Mostrar mensagens com a etiqueta Académica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Académica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Curtas impressões natalícias

Trabalho de casa… de Lopetegui, nas bolas paradas ofensivas (1º golo na sequência de um canto; 2º golo na sequência de um livre). Um dos aspectos em que, esta época, a equipa está claramente melhor do que na época passada (claro que ajuda ter o Miguel Layún para marcar cantos e livres laterais).

Melhor… exibição dos dragões nos últimos 10 jogos, mas nada de euforias, ainda longe de deslumbrar.

Extraordinário… golo de Madjer… perdão, do “manco” do Herrera!

Errar… é humano, se for contra o FC Porto.

FC Porto x Académica (Tribunal de O JOGO)

Recado… do presidente do FC Porto para os adeptos do FC Porto. Querem ver o André Silva em ação? Vão ver os jogos ao Estádio de Pedroso…

Excelente… o contributo que o União da Madeira (viva os jogos na Madeira!) deu a este campeonato. Primeiro ao empatar com os encarnados e, cinco dias depois, ao derrotar uns leões “atrofiados”.

O Pai Natal do Sporting

Hilariante… ouvir o treinador e o presidente do clube dos vouchers a queixarem-se das arbitragens. Será que já estarão arrependidos de terem segurado o senhor Nomeações e de, no início desta época, terem mexido os cordelinhos para evitar o sorteio dos árbitros?

Bom… Natal para os portistas (a mim sabe-me sempre melhor comer o bacalhau na liderança do campeonato).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Finalmente uma entrada "à Porto"

foto: Lusa / Maisfutebol

O FC Porto chega ao Natal de 2015 na liderança isolada da Liga, algo inédito no legado de Julen Lopetegui. O treinador espanhol passa a encarar um cenário de pressão invertida, olhando os adversários de cima para baixo. 

Danilo Pereira, Aboubakar e Herrera garantiram o triunfo frente a Académica, Rui Pedro marcou o golo de honra dos estudantes. 

Perante o desaire do Sporting na Madeira, frente ao União – equipa que foi goleada pelo FC Porto mas que respondeu com empatou com o Benfica e venceu o Sporting –, os dragões tiveram a oportunidade de repetir uma experiência não vivida desde 1 de dezembro de 2013. 

À 11ª jornada da Liga 2013/14, a formação então orientada por Paulo Fonseca perdeu em Coimbra perante esta Académica e disse adeus à liderança isolada da Liga. Helton, Maicon, Herrera e Varela são os resistentes desde essa altura, há cerca de dois anos. 

Com a sexta vitória consecutiva – e o 30º jogo sem perder na prova - o FC Porto ultrapassa o Sporting antes do clássico e termina 2015 no trono. 


Desta vez o FC Porto foi competente e não facilitou perante o deslize de um dos rivais. A entrada fulminante no jogo mostra que esta equipa pode ser campeã, se quiser. A pressão sufocante a toda a largura do terreno deixou a Académica ko, sem capacidade de "pôr os sócios contra a equipa", como tinha planeado o seu treinador.

Houve jogadores que se exibiram a grande nível. Danilo, Layun e Herrera foram os melhores, em minha opinião. Herrera marcou um golo de bandeira que irá figurar como um dos melhores deste campeonato. O mexicano tem vindo a subir de forma e a ganhar um merecido lugar no "onze" inicial.

O público do Dragão ainda não fez as pazes com Lopetegui e o "episódio André Silva" é prova disso.
Este jogo pode marcar uma diferença no desenrolar do campeonato, por isso espera-se agora que a equipa consiga dar sequência a esta excelente exibição. Penso que não será difícil entender que é desta forma que o FC Porto tem de entrar nos jogos em casa, ao contrário da grande maioria dos jogos em que tem "oferecido" 45 minutos ao adversário antes de o começar a pressionar.
   

sábado, 18 de abril de 2015

3 pontos a pensar em Munique

15 de Abril de 2015, 19:45: hora de início do FC Porto x Bayern Munique
21 de Abril de 2015, 19:45: hora de início do Bayern Munique x FC Porto

No interesse do FC Porto, mas também do futebol português (quantas vezes é que as meias-finais da UEFA Champions League tiveram a participação de um clube português?), o FC Porto x Académica não devia ter sido disputado hoje.

Contudo, como a Liga não aceitou o adiamento do jogo e, ainda por cima, o presidente dos árbitros, o senhor Vítor "Sistema" Pereira, teve o descaramento de nomear o "artista" Duarte Gomes, Julen Lopetegui fez o que tinha de fazer e escalou um onze inicial a pensar no jogo mais difícil e, talvez, mais importante que os dragões irão disputar esta época: o Bayern München x FC Porto da próxima terça-feira, no Allianz Arena.

Assim, fora do onze inicial, ficaram Maicon, Marcano, Indi, Casemiro, Herrera, Óliver, Brahimi, Quaresma e Jackson, que se prevê irem ser titulares em... Munique.

Pensei que Ricardo também ia ser poupado e que Danilo (que não poderá jogar em Munique) iria jogar. MAS, atendendo a que Danilo está no limiar dos cartões amarelos (o árbitro era Duarte Gomes!!) e que Ricardo precisa de ganhar algum ritmo de jogo, Lopetegui fez bem em o ter escolhido para o onze inicial.

Ricardo

Perante estas escolhas, suponho que ninguém estaria à espera de uma exibição de luxo. Isto não é pegar em 11 jogadores, por melhor que eles sejam, mandá-los lá para dentro e agora, olhem, entendam-se...
O futebol é um jogo colectivo e, para as coisas saírem bem, é preciso entrosamento, rotinas, mecanização, movimentações treinadas, jogadas estudadas, etc. e ritmo de jogo.

Mesmo assim, o jogo poderia ter ido para intervalo com o FC Porto a ganhar por 4-1 e podia ter terminado 7-2.
Não foi assim. Apesar das oportunidades flagrantes, para os dois lados, só houve um golo, marcado por Hernâni, que me pareceu um dos mais empenhados, no tal jogo que não deveria ter sido disputado hoje.

Quaresma e Brahimi, de fora, dão os parabéns a Hernâni

Em sentido contrário esteve Quintero, que voltou a desperdiçar a n-ésima oportunidade que Lopetegui lhe concedeu.
O que se passa com este rapaz? Quer seguir as pisadas dos seus compatriotas Falcao, Guarín e James?
OK, mas primeiro tem de mostrar o que vale, porque ter um talento inato não chega.

