Mostrar mensagens com a etiqueta Alex Sandro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alex Sandro. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de novembro de 2015

Os sucessores de Danilo e Alex Sandro

Danilo e Alex Sandro foram duas contratações em que a FC Porto SAD investiu quase 30 milhões (uma "loucura", para os padrões do futebol português) mas, nos anos que passaram no Porto, cresceram como jogadores, tiveram um muito bom desempenho futebolístico, valorizaram-se e, ao serem transferidos para dois colossos europeus, renderam bom dinheiro (mais-valias) à SAD portista.

Apesar do significativo encaixe financeiro efectuado pela FC Porto SAD, as saídas dos dois laterais brasileiros (titulares indiscutíveis nos últimos três anos), ainda por cima simultâneas, causaram apreensão entre os adeptos, devido à grande influência que ambos tinham nas acções defensivas e ofensivas da equipa.

O peso de Danilo e Alex Sandro na UCL 2014/15 (fonte: GoalPoint)

Bem, após os primeiros três meses da época 2015/2016, penso que já se pode dizer que os piores receios eram infundados.
E porquê?
Porque a SAD conseguiu arranjar dois jogadores – Maxi Pereira e Miguel Layún – que, em termos de rendimento dentro do campo, superaram as expectativas (pelo menos as minhas).

Ora, se custa a crer como é que o SLB deixou sair Maxi Pereira para um rival (e a custo zero!), ainda é mais incrível como é que um jogador com o rendimento de Layún andava “escondido” no Watford.

Golos e assistências de Maxi e Layún (fonte: O JOGO, 12-11-2015)

Olhando para o desempenho que os dois novos laterais dos dragões tiveram na generalidade dos jogos já disputados, parece-me claro que não será por causa da “troca” de Danilo por Maxi e menos ainda de Alex Sandro por Miguel Layún, que o FC Porto 2015/2016 é (será) mais fraco que o FC Porto 2014/2015.

sábado, 22 de agosto de 2015

A colheita de 1991



«Mesmo tendo saído do FC Porto há duas temporadas, o argentino Nicolás Otamendi continua a render dinheiro aos dragões. Com a transferência confirmada esta quinta-feira, a equipa da Invicta encaixará 225 mil euros ao abrigo do mecanismo de solidariedade da FIFA, correspondentes a 0,5% do valor total da transação entre Valencia e Manchester City, feita por 45 milhões de euros. Estes 0,5 % referem-se à derradeira época de formação do defesa argentino, quando este cumpriu 23 anos.»
in record.pt, 20-08-2015


O que é isto do mecanismo de solidariedade?

----------

MECANISMO DE SOLIDARIEDADE

Artigo 1º - Contribuição de Solidariedade
Se um Profissional mudar de clube no decurso de um contrato, 5% do valor de qualquer compensação, à excepção da Compensação por Formação, paga ao Clube Anterior será deduzida ao valor total da compensação e distribuída pelo Novo Clube, como contribuição de solidariedade, aos clubes envolvidos na formação e educação do jogador ao longo dos anos. Esta contribuição de solidariedade será distribuída de acordo com o número de anos (calculado numa base percentual se for menos de um ano) que o jogador esteve inscrito em cada clube entre as Épocas do seu 12º e 23º aniversário, do seguinte modo:
- Época do 12º aniversário, 0,25% da compensação total
- Época do 13º aniversário, 0,25% da compensação total
- Época do 14º aniversário, 0,25% da compensação total
- Época do 15º aniversário, 0,25% da compensação total
- Época do 16º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 17º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 18º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 19º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 20º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 21º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 22º aniversário, 0,5% da compensação total
- Época do 23º aniversário, 0,5% da compensação total

Artigo 2º - Procedimento de Pagamento
1. O Novo Clube deve pagar a contribuição de solidariedade ao(s) clube(s) formador(es), em conformidade com as disposições acima estabelecidas, o mais tardar no prazo de 30 dias após a inscrição do jogador ou, em caso de pagamentos parcelares, 30 dias após a data de tais pagamentos.

Fonte: FPF

----------

Há um ano atrás, a comunicação social referiu que o FC Porto também lucrou com a transferência milionária de James Rodrigues para Madrid.
E porquê?
James esteve três épocas no Porto, entre os 19 e os 21 anos, o que significa que o FC Porto teve direito a 1,5 por cento do valor pago pelo Real Madrid ao AS Monaco (cerca de 1,1 milhões de euros).

No futuro, para além de James, há mais três jogadores que, tendo passado pelo FC Porto e rendido aos cofres da SAD largas dezenas de milhões de euros, ainda poderão proporcionar mais uns “trocados”: são eles Mangala, Danilo e Alex Sandro.

Estes quatro jogadores têm em comum terem nascido em 1991, chegado ao Porto com 19/20 anos e saído após completarem o ciclo normal de 3 ou 4 anos. Ou seja, em termos do mecanismo de solidariedade, qualquer um destes quatro jogadores proporcionará à FC Porto SAD 1,5% de uma eventual transferência futura.

Ora, atendendo ao seu (indiscutível) valor e idade atual (24 anos), eu diria que a probabilidade de novas transferências, envolvendo estes quatro jogadores, é bastante elevada.

Onze inicial do FC Porto na deslocação a Braga (época 2012/2013)

Rica colheita, esta de 1991.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Rendimento desportivo e financeiro

Por razões que são de todos conhecidas, há muito que se sabia que Jackson, Danilo e Alex Sandro iriam sair do FC Porto ou, pelo menos, que a probabilidade de saírem, após o final da época 2014/2015, era muito elevada.

Jackson esteve mesmo para sair há um ano atrás e só um conjunto de medidas - a renegociação do contrato, o abaixamento da cláusula de rescisão de 40 para 35 milhões e a oferta de 5% do passe ao jogador/empresário - o conseguiram segurar mais um ano no Porto.

