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sábado, 18 de julho de 2015

Ponto da situação



Distraídos com Casillas, vamos lentamente encolhendo os ombros ao que
a Quaresma diz respeito.
O técnico não perdoa jamais aquele abraço ao "inimigo" e não descansou
enquanto não o viu pelas costas. A entrevista ao "Expresso" foi apenas mais um pretexto.
Lamento, mas o presente curriculum de Lopetegui ainda não autoriza tamanha
carta branca de dispensar jogadores apenas pelo seu comportamento fora
do campo.
A exigência extrema usada pelo treinador basco contra alguns (em
contraponto com a brandura com que aceitou uma péssima temporada a
Adrian Lopez, premiando-o até com um inusitado regresso num jogo tão decisivo
como aquele de Belém, que determinou a perda do campeonato), deve ter
correspondência na forma como os adeptos o avaliarão nesta temporada.
Se Lopetegui chamou a si o controlo completo sobre o futebol do nosso
clube, deve ser responsabilizado desde o início.
Chegamos ao cúmulo de ter no plantel um jogador que faz tudo para sair
(Rolando), ao mesmo tempo que se dá um pontapé a um outro que pretendia
manter-se fiel ao nosso clube.

Para mais nos distrair do essencial, temos agora o ingresso de Maxi Pereira.
Comecemos pelas "cambalhotas" que muitos terão que dar.
Não será este o melhor exemplo, mas frequentemente confunde-se atletas/treinadores que pontualmente representam o slb com os adeptos e/ou dirigentes do mesmo.
Por exemplo, constata-se agora abundantemente que era um erro colar
Jorge Jesus ao clube da águia.
Ou seja, critique-se de forma mais equilibrada quem está num dado momento ao
serviço dos clubes lisboetas pois não sabemos o que o futuro nos reserva.
Maxi Pereira excedeu-se em relação ao nosso clube mas não o confundamos
com um Barbas ou com um José Eduardo Moniz.
A verdade é que, quando ele estiver em Montevideu, daqui há uns anos, a gozar a sua
reforma dourada, tanto lhe fará que ganhe o FCP ou o slb.
O problema do uruguaio é outro: até ao momento, não demonstrou
valor suficiente que prognostique um grande sucesso no FCP. E isto deveria
ter bastado para vetar a sua vinda, por muito tentadora que esta surgisse ao olhos de Pinto da Costa.

E, enquanto desperdiçámos energia com estes e outros casos menores, o ponto
actual da situação é a seguinte: a eventual mais-valia da vinda de Casillas (e esta apenas em relação a Fabiano, entenda-se) não compensa a perda de Jackson, sendo que esta ainda não foi colmatada.
Alias, mesmo que o sérvio do Anderlecht venha, a coisa não ficará totalmente resolvida.

Tudo isto somado, resulta que hoje, dia 18 Julho, não estamos mais fortes do que em 2014/15.
A ligeira vantagem que tínhamos há um mês, com as trocas de treinadores nos rivais, está a escapar perante as nossas próprias inúmeras mexidas.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Desalento e dúvida


Quando a coisa corre mal (o que tem sido recorrente para uma equipa que quer ser campeã) é natural que se façam críticas a tudo o que mexe e o seu contrário. Os adeptos têm o direito e o dever de ser exigentes e de assumir o seu descontentamento. Com inteligência e contenção, de preferência. Estrutura, equipa técnica e jogadores são pagos a preço de ouro. Devem cumprir as suas obrigações de forma diligente e competente. Normalmente, é o treinador que paga a fava: despede-se o mister e a esperança renasce como a fénix, como se a equipa libertada do obsesso se revigorasse automaticamente ao ponto do pessoal se convencer facilmente que com um bom treinador a melhoria é imediata e que com algumas mudanças a próxima época vais ser de desforra (com juros) pelas "humilhações" sofridas.


