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sábado, 14 de agosto de 2010

Em defesa de uma contratação pouco consensual

Emídio Rafael foi uma das (muitas) contratações de Verão (e prevê-se que venha ainda mais um par), e será porventura a que menos satisfaz os adeptos.

Pois muito bem, permito-me remar contra a corrente e discordar, defendendo a decisão da SAD e de André Villas Boas. Penso que é uma contratação que faz sentido pela combinação dos seguintes factores:

1) estamos muito bem servidos a titular para defesa esquerdo. Caso não haja lesão grave, viesse quem viesse iria fazer muitos poucos jogos; e não se pode formar um plantel antecipando lesões graves (caso contrário tínhamos que gastar 50 milhões por ano em contratações para todas as posições), para isso existe o mercado de inverno se for mesmo preciso.

2) é um jogador barato, que é o que se pede tendo em conta o ponto anterior. Gastemos o dinheiro onde dá mesmo jeito.

3) o jogador é muito bem conhecido do treinador. Não se trata de um jogador que o treinador nunca treinou, como foi o caso de por exemplo um Ezequias (já para não falar de um Benitez). Dou sempre muito mais benefício da dúvida a uma contratação quando o jogador foi anteriormente treinado pelo nosso treinador.

4) aos 24 anos é um jogador relativamente maduro. Caso Álvaro se lesione isto dá jeito, comparando com a alternativa de um puto muito "verdinho" (como era o caso do Addy ou seria o caso de um ex-junior).

5) demonstrou ao menos merecer a titularidade num clube médio, dando indicações q.b. de ter um mínimo de qualidade para o plantel do FCP (ainda que essa qualidade eventualmente não chegue para jogar regularmente). Isto ao contrário de um Benitez ou Sonkaya, para falar de outros laterais, que andavam a "aquecer o banco" dos seus clubes médios quando foram por nós contratados.

6) não há dúvidas sobre a sua adaptação ao futebol português (ao contrário de laterais contratados no estrangeiro)

7) não temos para esta posição nenhuma "prata da casa" emprestada que seja promissora (ao contrário de outras posições).

O que gostava mesmo era que o Addy tivesse demonstrado ter um mínimo de qualidade já hoje para ser uma alternativa razoável para a posição quando o Álvaro não está disponível, mas infelizmente parece não ter sido o caso (por alguma razão não foi sequer chamado por JF quando o Álvaro não esteve disponível na época passada, e o treinador actual decidiu dispensá-lo; do muito pouco que pudemos ver do Addy, sinceramente não me admira).

E como não é o caso, que vá então rodar para outro sítio onde possa ganhar um mínimo de maturidade para eventualmente regressar daqui a uns 2 anitos (i.e. aos 22 ou 23 anos) se mostrar merecê-lo, até porque muito provavelmente entretanto o Álvaro já foi vendido. Como custou também muito pouco, a pressão para tirar dele rendimento não é alta (é certamente muito mais baixa do que para um James, que tem a mesma idade mas custou muitos milhões).

Nos "entretantos" a aposta no Emídio Rafael parece-me fazer todo o sentido pela conjugação de todas as razões apontadas (já isoladas poderiam não ser suficientes), mesmo que esteja longe de ser um jogador cujo futebol entusiasme.