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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

SMS do dia - LXXVII


OFICIAL: Adriano (ex-F.C. Porto) no Sp.Braga, em definitivo

Dizem que é oficial, mas à S. Tomé só acredito quando vir.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A agressão a Adriano

Por João Marques (*)

Adriano tem um contrato de trabalho assinado com o FC Porto. A meio do cumprimento desse contrato a entidade patronal achou que a mais-valia do trabalho de Adriano não interessava mais e tentou terminar o vínculo. Adriano recusou. Está no seu direito. O FC Porto apresentou várias soluções de empréstimo a outros emblemas, talvez mesmo cedência definitiva (confesso que não me recordo ter lido nenhum caso que mencionasse esta hipótese, mas admito ter existido). Adriano continuou a recusar. Porquê? Ninguém sabe, mas podemos especular. Porque as hipóteses levantadas não se enquadravam na sua ambição desportiva, porque iriam baixar o seu ordenado, porque teria de viajar para países ou cidades pouco atraentes, ou porque tem à sua espera um contrato interessante que, assinado a custo zero, lhe traga a ele e ao seu empresário um rendimento chorudo. Tudo isto são hipóteses e, provavelmente, nenhuma delas acerta no verdadeiro motivo.

De qualquer modo, Adriano está no direito de querer cumprir o seu contrato até ao fim. E o FC Porto no seu direito de tentar ver-se livre de um encargo financeiro inútil. Se Adriano está a ver o filme pelo melhor ângulo ou se o FC Porto está a ter a atitude correcta, um dia se saberá.

O que se sabe é que Adriano se encontrava às 6h00 da manhã numa discoteca, em véspera de treino. Apesar de desconhecer o regulamento disciplinar do clube, presumo que este tipo de comportamento não é permitido. Adriano não pode dar entrevistas a jornais sensacionalistas afirmando que quando contar tudo não vai sobrar pedra sobre pedra no reino do dragão e dar um monumental tiro no pé desta natureza. Mais do que qualquer outro atleta do plantel, Adriano não pode incorrer em erros estratégicos deste tamanho. Espero com alguma curiosidade pelas próximas movimentações do clube. Ou pelo silêncio. O que seria bem pior para o jogador.

No meio de tudo isto, o que mais me incomoda é a repetição de uma situação já vista e revista envolvendo profissionais do clube e eventuais grupos de adeptos com alma de justiceiros implacáveis. No caso Adriano não faço ideia sobre o que terá despoletado toda a violência que o envolveu e o mandou para a urgência do hospital. Mas tomo a liberdade de especular. E tomo essa liberdade porque os antecedentes recentes são mais que muitos. Rodriguez, Paulo Assunção, Adriaanse, Mourinho. E, se exceptuarmos o caso do treinador holandês, o incompreensível silêncio do clube. Ou umas palavras circunstanciais sem qualquer tipo de consequências. O argumento gasto e falso da não ligação dos agressores a adeptos do FC Porto, o sacudir a água do capote, a política de que o próximo título apagará a mancha da vergonha.


Face a este silêncio institucional, outra voz se levantou. A voz que declarou que o caso Mourinho era um caso passional e, como tal, apenas dizia respeito aos envolvidos, que o caso Rodriguez tinha sido uma mera conversa de circunstância, que os culpados do caso Adriaanse seriam encontrados e castigados. Por quem, nunca se soube. Quem eram e o que lhes sucedeu, também não. Foi apresentada queixa policial ou a investigação foi conduzida pela guarda pretoriana que acompanhou Pinto da Costa ao tribunal de S. João Novo? Já agora, o que tem o clube a dizer sobre tudo isto, sobe estas afirmações que envolvem os seus funcionários? Nada. O silêncio absoluto.

Até ver, Adriano não apresentou queixa. Se o vai fazer nos próximos dias ou se vai esperar até estar ao abrigo de represálias, leia-se ao serviço de outro clube num outro país, logo se saberá. Uma coisa é certa, ver nestas situações conspirações da imprensa lisboeta contra a imagem do clube é conviver com a ignorância, assobiar para o ar, encolher os ombros. A História ímpar do clube, a sua dimensão europeia, única em Portugal, não o merece. E a massa adepta do clube não pode ser metida no mesmo saco e receber o mesmo tratamento de um grupo de fanáticos ignorantes e violentos.