Não aconteceu no FCP, apesar do terramoto que a vinda de Lopetegui provocou. O plantel foi reformulado com a entrada de gente nova. Uma revolução. A meio da época podemos fazer um balanço do que aconteceu até agora. Não estamos melhore do que a época passada nas provas caseiras, na CL atingimos dois objetivos importantes ao passarmos o play-off e ao atingirmos os oitavos. E não só isso: mais prestígio e €uros. Mas, a fasquia foi colocada muita alta e o último tombo deixou pisaduras que se juntaram a algumas nódoas de batalhas anteriores. Sempre me pareceu que Jullen era o homem certo no lugar certo. Acho-o um homem inteligente e, aos que julgo assim, tendo a dar o benefício da dúvida. Por isso, continuo a considerar que será um erro não terminar a época em paz e sem assobiadelas a mais, se for possível. Depois, deverá ser julgado por quem de direito sobre a forma como exerceu o seu mandato. Pela minha parte, ainda não desisti de  confiar nas suas capacidades.

















Das entradas de jogadores na presente época, considero que o falhanço maior foi na aquisição de Ádrian Lopez: tanto dinheiro para tão pouca serventia. Mas, houve outras lacunas: não nos reforçámos com um guarde redes de topo, nem com um número 6 de qualidade. Tirando isso, considero o plantel razoável e com soluções de qualidade. Tem potencial para mais e melhor, apesar de nesta fase do campeonato, me parecer que falta explosão, velocidade, intensidade a agressividade ao jogo do FCP. Talvez por isso, a nossa equipa raramente ganha vantagem nos "corredores" e centra com conta, peso e medida ou tem presença na área para provocar o perigo e o pânico na defesa adversária e provocar desequilíbrios e instabilidade táctica. Ontem, no golo sofrido, os jogadores do FCP perderam os duelos individuais (Martinez, Indi e Maicon), enquanto outros assistiram a todo o desenvolvimento da transição sem capacidade de reacção. Recordo que o central do Marítimo, antes de lançar o ala que centrou para área, onde estava Maazou que venceu na raça, correu uns bons metros sem ser incomodado. Depois, faltou-nos capacidade para montar um ataque vigoroso e continuado para virar o resultado. Tivemos oportunidades de golo, mas não foram assim tantas. A equipa parece enredada (e acomodada) ao sistema de ter bola, como se isso bastasse para chegar ao golo. Os primeiros 20 minutos foram interessantes, porque a bola rodou e reagimos sempre bem à sua perda. Mas ficou-se por aí e  o FCP saturou-se da repetição do ritmo baixo; o adversário, após a adaptação, ficou mais tranquilo e seguro. Não chega em muitos jogos, este passar e repassar sem substância. Termos que nos libertar do bonito e aceder à velocidade e à luta. Pusemos toda a carne no assador, mas não houve jeito nem raiva suficientes. Mas, não é de admirar: Tello não só não é agressivo como tem medo da sombra; Quintero que poderia ser muito útil no jogo interior (com uma missão muito idêntica ao que James cumpria) foi zero. Quintero parece um jogador incapaz de cumprir uma missão e de interagir com os colegas. Os laterais e alas foram quase sempre inconsequentes e os centros raramente saíram a preceito. Apesar de tudo, a derrota foi uma injustiça brutal e poderíamos ter chegado ao golo: pelo menos uma oportunidade de baliza aberta, outra ao poste e mais uma que bateu na cabeça de um defesa quase por acaso. Mas, quem não marca, não ganha. Martinez não fez um jogo de encher o olho, recuou muito para receber a bola e fazer jogar, mas raramente esse espaço foi ocupado por um outro avançado e poucas vezes entrámos na área adversária pela zona central.

Quando os nossos jogadores se exibem ao nível do seu melhor a equipa do FCP é capaz de atingir um excelente rendimento. O que acontece é que este plantel é servido por muitos elementos com prestações demasiado irregulares e por isso, confesso que assisto aos jogos sempre com o credo na boca. Não sei onde está o nó górdio, mas que existe, existe e não notei que tivesse sido identificado. 

Acho que o FCP deveria ter estado mais activo na abertura do mercado, quer para colmatar as saídas de dois atletas para o CAN, quer para a posição 6, quer para colocar alguns excedentários que carecem de evoluir numa primeira liga com regularidade. Não sei, se nesta fase do campeonato, ainda vamos a tempo de recompor um pouco o plantel.

Terei toda a paciência para acolher os desaires e ultrapassarei a azia. Porém, com o SLB na frente de forma consistente, o SCP a morde-nos os calcanhares e o VSG e o SCB por perto, estamos obrigados a uma atenção e rigor acrescidos. Chegar ao segundo lugar e aos quartos da CL são os alvos possíveis. Tal objectivo deve ser cumprido com consistência: não salvará a época, mas mitigará os danos e renovará a esperança.
Portanto, vamos a isso!