Quem também esteve abaixo do que seria expectável foi Aboubakar, ao ponto de obrigar Lopetegui a substituí-lo por Jackson, a cerca de 10 minutos do fim. Aliás, o ponta-de-lança camaronês deve ter consciência que fez um jogo muito fraco, porque me pareceu ter saído chateado consigo próprio.
Se Aboubakar continuar a jogar a este nível e confirmando-se a pré-anunciada saída de Jackson no final da época, a SAD terá de ponderar uma ida ao mercado.

Em resumo, este jogo valeu pelos 3 pontos, por mais ninguém se ter lesionado e por não haver castigados para o jogo da Luz.

E agora, Munique...

Os adeptos também a pensar em Munique

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O jogo mais importante do ano?

É humanamente impossível pensar que, depois de uma noite europeia histórica, há pernas e cabeça para que uma equipa se consiga concentrar como se exige para um jogo do campeonato em casa.


José Mourinho, que não é suspeito, disse em 2004 que para que o seu FC Porto pudesse ambicionar ir à final da Champions League era necessário um colchão pontual importante para evitar essa tensão e as suas consequências. Onze anos depois estamos em boas condições de voltar a umas meias-finais mas, ao mesmo tempo, temos três pontos de atraso (e alguns golos) do rival do jogo de domingo a oito dias. Antes da Luz há uma super-desgastante viagem a Munique (ninguém duvida que o Bayern vai vender cara qualquer derrota) e um jogo fundamental contra a Académica. O jogo seguinte.

“Partido a partido” foi a máxima do Atlético de Madrid para ganhar a maratona ligueira contra o Real e o Barcelona e ainda assim chegar à final da Champions. Não tinham como adversário um rival com dez pontos de borla como se um cupão de descontos do Lidl fosse mas sim duas hiper-equipas (uma delas também tiveram de eliminar na Champions). Essa mentalidade não era só uma questão semântica. O sucesso passa pela capacidade de concentração e crença. Uma equipa não pode ou deve ligar e desligar porque algum dia pode confundir-se nos botões. Uma cultura de vitória é precisamente aquela que olha para cada jogo como se fosse o mais importante. E é isso que o FC Porto tem de fazer neste ciclo infernal e no que venha depois se tudo correr bem.

Não deixa de ser verdade que para o jogo no Dragão contra a Académica há importantes condicionantes. Fisicamente o plantel sofreu com alguns desajustes e lesões que forçaram jogadores a acumular minutos (as ausências de um Adrian ou Tello, a ida de Brahimi à CAN). Um descanso – se queremos repetir o mesmo desgaste na Alemanha e na Luz – é inevitável para pernas cansadas como as de Herrera, Oliver e um recuperado Jackson. Também há o temor dos amarelos – e Duarte Gomes inspira genuinamente temor – sobretudo no caso de Danilo que jogará seguramente (não vai a Munique), mas que tem o fantasma pendente de não ir também a Lisboa.

Temos de dar por garantido que a forma como o Belenenses já se despiu e deitou na cama em posição adequada com a série de ausências que recorda a vergonha da primeira volta dará não só três pontos como vários golos (e os golos vão ser importantes, acreditem) ao rival. Nós só podemos fazer o nosso trabalho, a saber, somar seis pontos e um goal-average superior nos próximos 180 minutos de campeonato. Nada mais. Quem jogou como jogou na quarta-feira é seguramente capaz de o lograr. Outra coisa é que o consiga fazer.

É nessa dinâmica que o trabalho de Lopetegui – que saiu hiper-reforçado do jogo da passada quarta-feira – é fundamental. Tem de convencer os que vão jogar, de entre os titulares habituais, no sábado, que é um jogo tão importante como qualquer outro. É verdade mas digam lá isso a miúdos que só querem brilhar na Champions e voltar aos seus clubes de origem ou assinar os contratos da sua vida. Não será fácil mas é nesses momentos que os “pastores de homens”, como dizia Homero, se mostram realmente. Lopetegui tem também de saber motivar os menos habituais, os que seguramente não vão jogar mais neste ciclo de três jogos de que a sua participação contra a Académica é tão importante para o clube como a de ontem. Muitos terão uma decisiva oportunidade, outros terão de responder à confiança do mister.

Lopetegui na conferência de imprensa antes do FC Porto x Académica

Vencer a Académica em casa devia ser quase uma garantia mas com muitas cabeças na noite de ontem e na de terça-feira (ou até no domingo a oito) claro que todos se lembram de tropeções históricos do passado. Chegar á Luz com possibilidade de passar à frente é tudo aquilo que se pode exigir a uma equipa roubada desde o primeiro minuto do campeonato do seu legitimo direito de aspirar a um título que merece muito mais que o seu rival.

Tendo em conta as ausências em Munique – Danilo, Alex Sandro – e a importância do jogo com o Bayern (não se enganem, a eliminatória vai a meio, um 2-0 não é um resultado tão improvável mas a 90 minutos de fazer história e sabendo a roubalheira que nos espera na Luz, o normal é mudar o chip) Lopetegui deverá apostar num onze que misture o melhor de dois mundos. Marcano, Danilo e Alex devem jogar com Reyes a fechar no centro. Ruben deveria ser titular como trinco – jogamos em casa e é a Académica – e Evandro e Quintero devem terminar por fechar o meio-campo. Para o colombiano pode (deve) ser a ultima oportunidade. Hernâni e Aboubakar são fixos no ataque e eu, pessoalmente, jogaria com Gonçalo. Dois avançados, intenção clara: marcar golos e dominar em casa.

Essa poupança de pernas permitia aos jogadores que sim vão ser titularíssimos em Munique descansar e não tirar a cabeça dos alemães e aos restantes membros do plantel demonstrarem que esta é uma equipa unida e que todos remam em conjunto, ainda que com tarefas divididas. No final as medalhas ao peito têm de valer por algo e há ali nomes que precisam de dar o seu contributo de forma definitiva. Não há melhor momento que agora.

Vencer a Académica garante um Jorge Jesus cagado na Luz. Um Jorge Jesus que vai passar a vergonha histórica de defender em casa um empate miserável que depois o resto dos seus amigos de negro confirmem que a diferença pontual se mantém vigente até ao fim da liga. Um Jorge Jesus que está eufórico com o desgaste físico desta eliminatória esquecendo-se de que o prestigio acumulado em noites europeias como estas valem mais que todas as suas pseudo-finais de UEFA e títulos de liga encomendados. Mentalidades pequenas pensam sempre da mesma forma.