(*) João Marques, licenciado em História não-praticante, semi-virtual dirigente desportivo amador, não-candidato a deputado nas próximas eleições legislativas, roseta de ouro do FCPorto em 2015 (para cuja cerimónia estão, desde já, todos convidados).

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao João Marques a elaboração deste artigo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Fim de linha para Adriano


Longe dos grandes palcos e votado ao esquecimento, Adriano vai-se treinado diariamente à parte no complexo de treinos do Olival. Os tempos de glória com a camisola azul-e-branca vestida não passam já de ténues memórias e a esperança de voltar a competir de Dragão ao peito é uma miragem.

Na sua edição de Sábado, o jornal Record deu à estampa mais um capítulo do “braço de ferro” que envolve o jogador, treinador e SAD:
«A guerra de nervos entre o FC Porto e Adriano está prestes a chegar ao fim. Há um dado novo que permite antecipar tal cenário: o avançado está farto de se treinar sozinho e de não competir, pelo que vai facilitar a saída em Janeiro, mês em que completa 30 anos. Perante a ameaça de estagnação na carreira, o brasileiro desiste do braço-de-ferro para permitir uma resolução a contento de todas as partes.

É evidente que o seu nome não consta das opções portistas (não está inscrito e nem sequer compete na Intercalar), pelo que o futuro de Adriano no futebol está dependente de um novo projecto.

É aqui que voltam a opor-se interesses. O FC Porto investiu 1,4 milhões de euros na compra do passe do ex Cruzeiro e, com salários e prémios, as despesas ultrapassam claramente os 2 milhões. Resta saber onde podem os dragões garantir algum retorno numa eventual transferência definitiva, cenário que, obviamente, mais interessa a todas as partes.

O mercado brasileiro é, nesse sentido, o mais provável destino de Adriano, até porque é notório que o jogador não pretende regredir significativamente nos seus vencimentos, incomportáveis para os emblemas nacionais

in Record, 22/11/2008

Num artigo sobre Adriano publicado há 2 meses atrás aqui no Reflexão Portista, onde é descrito o assinalável percurso do avançado brasileiro no FC Porto, José Correia aventou da seguinte forma o mais provável desfecho deste imbróglio: «Sinceramente, tenho pena que a ligação de Adriano ao FC Porto esteja nestes moldes e termine (tudo o indica) com o jogador a treinar sozinho e, mais dia menos dia, a sair em conflito com o clube. Pelo seu passado e por aquilo que já deu ao FC Porto, acho que o Adriano não merece este tipo de tratamento».

Independentemente das razões que levaram à exclusão de Adriano do plantel do FC Porto, – o que até hoje não foi esclarecido, tendo já sido elencadas várias hipóteses, desde a mera opção técnica até a retaliação por o avançado não aceitar um empréstimo – nada justifica a forma como o jogador tem sido quase ostracizado no Clube.


Actualmente, continuo com a convicção de que Adriano apresenta características singulares em todo o plantel que poderiam ser importantes para a equipa, mormente o seu forte jogo aéreo, que é um aspecto decisivo em muitos encontros.

Á excepção de Lisandro, que amiúde finaliza com êxito de cabeça, nem Farias nem Hulk são jogadores talhados para esse tipo de lances. E já que estamos numa simples análise comparativa, diga-se que o avançado argentino, nem de perto nem de longe faz esquecer Adriano que, para alem de ter sido bem mais caro, tem uma média de golos muito inferior à do avançado brasileiro.