Neste contexto, a minha opinião sobre a forma como a FC Porto SAD conduziu as negociações para a transferência de Jackson é muito semelhante à que o Miguel Lourenço Pereira expressou num artigo que publicou em 28 de junho passado.

«O Atlético fez uma proposta à SAD do FC Porto que foi recusada inicialmente. Pinto da Costa fez saber que estava tudo tratado com o Milan. O Atlético não dava mais de 30 milhões a princípio (…). A SAD do FC Porto fez saber que não estava interessada e defendeu os interesses do clube. Como tinham de o ter feito e bem. (…) Não há nada, absolutamente nada a apontar à gestão da SAD neste caso, mas será curioso ver como a história se desenvolve nos próximos capítulos.»

E como é que a história se desenvolveu?
De acordo com o que veio a público (veremos o que irá constar do Relatório e Contas), Pinto da Costa não cedeu às pretensões iniciais do Atlético Madrid e os colchoneros terão mesmo pago os 35 milhões de euros.
Notável!
E mais ainda, se atendermos a que Jackson não é titular indiscutível da sua selecção e está a pouco mais de um mês de completar 29 anos.

Quanto a Danilo e Alex Sandro, tendo ambos recusado (naturalmente) as propostas de renovação que o FC Porto lhes fez, se a sua saída não fosse negociada pela SAD, seriam jogadores livres a partir de 1 de Janeiro de 2016 (daqui a pouco mais de 4 meses).

Neste contexto, considero a venda de Danilo por 31,5 milhões e a pré-anunciada venda de Alex Sandro por 25 milhões, (mais) duas extraordinárias vendas feitas pela FC Porto SAD.


Aliás, sobre o negócio de Danilo, reproduzo parte do texto que o Miguel Lourenço Pereira escreveu, num artigo que publicou em 1 de Abril, e no qual me revejo.

«O negócio é excelente a todos os níveis. São 31,5 milhões de euros (35 por objectivos), sem jogadores ao barulho e com o contrato do jogador a acabar. Um golpe de génio (o enésimo) de Pinto da Costa e da SAD nas mesas de negociação que superam bastante as expectativas daquele que foi um dos nossos maiores negócios de risco dos últimos tempos. (…) Pinto da Costa e a sua equipa fizeram o que tinham de fazer. Tentaram renovar com o jogador e depois deste recusar souberam manejar bem os tempos e expectativas para conseguir um negócio que é imelhorável. Ninguém a não ser PdC e a SAD sacariam tanto por um jogador que daqui a nove meses podia negociar sair a zero. Absolutamente ninguém.»

Quanto ao Alex Sandro, à hora a que escrevo este artigo, ainda não há comunicado enviado à CMVM, nem eu conheço os números finais, mas parece-me absolutamente normal que saia por um valor inferior ao de Danilo (que é “só” o atual lateral-direito da seleção brasileira).

Contudo, a confirmarem-se os 25 milhões de euros, é largamente batido o valor por que foram vendidos outros laterais-esquerdos no pós-Gelsenkirchen – Nuno Valente, Álvaro Pereira e Cissokho (cuja contratação/regresso, como é óbvio, não foi obra do acaso).

Danilo: 31,5 milhões de euros
Jackson: 35 milhões de euros
Alex Sandro: 25 (?) milhões de euros

Três jogadores, mais de 90 milhões de euros. É obra!


P.S. Acerca de cláusulas de rescisão, ou valores de hipotéticas propostas recusadas, não valorizo o que disse, ou diz, o Presidente da FC Porto SAD. Tudo isso, como é óbvio, faz parte dos processos de negociação, em que as várias Partes envolvidas enviam alguns “recados” e tentam reforçar a respectiva posição.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mudanças no balneário

                Enquanto o treinador descarrega a fúria no banco, o CEO finge de nada se aperceber consultando o telemóvel...

O FC Porto tinha de ganhar este jogo no Restelo para salvar a honra. Tinha de o ganhar. Por muitos motivos, incluindo evitar a festa vermelha e derrotar um dos grandes aliados do inimigo, o Belenenses.

E convém não esquecer que o presidente da SAD do Belém, Rui Pedro Soares, que tem sido muito criticado pelos próprios adeptos, já foi agraciado com um Dragão de Ouro como "Sócio do Ano". Ele que esta época andou em negociatas de jogadores com o Benfica e permitiu a farsa que foram os dois jogos entre esses dois clubes lisboetas, desde a exclusão de atletas titulares nos azuis a atrasos mal feitos para o guarda-redes que permitiram um golo ao SLB. Enfim, uma javardice que recomendaria muito mais cuidado na atribuição do galardão, i.e., este deveria ser atribuído apenas a sócios e figuras do FC Porto que tenham uma vida dedicada ao clube, evitando o aparecimento de para-quedistas que hoje estão cá e amanhã estão do outro lado da barricada.

Conforme disse no início, o jogo em Belém era para vencer. Acabou por repetir-se algo que já tínhamos visto esta época, em especial na Madeira, no jogo contra o Nacional. O FC Porto entrou em campo sabendo que o SLB tinha perdido em Vila do Conde, e até esteve a vencer por 1-0 ao intervalo, fruto de um golo de Tello, mas fez uma segunda parte horrível, cheia de erros individuais que acabaram por custar 2 pontos. Também esta segunda parte em Belém foi uma vergonha. A equipa deixou de jogar futebol. Parece que os jogadores desligaram, passando 45 minutos a fazer disparates.

Por isso defendo uma limpeza de balneário com efeitos imediatos. Oliver, Herrera, Brahimi e Alex Sandro, fizeram péssimas exibições, com especial destaque para este último. Eles foram a face de uma segunda parte absolutamente vergonhosa. Como compreendo a reacção de desespero do treinador a dar murros no tecto de plástico do banco de suplentes – não havia fibra nem carácter em campo. São precisos jogadores que mordam a camisola nestes momentos, que liderem a equipa para que ela não fique perdida dentro do campo. Actualmente não há. Ou há mas estão em final de carreira, como Hélton e Quaresma.