O FC Porto tem no seu ADN o futebol europeu a cores e 3D e a vitória histórica de quarta-feira abre as portas a uma meia-final inesperada. Em casa temos de ser fiéis a nós próprios e competentes. Vencer a Académica garante um “showdown” na Luz, já com a questão alemã resolvida (para bem ou para mal). É por isso um jogo fundamental.

Uma vitória encherá a equipa de confiança, de vontade de vencer não só o Bayern mas também o Benfica. Uma sensação de dever cumprido que ajuda sempre ao ego. Uma sensação de – nem todos derrotados nos conseguem fazer perder o rumo – tão à Porto. Uma derrota ou empate, pelo contrário, condiciona a corrida ao título de forma definitiva e pode ser um golpe psicológico e um acrescento de pressão para Munique que a equipa não precisa nem merece. Resolver a equação matando o jogo de sábado cedo é fundamental. Se o Dragão ajudar como na quarta-feira, muito melhor.

No entanto, cuidado. Num campeonato viciado, ninguém poderá apontar o dedo se no meio deste ciclo de jogos de alto nível haja no plantel quem pense mais nas estrelas e nos hinos de glória que outros nunca ouvem do que em dar tudo contra uma equipa que na Luz foi amiga, amiga, para depois encontrar-se com os dados viciados na esquina seguinte. Este FC Porto pode não vencer nenhum titulo em Maio, mas já fez mais em meia dúzia de jogos que outras equipas em cinco anos. Essa memória não deixaremos que se apague.

domingo, 7 de dezembro de 2014

3, 13, 23… Jackson


Minuto 3: Minuto Jackson. Cruzamento tenso da esquerda, de Alex Sandro, Jackson antecipou-se ao defesa e, de primeira, colocou a bola no fundo da baliza da Académica. Um golo à ponta-de-lança que, contudo, foi anulado, devido a um fora-de-jogo milimétrico.

Minuto 13: Minuto Jackson. Rúben Neves interceptou uma saída de bola da Académica, serviu o ponta-de-lança colombiano, que entrou na área e rematou cruzado com o pé esquerdo. O guarda-redes da Académica bem se esticou, mas a bola ia colocadíssima e entrou junto ao poste mais distante.

Minuto 23: Minuto Jackson. A passe de Herrera, Jackson, da meia-lua, fez a bola passar por cima do guarda-redes da Académica e colocou-a no canto superior direito da baliza. Um golo monumental!

Embora a noite estivesse muito fria, as bancadas cheias de cadeiras vazias e a equipa de Coimbra seja, nesta altura, uma das mais fracas da I Liga, só por este golo, o 10º de Cha Cha Cha no campeonato, valeu a pena assistir ao Académica x FC Porto.

Quanto a outros destaques individuais, estou inteiramente de acordo com a escolha do Maisfutebol, que reproduzo de seguida:

«Oliver Torres – É um pequeno portento de técnica, capaz de tricotar belas jogadas com pequenos toques, passes curtos, fintas de corpo e demais tropelias e acrobacias com bola. Teve uma jogada deliciosa, ainda na primeira parte, com uma rotação sobre um adversário, que lhe permitiu entrar na área pronto para fazer estragos, mas um adversário foi mais lesto a “destruir” a jogada.»

«Rúben Neves – Uma formiguinha no meio-campo, sempre em jogo, prático na forma de jogar e eficaz. Surpreende pela rapidez de execução, sinónimo de raciocínio e critério nas decisões que toma. Foi ele quem intercetou aquele passe com que Obiora preparava a saída para o ataque dos estudantes, transformando-o automaticamente numa assistência para Jackson abrir o marcador.»

«Herrera – Assistiu Jackson para o melhor golo da noite e foi dando sinais de que estava ali para ser um dos destaques da partida. Muita presença no ataque, velocidade e desenvoltura tornaram o mexicano num dos inimigos públicos da Briosa. Mais ainda depois de fazer o terceiro golo da partida, por sinal o primeiro que marcou na Liga. Numa prova de polivalência, ainda jogou a lateral direito mais de meia hora depois da saída de Danilo.»


E, mesmo recuando no terreno, a jogar a lateral direito, Herrera ainda fez uma assistência para Quintero que, isolado e em posição frontal, rematou por cima da barra.

Herrera e Óliver são, cada vez mais, indiscutíveis no meio-campo portista e Rúben Neves mostrou em Coimbra que, se continuar a “crescer” como jogador, no final da época o FC Porto terá uma alternativa credível a Casemiro para a posição 6, isto, claro, se o Real Madrid quiser o médio brasileiro de volta.

domingo, 6 de abril de 2014

Académica e Sevilha ao mesmo tempo…

FC Porto x Académica: Onze inicial

Por muito que quiséssemos tirar o foco do jogo seguinte, com 3-0 era muito difícil. O jogo de Sevilha é demasiado importante para sair das nossas cabeças. Pronto, agora sim, passamos ao jogo de Sevilha. Mas passámos 45 minutos antes do que devíamos ter feito. (…)
Sim, pesou [o Sevilha x FC Porto da próxima quinta-feira]. Foi o primeiro jogo em que substituí a pensar na gestão e não no jogo. Mas fi-lo sem beliscar o rumo que queria dar ao jogo
Luís Castro, na conferência de imprensa após o FC Porto x Académica


Luís Castro diz que o jogo de Sevilha começou a ser jogado (na cabeça dos jogadores) ao intervalo do FC Porto x Académica, mas a mim pareceu-me que começou mais cedo.
E na cabeça do treinador começou (e bem!) antes do início do jogo, ao não convocar Mangala e Defour e ao deixar no banco de suplentes três outros titulares do recente FC Porto x Sevilha - Danilo, Carlos Eduardo e Quaresma.

Num clube habituado a lutar pelo título (convém lembrar que o FC Porto é “apenas” o atual Tricampeão nacional!), é normal que, com o 1º e 2º lugar a uma distância inalcançável, os jogadores sintam pouca motivação no que resta deste campeonato, visto que a única coisa que está em causa é assegurar o 3º lugar.

Ora, tendo este jogo com a Académica sido jogado a pensar no próximo (Sevilha x FC Porto), pode dizer-se que, no essencial, correu bem.
Correu bem porque ninguém se lesionou (já chega de lesões e castigos!).
Correu bem porque oito dos prováveis titulares no jogo a disputar no Sánchez Pizjuán – Danilo, Mangala, Alex Sandro, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Quaresma e Ghilas – foram poupados ou o treinador geriu o seu tempo de jogo.
E correu bem porque, pela primeira vez na era Luís Castro, o resultado final (3-1) foi claramente melhor que a exibição.

