história e entrevistar um outro ex-árbitro – Carlos Calheiros.

Assim, a edição de A BOLA do dia 10 de junho (4 dias após a divulgação pública dos primeiros e-mails), trazia uma encomenda… perdão, uma entrevista (com destaque de 1ª página!) de Carlos Calheiros, um ex-árbitro e, atualmente, pintor nas horas vagas.

Carlos Calheiros nunca chegou a árbitro internacional e apenas apitou jogos do campeonato português durante seis épocas, mas ficou famoso por, alegadamente, o FC Porto ter pago uma viagem que fez ao Brasil, em Julho de 1995.

À época, devido à pressão da comunicação social lisboeta, o caso foi exaustivamente investigado mas, após os esclarecimentos prestados pelas três partes envolvidas – Carlos Calheiros, FC Porto e agência de viagem Cosmos – foi arquivado. Contudo, o ex-árbitro de Viana de Castelo nunca mais se livrou deste ferrete e, pouco tempo depois, abandonou totalmente a arbitragem. Já lá vão 22 anos.

Volvidos todos estes anos, perante factos altamente comprometedores do presente, há que tentar desviar as atenções com episódios do passado. Mas, já que o jornal A BOLA se lembrou de fazer esta “oportuna” viagem pelo passado do futebol português, então vamos um pouco mais atrás e recordar outras famosas viagens de avião, envolvendo árbitros de futebol e um clube de… Lisboa.

Recuemos, então, a Junho de 1978…

Após ter posto fim a um jejum de 19 anos, com a conquista do campeonato de 1977/78, o FC Porto também se apurou para a final da Taça de Portugal. O outro finalista era o Sporting e, claro, a final ia realizar-se no “muito neutral” estádio de Oeiras (há 40 anos atrás, uma deslocação a Lisboa não era, propriamente, pera doce…).

Naquele tempo, o “mau da fita” ainda não era Pinto da Costa, mas sim José Maria Pedroto que, sem medo, comentava: “É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital”.

A final foi um jogo muito quente, com uma arbitragem escandalosa e ficou marcada por um penalty polémico, favorável ao Sporting, que foi convertido por Menezes. Tendo o jogo terminado empatado (1-1), foi necessário disputar-se uma finalíssima, no dia 24 de Junho de 1978, arbitrada pelo senhor Mário Luís de Santarém.

Com uma arbitragem idêntica ao que era (é!) habitual nos jogos do FC Porto em Lisboa e que validou um golo irregular à equipa leonina, o FC Porto perdeu por 1-2, provocando a natural indignação dos seus jogadores, treinador e dirigentes. No final do jogo, Seninho, o autor do golo portista, diria o seguinte: “O árbitro entregou a Taça ao Sporting”.

Finalíssima da Taça de Portugal 1977/78 (fotos: Memória Azul)

Mas o mais escandaloso estava ainda para vir. Menos de 48 horas depois dessa finalíssima, o Sporting partiu para uma digressão à China.

Ora, qual não foi o espanto, quando se constatou, que integrados na comitiva sportinguista e vestidos com um fato à medida, igual ao dos restantes elementos, iam dois... árbitros!
Dois árbitros?
Sim, o senhor Porém Luís, de Leiria e, nada mais, nada menos, que Mário Luís, o árbitro da finalíssima, que a partir daí passou a ser conhecido como o “chinês”.

Caricatura de Francisco Zambujal publicada no jornal A BOLA
alusiva a um Sporting x Belenenses da época de 1981/82

Perante o escândalo, esta situação foi devidamente “esclarecida” pelos envolvidos – Sporting e árbitros – por forma a “lavar consciências” e evitar mal entendidos...

Os árbitros Mário Luis e Porém Luis
Jogadores, dirigentes de Sporting e os dois árbitros no estádio olímpico de Pequim

Talvez por isso, não houve inquéritos da FPF, nem investigações da PJ e muitos menos punições para o clube de Lisboa e para os árbitros envolvidos, os quais continuaram a “passear a sua classe” pelos relvados portugueses.

Bons tempos, em que convidar árbitros no ativo, para integrar comitivas de um clube ao estrangeiro, não era escandaloso, nem tinha consequências nefastas nas carreiras e reputação desses árbitros.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

La Piovra | A BOLA apurou…

Rui Costa e Luís Filipe Vieira (foto: LUSA)

«Ontem, no intervalo do dérbi, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Paulo Gonçalves, fizeram uma espera ao árbitro Artur Soares Dias para lhe pedirem satisfações por alegados penaltis não assinalados a seu favor. A cena de coacção e intimidação, habitual nestes protagonistas, como foi, por exemplo, relatado em Paços de Ferreira, foi testemunhada pelos delegados da Liga presentes em Alvalade. O Sporting CP aguarda o relatório dos árbitros e dos delegados, bem como, a reunião do Conselho de Disciplina para então decidir se será mais uma vez forçado a apresentar queixa junto deste órgão.»
Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, num texto publicado no Facebook


Perante esta acusação do Sporting (que diz ter imagens), a qual implica altos dirigentes do SLB e os delegados da Liga que estiveram presentes no Estádio de Alvalade, a "explicação" do jornal semioficial do SLB é deliciosa…

«Paulo Gonçalves, diretor jurídico do Benfica, encontrava-se na zona que dá acesso aos balneários no intervalo do jogo do último sábado, em Alvalade, e não podia - o seu nome estava inscrito no modelo P, que permite a sua presença naquela zona apenas até a partida começar e 15 minutos após o jogo acabar.
O causídico encontrava-se naquela zona na companhia de Luís Filipe Vieira e Rui Costa, tendo estes três elementos abordado o árbitro da partida no período de descanso. Porém, ao que A BOLA apurou, esta situação nem terá sido relatada pelos delegados da Liga que marcaram presença na partida, o lisboeta Manuel Castelo e o escalabitano Rui Manhoso, uma vez que a abordagem foi feita com a máxima educação, trocaram-se alguns pontos de vista e o próprio juiz da partida, o portuense Artur Soares Dias, conversou sem qualquer problema com os três educados e cordiais dirigentes do Benfica - não se ouviu um grito ou palavrão que fosse, ou seja, nada se passou que fosse suscetível de ser mencionado no relatório dos delegados.»
in A BOLA, 25-04-2017


Digam lá se este artigo não foi bem "cozinhado" (cozinhado à lagareiro…). Mais um jeitinho e dava um belo romance…

Nota: Os destaques e sublinhados no texto são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O tetra da fanfarronice

Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, Hugo Gil, A BOLA, Record

Após uma 1ª mão ilusória (cheia de falhanços escandalosos dos avançados do Borussia Dortmund e defesas "milagrosas" do GR benfiquista), desta vez,…
… sem o colinho a que estão habituados em Portugal e…
… sem a sorte monumental que tiveram no jogo da 1ª mão,…
… até o atual 3º classificado da Bundesliga (a 13 pontos do líder Bayern Munique!), mesmo desfalcado de Raphaël Guerreiro e dos internacionais alemães Mario Götze e Marco Reus, foi suficiente para lhes espetar 4 secos!