O trabalho a fazer é imenso. “A messe é grande e os trabalhadores são poucos”.

Acredito que Lopetegui deve continuar. Mas também acho que não lhe devem ser dados mais jogadores espanhóis ou outros que não estejam 100% identificados com um projecto de longo prazo. Chega. Hoje temos um balneário descaracterizado pelas ambições de jogadores que estão cá de passagem. Hoje estão cá mas com um olho “noutras ligas mais importantes”. Isso não nos interessa porque esses são os primeiros a pouparem-se, a não “meter o pé”, a não honrar a camisola que vestem. Esses devem ser vendidos.

Há muito trabalho a fazer. Cabe a Pinto da Costa, como líder máximo, ajustar a estratégia.
   

quinta-feira, 26 de março de 2015

O ponto de situação do "caso Oliver"

A notícia da semana em Madrid foi a renovação – até 2020 – de Diego Pablo Simeone.
É uma renovação com matizes (todos os anos, até 2020, ambas partes podem chegar a um acordo amigável que basicamente quer dizer que quando Simeone quiser aceitar uma das muitas ofertas que tem, pode sair sem prejuízo financeiro) mas que consolida definitivamente a sua presença como máxima figura no Calderón. Tudo gravita à sua volta e a sua obsessão – ganhar a Champions League com os “colchoneros” – vai ser o motor dos próximos anos. O clube assume que a 38 jogos é difícil ombrear com Real Madrid ou Barcelona para repetir o titulo da liga do ano passado mas sabe que na Europa, com jogos a eliminar, a conversa é outra. E essa é também uma noticia importante para o FC Porto.

O clube está desde Janeiro a falar com os principais responsáveis desportivos do campeão espanhol, Gil Marin (filho do mítico presidente Gil y Gil) e Caminero, director desportivo e a voz de Simeone nas reuniões. O que tínhamos adiantado na altura parece confirmar-se cada vez mais e a renovação de Simeone reforça-o. Muito dificilmente Oliver Torres voltará a jogar no Atlético de Madrid enquanto o argentino for treinador. Em equação – e fundamental para a renovação – entrou outra variável. O investimento de um milionário chinês Wang Jianlin, que adquiriu um pack importante de acções da SAD colchonera, cerca de 20%, sob a promessa de sustentar financeiramente o clube na sua corrida à Champions, correspondia às exigências do treinador que quer que o Atlético deixe de ser uma equipa vendedora e possa atrair ao Manzanares jogadores de topo. Na lista de exigências do argentino há três nomes escritos em letras maiúsculas: o avançado uruguaio Edison Cavani, o médio argentino Javier Pastore e o extremo Marco Reus. São os principais objectivos do novo Atlético e é altamente provável que, pelo menos dois deles, sejam contratados para o próximo ano.
O clube de Madrid vai estar muito activo no próximo defeso. Com ordem de saída no plantel estão Siqueira, Mandzukic, Miranda e Oblak. Arda Turan tem ofertas importantes e poderá sair. Tiago ficará apenas mais uma temporada e o capitão Gabi – debaixo de um processo de corrupção desportiva – vai ter cada vez menos protagonismo. Simeone quer montar uma estrutura de meio-campo e ataque onde Reus, Koke e Griezzman sejam o apoio a Cavani, com Saul e Tiago ou Gabi no apoio medular. Seria um onze muito mais forte do que o actual e, sobretudo, um onze sem espaço para Oliver Torres.


Simeone já deixou claro que não conta com o jovem criativo no seu esquema de jogo. O clube  não se quer desprender de uma das suas maiores pérolas nem o jogador que quebrar o vinculo com o Atlético mas se essas movimentações taparem qualquer possibilidade de jogar de Oliver, a saída parece inevitável .O Atlético vai comprar muito mas também vai ter de vender para respeitar o Financial Fair Play e é importante cortar o máximo de pontas soltas no plantel. Um novo empréstimo só é opção se for o FC Porto. Nem o jogador quer ir para outro lugar emprestado nem o clube está disposto a ter Oliver noutro clube sem sacar algum tipo de rendimento ou emprestá-lo a um rival directo em Espanha (Sevilla e Villareal são os interessados) não é opção para o clube. Oliver tem mercado – e muito especialmente depois deste ano – e a sua recuperação para posterior venda é neste momento o cenário mais provável. O Atlético guardaria uma opção de recompra sobre o jogador no período de dois anos para onde quer que vá por um valor nunca superior aos 20 milhões de euros. O médio tem mercado em toda a Europa mas as necessidades de Simeone são prioridade. E aí entra o eventual duelo que pode ditar o seu destino. Um FC Porto vs Borussia Dortmund.