Em termos individuais, de salientar as três extraordinárias defesas do Fabiano, duas delas a desviar para os postes da sua baliza bolas que levavam o selo de golo, mas também as exibições de dois jogadores que praticamente não contavam para Paulo Fonseca: Ghilas e Diego Reyes.

Acerca da exibição de Ghilas, a jogar de início e descaído numa das alas (algo que para Paulo Fonseca parecia quase proibido…), Pedro Jorge da Cunha, do site Maisfutebol, escolheu-o como a Figura do Jogo e escreve o seguinte:
«Ghilas somava 150 minutos para a Liga quando o anterior treinador saiu, sendo que grande parte desse tempo de utilização (90) foi somado no empate de Guimarães. Fonseca nunca olhou para Ghilas como verdadeira opção e jamais pensou nele como alternativa ao lote de extremos. A forma errada como geriu o tempo de jogo do ex-Moreirense é um bom exemplo da sua incapacidade no comando técnico do FC Porto.»

E eu aproveito para recordar aquilo que escrevi nos seguintes artigos:

Quanto a Diego Reyes, que andou “desterrado” sete meses pela equipa B, voltou a jogar 90 minutos e voltou a ser dos melhores. Sem me alongar muito (para já), diria que foi notória a diferença de qualidade em relação ao outro defesa-central (Abdoulaye Ba), com quem fez dupla neste jogo.

Faltam quatro jogos para terminar o campeonato. Não vão ser fáceis e, com a excepção do último (FC Porto x slb), prevejo que serão penosos.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O ciclo de Paulo Fonseca

É um ciclo que se fecha. As coisas não correram da melhor forma, mas saio com a consciência de que dei sempre o meu melhor, de forma séria, dedicada e honesta. O futebol é mesmo isto e nem sempre as coisas correm como queremos ou idealizamos. O mais importante é o futuro do FC Porto e as partes chegaram à conclusão, de forma natural, que o melhor seria a minha saída.
Paulo Fonseca, em declarações ao www.fcporto.pt e Porto Canal


Não tenho qualquer dúvida que Paulo Fonseca deu o seu melhor e fez tudo o que estava o seu alcance para ter sucesso no FC Porto. Contudo, é inegável que as coisas correram mal, particularmente nas competições que são (eram) prioritárias: o campeonato nacional e a liga dos campeões.

Há várias formas de analisar os 248 dias de Paulo Fonseca no comando técnico do FC Porto. Uma delas, quiçá a mais relevante, é olhar para os resultados obtidos pela equipa por si orientada. Naturalmente, em todas as épocas há sempre alguns resultados negativos mas, infelizmente para Paulo Fonseca e para os adeptos portistas, a época 2013/2014 já está marcada por diversos números negros, alguns dos quais recordes negativos do historial do FC Porto.

O JOGO, 04-03-2014

00 vitórias em 4 jogos disputados no Estádio do Dragão para as competições europeias (3 jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões e 1 jogo para os 1/16 avos da Liga Europa).

4 – 4 derrotas em apenas 21 jogos disputados para o campeonato nacional.

5 – 5 pontos conquistados em 18 possíveis na fase de grupos da Liga dos Campeões.

7 – 7 jogos consecutivos para as competições europeias (os sete mais recentes) sem uma única vitória (D-D-E-E-D-E-E) e sempre a sofrer golos (2, 1, 1, 1, 2, 2, 3).

7 – 7 situações de vantagens no marcador desperdiçadas pela equipa do FC Porto.

9 – 9 pontos de atraso para a liderança do campeonato à 21ª jornada.

22 – Ao 22º jogo, do histórico de confrontos para o campeonato entre o FC Porto e o Estoril (jogos disputados no Porto), os dragões perderam pela primeira vez na recepção aos canarinhos.

31 – 31 golos sofridos em 37 jogos oficiais disputados (16 em 21 jogos do Campeonato; 1 em 4 jogos da Taça Portugal; 2 em 3 jogos da Taça da Liga; 0 na Supertaça; 7 em 6 jogos da Liga dos Campeões; 5 em 2 jogos da Liga Europa).


54 – 54 jogos após um célebre Gil Vicente x FC Porto (17ª jornada da época 2011/2012), em que os dragões foram derrotados com a “preciosa ajuda” de uma arbitragem escandalosa de Bruno Paixão, o FC Porto voltou a ser derrotado para o campeonato, no dia 30 de Novembro de 2013.

68 – 68% de pontos conquistados em 21 jogos disputados para o campeonato nacional (43 pontos em 63 possíveis).

82 – 82 jogos depois (correspondentes a um período de 5 anos e quatro meses), no dia 23 de Fevereiro de 2014, o FC Porto voltou a perder um desafio para o campeonato no Estádio do Dragão.

O JOGO, 02-03-2014

Se é certo que o ciclo de Paulo Fonseca se fechou, importa agora olhar para o futuro, porque a época 2013/2014 ainda não terminou. De facto, até ao final desta época o FC Porto ainda terá de disputar, pelo menos, 14 jogos (9 para o campeonato, 2 para a Liga Europa, 2 para a Taça de Portugal e 1 para a Taça da Liga). São jogos para ganhar e, se não for possível ganhar, pelo menos que os jogadores honrem a camisola azul-e-branca e sejam uma equipa, uma equipa à Porto!

Ao longo de quase 40 anos a ver futebol, habituei-me a valorizar a qualidade, a competência e o trabalho (sim, no FC Porto a “sorte” deu sempre muito trabalho). Por isso, e embora não espere “milagres” por parte do novo treinador – Luís Castro –, importa salientar que o balanço final da época portista far-se-á em meados de Maio.

sábado, 30 de novembro de 2013

Paulo Fonseca, o papa recordes

Há muitos portistas que nunca tinham visto o seu clube perder com a Académica, num jogo em Coimbra para o campeonato. A última vez tinha sido no dia 15-11-1970, antes da revolução de Abril... e antes de Pedroto e Pinto da Costa terem "enterrado" os andrades e despertado o dragão.

Há 43 anos (!), na Académica jogavam Artur Correia, Carlos Alhinho, Gervásio (cap.), Vítor Campos, Manuel António...
E no FC Porto jogavam Rolando, Pavão (cap.), Nóbrega, Custódio Pinto, Lemos...
Em 1970/71, o FC Porto era treinado por António Teixeira (José Maria Pedroto era treinador do Vitória Setúbal) e chegou ao final desse campeonato com 16 vitórias, 5 empates e 5 derrotas.