Mas, dado conflito existente entre o jogador e quem gere os destinos do FC Porto, não é plausível que Adriano volte a envergar a camisa azul e branca, sendo que a sua transferência para outro clube fora de cá do burgo é o mais provável que se venha a verificar.

sábado, 20 de setembro de 2008

Adriano, de decisivo a dispensado


Em Janeiro de 2006, o FC Porto de Co Adriaanse debatia-se com alguns problemas na frente de ataque. Lisandro jogava descaído sobre a ala esquerda, Hugo Almeida e Hélder Postiga não convenciam (ao ponto do treinador holandês ter chegado a tentar adaptar o caxineiro a jogar como Nº 10, nas costas do ponta-de-lança) e Benny McCarthy, depois dos problemas (nunca devidamente resolvidos) com o seu empresário, estava de partida para a Taça de África das Nações (CAN2006), a disputar no Egipto, entre 20 de Janeiro e 10 de Fevereiro de 2006.

Como é sabido, não é fácil arranjar bons pontas-de-lança, ainda por cima a meio dos campeonatos e ao alcance da bolsa dos clubes/SAD’s portuguesas.
Vai daí, a SAD portista lançou um raide para contratar Adriano, ex-futebolista do Nacional da Madeira e que estava ao serviço do Cruzeiro.

Aparentemente o Sporting também estava interessado no jogador tendo, na altura, um assessor de imprensa do clube de Belo Horizonte afirmado o seguinte:
"O Cruzeiro só revela [o clube] quando a coisa estiver assinada, o que até agora não aconteceu. Há mais de um clube interessado. O problema é que as propostas chegam por empresários, não há papéis dos clubes. Eles representam o FC Porto, o Sporting, mas não há nada definido".

Contudo, o empresário do avançado brasileiro – Essau Elias –, em declarações ao site Superesportes.com, confirmou que o destino de Adriano era mesmo o FC Porto:
"Foi uma negociação rápida e está mais ou menos fechada. Ele vai por empréstimo para o FC Porto. Não posso falar mais nada para não atrapalhar. O que posso dizer é que foi rápido, que é o FC Porto e que ele vai por empréstimo, com passe fixado".


A contratação de Adriano salvaguardava um aspecto importante: o jogador conhecia bem o futebol português e o “peso” que representa vestir a camisola de um clube como o FC Porto.

Por outro lado, o seu curriculum no futebol português era muito positivo. Em três épocas ao serviço do Nacional, Adriano tinha marcado a bonita soma de 43 golos e na época 2003/04 esteve mesmo a um passo de se sagrar melhor marcador do campeonato, tendo sido ultrapassado por McCarthy na última jornada.

Contudo, há jogadores que brilham em clubes pequenos/médios e quando chegam a um grande ficam muito aquém das expectativas. Daí que, talvez escaldada com outros casos, a SAD optou por um empréstimo com opção de compra.

Adriano treinou pela primeira vez com o plantel portista no dia 17 de Janeiro de 2006 e logo no dia seguinte estreou-se com a camisola do FC Porto, na 2ª parte do particular com o Dínamo de Moscovo (nos regressos de Nuno, Seitaridis, Costinha e Derlei ao Estádio do Dragão), tendo precisado de apenas quatro minutos para marcar, após cruzamento de Diego. Mais tarde haveria de bisar, novamente de cabeça, dando sequência a um cruzamento de Sonkaya.

Com apenas um treino, dificilmente a estreia poderia ser melhor ou, como se costumava dizer, pegou de estaca!

Adriano assumiu a titularidade na frente de ataque do FC Porto e em 15 jogos marcou 7 golos, incluindo o golo em Penafiel que carimbou a conquista do campeonato.

O rendimento de Adriano foi de tal modo satisfatório, que antes ainda de terminar a época 2005/06, a administração da FCP SAD decidiu exercer o direito de opção de compra do passe do Adriano.
Em 10/05/2006, o Diário de Notícias noticiava o seguinte:
«Ontem, os responsáveis portistas estiveram a acertar os pormenores da transferência de João Paulo, ex-Leiria, bem como a opção de compra sobre Adriano, discutida com Eduardo Maluf, dirigente do Cruzeiro que se deslocou ao Porto. O FC Porto vai pagar 1,2 milhões de euros pelo avançado brasileiro, que marcou 7 golos em meia época.»
in DN, 10/05/2006

Uns dias depois, na final da Taça de Portugal 2005/06, disputada em 14/05/2006, Adriano foi novamente uma das figuras da partida (juntamente com Quaresma que uns dias antes tinha sabido que Scolari o tinha deixado de fora do Mundial de 2006 na Alemanha).
A final foi decidida aos 40 minutos, quando Quaresma cruzou do lado direito e Adriano, de cabeça, não deu hipóteses ao guarda-redes do Vitória de Setúbal.