Nota: este artigo foi escrito antes do jogo do SLB.
   

domingo, 9 de novembro de 2014

Lopetegui voltou a inventar

Onze inicial do FC Porto em San Mamés

Na passada quarta-feira, o FC Porto foi a Bilbao disputar um importante jogo da Liga dos Campeões e apresentou-se no habitual 4-3-3, com o seguinte onze:
Fabiano
Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Casemiro, Herrera, Óliver
Brahimi, Jackson, Tello

Ou seja, em San Mamés, Lopetegui optou pelo habitual modelo de jogo, com um onze inicial constituído pelos jogadores que mais vezes foram chamados a interpretar este modelo.

A muito boa exibição do FC Porto em Bilbao (uma das melhores, senão a melhor exibição da época) foi alicerçada em vários aspectos mas, indiscutivelmente, um dos pontos mais fortes esteve no trio do meio-campo, constituído por Casemiro (na posição 6), Herrera (como médio de transição) e Óliver (como médio mais ofensivo, a jogar entre linhas).
Este trio, para além de três boas exibições individuais, jogou muitíssimo bem em conjunto, ao ponto do Athletic ter parecido uma equipa menor (nota: hoje, o "fraquinho" Athletic Bilbao foi ao Mestalla impor um empate a zero ao Valência).

Ora, depois do jogo da passada quarta-feira, quando se pensava que, finalmente, mais até do que estabilizar um onze, havia um modelo de jogo consolidado, Lopetegui decidiu voltar a inventar.

De facto, com a excepção do Tello (que foi o pior jogador do FC Porto contra o Athletic e, além disso, devido a problemas físicos, ficou fora dos 18 convocados), contra o Estoril, Lopetegui poderia ter repetido o onze de Bilbao (eventualmente com Quaresma em vez de Tello).

Mas não, Lopetegui decidiu mudar o que estava bem e apostar num meio-campo com apenas dois jogadores - Casemiro e Herrera - pedindo ao médio mexicano para fazer parte do papel que foi de Óliver em Bilbao.

Obviamente, não sei o que pensou a generalidade dos adeptos portistas, mas eu, quando olhei para o onze inicial que o FC Porto apresentou na Amoreira (com apenas dois médios), fiquei perplexo ao ver três médios ofensivos - Óliver, Quintero e Evandro - como suplentes (e já nem falo no Rúben Neves, um 4º médio que também foi suplente).

Por que razão Óliver (que fez um enorme jogo em Bilbao) não repetiu hoje a presença no onze inicial?
Estava em condições para estar no banco de suplentes, mas não para jogar de início?

E Quintero, também não estava em condições de jogar mais de 30 minutos contra o Estoril?

Na eventualidade de quer Óliver, quer Quintero não estarem em condições de jogar de início, poderia, perfeitamente, ter jogado Evandro (no lugar que foi de Óliver em Bilbao), mantendo-se um meio-campo a três, com Casemiro e Herrera nas suas posições habituais, mantendo-se as rotinas (dentro do possível) e mantendo-se o modelo de jogo habitual (que já deu provas).

Ao colocar Adrian Lopez de início e ao alterar o habitual modelo de jogo, Lopetegui deu um enorme tiro (de canhão!) nos pés porque, para além de ter mexido no modelo e rotinas da equipa, voltou a apostar num jogador - Adrian Lopez - que está numa forma péssima e, nos looooooongos minutos que esteve em campo (pareceram-me uma eternidade), foi uma absoluta nulidade.

Lopetegui no Estoril x FC Porto
Mais. Se as coisas não estavam a correr bem (e não estavam), por que razão Lopetegui não aproveitou o intervalo para substituir Adrian Lopez por Quintero ou Óliver, pondo, na 2ª parte, a equipa a jogar no modelo habitual?

Contudo, Lopetegui deve ter gostado do que viu na 1ª parte (devemos ter visto um jogo diferente...) e apenas mexeu aos 60 minutos, não para reconstruir o modelo habitual, mas para inventar ainda mais, passando o meio-campo a ser constituído por Herrera e... Quintero!
O coitado do Herrera passou a ter de correr por três e, ainda por cima, sem poder fazer faltas, porque já tinha um cartão amarelo.