Mais recentemente, nos últimos três campeonatos, o FC Porto (treinado por André Villas-Boas e Vítor Pereira) perdeu apenas uma vez. Foi no dia 29-01-2012, na 17ª jornada da época 2011/12, num célebre Gil Vicente x FC Porto, com uma arbitragem escandalosa de... Bruno Paixão.
Depois desse jogo, disputaram-se 53 jogos para o campeonato, sem os dragões conhecerem o sabor amargo da derrota, mas hoje, ao 54º, o FC Porto voltou a ser derrotado (e, desta vez, sem poder queixar-se da equipa de arbitragem).


As coisas há muito que não estavam bem, particularmente na Liga dos Campeões, mas os maus resultados estenderam-se também ao campeonato e, nos últimos três jogos (que, convém notar, foram contra os "colossos" Belenenses, Nacional e Académica), o FC Porto somou apenas dois pontos em nove possíveis, correspondentes a dois empates e uma derrota.
Alguém se lembra, há quantas épocas é que o FC Porto estava três jogos seguidos do campeonato sem ganhar?

Pior. Nos últimos seis jogos oficiais, o FC Porto venceu apenas um, para... a Taça de Portugal.
Aliás, Paulo Fonseca não estará a mentir se disser que, esta época, o FC Porto ainda não perdeu qualquer jogo para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga...

Chegados a este ponto, de nada interessa dizer "eu bem avisei", mas tenho uma dúvida: até onde irá este descalabro?

Contestação de adeptos portistas no final do Académica x FC Porto

P.S. Não fosse o excelente relacionamento que existe entre a Direção do FC Porto e as claques, particularmente com os Super Dragões e, nesta altura, o nível de contestação e os problemas seriam bem maiores.

P.S.2 Afinal...
«Enorme tensão à chegada do F. C. Porto ao Estádio do Dragão, após a derrota, por 1-0, com a Académica, em Coimbra. Cerca de 250 adeptos portistas esperaram pela comitiva e atiraram três tochas e um petardo contra o autocarro dos dragões, quando este se dirigia para a garagem do anfiteatro azul e branco. Foi nesse momento que um polícia de serviço sofreu ferimentos, ao ser atingido, na face, por uma das tochas. Os adeptos, insatisfeitos com os últimos resultados da equipa, mostraram toda a sua indignação, com cânticos de "joguem à bola, palhaços". O mesmo já se tinha registado à saída de Coimbra, mas apenas através de palavras dirigidas ao treinador e aos jogadores.», in JN.pt

P.S.3 Aguardo com alguma expectativa a capa do jornal O JOGO de amanhã (domingo) e o que irá escrever o respetivo diretor, José Manuel Ribeiro.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O significado do “inferno da Luz”

«Logo na abertura do campeonato 2012/13, o clube da verdade desportiva foi objectivamente beneficiado em dois campos - Luz e Barcelos - e, claro, os paladinos da "verdade desportiva" aplaudem.»

Quando escrevi e publiquei isto, em 21 de Agosto de 2012, estava longe de imaginar o forrobodó que iria ser este campeonato em termos de “colinho” e “passadeira vermelha”. De facto, nunca como esta época a expressão “inferno da Luz” foi tão apropriada.

E tudo começou logo na 1ª jornada, no slb x SC Braga, em que a equipa bracarense teve de jogar os derradeiros vinte e tal minutos (descontos incluídos) reduzida a 10 jogadores, devido a um erro inacreditável de arbitragem.
Mesmo num molho de jogadores, como é que é possível alguém confundir o Custódio com o Douglão e mostrar um cartão amarelo (no caso o segundo e consequente vermelho) a este último? É que, entre outras coisas, a cor da pele dos dois jogadores é diferente!


Na 14ª jornada o FC Porto deslocou-se à Luz e o “inferno” começou a ser preparado com a nomeação do árbitro para este jogo.

(Rui Santos, 'Tempo Extra')
No programa ‘Tempo Extra’, da SIC Notícias, Rui Santos (cuja “simpatia” pelo FC Porto é conhecida…), disse o seguinte:
Esta foi uma nomeação de que o FC Porto não gostou, ao contrário do Benfica. A nomeação de João Ferreira foi mais para contentar o Benfica. (…) A independência das entidades que fazem as nomeações é uma treta”.

E acerca do jogo, Rui Santos acrescentou:
O FC Porto fez um grande jogo no Estádio da Luz, como tem acontecido nos últimos anos. Desta vez não ganhou, mas mostrou ser uma grande equipa de futebol. Foi um FC Porto que se impôs, afirmativo, com um desenho tático que não deixou dúvidas, com uma atitude muito positiva, a tentar mandar no jogo desde o início. Dizia-se que o Benfica iria golear o FC Porto, que o Benfica estava num momento extraordinário. Houve equilíbrio no resultado, mas se houve uma equipa completa foi o FC Porto”.

O FC Porto foi melhor e impôs o seu jogo, mas decisões cirúrgicas do trio de arbitragem impediram os dragões de vencer o jogo e, desde logo, ganhar avanço (pontual e psicológico) relativamente ao rival lisboeta.

Aos 35 minutos de jogo, já o árbitro assistente António Godinho, que na 1ª parte acompanhou o ataque do FC Porto, tinha assinalado três foras de jogo, todos erradamente e em todos contrariando as indicações da FIFA para este tipo de lances. Destes três foras de jogo, o assinalado a Defour, logo aos 2 minutos, é algo verdadeiramente inacreditável. Só (re)visto!

Mas se o árbitro assistente ia fazendo pela vida interrompendo, sempre que podia, ataques do FC Porto, o árbitro principal, o célebre João “pode ser o João” Ferreira, adoptava um critério largo (onde é que eu já ouvi isto?) em termos disciplinares, tão do agrado de Maxi Pereira, Matic e… Jorge Jesus. Foi um autêntico festival de impunidade.

Na 1ª parte:
- Matic calca Defour;
- Maxi Pereira atinge duas vezes seguidas Varela;
- Jardel atinge Lucho;
- Maxi entra de pé em riste (à altura do ombro) sobre Alex Sandro;
- Maxi tem mais uma entrada às pernas de Alex Sandro;
- Enzo Perez dá uma palmada na cara de Moutinho.