O FC Porto conquistou a sua 5ª dobradinha e Adriano conquistou o reconhecimento dos adeptos.


Depois da turbulência de Verão, provocada pelo mau feitio e declarações de Co Adriaanse, a época 2006/07 arrancou em Leiria, em 19/08/2006, para a disputa da Supertaça, novamente contra o Vitória de Setúbal.
No banco sentou-se Rui Barros (com Jesualdo Ferreira a ver na bancada) e, naturalmente, Adriano fez parte do onze inicial.

A primeira parte não foi fácil e ao intervalo ainda não havia golos. Na 2ª parte o FC Porto veio com outra disposição e aos 54’ Adriano abriu o caminho para a vitória com um golo espectacular. O ponta-de-lança brasileiro rematou de costas, em bicicleta, com o pé direito, fazendo a bola a entrar no ângulo superior direito da baliza de Marco Tábuas.
O FC Porto haveria de ganhar por 3-0, com os restantes golos a serem marcados por Anderson (74’) e Vieirinha (90’).

Adriano começava a época ao mesmo ritmo que tinha terminado a anterior: a marcar golos e a decidir jogos. Contudo, pouco tempo depois, o azar bateu-lhe à porta e uma lesão fez com que estivesse afastado dos relvados durante largas semanas.

Chegados a Dezembro e, talvez porque o Postiga tinha feito uma 1ª volta razoável, os jornais noticiaram que Adriano poderia ser emprestado. O jogador não quis sair e em boa hora o fez, porque regressou à equipa a tempo de fazer uma 2ª volta em cheio, na qual os seus golos foram decisivos para a conquista do Bi-Campeonato.

Naquela que foi a sua melhor época no FC Porto, Adriano marcou 11 golos em 18 jogos realizados.
Jogos a titular: 15
Jogos completos: 10
Tempo jogado total: 1410 minutos
Tempo jogado médio por jogo: 78 minutos


Apesar do seu desempenho dentro das quatro linhas, Adriano parece nunca ter convencido Jesualdo Ferreira. Assim, logo no arranque da época 2007/08, e após as contratações de Edgar (“roubado” ao SLB) e de Ernesto Farias, viu-se que o espaço de Adriano tinha diminuído e praticamente desapareceu com a aposta (de sucesso) de colocar Lisandro a ponta-de-lança.

Deste modo, não surpreendeu que em Dezembro de 2007 se tenha voltado a falar na sua saída, mas o jogador, talvez esperançado numa 2ª volta ao nível da época anterior, voltou a recusar. Isso não veio a acontecer e durante a época passada Adriano teve poucas oportunidades (a primeira alternativa ou complemento a Lisandro foi sempre Farias) e as que teve traduziram-se em meia-dúzia de minutos em alguns jogos.

Logo no arranque desta época, ficou a saber-se que Adriano não fazia parte do plantel do FC Porto. O jogador foi dispensado e não esteve presente na apresentação da equipa, não lhe tendo sido igualmente atribuído número de camisola.
Apesar de saber que não entrava nos planos de Jesualdo Ferreira para a nova temporada, Adriano reafirmou, em declarações a A BOLA, que não pensava noutro futuro para além da permanência no FC Porto.

No dia 6 de Agosto, após as hipóteses de saída não se terem concretizado, Adriano participou no treino da equipa. Aparentemente, estava no ar a possibilidade de fazer parte do plantel, até porque, em ocasiões anteriores, já tinha sido dado como dispensado e posteriormente reintegrado. Contudo, no início deste mês, os jornais noticiaram que Adriano estava a treinar à parte do plantel.

Sinceramente, tenho pena que a ligação de Adriano ao FC Porto esteja nestes moldes e termine (tudo o indica) com o jogador a treinar sozinho e, mais dia menos dia, a sair em conflito com o clube. Pelo seu passado e por aquilo que já deu ao FC Porto, acho que o Adriano não merece este tipo de tratamento.