Como seria de esperar, a "equipa" azul-e-branca ficou completamente partida e, por exemplo, Jackson passou a jogar não sei muito bem aonde (cheguei a vê-lo junto à linha... lateral).
Aliás, mais do que uma EQUIPA, o FC Porto transformou-se numa anarquia colectiva e, tendo o Estoril vários jogadores rápidos, correu o enorme risco de ser derrotado, algo que esteve quase para acontecer, não fosse um golo marcado por um dos jogadores (Óliver) que "não estavam em condições" de jogar de início...

As invenções de Lopetegui custaram ao FC Porto mais dois pontos e eu estou farto.
Farto das invenções de Lopetegui.
Farto de um treinador que parece ser incapaz de apreender com os erros.
Farto de um treinador que, depois de fazer o mais difícil (ver jogo de Bilbao), consegue estragar tudo no jogo seguinte.
Farto de perder pontos de forma estúpida.


P.S. Sobre a arbitragem de Artur Soares Dias, direi o que penso noutro artigo.

domingo, 13 de julho de 2014

Adrian Lopez - mudar de rumo

A SAD do FCP comunicou à CMVM que contratou Adrian, comprando 60% do passe por 11M€.

Isto é o que se pode chamar de «investir forte e feio» e pode despoletar várias discussões (e vou abordar aqui três). A primeira que me vem à cabeça é sobre a política de contratações da SAD.

No passado muito se constatou (e elogiou) que a prioridade do FCP era gastar muito dinheiro acima de tudo em jogadores jovens com alta margem de progressão. Ora ao contratar um jogador de 26 anos avaliado (pelos vistos) em 18M€ parece que a SAD está em boa parte a mandar essa linha de rumo às malvas (daí o título deste artigo). 

Aliás, em termos de € por % de passe, esta contratação é, de longe, a mais cara de sempre no FCP (não entro nestas contas com % de passe compradas pouco antes de vender o jogador e muito depois de se o contratar, em que o contexto é completamente diferente - como aconteceu com Hulk e James por exemplo).

Outra linha comum (ainda que não exclusiva, longe disso) na política de contratações da SAD tem sido um fascínio pelo mercado latino-americano. Pelos vistos de uma época para a outra mudaram completamente de ideias e afinal o mercado espanhol é que «está a dar»...

Mas será que isto só acontece porque o treinador é espanhol e, quem sabe, a contragosto da Direção? Bem, nesse caso teríamos também uma inversão na política de contratações, nomeadamente: passar a dar-se prioridade a fazer as vontades todas ao treinador (muito ao contrário do que é tradição no Dragão).

Mas adiante. Outra discussão (e que mais interessa ao adepto comum) aborda as implicações desportivas desta contratação.

Parece-me mais ou menos claro que isto implica que Jackson estará de saída. Não me passa pela cabeça que Adrian venha para ficar no banco, nem tampouco que seja para enviar Jackson para o banco. A passagem a um 4-4-2 parece-me também muito pouco provável (pelas características de Jackson mas também porque nesse caso não entenderia a vinda de Tello, por exemplo).

Nesse caso será Adrian uma boa solução? Bem, pelo pouco que conheço do jogador tenho dúvidas que justifique o investimento, apesar de lhe reconhecer qualidade; pelas características que lhe conheço, e porque o seu track record não dá lá muita confiança, convenhamos (bem sei que tem andado tapado por grandes jogadores no A. Madrid, mas mesmo assim marca muito poucos golos por minuto jogado - por ex, na última época marcou 3 em 1300 minutos, ou o equivalente a um golo em cada... 5 jogos completos).

Finalmente, a terceira discussão aborda o seu preço.

Sinceramente parece-me sobreavaliado, pela idade e CV (relativamente modesto para o pricetag) que tem.

O que me leva em conclusão ao facto mais saliente desta contratação: o empresário, que dá pelo nome de Jorge Mendes. Bem, dizia-se muito que com uma nova «parceria estratégica» [sic] ele nos ia fazer grandes favores, mas ao olhar para o preço deste jogador vs. CV fico na dúvida sobre quem anda afinal a fazer favores a quem... (já a contratação de Lopetegui não me tinha parecido ser um «favor» - não estamos a falar propriamente de um treinador conceituado com meia Europa à perna...).

Bem, em jeito de remate constato o óbvio: desejo a Adrian Lopez toda a sorte do mundo, que bem jeito nos dava!