Na 2ª parte:
- Maxi faz falta sobre Defour quando este ia a entrar na área benfiquista;
- Maxi desinteressa-se da bola e atinge Mangala com o braço/cotovelo;
- Matic rasteira ostensivamente Otamendi, cortando uma jogada de contra-ataque;
- Maxi “karaté” Pereira culmina a sua atuação projetando-se sobre Moutinho.

Após o final deste jogo de triste memória, Vítor Pereira, o dos árbitros, tão lesto a fazer declarações quando os encarnados se sentem prejudicados, ficou calado como um rato.
Mas o seu homónimo, treinador do FC Porto, não calou (e muitíssimo bem) a revolta que lhe ia na alma:
Não entendo como pode Maxi Pereira acabar todos os jogos. É impressionante. Não podia ter acabado este jogo. A agressão é nítida. Matic devia ter visto o segundo amarelo, tem de ser mostrado. É preciso coragem. Houve três foras-de-jogos. Em todos eles ficaríamos com jogadores isolados. Mais vale não treinar diagonais.
O Benfica devia ter jogado os últimos 15 minutos com nove jogadores.

E o que disseram os responsáveis do slb?

Para mim, [João Ferreira] fez uma boa arbitragem, não sei onde é que o Vítor quer... mas ele vê à maneira dele. (...) O João Ferreira pretendeu levar o jogo com as duas equipas completas até ao fim. (...) considero que esteve bem
Jorge Jesus

Foi uma grande arbitragem
Luís Filipe Vieira


A Académica deslocou-se à Luz na jornada 19. Durante o jogo os encarnados atacaram muito, os estudantes defenderam, os minutos foram passando e não havia maneira do slb conseguir marcar. Os fantasmas de um mau resultado voltavam a agitar as bancadas – nos cinco anos anteriores a Briosa tinha vencido três vezes na “catedral encarnada” (é provável que passe a designar-se capela encarnada, em homenagem ao árbitro que mais se destacou esta época…) – mas haveria de acontecer um “milagre”.
Ao minuto 90’+3 o árbitro Nuno Almeida tirou um coelho da cartola e assinalou um penalty salvador.

(slb x Académica, penalty ao minuto 90'+3)

(slb x Académica, 'Tempo Extra')

slb x SC Braga
slb x FC Porto
slb x Académica
Quatro jogos, quatro bons exemplos do que é o “inferno da Luz”.

Sim, eu sei que é um bocadinho incómodo estar aqui a recordar estes erros colossais… perdão, estes erros normais e absolutamente naturais de arbitragem. Afinal, errar é humano, não é?

Aliás, no estádio da Luz, casos destes vão deixar de existir. Com a benfica TV a passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, estou convencido que vai haver um cuidado especial da realização, quer na escolha da câmara mais adequada (entre as várias existentes), quer principalmente na seleção criteriosa das repetições. O slb deixará de ser beneficiado (tal como no tempo em que os jogos não eram transmitidos e o que contava era a opinião dos jornalistas de A BOLA...) e, quanto muito, haverá lances duvidosos que as imagens televisivas não esclarecem…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sábado, 30 de março de 2013

Coimbra tem mais encanto...

(Académica x FC Porto, Maisfutebol)

... vestida de azul-e-branco.

1º golo cedo, duas bolas na trave da baliza da Académica ainda nos primeiros 30 minutos, vitória por 3-0 sem espinhas (e sem penalties ou expulsões).

Com um Jackson muito trabalhador, mas distante do killer instinct que mostrou até ao início de Fevereiro, os dois primeiros golos foram marcados por dois defesas - Mangala e Danilo - com as contas a serem fechadas com um golaço improvável de Castro.

Moutinho jogou os 90 minutos, mas a umas rotações abaixo do habitual e Liedson voltou a não sair do banco porque, mais uma vez, Vítor Pereira teve de usar as substituições para gerir o estado físico de três jogadores - Lucho, James e Danilo, que terminou o jogo com caimbras.

Vitória tranquila do FC Porto, num jogo com 69% de posse de bola e em que não me lembro de uma única oportunidade flagrante dos estudantes (o lance mais perigoso resultou de uma paragem cerebral de Alex Sandro, que fez um jogo fraquito e parece andar com a cabeça noutro sítio).

E pouco mais há a dizer, mas sinto que falta alma a esta equipa, como se já não acreditassem na hipótese matemática de ainda chegarem ao título.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Salvaram-se os 3 pontos...

... o golaço de Moutinho (o melhor desde que está no FC Porto),
... a concentração e acerto da linha defensiva azul-e-branca (colocou N vezes o frágil ataque da Briosa em fora-de-jogo),
... e mais um bom jogo de Otamendi (na ausência de Maicon está a assumir-se como o patrão da defesa).

O resto não foi famoso e, levando em conta a fragilidade do adversário, diria que até foi um pouco desanimador.
O golo sofrido foi o primeiro desta época no Dragão (para o campeonato);
os dois golos marcados foram pouco mais de metade da média (3,75) dos quatro jogos anteriores em casa para o campeonato;
e não se pode dizer que a equipa tenha criado imensas oportunidades e muito menos que o guarda-redes da Académica tenha feito uma exibição estrondosa.

Em termos individuais, Jackson Martinez, que vinha de uma extensa série de jogos seguidos a marcar no campeonato (com alguns golos espetaculares pelo meio), esteve desastrado na finalização (lembro-me de três tentativas e nenhuma sequer enquadrada com a baliza) e ficou em branco.

Helton, que tem estado em grande (para mim foi o melhor no jogo de Kiev), teve algumas intervenções impróprias para cardíacos (um dia aquelas fintas vão dar para o torto) e podia ter feito muito melhor no golo da Académica.

Danilo, um jogador que parece poder vir a ser um dos melhores laterais do Mundo, voltou a ficar aquém das expectativas (pelo menos das minhas) e continua sem fazer uma exibição plena com a camisola do FC Porto, quer a defender, quer a atacar, quer a centrar (!), que seja minimamente justificadora dos cerca de 20 milhões de euros que a SAD investiu nele.

Mangala é uma adaptação a defesa-esquerdo (não confundir com lateral-esquerdo) e, por isso, não se lhe pode exigir muito em termos ofensivos. Mas, pelo menos, convém que jogue simples e não invente (por exemplo, querer fintar no meio-campo adversário).

Varela foi simplesmente inexistente. Não me lembro de uma única acção positiva durante o tempo que permaneceu em campo.

Atsu entrou para substituir o "Drogba da Caparica", correu, mexeu-se, procurou a bola, mas mostrou pouca efetividade como "abre latas" da defesa adversária. Já deu indicações de que poderá vir a ser um grande jogador, mas ainda está muito verdinho para poder ser titular de uma equipa com as responsabilidades do FC Porto.