Simeone quer Reus. Já tentou de tudo neste último defeso – o jogador esteve mesmo a ponto de assinar mas as exigências do Dortmund (pagamento a pronto da cláusula) impediram o negócio – e vai voltar à carga. O jogador também está interessado em jogar em Espanha. Klopp já assumiu que vai perder Reus – o último pilar da sua grande equipa com Gotze e Lewandowski no ataque – mas em troca quer Oliver. É um admirador confesso do médio, acredita que pode ser importante para impor ordem no meio-campo do Dortmund e sabe que incluir o jogador pode baixar o preço a pagar por Reus. Por dez milhões de euros teria um jogador de uma enorme projecção que taparia uma vaga na equipa e ainda deixava dinheiro para reforçar outras áreas. O Atlético está disposto a ir por esse caminho – o jogador não acha tanta piada – e a operação já teve luz verde de Simeone mas o FC Porto voltou à carga explorando a grande debilidade dos colchoneros este ano: o lateral esquerdo.
Depois da venda de Filipe Luis, jogador fundamental nos anos anteriores, o Atlético foi ao mercado buscar Siqueira (num negócio mediado por Mendes com Quique Pina) e conseguiu, por empréstimo, o argentino Ansaldi. Simeone está insatisfeito com ambos. Ao primeiro considera pouco profissional e aplicado e ao segundo, a situação de empréstimo, o elevado salário que recebe e a falta de rendimento por contínuas lesões parecem descartar a sua contratação. Tanto que é Jesus Gamez, lateral direito, quem tem ocupado a posição. Assinar com um lateral é a prioridade máxima da equipa e o Atlético tem tentado convencer Mendes a persuadir o Chelsea a emprestar de novo um Filipe Luis que não tem tido minutos em Londres. Tudo depende desse negócio. Se Mourinho se mantiver inflexível, o Atlético vai ter de ir ao mercado. E aí aparece Alex Sandro. O lateral acaba contrato no próximo ano (como Danilo), tem mercado e o rendimento desportivo, ainda que bom, tem baixado esta época em relação à anterior. No Dragão a opinião geral – que partilho – é que é a melhor altura para vender o brasileiro e se essa venda incluir Oliver no negócio (com um empréstimo com opção de compra ou, cenário mais improvável, compra definitiva imediata), todos saíam a ganhar. O jogador, claramente, prefere esta segunda opção. Está com o seu “pai” futebolístico, perto de casa e num clube que já conhece e que o valoriza.


Neste cenário o destino de Oliver está nas mãos de muita gente. Uma equação complicada que envolve Jorge Mendes, José Mourinho, Jurgen Klopp, Marco Reus e Alex Sandro. Um cenário assim é sempre imprevisível e tudo pode suceder até Julho. O que é certo é que Simeone não quer Oliver, o jogador prefere o FC Porto a qualquer outro cenário longe de Madrid e o clube tem feito de tudo para garantir o seu concurso para o próximo ano. As cartas estão na mesa mas o jogo ainda está longe de acabar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sete longos meses sem fins-de-semana



Agora que, salvo algo de monstruoso que ninguém acredita que possa suceder, tudo ficou resolvido, vão ser sete longos meses (até ao início da próxima época) em que, jogos mesmo a sério, só iremos ter dois (ok, quatro se eliminarmos o Basileia e partindo do princípio que temos realmente equipa para discutir uns quartos-de-final de Liga dos Campeões).
Se quisermos ser bondosos, poderemos acrescentar uma eventual final da taça da Liga (a tal que ninguém gostava) a esta pequena lista de jogos minimamente interessantes até ao final de Agosto.
Muito argumentarão que, dada a nossa inacreditável vantagem de apenas um ponto em relação ao scp, os jogos continuarão todos a ser a sério até final. Bem, falar em lutas pelo segundo-lugar soa até ofensivo para um clube com o nosso palmarés nos últimos 30 anos. Por muito aborrecido que seja ter que jogar uma pré-eliminatória para aceder à "Champions", a grande verdade é que ficar em segundo ou terceiro não aquece nem arrefece ninguém.
Na verdade, podemos até evitar falar em "travessias do deserto" mas de uma seca monumental já ninguém nos livra. De repente, nos próximos fins-de-semana, as ligas estrangeiras tornar-se-ão ainda mais cativantes e até as outras modalidades terão um renovado interesse aos nossos olhos.
O mais penoso nisto tudo é que diferença futebolística está longe de estar reflectida nestes largos pontos que nos separam do nosso rival. Habitualmente, tamanho "buraco" traduz uma série de insuficiências de um dos lados, algo que está longe de ser verdade na presente época. Tirando os fanatismos habituais, este slb parece inferior às recentes versões passadas.
Por isso mesmo, não é tarefa fácil explicar estes últimos acontecimentos. Tendo a presente temporada como ponto inicial de análise, existirão obviamente vários erros próprios mas nenhum com tamanho suficiente para que alguém possa acreditar, com toda a convicção, que tudo poderia ter sido diferente.
Mas vamos lá a esses "pormenores" que, não tendo sido decisivos, foram erros que nos deverão servir de lição:
Ghilas é melhor que Adrián, ponto. O primeiro deveria ter ficado e o segundo não deveria ter sido adquirido em mais uma das nossas "confusas" contas com o Atlético Madrid.
Tozé, se é que a equipa B realmente serve para algo, teria também lugar neste plantel. Não existe esse abismo, como muitos acreditam, em relação a Óliver. No fundo, é tudo uma questão de apostas. O espanhol, mesmo vindo emprestado, é aposta assumida desde a primeira hora, já o português foi sempre olhado de lado. E é nesta falta de confiança que muitos se perdem.
Já a saída de Josué, embora num patamar mais debatível, deixou também dúvidas. E deixemos, por agora, a eterna questão-Kelvin para outras núpcias.
Mas, tendo assim o plantel sido escolhido, haveria melhor "11" que aquele habitualmente colocado em campo, excessivas rotações à parte?
Bem, se olharmos com cuidado para os quase 11 meses de titularidade de Fabiano, quantos pontos ou vitórias lhe devemos? Certo que, não havendo Hélton por largos meses, as alternativas eram praticamente nulas. Mas, e agora com o capitão de regresso e em grande forma? Que desculpa pode haver? Que motivação terá, daqui em diante, um jogador a quem for dada uma "oportunidade" na taça da Liga, sabendo ele que nem uma exibição de qualidade máxima lhe abrirá as portas da equipa principal?
Já quanto a Alex Sandro, há mais de ano e meio que joga metade daquilo que rendia quando alcançou a titularidade. Danilo, que até começou bem, parece de regresso ao seu habitual modo de "não te rales muito", que ele sempre acciona quando os resultados deixam de aparecer. 
Mas, lá está, com Ricardo e José Ángel teríamos agora mais pontos? Nenhumas garantias de tal, se quisermos ser absolutamente honestos. 
E quanto ao resto? Bem, Maicon continua a ser Maicon, como aquela oportunidade desperdiçada logo nos minutos iniciais no Funchal nos relembrou. O nosso adversário directo não falharia aquela oportunidade madrugadora para ficar logo em (decisiva) vantagem.
De resto, confirma-se que Casemiro e Tello são úteis mas nada do outro mundo, como a qualidade dos seus clubes de origem poderia fazer crer. Pelo menos, ainda estão num patamar inferior àquele onde se situam Jackson, Brahimi e até mesmo Quaresma. E é este patamar que se exige a quem quer ser titular de longa duração num clube como o nosso.
Por fim, e basta olhar para o seu rosto, Quintero passou de jovem alegre e cheio de potencial para alguém a quem as mordaças tácticas transformaram num jogador apavorado pelo receio de falhar. Bem escondido continua ele pelas extremidades do campo, e isto quando joga. Quem ficou a ganhar com esta sua "domesticação"? Pois, ninguém ao certo saberá responder.
Mas estaria o FCP a discutir, ombro-a-ombro, o primeiro lugar se o atrás descrito tivesse acontecido de outra forma? Provavelmente não, e é isto que mais assusta: do ponto em que se iniciou a presente temporada, não se vislumbra grandes alternativas para um futuro diferente. Isto porque, sem "fundos", os empréstimos vindos dos "grandes" europeus tenderão a aumentar ainda mais e, em termos de liderança, como se tem visto, é cada vez mais difícil arranjar melhor.
Poderemos, então, melhorar em quê, durante estes penosos meses que se avizinham? A nossa obsessão pela posse de bola, ao contrário do que se apregoa, soa a excessiva. Reparemos que o nosso rival abriu o marcador em dois lances de futebol directo nas suas duas últimas saídas (Penafiel e Marítimo). Já nós, nem no último segundo contra um Marítimo, com tudo praticamente perdido, o nosso guarda-redes foi autorizado a avançar para a área contrária, num lance de bola parada.
Na liga portuguesa, exagerar na posse e num futebol "rendilhado", especialmente fora de portas, pode ser contra-produtivo. É uma lição que levamos desta temporada. As nossas habituais e tão elogiadas estatísticas, ao invés de serem motivo para orgulho, podem muito bem ser a mais clara expressão do nosso falhanço. Isto porque as nossas oportunidades reais de golo são em número vergonhoso para tamanho "controlo" das partidas. E o inverso sucede com praticamente todos os adversários que encontramos pela frente: por menos oportunidades que tenham, conseguem sempre criar perigo.
Por último, o factor-sorte. Todos sabemos que esta se conquista e dará mesmo muito trabalho alcançá-la, mas temos que honestamente reconhecer que a sorte, em 2014/15, nada quer connosco. Não que, alguma vez, se a deva usar como principal desculpa.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mais um lateral?