Pois é, um banho de realidade não faz mal a ninguém, principalmente aos "humildes" benfiquistas…

Nota: Eu ouço e leio as queixas dos benfiquistas em relação à arbitragem do inglês Martin Atkinson, sorrio e imagino o jeito que daria ao SLB ter um Nuno Almeida (árbitro do SLB x GD Chaves), Jorge Ferreira (árbitro do Estoril x SLB) ou Bruno Esteves (árbitro nomeado para o próximo SLB x CF Belenenses) a arbitrar estes jogos europeus.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os casos e a 1ª página

Os casos do SL Benfica x Vitória Setúbal analisados em A BOLA (fonte: Tomo II)


Num jogo em que o próprio jornal A BOLA reconhece ter havido dois erros graves de arbitragem – penalty por assinalar contra o SLB e 2º golo dos encarnados precedido por uma falta claríssima – a 1ª página da mesma edição de A BOLA não faz qualquer referência a esses “erros” (vamos chamar-lhes assim…).


Limpinho, limpinho?

Claro! E branqueado por “especialistas” nestas coisas…

O novo "normal"

Há umas semanas atrás, a Bola publicou o seguinte na primeira página:


Uns dirão que tal parangona veio na sequência do Braga x Porto, para a Taça da Liga - como se a Bola algum dia se "tomasse das dores" do FCP; eu não descartaria que a razão fosse o facto de uma semana antes, e pela primeira vez esta época (e na primeira volta da Liga), um jogador do SLB ter ido "tomar banho mais cedo".

Curioso, fui tentar perceber o que faz "girar" a Bola, e compilei os números - vejamos:


Pese embora seja descendente de um árbitro, não me considero um especialista em Arbitragem, ainda assim, diria que estes números são, no mínimo, desiquilibrados. Em 17 jornadas, o SLB beneficiou só de mais do dobro das expulsões - directas ou por acumulação de cartões amarelos - que o Porto e SCP juntos - quase uma a cada 2 jogos: é obra. É certo que parte destas expulsões, no que ao SLB toca, ocorrem em momentos em que o resultado está feito, ou a poucos minutos do final dos jogos - se bem que, como os encarnados saberão, os jogos só terminam quando o árbitro apita, e que por 2 minutos se ganha ou se perde um jogo (e um campeonato ou uma taça).

Explicações para a disparidade dos números, não tenho. Se calhar, os jogadores adversários jogam com mais afinco contra o SLB, descuidam-se e usam de violência contra o Maxi Pereira e companheiros, ou recorrem a faltas grosseiras porque a capacidade do Salvio ou do Talisca, ou da equipa em geral, é difícil de contrariar de forma legal - vejam-se os resultados nas competições europeias; eles são imparáveis! Também é possível que quando o SLB está em campo, tão grande que é, as regras se "dobrem", como a luz nas proximidades de um buraco negro. Ou então, os árbitros sabem que nunca terão uma carreira longa - como, por exemplo, o Bruno Paixão - se não impuserem respeito aos adversários quando defrontam o "glorioso" - fica bem mostrar demonstrar simpatia, e sempre se poupam a calduços do Diabo de Gaia ou cabeçadas no Colombo.

Desconheço se realmente os árbitros expulsam muito ou expulsam pouco; aquilo que é certo - não é teoria ou conjectura, mas facto - é há um clube, que "beneficia" mais de expulsões do que os outros. Uns chamarão a isso apenas coincidência, um fruto do acaso e até uma banalidade; outros chamar-lhe-iam a prova provada de um "sistema" obscuro, mas se, e só se, o clube beneficiado vestir de azul-e-branco.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A sorte grande de uma equipa banal

“… vendo a banalidade que é este SL Benfica, eu ainda quero acreditar que é possível e, por isso, jogadores e adeptos não podem baixar os braços

Foi assim que eu terminei o artigo que escrevi acerca do FC Porto x SL Benfica (0-2) e iniciei o artigo que escrevi após o SL Benfica x SC Braga (1-2), em que os bracarenses eliminaram os encarnados da Taça de Portugal.

Não sei se “banal” é o adjectivo que melhor caracteriza este SL Benfica versão 2014/2015, mas ontem, ao ver o Sporting x SL Benfica foi, mais uma vez, a palavra que me veio à cabeça.

Chegados aos 75 minutos de jogo, os encarnados de Lisboa tinham feito 3 (três!) remates, nenhum enquadrado com a baliza de Rui Patrício.

Ao minuto 80, o SL Benfica conquistou, finalmente, o seu 1º canto (nessa altura o Sporting já tinha 10!).

E ao minuto 94 (a 28 segundos de se esgotar o tempo de descontos dado por Jorge Sousa), após um balão de Pizzi (feito à sorte, de costas para a baliza do Sporting), beneficiando de um ressalto na área leonina, no 4º remate e primeiro (e único!) enquadrado com a baliza, o SL Benfica marcou e conseguiu empatar.

A BOLA (o jornal semioficial do SL Benfica) chamou-lhe sorte grande. Eu nem sei muito bem o que lhe hei-de chamar. Sei que, tal como no Dragão, o SL Benfica jogou em Alvalade como jogam as equipas pequenas, em termos ofensivos foi de uma nulidade quase total, mas conseguiu sair de mais um confronto com um rival directo sem perder.

Aqueles que, em anos anteriores, elogiavam o “futebol atacante e entusiasmante” das equipas de JJ (em contraponto com o “futebol monótono” das equipas de Vítor Pereira…), o que dirão deste SL Benfica que, no Dragão, jogou da mesma forma que o Boavista – autocarro de dois andares à frente da baliza – e agora, em Alvalade, repetiu a receita, com um quarteto defensivo em que os laterais praticamente não subiram no terreno, mais dois médios defensivos – André Almeida e Samaris – que raramente passaram do meio campo.