Depois das últimas exibições terem sido bastante positivas, que explicações para esta exibição com pouca chama?
Os dragões estavam cansados?
E o que dizer então da Académica, que teve menos 48 horas de descanso e veio jogar ao Estádio do Dragão tendo N jogadores lesionados e dois castigados?

O campeonato é uma prova de regularidade e, jogando melhor ou pior, o que interessa é ganhar. No final far-se-ão as contas e, nesta altura, o FC Porto continua líder, com o melhor ataque e a melhor defesa. Além disso, eu sou do tempo do grande José Maria Pedroto e lembro-me de o ouvir dizer que quem quer ver ópera vai ao Teatro...

P.S. No final do jogo, Vítor Pereira voltou a queixar-se do relvado, dizendo que o terreno estava pesado. De facto, o relvado continua em mau estado mas, se estava pesado, por que razão foi regado ao intervalo?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

De cabeça perdida

«Maxi Pereira e Luís Godinho, vice-presidente da Académica, protagonizaram ontem um momento bem quente. Corria o minuto 88, pouco depois de Lima ter empatado a partida, quando o defesa do Benfica e o delegado ao jogo da Briosa trocaram uns “mimos” cabeça com cabeça, situação que não mereceu qualquer reação por parte do árbitro Carlos Xistra.»
in record.pt


«Cerca de uma centena de adeptos esperava a comitiva benfiquista à saída do estádio e alguns não conseguiram evitar os assobios pelo empate em Coimbra. Cardozo foi dos jogadores mais contestados, mas os principais alvos foram o técnico bem como Cardozo e António Carraça – o diretor-geral esperava que os atleta entrassem no autocarro. Os dois não se livraram de ouvirem alguns comentários de adeptos mais irritados. “Vergonha” foi das expressões que mais se ouviram.»
in record.pt


«No final do jogo entre a Académica e o Benfica, cerca de 40 adeptos do Benfica tentaram vandalizar a sede da claque Mancha Negra, localizada nas proximidades do Estádio Efapel Cidade de Coimbra. Alguns elementos da PSP foram chamados ao local e os confrontos físicos que estiveram perto de acontecer acabaram por ser evitados. Ainda assim, alguns sócios da Briosa foram obrigados a permanecer no interior da sede até à situação ficar normalizada e dois adeptos afetos à equipa encarnada foram mesmo identificados
in record.pt


Dentro e fora do relvado, já anda muita gente de cabeça perdida. Para acalmar as hostes encarnadas, eu diria que é urgente voltar a nomear o Bruno Paixão para um jogo do FC Porto...
Quanto ao Maxi Pereira, nenhuma surpresa, assumiu de corpo e alma as "obrigações" de um capitão do slb e limitou-se a seguir os bons exemplos de Luisão.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 23 de setembro de 2012

O tapete encarnado



Na passada quinta-feira, Académica, Marítimo e SCP jogaram para a Liga Europa, com a particularidade da Briosa ter tido uma deslocação longa à Europa de Leste, mais concretamente a Plzen, a cerca de uma hora de distância da capital checa.

41 anos depois da última participação nas competições europeias, para a esmagadora maioria dos atuais jogadores da Académica tratou-se mesmo de uma estreia absoluta nas eurotaças.

Por tudo isto, o intervalo para o jogo seguinte da Académica deveria ter sido o maior possível, dentro daquilo que está previsto nos regulamentos da Liga. Contudo, o calendário dos jogos destas três equipas na 4ª jornada do campeonato português, é o seguinte:


Ou seja, a única destas três equipas que, na quinta-feira, jogou fora de casa é precisamente aquela que vai jogar hoje, enquanto que as outras duas terão mais um dia para recuperar do esforço despendido. Fantástico, não é?

Há quem continue a trabalhar muito bem nos bastidores e a fazer as coisas por outro lado...

domingo, 20 de maio de 2012

Anatomia dos falhados



Alguém se lembra a viagem avermelhada do arraial à humilhação na temporada passada? A “escuridão” de um campeonato? O enxovalho na Taça? Ou até o arrear perante o Braga quando já efusivamente celebravam o embarque para Dublin? Pois é, tudo isso são resquícios de avulsos pensamentos que a imprensa lisboeta muito fez por ignorar e conseguiu limpar da discussão da atualidade.

Durante largos períodos desta época o futebol foi lindo, majestoso e incrivelmente bem jogado. Candeia encarnada que seguia à frente alumiava duas ou mais vezes. Tantas quantas fossem precisas até conseguirem cegar. E com Sá Pinto em território de leão finalmente a obra ficava bem entregue ao seu criador. Nem que o campeonato tenha sido a mesma mediania ou a liga Europa se tenha esfumado perante um qualquer adversário de ocasião.

Sem necessitar de apelos, mesmo no mais aterrador dos cenários, a prestimosa comunicação social da capital nunca se rogou a esforços. Por cada título que caiu um arbitro se cruxificou! E se ao sacrifício não bastou, os papagaios de serviço souberam fazer render o protagonismo não conseguido dentro daquelas quatro linhas onde tudo verdadeiramente se decide.

A vitória da Académica esta tarde. Ou se melhor o dissermos, a derrota do Sporting em Oeiras, é uma ode perfeita aos falhados do futebol português. Aqueles, os que escudam os próprios desaires na influência alheia, na mesquinhes de pensamento e na incapacidade de tributar mérito aos que triunfam.

Parabéns Pedro Emanuel pelo título conquistado. E obrigado Briosa por ajudares a rescrever a anatomia dos falhados!

domingo, 11 de março de 2012

E a FCP SAD, não diz nada?



O silêncio dos responsáveis do FC Porto e, particularmente, da Administração da SAD perante este tipo de situações é algo que já é recorrente.
Também por isso, é nestas alturas que eu questiono a utilidade da SAD ter contratado tantos "craques" do jornalismo para o Departamento de Comunicação.
Servem para quê?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Era previsível...


No Nacional x Académica, da última jornada, Pape Sow viu o cartão amarelo aos 60' enquanto que Abdoulaye viu o amarelo aos 80' e o vermelho aos 83'.