O FC Porto tem dois defesas laterais que, em conjunto, custaram à FCP SAD cerca de 28 milhões de euros.

Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012

Apesar de Danilo e Alex Sandro serem dois titulares indiscutíveis, não só pelo seu valor futebolístico, mas também por aquilo que representam em termos do enorme investimento feito pela SAD (que terá de ser rentabilizado), é necessário existirem alternativas para eventuais lesões, castigos ou abaixamentos significativos de forma destes dois internacionais brasileiros.

Quais são, então, as alternativas à disposição de Paulo Fonseca?

Defesa/Lateral direito

Víctor García – internacional Sub-20 da Venezuela, chegou a meio da época passada, tendo feito alguns jogos pelos juniores do FC Porto; esta época agarrou a titularidade da equipa B e já foi chamado por Paulo Fonseca para um jogo da Taça de Portugal.

Ricardo – extremo direito; desde a pré-temporada foi testado várias vezes por Paulo Fonseca também na posição de lateral direito.

Maicon – defesa central; na época 2011/2012 foi adaptado e utilizado durante vários meses, com relativo sucesso, como defesa direito.

Defesa/Lateral esquerdo

Mangala – defesa central; na época 2012/2013 foi adaptado e utilizado várias vezes por Vítor Pereira como defesa esquerdo; nesta época Paulo Fonseca já fez o mesmo.

Quiñones – titular da equipa B; internacional Sub-20 da Colômbia, foi cinco vezes convocado por Vítor Pereira para jogos do campeonato 2012/13 e uma vez utilizado durante os 90 minutos (no FC Porto x Rio Ave, disputado em 23 Fevereiro 2013).


O JOGO, 01-01-2014

Havendo este conjunto de alternativas para as laterais, todas elas já testadas, quer nesta época, quer em épocas anteriores, para quê gastar mais dinheiro na contratação de um novo defesa lateral, ainda por cima para ser suplente de Danilo ou Alex Sandro?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os elogios a Vítor Pereira

«A frase de Vítor Pereira, na conferência de imprensa em Guimarães, é muito interessante. Disse o treinador do F.C. Porto que a equipa está como ele quer. E acrescentou algo do género demorou, mas agora está. A frase é dita depois de um mês de janeiro muito forte, com o campeão a empatar na Luz e a massacrar os últimos adversários que tiveram a infelicidade de passar perto.

As palavras de Vítor Pereira recordam-nos também duas evidências que por vezes esquecemos: as equipas têm sempre aspetos a melhorar e melhorar só se consegue com tempo, trabalho e serenidade. Além de competência, claro.

De facto este F.C. Porto está na melhor fase da época, muito seguro, maduro e mais alegre do que em muitos jogos da temporada transacta. Jackson Martinez e Moutinho são dois jogadores de evidente destaque. Mas em nenhum momento se pode dizer que a equipa depende deles. Pelo contrário, é por a equipa estar tão bem que eles sobressaem tanto, sobretudo o colombiano, melhor marcador da Liga. Aliás, creio que o que está a elevar a equipa é antes de mais o crescimento de futebolistas como Mangala, Alex Sandro ou Danilo. E o equilíbrio de Varela, imprescindível num período em que a equipa foi perdendo opções nas alas.