Aliás, sempre que o Sporting acelerava o jogo, o SL Benfica transformava-se em benfiquinha e adoptava a mesma estratégia de queimar tempo tão habitual (e que costuma ser severamente criticada por jornalistas e comentadores) nas equipas de mentalidade e categoria pequenina.

Foi assim na 1ª parte, com Eliseu, Jonas e Jardel a caírem e ficarem no relvado, para acalmar o jogo… e continuou na 2ª parte (até ao minuto 86), em que esse papel triste foi desempenhado por Artur.

Ao minuto 62, foi quase cómico, quando a transmissão televisiva mostrou um Jonas esbaforido, aos gritos (penso com o Eliseu), a dizer: “Calma, calma, calma!”.

Nos jogos contra o Sporting, contra o FC Porto e na fase de grupos da Liga dos Campeões, independentemente de ter conseguido alguns resultados positivos, este SL Benfica 2014/2015 mostrou aquilo que é: uma equipa banal!

E o jogo de ontem comprovou aquilo que toda a gente sabe (incluindo os benfiquistas, embora não o confessem em público): não fora as arbitragens que o catapultaram para o 1º lugar e, nesta altura, este benfiquinha nunca seria líder do campeonato português.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

sábado, 13 de dezembro de 2014

Os brasileiros do FCP e do SLB

Ontem, a redacção portuguesa do UEFA.com escolheu um “onze” de jogadores brasileiros que se destacaram na fase de grupos da UEFA Champions League, onde constam quatro jogadores do FC Porto e… zero do SL Benfica:

Guarda-redes: Fabiano (FC Porto)
Lateral-direito: Danilo (FC Porto)
Defesa-central: Maicon (FC Porto)
Defesa-central: David Luiz (Paris Saint-Germain)
Lateral-esquerdo: Marcelo (Real Madrid)
Médio-defensivo: Casemiro (FC Porto)
Médio-direito: Alex Teixeira (Shakhtar Donetsk)
Médio-esquerdo: Lucas Moura (Paris Saint-Germain)
Médio-centro: Willian (Chelsea FC)
Avançado: Neymar (FC Barcelona)
Avançado: Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk)


A BOLA, depois de, na quarta-feira passada, ter antecipado o clássico entre dragões e águias (talvez para evitar falar no “excelente” desempenho europeu do SLB…), dizendo que os encarnados de Lisboa vinham ao Estádio do Dragão para ganhar…



… hoje decidiu “responder” à redacção portuguesa do UEFA.com:


E, claro, A BOLA não se esqueceu de salientar que o lateral-direito do FC Porto está de saída, enquanto que o lateral-direito do SL Benfica está perto na renovação. O costume…

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

4 dias depois, 4 anos antes

Quatro dias depois de uma arbitragem muito (in)competente ter sido determinante para o FC Porto perder 2 pontos em Guimarães, foi a vez de Rui Vitória, treinador da equipa vimaranense, reconhecer, implicitamente, que o FC Porto foi prejudicado:

Houve erros, de parte a parte e, se o Vitória foi beneficiado, noutras alturas foi prejudicado e calou-se

Deixa ver se eu percebi. O Vitória foi beneficiado (o que significa que a equipa adversária foi “gamada”), mas como já foi prejudicado noutros jogos e calou-se, os elementos do FC Porto deveriam ter feito o mesmo.

Pois, como eu compreendo o antigo treinador da equipa de juniores do SLB (entre 2004 e 2006)…

Quatro anos antes do trio liderado por Paulo Baptista ter “travado” o FC Porto, disputou-se um outro jogo polémico em Guimarães.
No dia 10 Setembro 2010, também para a 4ª jornada do campeonato (época 2010/2011), o Vitória Guimarães recebeu a equipa do SLB e venceu por 2-1.

Inconformados com algumas decisões do trio de arbitragem liderado por Olegário Benquerença, os responsáveis benfiquistas, não só não se calaram, como “crucificaram” o árbitro de Leiria na praça pública.

… houve quatro lances com influência directa no resultado: dois foras de jogo, ao Saviola e ao Cardozo, e dois 'penalties' claríssimos. As imagens são muito evidentes e não deixam nenhuma dúvida. (…) assumimos as nossas falhas no campo, mas não podemos assumir as dos outros”, disse Rui Costa (director desportivo do Benfica) na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, na presença de todos os membros da SAD benfiquista, presidente Luís Filipe Vieira incluído.

Mais. Na “crucificação” pública do árbitro, o Benfica contou com o apoio entusiástico da comunicação social do regime e, surpreendentemente (ou talvez não), de Vítor Pereira, o líder dos árbitros (depois desse jogo, Olegário esteve mais de um ano sem ser nomeado para jogos dos encarnados de Lisboa).


Dois pesos e duas medidas? Que ideia…

domingo, 18 de maio de 2014

FC Porto, o verdadeiro primeiro vencedor da Taça de Portugal

"Num país onde o futebol era já um fenómeno de popularidade mas onde não havia infra-estruturas, profissionalismo e capacidade de organização, era complicado dar forma a um torneio destas caracteristicas que emulasse a FA Cup ou a Copa del Rey. Talvez por isso a primeira edição tivesse sido apenas disputada pelos clubes campeões dos distritos de Lisboa e Porto, Sporting e FC Porto. Era a grande rivalidade desportiva da década de vinte, a das duas equipas que dominavam com maior autoridade a sua competição distrital. Disputado a duas mãos, o torneio terminou com uma vitória para cada lado que levou à realização de um terceiro jogo, em campo neutral, no estádio do Bessa. Os leões protestaram que o jogo decisivo fosse disputado na cidade do Porto e os azuis-e-brancos acabaram por sair vencedores por 3-1 já no prolongamento. O clube da Cidade Invicta tornava-se então, ao contrário da fórmula que credita a Académica, no primeiro vencedor do Campeonato/Taça de Portugal."
Futebol Magazine