Consequência:
«Não há memória, nas últimas épocas, de tantas e sucessivas alterações no centro da defesa dos estudantes. Para a receção ao Benfica, Pedro Emanuel não vai poder contar com os senegaleses Abdoulaye e Pape Sow, ambos por castigo (...).
Para contrariar o ataque encarnado, o técnico dos estudantes tem duas hipóteses: ou aposta no regresso de João Real ao eixo defensivo, depois de 8 jogos de ausência do ex-Naval, devido a uma microrrotura no joelho direito que demorou a debelar, ou promove a estreia do brasileiro Reiner Ferreira, reforço de janeiro e convocado pela primeira vez desde que chegou a Coimbra.»
in record.pt


Já ninguém fica surpreendido com a sucessão de castigos que, concerteza por coincidência, vêm afectando jogadores das equipas adversárias do slb.
E amanhã, o Maicon que se cuide...

P.S. O árbitro do Nacional x Académica foi o senhor Rui Silva (da AF Porto), o mesmo que não assinalou o penalty escandaloso cometido sobre Hulk no último FC Porto x União Leiria. Coincidências...

sábado, 19 de novembro de 2011

Vítor, o teu "buraco" está pronto!


Bem prega Vítor Pereira a confiança que a estrutura directiva confere ao seu trabalho, mas é o próprio treinador azul e branco quem vai, paulatinamente, cavando o buraco da sua sepultura. Como se não bastasse a inoperância e a falta de velocidade que a equipa evidencia a cada partida que disputa, o técnico consegue, também, ter o condão de operar alterações decisivas favoráveis ao interesse alheio. O enxovalho da noite de Coimbra confirmou a desconfiança crescente dos nossos jogadores no futebol que praticam e o desnorte total do nosso futuro ex-treinador.

Se dúvidas houvesse no nível de assertividade que o conjunto portista por estes dias apresenta, basta atentar ao dado estatístico dos remates, onde a nossa equipa apenas começou a contribuir para esse item aos 50 minutos. Pese o período de duas semanas de interregno que mediou este e o último encontro em Olhão, o futebol desgarrado foi o mesmo e a construção de jogo foi igualmente inútil. A isto junte-se-lhe a implementação de nuances tácticas incompreensíveis de Vítor Pereira para o caldo entornar de vez.


Para esta eliminação precoce do ainda detentor da Taça acontecer, bastou à Académica não cometer erros primários durante o primeiro tempo do encontro e esperar que o nervosismo se apoderasse do até ver técnico do FC Porto. Não é negligenciável o descomprometimento que alguns atletas demonstram na agressividade que (não) aplicam em campo. Mas a aterradora falta de liderança e capacidade de aglutinar o interesse comum por parte do treinador, potenciou esta desfragmentação de ritmo acelerado.

Apenas umas fugazes tentativas das bombas de Hulk ousaram contornar o inevitável. Uma simples elevação do virtuosismo individual, já que do que advém do colectivo é uma desgraçada nulidade. Sem plano de jogo e, no decorrer do mesmo, sem táctica, é impossível a qualquer equipa digna desse nome alcançar os seus intentos. Os jogadores vão para o terreno lançados à sua sorte, na esperança vã que bola caia na baliza certa.

Alguém neste blogue já referiu, num momento de turva recente, o respeito pessoal que devemos manter perante o treinador e o homem Vítor Pereira. Reconheço a lucidez dessa mensagem apaziguadora e cordata. Mas a bem do seu portismo e da sua própria dignidade, espero bem que o nosso futuro ex-técnico tenha a capacidade de reconhecer que chegou ao fim de linha. O não reconhecimento deste ponto sem retorno invariavelmente se repercutirá numa desrespeitosa contestação vinda de todos os lados.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O exame de Coimbra

Numa altura complicada, após três jogos sem ganhar, o FC Porto foi a Coimbra e passou no exame.
Gostei, particularmente, das exibições dos dois colombianos – Guarín e James.
Parece-me que o Walter ainda precisa de perder uns quilos, mas pode ser que esta oportunidade e, nomeadamente, o golo que marcou, seja um ponto de viragem.

Importantes as declarações de Vítor Pereira no final do jogo, reconhecendo que há diversos aspectos que têm de ser corrigidos:

desta feita fomos uma equipa à FC Porto (…) Fizemos aquilo que nos competia, que era jogar para ganhar. (…)
Apesar de haver jogos de selecções, penso que a paragem vai nos permitir corrigir um ou outro comportamento, que se diluiu um pouco com esta densidade de jogos. Houve comportamentos que se perderam e que a paragem nos vai permitir readquirir. Vem em boa altura.


Foto: Maisfutebol

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Dilúvio de Coimbra

Por Ricardo Goucha

Jogo entre o 3º e 1º classificado da Liga. Duas das equipas que têm praticado melhor futebol esta época, um futebol de ataque (eram à partida para esta jornada os dois melhores ataques). Dentro de campo iam estar os 5 melhores marcadores da Liga (Hulk, Varela e Falcao de um lado, Miguel Fidalgo e Sougou do outro). Com estes ingredientes as perspectivas para o serão de Sábado eram a de um grande jogo de futebol.

Durante o dia de Sábado o tempo esteve agradável em Coimbra, o Sol ia espreitando algo envergonhado por entre as nuvens carregadas, mas durante todo o dia não choveu. Tudo perfeito para o espectáculo. Entro no estádio cerca de uma hora antes do início da partida e passado poucos minutos começa a chover, uma chuva não muito intensa. As equipas entram para o aquecimento e testam o relvado pela primeira vez… o relvado (estreado na semana passada) encontrava-se em excelentes condições, um tapete verde. Não havia poças e a bola rolava na perfeição.


Quando as equipas voltam às cabines para se prepararem para o início de jogo aconteceu algo que não era esperado… uma carga de água monumental, durante cerca de 20 minutos que inundou o terreno de jogo, transformando o relvado numa piscina.


Os primeiros 10 minutos foram confrangedores… os jogadores tentavam colocar as estratégias ensaiadas em campo, mas tudo se revelava infrutífero. A bola simplesmente não rolava.

Nas bancadas despidas (apenas 8000 adeptos) já se perspectivava que o jogo ia ser interrompido, mas o árbitro não entendeu assim e achou que era possível jogar naquelas condições. Desta forma só num lance fortuito ou de bola parada o resultado podia ser alterado.

À passagem dos 40 minutos nova carga de água se abateu em Coimbra e o relvado (que ia apresentando algumas melhorias) voltou a piorar… não havia nada a fazer, este jogo era para ser disputado na raça.


Com o final do jogo notou-se claramente no semblante dos jogadores e treinador do FC Porto que não se tinham ganho apenas 3 pontos.

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Ricardo Goucha a elaboração deste artigo.