Os laterais acrescentam muito jogo sem que as subidas de ambos desalinhem a equipa (ao contrário do que sucede com Maxi Pereira no Benfica, por exemplo). O central francês tem sido importante no ataque, está mais adulto a defender e impressiona pelo poder físico. Vive uma daquelas fases em que parece crescer a cada jogo.

Como se não bastasse, Vítor Pereira começa a ganhar a aposta em Izmailov, estreou Liedson e está a trabalhar Seba, um jogador que tem deixado indicações muito interessantes.

Se mantiver este apuro de forma em fevereiro e conseguir acrescentar James à equação é legítimo esperar algo relevante na Liga dos Campeões.»
Luís Sobral
in Maisfutebol, 02-02-2013


«Uma jornada aparentemente sem história deixou que contar, sobretudo porque mostrou um FC Porto mais forte que nunca, com capacidade colectiva para esconder ausências individuais e uma qualidade táctica que ofensivamente castiga os adversários (com mobilidade, qualidade na troca de bola e... Jackson Martinez) e defensivamente passa jogos inteiros sem sobressalto (Guimarães foi mais um). Vítor Pereira terá, em definitivo, calado os críticos mais ferozes que várias vezes lhe sugeriram incompetência. Estavam enganados, embora muitos se esqueçam agora do que então disseram ou escreveram. Destaco quatro pontos de força do FC Porto actual:

1. Um modelo que garante eficácia em todos os momentos do jogo e que tem na qualidade do processo defensivo uma imagem de marca. Destaca-se a reacção à perda de bola, a capacidade de "abafar" o adversário, ou seja, uma transição defensiva muito forte, que permite recuperações rápidas e impedem o adversário de ser perigoso, mantendo-o distante da área portista. É uma equipa a quem é muito difícil marcar golos (em casa ainda só sofreu um);

2. Uma evolução significativa do processo ofensivo, com multiplicação de soluções e mais jogadores envolvidos (até Fernando) - seja perante equipas com blocos mais baixos ou mais subidos (como foi o Vitória) -, e trocas posicionais sucessivas que a tornam menos previsível do que era no passado. E com um avançado como Jackson, que tanto é eficaz na área como demolidor se tem espaço para acelerar (como teve em Guimarães), o adversário terá sempre dúvidas sobre o melhor modo de defender;

3. Força invulgar do jogo interior (zona central), com a técnica de recepção e passe a garantir troca de bola de qualidade mesmo em espaços reduzidos, potenciando uma posse objectiva, também pela capacidade de libertar os corredores para a vocação ofensiva de dois excelentes laterais (Alex Sandro mais talentoso, a caminho de ser dos melhores do mundo). É neste ponto que a comparação com o Barcelona faz mais sentido;

4. Muita eficácia na bola parada ofensiva, bem treinada, e com um Mangala invulgarmente poderoso a juntar-se a Jackson e Otamendi (ou Maicon) para dar a melhor sequência à qualidade dos cantos e sobretudo dos livres laterais de Moutinho (ou James).

Nada garante, no entanto, que o FC Porto vá ser campeão, já que o Benfica tem feito igualmente uma época de grande nível e promete luta até ao fim. E, já agora, o sucesso da carreira doméstica de qualquer dos candidatos até pode passar pelo maior ou menor investimento nas provas europeias e pela gestão do desgaste, físico e anímico, delas resultante. No entanto, e ao contrário do que parecia há um par de meses, é agora o FC Porto que parece em vantagem. E não apenas no goal average
Carlos Daniel
in Diário de Notícias, 06-02-2013



----------

É sempre agradável ouvir (ler) elogios destes, mais ainda se estivermos de acordo (como é o meu caso) e, fundamental, quando os elogios são justos e traduzem a realidade dos factos.

Para quem, como eu, se deliciou (e delicia) a ver jogar o Barcelona "inventado" por Guardiola, ver o meu FC Porto a jogar à Barça e, no final dos jogos, ouvir adversários conformados a comparar o FC Porto ao Barcelona ("o Porto está para liga portuguesa como o Barcelona para a espanhola", Alex, capitão do Vitória Guimarães), é algo de inolvidável.

Contudo... fico sempre um pouco apreensivo quando vejo tanta unanimidade nacional (abrangendo jornalistas e comentadores de outras cores clubísticas) em torno do FC Porto. Sinceramente, enquanto as coisas não estão decididas, prefiro ler parangonas do estilo "[o slb é uma] máquina trituradora" ou "[Jorge Jesus é um] exterminador implacável".

Espero bem que todas estas loas não contribuam para um adormecimento competitivo que, num campeonato como este, seria fatal.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Alex, i Love it...



Não há, nem pode haver, qualquer tipo de contestação à vitória do FC Porto esta noite no estádio do Dragão. Esse é, aliás, o maior elogio que se pode fazer à equipa de Vítor Pereira que controlou por completo a partida, mesmo tendo ficado longe de fazer uma exibição engalanada. De resto, perante este Paços de Ferreira resguardado, o destaque do encontro vai para os golos que materializaram em pontos o triunfo azul e branco. A bela e inocente chapelada de Alex Sandro, bem como a estreia de Izmailov a marcar pelo nosso clube, foram um sublinhado bem consentâneo com o tranquilo triunfo portista.

A partida conseguiu ser entretida na 1ª parte, sem nunca deslumbrar. O primeiro quarto de hora do FC Porto foi bem dinâmico, com alguns momentos colectivos de elevado interesse. Destaque neste período para Defour que apareceu uma vez em posição fatal para finalizar, assim como o bom par de cruzamentos tensos e perigosos que gizou. O nível de aproveitamento, porém, nunca foi correspondente e goraram-se à catadupa bolas de golo aos pés de Otamendi, Jackson e Moutinho.