Os adeptos do Futebol Clube do Porto estão habituados a ganhar.
Vamos a finais, ganhamo-las. Nos últimos 30 anos somos a potência hegemónica - HEGEMÓNICA - do futebol português. De cinco em cinco anos perdemos um título, uma média irrepetível e que nem o Benfica foi capaz de reproduzir nos seus mais famosos anos. O que Pinto da Costa conseguiu é algo que nenhuma história falseada será capaz de obviar. O FC Porto idealizado por José Maria Pedroto, organizado por Pinto da Costa e executado por gente do nível de Artur Jorge, Bobby Robson, José Mourinho e André Villas-Boas deu aos adeptos um novo ADN. Estamos nas derrotas, estamos nas vitórias. E estamos mais habituados ás segundas do que ás primeiras. E talvez por isso deixemos passar detalhes a que outros clubes dão mais importância. Quem tem tempo livre pode fazê-lo. Mas nem sempre foi assim. O FC Porto já foi o maior clube português antes desta interminável saga de glória. Era um espinho cravado no costado do centralismo absoluto do futebol orquestrado desde Lisboa. Antes do primeiro grande deserto de títulos - entre 1940 e 1956 - o clube azul-e-branco era uma formação formídavel e dificilima de bater. Era também uma equipa de registos históricos. Entre os anos 20 e 40 o FC Porto ganhou a primeira edição de todos os torneios criados em Portugal. Mais tarde vencia a primeira Supertaça. Mas um truque idealizado desde o centralismo lisboeta e perpetuado pela imprensa e pela falta de acção das autoridades nortenhas ajudaram a perpetuar uma das maiores mentiras do nosso futebol. A de que o FC Porto é o primeiro vencedor do que hoje é a Taça de Portugal.


A questão é simples e fácil de entender.
Entre 1922 e 1938 realizou-se o Campeonato de Portugal. Era um torneio inspirado na Copa del Rey espanhola, uma primeira ronda preliminar nos distritais - a organização básica do futebol português á época - e depois uma série de rondas a eliminar que culminavam numa final em território neutro. Era a "Taça". Só anos mais tarde, depois do sucesso da campanha da selecção portuguesa nos Jogos Olímpicos de Amesterdão se deu a vontade de criar uma liga regular que seria restrita a equipas de quatro distritos (Braga, Lisboa, Coimbra e Porto e mais tarde aberta a Setúbal, Évora, Algarve e Aveiro) no que se baptizou como Campeonato da Liga. Essa competição durou quatro épocas, entre 1934 e 1938. O FC Porto, inevitavelmente, venceu a primeira edição. Em 1938 o governo salazarista decidiu mudar o organigrama desportivo do país e decidiu dar uma lavagem de imagem com dois novos nomes para as respectivas provas. O Campeonato de Liga passou a Campeonato Nacional de 1º Divisão e o Campeonato de Portugal a Taça de Portugal. O formato permanecia o mesmo.
No caso do Campeonato Nacional, ampliaram-se os clubes mas manteve-se a politica de quotas que se manteve mais uma década até que se aboliu o apuramento via Distritais e se abriu caminho a que os clubes subissem e descessem de divisão. Na Taça de Portugal os Distritais deixaram de servir como ronda preliminar e as eliminatórias entre equipas começaram desde o principio, mas sem a participação na primeira ronda dos clubes da 1º Divisão. Com o passar dos anos, parte da imprensa desportiva começou a tratar o Campeonato da Liga como parte própria do historial da 1º Divisão. Era uma decisão que alegrava, sobretudo, os benfiquistas que assim juntavam mais 3 títulos ao seu historial. O jornal A Bola era o principal apologista desta inclusão que favorecia o "seu" clube. O Record, por outro lado, não o reconhecia. A finais dos anos oitenta e principio dos noventa a pressão nas instituição da Federação Portuguesa de Futebol e o circo mediático montado à volta do clube vermelho de Lisboa levou a FPF a dar como válidos esses três títulos (o do FC Porto também) no palmarés oficial. Por isso os benfiquistas celebram hoje o 33º titulo que podia, perfeitamente, ser o 30º.
Ora, se essa vara de medir foi aplicada ao Campeonato da Liga-Primeira Divisão, porque não o foi aplicada com o Campeonato-Taça?



Talvez o principal motiva seja o facto de que neste Campeonato de Portugal o Benfica foi superado em títulos pelo Sporting e pelo FC Porto. Os Dragões, como mandava a tradição não escrita, tinham ganho a primeira edição do Campeonato de Portugal contra os leões. Ganharam mais três edições contra quatro dos leões. Quando a Taça de Portugal começou, a Académica foi proclamada campeã depois de um jogo épico contra o próprio Benfica, clube que nem sequer fazia parte da equação nas primeiras edições do Campeonato de Portugal. A imprensa da época, ciente do facto, calou-se e não exigiu o mesmo trato aos vencedores do Campeonato de Portugal. O Sporting, que por então em títulos nacionais seguia com uma vantagem considerável sobre o FC Porto, também preferiu não fazer ruido. E o provincianismo a que o FC Porto tinha sido empurrado pelo país impedia o clube de exigir um tratamento condigno a esses anos míticos da sua história. Quando Pinto da Costa chegou ao poder, fê-lo com novos titulos, novas celebrações e uma nova cultura de vitória e também ficou esquecido esse "roubo" histórico. O FC Porto, no fundo, não é só o primeiro clube a vencer o Campeonato 1º Divisão e a Supertaça. É também o primeiro clube a vencer a Taça de Portugal, via Campeonato de Portugal. Ou seja, o primeiro clube em todas as competições do país. Uma espinha demasiado gorda para engolir, seguramente.

O resto do futebol português pode preferir esquecer. Muitos adeptos portistas, focados no presente e preparados para o futuro também. Compreendo-os. Mas para mim, para a grandeza de um clube que já foi a maior força nacional noutros tempos distantes, o FC Porto será sempre o primeiro campeão da Taça, contem o que quiserem contar. E nunca está demais relembrar antes que alguém se esqueça que essas tardes de glória aconteceram e foram pintadas de azul e branco!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Amigos e com a bênção de A BOLA

Comunicado conjunto da Liga, SLB e SCP

«Reunidas, esta manhã, as autoridades com responsabilidades em matéria de segurança – Câmara Municipal de Lisboa, Autoridade Nacional de Protecção Civil, Regimento dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa, o Projectista do Estádio da Luz, Tiago Abecasis, Martifer, Instituto Soldadura e Qualidade (Entidade Independente e Certificadora) – e aferidas estarem reunidas todas as condições nessa matéria, o jogo entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal vai realizar-se às 20h15.
Na reunião, liderada pelo presidente da Liga Portugal, Mário Figueiredo, estiveram presentes os presidentes dos dois Clubes, Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho, que vincaram que a segurança era factor determinante para a realização do jogo e só deram o respectivo aval depois de recebidas todas as garantias das entidade referidas.
Todos desejam que o jogo seja um excelente espectáculo desportivo e que promova a modalidade.»