No último ano e meio a FCP SAD contratou quatro pontas-de-lança: Renteria, Edgar, Farias e Hulk (não estou a incluir nestas contas Rui Pedro e Rabiola). Os dois primeiros nem sequer “aqueceram o lugar”, rapidamente se percebeu que não serviam e foram emprestados para “rodar”. Quanto a Farias e Hulk, jogadores que custaram largos milhões de euros, só espero que um dia venham a ter um rendimento igual ao que Adriano teve nas épocas 2005/06 e 2006/07.


Nome Completo: Adriano Vieira Louzada
Data de Nascimento: 03/01/1979 (29 anos)
Altura: 1,81m

1999: Portuguesa dos Desportos, 5 jogos, 0 golo
2000: Palmeiras, 12 J, 2 G
2001: Vitória da Bahia, 17 J, 3 G
2002/03: Nacional, 29 J, 16 G
2003/04: Nacional, 29 J, 19 G
2004/05: Nacional, 31 J, 8 G
2005: Cruzeiro, 11 J, 2 G
2005/06: FC Porto, 15 J, 7 G
2006/07: FC Porto, 18 J, 11 G
2007/08: FC Porto, 16 J, 1 G

sábado, 21 de junho de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Avançados

O FC Porto contou esta época com Lisandro, Adriano e Farías para o lugar de avançado. Durante a época, estes três jogadores participaram no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Lisandro Lopez

27

08

03

00

01

00

Farías

16

03

04

01

00

03

Adriano

16

01

03

01

01

04


O FC Porto joga num sistema que contempla apenas o uso de um avançado, e em situações excepcionais dois. A escolha principal do treinador, depois de ter estado afastado por lesão nas duas primeiras jornadas, foi Lisandro Lopez. Depois de ultrapassarem algumas lesões (e um período de adaptação no caso de Farías), Adriano e Farías foram utilizados excepcionalmente a titular, tendo a grande maioria das vezes entrado para substituir um companheiro.

Lisandro é um dos chamados "jogador à Porto" que reúne a adoração da grande maioria dos adeptos. A razão da sua popularidade não é relativa aos resultados da sua acção, mas à sua atitude: dá tudo o que tem para dar em campo! Tem um enorme sentido de oportunidade e um “jeito vagabundo” que lhe permite aparecer em todo o lado quando mais é necessário. Recupera bolas, pressiona os adversários, faz assistências e marca golos. Chuta com os dois pés e é um exímio cabeceador. Sendo extraordinário apenas na atitude, Lisandro é um extraordinário jogador por conjugar muitas boas qualidades.

O segundo jogador mais produtivo do FC Porto, depois de Lisandro Lopez foi Ernesto Farías. Sendo um jogador de créditos firmados na Argentina (segundo melhor marcador de sempre em actividade), trouxe consigo uma mala de grandes expectativas. Umas lesões no início da época e em clara adaptação a um diferente futebol europeu retiraram-lhe algumas oportunidades de lutar pela titularidade. Do que se pode ver, chamaram à atenção o bom posicionamento, o bom jogo de cabeça e o forte remate com os dois pés. Num esquema de dois avançados (com Lisandro por exemplo) parece ter potencial para render mais.

Nas duas temporadas anteriores Adriano tinha sido um jogador de grande importância, apesar de só parecer render (golos) nas segundas voltas. Esta época eclipsou-se! Apesar de fazer praticamente tantos jogos como Farías, mostrou ter um rendimento claramente inferior. Parece ser neste momento a terceira opção para o eixo do ataque.


Com as saídas de Postiga e Edgar, a frente de ataque passa a contar apenas com os três jogadores acima referidos mais o jovem Rabiola (a quem pouco se viu, e vai começar a próxima época lesionado). Se o treinador mantiver a equipa a jogar num 4-3-3 este grupo parece suficiente, mas parece curto para jogar uma época inteira em 4-4-2.
Deste modo, dependendo das ideias do treinador para a próxima temporada, pode ser importante contratar mais um jogador para o ataque.