A receita da equipa da capital do móvel passava invariavelmente por povoar a dianteira da sua área, baixar o ritmo da partida (em que inusitada sensibilidade no apito de Jorge Sousa muito contribuiu) e, esporadicamente, tentar explorar o contra-ataque numa bola bombeada ou lançamento rápido. Cícero, só por uma vez assustou Helton. Nada mais. Naturalmente o Paços de Ferreira ia-se mostrando pouco confortável no rumo que o jogo tomava.

Apesar de acerco azul e branco, o primeiro tempo findou incólume para os afortunados canarinhos, contudo o reatamento do encontro fez transfigurar a boa onde visitante. Num lance aparentemente inofensivo, Alex Sandro bate uma espécie de cruzamento que acabaria por dar uma chapelada monumental a Cássio. A vantagem demorou, mas veio. Com um requinte de ironia e malvadez.

O conforto do golo de vantagem fez aligeirar um pouco o ritmo da equipa de Vítor Pereira, o que não serviu de razão para o adversário para se empertigar ao jogo. Bem pelo contrário. O Paços manteve-se sempre curto e pouco espevito. Marat Izmailov e Kelvin, que entretanto já corriam pelo campo a tentar trazer novo vigor às nossas cores, obtiveram merecido reconhecimento já a caminho do fim do encontro. O médio russo já marca de azul e branco, com os cumprimentos aos nossos confrades e viscondes de Alvalade.

Um campeonato é mesmo assim que se ganha. Com o esforço que é nosso, mas também com as abébias dos outros.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mais um particular, mais uma convocatória


Mal acabou a época passada, Hulk, Danilo e Alex Sandro foram imediatamente convocados para uma digressão da seleção brasileira, que abrangeu quatro jogos particulares: Dinamarca (26 de Maio), Estados Unidos (30 de Maio), México (3 de Junho) e Argentina (9 de Junho).

Depois foram para o Brasil, onde gozaram um período de férias.

Terminadas as férias, no dia 9 de Julho integraram o estágio da canarinha tendo em vista os Jogos Olímpicos de Londres.

Atualmente estão em Inglaterra, onde poderão ficar até ao dia 11 de Agosto.

Mas desenganem-se aqueles que pensavam que a comissão de serviço (sempre ao serviço da seleção brasileira!) iria terminar após a final do Torneio Olímpico de futebol.

Soube-se hoje que todos os jogadores presentes em Londres (à exceção do lateral Marcelo, que se encontra suspenso) foram chamados por Mano Menezes para mais um jogo particular, a disputar no dia 15 de Agosto, contra a Suécia, em Estocolmo.
De facto, após os quatro jogos disputados entre 26 de Maio e 9 de Junho, a que acrescem os 4, 5 ou 6 jogos que a seleção brasileira vai disputar no Torneio Olímpico, faz todo o sentido mais um jogo particular, para os jogadores se conhecerem ainda melhor e ficarem mais entrosadinhos...

Entretanto, o clube que comprou os passes e paga os chorudos salários de Hulk, Danilo e Alex Sandro, joga a Supertaça a 11 de Agosto e vai a Barcelos, para o 1º jogo do campeonato, a 18/19 de Agosto. Mas, como é óbvio, aos senhores da FIFA isso não interessa nada. Até um dia...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Paga e não bufa


«Os Dragões Hulk, Danilo e Alex Sandro foram convocados esta quinta-feira para representar a selecção brasileira no Torneio Olímpico de futebol. O “Incrível” é um dos três jogadores com mais de 23 anos a ser chamado pelo treinador Mano Menezes. O FC Porto é o clube estrangeiro que fornece mais atletas à equipa “canarinha”, sendo apenas igualado pelos brasileiros do Santos.
A selecção brasileira começa a trabalhar no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira, permanecendo em estágio até 16 de Julho. Viaja depois para Londres, estreando-se frente ao Egipto, a 26 de Julho. O torneio de futebol masculino vai ser disputado entre 25 de Julho e 11 de Agosto»
in www.fcporto.pt


A convocação de Danilo e Alex Sandro era previsível e a de Hulk é tudo menos surpreendente. Isto significa que, para além de não fazerem a pré-temporada, estes jogadores só irão estar disponíveis para treinar no clube que lhes paga, mais de três meses (!) após o final do último campeonato.


Perante este facto, e sabendo-se da vontade do jogador em sair para um campeonato mais mediático, se nas próximas semanas surgir uma proposta financeiramente aliciante pelo passe de Hulk (o valor recorde da transferência de Falcao é a referência), penso que esta será mais uma razão para a FC Porto SAD a aceitar.

sábado, 26 de maio de 2012

Hulk a valorizar-se

««Hulk scored two and his presence forced Niki Zimling to turn into his own goal as Denmark lost 3-1 to Brazil in Hamburg in their first warm-up game for UEFA EURO 2012. More than 40,000 Danish spectators were in the stands, but the FC Porto forward did not take long to silence them, firing in early before compelling Zimling into a costly mistake and hitting the third before the break. (...). The game was only eight minutes old when the powerful Hulk, who hit four goals in six UEFA Champions League games for his club this term, latched on to a pass and rifled a long-range shot over a stranded Thomas Sørensen.»
in www.uefa.com

«Porto star Hulk was the inspiration for Brazil as he led the team to a 3-1 victory over Denmark, which began the game in disarray but finished it giving Mano Menezes' team all sorts of problems at the back. The striker struck twice in the first half as the Selecao looked to be cruising to victory, Niki Zimling's own goal putting the Danes 3-0 down at the break.»
in sports.yahoo.com»


«A seleção olímpica do Brasil, com Hulk em plano de destaque, bateu a Dinamarca, adversária de Portugal no Euro-2012, por 3-1, num jogo particular no Arena de Hamburgo, na Alemanha, com José Mourinho a assistir. O avançado do F.C. Porto estreou-se a marcar pela seleção, com dois golos, e esteve ainda no lance do terceiro. (...)
O Brasil, com uma seleção muito jovem, que se está a preparar para os Jogos Olímpicos de Londres, além de Hulk, jogou ainda com Danilo no lado direito da defesa, enquanto Alex Sandro entrou no decorrer da segunda parte para o lugar de Marcelo.»
Maisfutebol


Num cenário em que a saída de Hulk parece ser, infelizmente (para os portistas), cada vez mais provável, acredito que o valor recorde de uma transferência do futebol português, estabelecido há um ano atrás por Radamel Falcao (40 milhões de euros), irá ser batido nas próximas semanas.