Lisboa, 11 de Fevereiro de 2014
Liga Portugal
Sport Lisboa e Benfica
Sporting Clube de Portugal

----------

Ao contrário do lamentável comportamento que assumiu (e continua a assumir) no “caso dos 2 minutos e 45 segundos”, ao pretender derrotar o FC Porto na secretaria (algo que os leões foram incapazes de fazer dentro do campo, mesmo tendo beneficiado de um confronto direto em Alvalade), no caso da falta de condições de segurança do estádio da Luz, Bruno de Carvalho nem sequer pôs a hipótese de ganhar aos seus vizinhos (ia dizer amigos…) da 2ª circular recorrendo, para tal, ao que está previsto no Artigo 94.º do Regulamento das Competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Acho muito bem que o SCP não tenha tentado ganhar ao SLB na secretaria (os jogos, com "frangos", bolas aos postes e penalties, com erros de jogadores, treinadores e árbitros, ganham-se dentro das 4 linhas!), mas daí a fazer o papel de bom samaritano…
Estando numa posição de força e podendo esgrimir com o regulamento, bem como, exigir uma vistoria completa feita por entidades oficiais após a realização das obras de reparação (se bem me lembro, no caso da pala do antigo estádio de Alvalade foi preciso um parecer técnico do LNEC), por que razão é que os dirigentes sportinguistas concordaram, de imediato, com a “solução” de marcar o jogo para a data que mais interessava ao rival de sempre (será mesmo?) ?

Sabendo os dirigentes leoninos que, jogando esta semana, não podiam utilizar dois jogadores cruciais – William Carvalho (castigado) e Jefferson (lesionado) – e também que, a partir da próxima semana, recomeça a Liga Europa (prova em que o clube encarnado, supostamente rival, está envolvido), por que razão concordaram que o derby de Lisboa fosse realizado apenas 48 horas depois de ter sido adiado?

O principal objectivo (eu diria obrigação) dos dirigentes de um clube é defender os interesses desse clube mas, no caso de Bruno Carvalho e parafraseando o que li num blogue sportinguista, a “preocupação primordial foi ser simpático e cordato com a Liga e com o SLB”.

A BOLA, 11-02-2014
Por alguma razão, nunca houve um presidente sportinguista tão elogiado pela “nação benfiquista”.
E também deve ter sido a primeira vez, concerteza por “boas razões”, que em dia de derby lisboeta um presidente do SCP teve direito a uma extensa entrevista e a ocupar toda a 1ª página do jornal A BOLA…


P.S. Obviamente, ninguém pode garantir que se o jogo fosse disputado daqui a duas ou três semanas o resultado final teria sido diferente. Contudo, é óbvio que se pudesse contar com William Carvalho e Jefferson, evitando que Leonardo Jardim tivesse de fazer adaptações (o que dizer da exibição de Eric Dier na posição 6?), as hipóteses sportinguistas seriam bem maiores.

P.S.2 Com a derrota do clube presidido por Bruno Carvalho, o pior FC Porto dos últimos 10 anos voltou a uma das duas posições que dão acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões 2014/2015.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A sucessão de D. Moutinho

I. Moutinho, o peso morto

«[o FC Porto] não só bancou 11 milhões, mais 25% numa futura transferência, como perdoou 2,5 milhões que o Sporting ainda devia de Postiga e, mais que tudo, acrescentou-lhe o passe de Nuno André Coelho. Quanto valerá o passe de Nuno André Coelho? Eu não sei, mas sei isto: o João Moutinho está em regressão há dois ou três anos: é um jogador regular, acertadinho, mas sem rasgo e, até ver, de progressão falhada; quanto a Nuno André Coelho, para mim, é a grande promessa para vir a ser o melhor central português do futuro. Eu não trocaria um pelo outro: o FC Porto trocou e ainda lhe acrescentou 13,5 milhões. Ou seja, por mais que se desvalorize o passe actual de Nuno André Coelho, a verdade é que, contas feitas, Pinto da Costa bateu a cláusula de rescisão de João Moutinho: 22,5 milhões. (...) Às vezes, há negócios (e só falo dos recentes) feitos pelo FC Porto que eu não consigo entender, que não como súbitos ataques de generosidade. João Moutinho é um deles»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 06-07-2010 (aquando da contratação)


«Continuo a achar que, excepção feita a este jogo da Luz, Moutinho aparece regularmente como um jogador muito pouco decisivo no futebol da equipa: não marca golos, não assiste para golos, não é jogador de virar jogos ou comandar vitórias
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 26-04-2011 (época 2010/11)


«e Moutinho, o tão louvado Moutinho, é um jogador que não vai além de um futebol lateral e curto, de apoio e organização, que pode ser muito útil para quem joga recuado, mas é um peso morto como médio criativo e ofensivo, a quem se deve exigir o contrario disso: um futebol vertical e comprido, capaz de assumir o risco e romper com a organização»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 08-11-2011 (época 2011/12)


«A propósito de João Moutinho, já aqui falei dos jogadores cuja verdadeira importância no jogo só se avalia bem ao vivo e não na televisão, por maior que seja o ecrã. Moutinho é um desses jogadores, sobre o qual mudei radicalmente de opinião, e para muito melhor, quando o vi jogar no estádio.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 27-11-2012 (época 2012/13)


O portista Miguel Sousa Tavares (MST), cronista de A BOLA, pelos vistos demorou alguns anos até ver Moutinho jogar ao vivo… Após isso acontecer, MST mudou radicalmente de opinião sobre o “peso morto”. Assim, depois de em Maio passado Moutinho ter feito parte de um negócio de 70 milhões, MST pôde voltar à carga com o seu discurso habitual (e que tem seguidores), de que todos os anos o FC Porto vende os seus craques e a SAD só compra “lixo” para os substituir…


II. Moutinho, o insubstituível

«o FC Porto perdeu João Moutinho, ventrículo direito e esquerdo da equipa»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 07-10-2013

José Manuel Ribeiro, O JOGO, 07-10-2013

O portista José Manuel Ribeiro, diretor de O JOGO, entende que Moutinho é praticamente insubstituível (imagino que não seja fácil substituir o ventrículo direito e esquerdo simultaneamente…). Mas, tal como MST, também deve ter mudado de opinião, porque não me lembro de ter lido idêntica opinião da sua parte (como atenuante para o treinador), aquando do Málaga x FC Porto ou Sporting x FC Porto da época passada…


III. O meio campo portista no pós-Moutinho

Ao contrário das teses miguelistas do “peso morto”, eu sempre fui grande admirador do Moutinho, cuja influência no bom desempenho do FC Porto nas últimas três épocas considero indiscutível. Contudo, também não alinho na tese do quase insubstituível e, por isso, logo após a sua transferência para o AS Monaco, escrevi o seguinte:
«A saída de um jogador do calibre de João Moutinho (a “maçã podre” de Alvalade, lembram-se?) é, obviamente, uma perda significativa em termos desportivos mas, como portista, estou mais preocupado em saber como vão ser colmatadas as carências óbvias que existem no ataque (extremos, avançados e pontas-de-lança) porque, em termos de médios, penso que há matéria-prima suficiente para, na próxima época, o FC Porto voltar a ter um meio-campo forte.»

De facto, o treinador do FC Porto tem à sua disposição um extenso lote de médios – Fernando, Defour, Herrera, Lucho, Carlos Eduardo, Josué, Quintero –, cuja qualidade, em termos globais, é bem acima da existente nos últimos anos, ao ponto de Paulo Fonseca ter dispensado Castro e Tiago Rodrigues.

Ah, mas não há um “Moutinho 2”. Pois não, como não houve um “Deco 2”, um “Maniche 2” ou um “Lucho 2”, após as respetivas saídas do FC Porto, entre as de muitos outros médios (Diego, Anderson, Raul Meireles, Guarín, etc.) que saíram nos últimos anos.

Ora, não havendo no plantel um “Moutinho 2”, compete ao treinador reestruturar o meio-campo, tirando o melhor possível dos bons jogadores que tem à sua disposição. Foi isso que aconteceu na 2ª parte do último FC Porto x SC Braga, em que o meio campo portista foi formado por Defour, Herrera e Carlos Eduardo e o que se viu foi o melhor FC Porto desta época. Dinâmica, intensidade, pressão alta, dois golos e mais quatro oportunidades flagrantes, tudo isto em 45 minutos sem Fernando, Lucho e… Quintero.

Carlos Eduardo, FC Porto x SC Braga

Depois destes 45 minutos à Porto (que se seguiram aos piores 135 minutos dos últimos dois anos), o que esperar daqui para a frente?
Na próxima jornada, em Vila do Conde, Paulo Fonseca terá coragem para deixar as “vacas sagradas” no banco e voltar a apostar nos “patinhos feios”?

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Choradinho e capas

O campeonato 2013-14 arrancou com uma derrota do slb no Funchal (1-2), logo seguida de uma vitória (3-1) dos dragões em Setúbal.
No final destes dois jogos, os treinadores derrotados (Jorge Jesus e José Mota) atiraram as culpas para cima dos árbitros, pondo o ênfase das suas críticas em lances de penalties ou supostos penalties.
Até aqui nada de novo. Vindo de quem vem é banal, como diria Paulo Fonseca.

«Harakiri vitoriano
O lance do penálti acabou com o jogo, ou com as hipóteses do Vitória. Pouco depois já o facebook (meio que permite a todos opinar em direto) estava inundado com críticas a João Capela. Fico triste de ver a cegueira sobrepor-se à razão. Que culpa tem Capela da imprudência de Dani - mal Jackson ganhou posição estava mesmo a ver-se que o defesa ia fazer falta. Que culpa tem Capela de Kieszek responder à cabeçada ao empurrão de Josué?»
Miguel Amaro, record.pt

O que é novidade é o facto dos jornais desportivos da capital não terem acompanhado este choradinho, não lhe dando qualquer destaque nas suas capas de hoje.


É verdade que, conforme foi reconhecido pela generalidade da comunicação social (Pedro Henriques/SportTv, Rui Santos/SIC, os três diários desportivos, etc.), nem o slb teve razões de queixa da arbitragem de Jorge Sousa, nem o FC Porto foi beneficiado pela arbitragem de João Capela. Contudo, não deixo de ficar um pouco surpreendido, quando vejo títulos como "Férias não curaram águia" (A Bola), "Benfica de rastos" (Record) e "Vitória perdeu a cabeça" (Record), em vez de qualquer coisa do estilo "Penalties derrotam benfica no Funchal" ou "Polémica em Setúbal".

Como é que se sentirá o cada vez mais contestado treinador do slb, ao verificar que até João Querido Manha, o novo diretor do Record, diz que o árbitro Jorge Sousa ajuizou bem os dois lances referidos por JJ?


Está visto que a margem de manobra de Jorge Jesus (e de quem lhe renovou o contrato milionário) é cada vez mais reduzida e, por isso, ou os encarnados começam rapidamente a ganhar jogos (podem esquecer a "nota artistica"), ou o treinador que gosta de mascar chicletes vai ter de engolir um enorme sapo em forma de tacuara...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A táctica do costume…

«Vítor Pereira apostou na táctica do costume, com muita posse de bola, mas criando pouco perigo.»
Rui Moreira, in A BOLA, 17-05-2013


Nas vésperas do último jogo do campeonato, Rui Moreira, um dos mais mediáticos adeptos do FC Porto, comentando em A BOLA a vitória dos dragões sobre o grande rival no jogo do título, voltou a falar, com um indisfarçável enfado, na “táctica do costume”.

Convém dizer que Rui Moreira não está sozinho nas críticas à “táctica do costume”. Como ele, há muitos mais adeptos portistas que partilham o mesmo desagrado deste Dragão de Ouro (Sócio do ano em 2010) em relação ao modelo de jogo adoptado pelo FC Porto de Vítor Pereira, dizendo que este modelo é inconsequente, ineficaz e, em alguns casos, até o acusam de ser defensivo.

Independentemente de discutirmos se, com o plantel existente, o modelo de jogo do FC Porto poderia/deveria ser muito diferente (isso é assunto para outros artigos), será que este tipo de críticas são justas?
Olhemos para os números oficiais do campeonato.

Usando a “táctica do costume”, o FC Porto, após 30 jogos, concluiu o campeonato como vencedor (não é coisa pouca…) e:
- única equipa invicta;
- equipa com mais vitórias (juntamente com o slb);
- com 70 golos marcados (média de 2,33 por jogo);
- com 14 golos sofridos (média de 0,46 por jogo).

Penso que estes factos, por si só, já são elucidativos. Mas, se não quisermos limitar a análise às vitórias, derrotas, golos marcados e sofridos, podemos olhar para outros rankings de aspetos do jogo, que traduzem, ou são consequência, de acções ofensivas e defensivas da equipa.

Equipa com mais remates:
1º) FC Porto, 495
2º) benfica, 475
3º) sporting, 406

Equipa com menos remates consentidos: FC Porto (189)

Equipa com mais cantos a favor:
1º) FC Porto, 231
2º) benfica, 227
3º) sporting, 213

Equipa com menos cantos consentidos: FC Porto (110)

Será por acaso, ou por obra e graça divina, que a equipa do FC Porto chegou ao fim do campeonato na liderança destes rankings?

O gostar ou não gostar de um determinado modelo de jogo, tem sempre algo de subjectivo e eu até compreendo que haja portistas que prefiram a vertigem do modelo do "catedrático". Contudo, analisando todos estes números de uma forma racional, não-emotiva e sem preconceitos, não me parece que os adjectivos mais adequados para classificar o modelo de jogo adoptado pelo FC Porto sejam “defensivo”, “inconsequente” e muito menos “ineficaz”.

P.S. Acerca da “táctica do costume”, vale a pena ler o que disse o treinador do Estoril, Marco Silva, numa entrevista publicada no Record de 22-05-2013:

«Trata-se de uma equipa [FC Porto] muito coesa. Se formos a ver que, em três anos, apenas perdeu um jogo… isso define muito do que é aquela equipa. Acima de tudo, com Vítor Pereira, é uma equipa organizada e forte. (…)
Exerce [a equipa do FC Porto] uma pressão muito forte sobre o adversário, circula muito bem a bola e tem uma reação à perda de bola a todos os níveis fantástica. Só assim se explica como conseguiu ter níveis de posse de bola excecionais esta temporada.»

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O “topo de gama” avariou

(Crónica de MST, A BOLA, 05-02-2013)


«Em Guimarães, o FC Porto, mesmo sem James e sem Atsu, fez o jogo perfeito, do primeiro ao último minuto. Não foi apenas o melhor jogo do FC Porto neste campeonato – foi, apesar do seu sentido único, o melhor jogo deste campeonato. Mais do que aquilo não é possível ver por aqui. Como equipa, como futebol encadeado e pensado, jogado com imaginação e velocidade, foi topo de gama, aqui e em qualquer lugar.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 05-02-2013


Entre a deslocação à Luz (em 13/01/2013) e a deslocação a Guimarães (02/02/2013), duas das deslocações tradicionalmente mais difíceis do campeonato, o FC Porto disputou cinco jogos, com um saldo de 4 vitórias, 1 empate, 16 golos marcados e 2 golos sofridos. Nada mau…

(fonte: zerozero)

Mas, mais que os resultados, as exibições, algumas de encher as medidas, convenceram até os adeptos portistas mais críticos e cépticos, quer em relação ao treinador Vítor Pereira, quer a alguns jogadores. O Miguel Sousa Tavares é um bom exemplo dessa franja de adeptos e por isso o escolhi (*).

Dois meses e meio depois de Guimarães, a nação portista parece ter entrado em depressão coletiva e, ouvindo/lendo o que comentadores e adeptos dizem, a ideia com que se fica é que tudo é mau – dirigentes, treinador, plantel, médico, preparador físico, roupeiro, porteiro, …

Ora, em vez de entrarmos num discurso catastrofista, penso que seria mais útil analisar o que fez “avariar o topo de gama” de há dois meses atrás e transformá-lo no actual “utilitário”. É que quer o treinador (o principal alvo), quer os jogadores, são os mesmos.

A caixa de comentários está aberta a explicações.

(*) O futebol é um desporto de emoções e, muito facilmente, os heróis de uma semana são transformados em bestas na semana seguinte e vice-versa. Isto para dizer que o desporto “Tiro ao Miguel” traz pouco de positivo. Por isso, não vale a pena centrar os comentários nas incoerências deste ou de outros adeptos (“ele diz isso hoje mas disse o contrário há um mês atrás”), mas sim nos motivos que fizeram com que a equipa do FC Porto baixasse tanto de rendimento em tão pouco tempo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

No passado fim-de-semana…

No passado fim-de-semana, o Porto ganhou, o slb ganhou e o sporting perdeu. Tudo dentro da normalidade.
Nos dias seguintes, e até à derrota da Seleção de Paulo Bento (ou será de Jorge Mendes?) na quarta-feira passada, falou-se, acima de tudo, da arrasadora exibição do FC Porto em Guimarães, que deixou metade do país futebolístico boquiaberto e, quiçá, apreensivo.

E contudo...

1. O FC Porto foi a Guimarães ganhar por 0-4, mas nem tudo foram rosas. De facto, o árbitro auxiliar que acompanhou o ataque do FC Porto na 1ª parte fez o que pôde… Com o resultado ainda em aberto, assinalou três foras-de-jogo inexistentes a jogadores vestidos de azul-e-branco. E assim, nos primeiros 45 minutos, o FC Porto só conseguiu marcar de bola parada, em lances onde não era muito fácil assinalar foras-de-jogo…

Aliás, se bem se lembram, o mesmo já tinha acontecido no slb x FC Porto, em que o árbitro auxiliar que acompanhou o ataque do FC Porto na 1ª parte (o célebre António Godinho), também assinalou três foras-de-jogo fantasma.

Ele há coincidências (há quem lhe chame outra coisa) …


2. Na terça-feira (dia 5), na sua habitual crónica em A BOLA, Miguel Sousa Tavares não poupou nas palavras e escreveu o seguinte:

«Antes de enfrentar o Paços de Ferreira na meia final da Taça, a meio da semana, o Benfica fez saber do seu interesse em dois centro-campistas do Paços, em especial Vítor. É uma jogada psicológica que se vai tornando um clássico no clube que tanto amor à verdade desportiva derrama. Há dois anos atrás, no próprio dia em que recebia o Olhanense, também para um jogo da Taça, estes desportistas chegaram ao desplante de lhes comprar de manhã o melhor central dos algarvios - Jardel - cujo contrato de compra, celebrado de manhã, implicou que ele já não jogasse à noite pelo Olhanense, apesar de ter mais uns meses de contrato a cumprir com os algarvios. Desta vez, a coisa não foi tão longe - por falta de tempo ou porque era bluff. Mas o rapaz, talvez motivado para se despedir em grande do Paços, ou para convencer de vez o seu eventual futuro patrão, tanto entusiasmo pôs numa disputa de bola, que recebeu o vermelho directo e assim, involuntariamente é claro, tornou as coisas mais fáceis para o grande clube de Lisboa ou clube grande de Lisboa. É claro que, fosse ele já benfiquista, como André Gomes, e o árbitro perdoar-lhe-ia, sem sequer lhe mostrar um amarelo, não uma, mas duas entradas semelhantes -como se viu no jogo de domingo, entre Benfica e Vitória de Setúbal. Não joga à Maxi Pereira quem quer, mas quem pode. Uma lição para o jovem Vítor.»

As patadas do André Gomes no slb x Vitória Setúbal (uma aos 16’ e outra aos 26’), foram assim analisadas pelo jornal semi-oficial do slb (A BOLA):


Mas um dos decanos de A BOLA, o jornalista Cruz dos Santos, perante a clareza das imagens, escolheu um título elucidativo da sua crónica semanal de análise às arbitragens da jornada.


Se André Gomes tivesse sido expulso por Vasco Santos aos 16 minutos, ficando os encarnados a jogar com menos um, será que o slb teria ganho ao Vitória de Setúbal? Nunca saberemos, mas seguramente o jogo teria sido muito mais difícil.


3. Na véspera do slb ir a Braga, Vítor Pereira (o dos árbitros) nomeou Duarte Gomes para arbitrar o SC Braga x Vitória Setúbal. O que se passou aos 90’+2 desse jogo ficará para a história deste campeonato.

Na véspera do slb ir à Madeira, ao sempre difícil terreno do Nacional, Duarte Gomes (quem haveria de ser?) foi nomeado para arbitrar o Nacional x Moreirense.

Manuel da Costa, defesa-central do Nacional, estava em risco para o jogo seguinte e não foi preciso esperar muito para se confirmar aquilo que muitos previam, isto é, que a habitual dupla de centrais do Nacional não ia poder jogar contra o slb. De facto, logo aos 18’, Manuel da Costa viu o cartão amarelo, e assim, tal como aconteceu com o bracarense Paulo Vinícius, será menos um obstáculo ao ataque encarnado.

Por este andor, perdão, por este andar, só falta saber quando é que Vítor Pereira (o dos árbitros) vai voltar a nomear o senhor Duarte Gomes para um jogo do FC Porto.


4. À 17ª jornada, o slb lidera os rankings das equipas com: mais penalties a favor; mais minutos jogados em superioridade numérica; mais jogadores das equipas adversárias impedidos de jogar (por questões disciplinares).

Ninguém tenha dúvidas, só um FC Porto idêntico ao dos últimos jogos, a roçar a perfeição, poderá ganhar este campeonato. E mesmo assim, não sei...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Os incendiários de serviço

Os títulos e destaques de 1ª página escolhidos pelo jornal A BOLA, no dia seguinte ao último SC Braga x FC Porto, tinham dois alvos claros: o treinador do FC Porto ("Dragão brincou com o fogo e queimou-se") e a principal claque do FC Porto ("Morte antes do jogo").

Sobre as opções do treinador do FC Porto, ao nível da gestão do plantel, já me pronunciei brevemente num comentário ao jogo e falarei num outro artigo a publicar.

Quanto à morte de um adepto bracarense antes do jogo, é um assunto demasiado grave para ser tratado com ligeireza. Por isso, deve-se ter muito cuidado naquilo que se diz e escreve e não misturar situações comprovadas com especulações.

No final do jogo, quando alguns jornalistas e órgãos de comunicação social lisboetas já tinham difundido a versão de que o membro dos Red Boys tinha morrido na sequência de confrontos graves entre as claques dos dois clubes, o diretor de comunicação do clube minhoto, Marco Aurélio Carvalho, compareceu na sala de imprensa e afirmou (para quem o quis ouvir) que o incidente nada teve a ver com confrontos entre claques.

Já ouvi e li que o atropelamento do membro dos Red Boys ocorreu quando este ia a fugir de adeptos portistas mas, para além desta versão não estar confirmada, convinha que os jornalistas que a difundiram tentassem, pelo menos, perceber porque razão é que uma camioneta dos Super Dragões terá, alegadamente, parado na via rápida que atravessa Braga e alguns adeptos terão, alegadamente, saído da mesma em perseguição do adepto bracarense que faleceu após ser atropelado.

O que está comprovado é o facto de, após o final do jogo, a camioneta que transportava a comitiva oficial do FC Porto ter sido apedrejada quando se dirigia ao Porto, o que aconteceu pela segunda vez no espaço de uma semana. Mas isso, claro, não é assunto que mereça qualquer destaque do jornal A BOLA.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Penalties (in)discutíveis


Desde o passado domingo, tenho ouvido e lido muitas opiniões diferentes acerca dos dois penalties que Jorge Sousa assinalou no FC Porto x SCP.
Por exemplo, no programa 'Trio d'Ataque', o portista Miguel Guedes disse que ambos tinham sido bem assinalados; o benfiquista João Gobern referiu que tinha dúvidas no primeiro, mas que o segundo era penalty; enquanto que, naturalmente, o sportinguista Rui Oliveira e Costa não viu motivos para qualquer dos dois penalties terem sido assinalados.

A falta de consenso é natural, porque são dois lances que suscitam dúvidas e cuja análise varia em função da câmara de TV escolhida pelo realizador. Por exemplo, visto de trás, da posição onde estava o árbitro Jorge Sousa, a ideia com que fico é que o 2º penalty foi bem assinalado.


Iniciei este artigo com a transcrição da opinião do jornalista Cruz dos Santos (A Bola, 09-10-2012), porque ele é insuspeito de ter qualquer tipo de simpatia pelo FC Porto. Contudo, não vale a pena gastar muito mais tempo com estes dois penalties, não só porque são lances discutíveis e suscitam análises dispares, mas principalmente porque não foi por causa disso que o FC Porto venceu o último clássico.