Fotos: EPA

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O avançado que não estava lá

Ontem à noite estive no Vicente Calderon a ver a meia-final da Europe League entre o Atlético de Madrid e o Valência. Havia um tal de Radamel Falcao no relvado. Acho que durante largos minutos ignorei o jogo para fixar-me neste avançado que alguns daqui devem reconhecer. Os golos, principalmente o segundo, maradoniano, já devem ter visto nos resumos. Mas é o que não se vê, o trabalho de desgaste da defesa, o poder de associação com uma linha de três atrás, o saber táctico e a forma como sempre soube ler bem o jogo que me conquistaram. Poderia ter sido a primeira vez que via este jogador. Se assim fosse já estaria a encher de sms os meus amigos portistas com um "temos de contratar este gajo".


Mas Falcao foi nosso. 
Durante pouco tempo, mas foi. E, exceptuando a veia goleadora de Mário Jardel, para mim foi o melhor ponta-de-lança que o FC Porto teve desde os dias de Fernando Gomes. Não tenho a menor dúvida. O ano passado foi fundamental para vencer a Europe League e mesmo na Liga, onde esteve alguns meses ausente por problemas físicos, foi peça nuclear da equipa que o AVB resgatou da depressão jesualdiana. 
O FC Porto supostamente vendeu aquele que é o melhor avançado do Mundo - não conto Messi e Ronaldo nesta demarcação apesar da veia goleadora de ambos - por uns 40 milhões de euros muito mal explicados. 40 milhões mais Ruben Micael, que depois eram 36 milhões, 38 milhões e que, na realidade, ainda nem 5 milhões parecem ter entrado nos nossos cofres. Uma situação que levou à falta de liquidez para pagar o que tínhamos de ter pago pelo Danilo e Alex Sandro ao Santos (e que nos levou a ter de esperar até Janeiro por um, enviando Fucile também para apaziguar as hostes) e por Defour e Mangala ao Standard Liege. Uma situação a que não me recordo que alguém tenha levado esta SAD e que estávamos habituados a ver só a sul do Mondego.
O Atlético de Madrid é um clube que paga mal e nunca a horas e os dirigentes da SAD deviam sabê-lo. Também deviam saber que Radamel Falcao é um jogador do outro mundo, que 40 milhões é um valor de mercado real sempre e quando o dinheiro chegue realmente e sem contrapartidas. 

Enganaram-se.
Não só deixaram este avançado sair no final do defeso, como não garantiram que o dinheiro entrava a tempo de ir ao mercado, fosse em Agosto fosse em Janeiro, para substitui-lo. E a verdade é que Falcao é insubstituível. É um dos melhores do Mundo, muito mais importante na sua função goleadora do que pode ser Hulk como falso extremo, Moutinho como médio de criação ou Alvaro Pereira como lateral esquerdo. O clube optou por regatear o "Palito", ignorar as ofertas da Premier por Moutinho e declarar Hulk como insubstituível. Provavelmente seremos campeões nacionais com essa politica. Mas os adeptos têm memória e saberão sempre que este titulo, a ser ganho, foi um "ai jesus" escusado e que nos palcos europeus perdemos uma boa oportunidade de, pelo menos, igualar a performance do Benfica na Champions League.
Desde o primeiro dia faltou-nos um ponta-de-lança capaz de matar os jogos mais difíceis, em Chipre, na Rússia e com o City. As oportunidades estiveram lá, como no ano passado, mas não havia Radamel para rematar. Nem Kleber, nem Janko nem sequer o sul-americano que se segue para a próxima época seriam capazes de fazer a diferença como ele. Vítor Pereira não teve a culpa de perder um jogador que para o Porto representava o mesmo que Messi para o Barcelona e Ronaldo para o Real Madrid. E ainda por cima, sem ter um substituto digno desse nome. A SAD preferiu sanear as contas com números que são fictícios porque os cofres continuam vazios.


É uma postura. Mas não é a única. Ontem no Calderon 50 mil colchoneros gritaram o nome do avançado que, provavelmente, os pode levar a vencer a segunda prova europeia em três anos. A segunda consecutiva do colombiano. Jogadores assim não se podem perder, apesar da nossa sina de clube grande em liga pequena. Mas se temos de o ver triunfar num clube mediano lá fora, pelo menos que alguém na SAD nos mostre que valeu a pena. Mas não valeu e todos sabemos isso. Vender Falcao como o vendemos podia ter sido um grande negócio financeiro e um erro desportivo. Cada vez mais parece que foi um erro a dobrar. Lamentavelmente! 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais sorte que juízo!

Os caprichos da Liga Portuguesa têm destas coisas. A marcação dos horários dos jogos obedece a lógicas sobrenaturais, pouco explicáveis, mas, bem vistas as coisas, depois do que se assistiu na Choupana, talvez visasse poupar mais uns quantos de portistas de assistir a um degredo de bola redonda. Salvou-se o resultado, os importantíssimos três pontos, graças a um Helton grandioso e um ineficaz Nacional.

Apesar do credo na boca no período de ocaso do encontro, o seu começo foi bem colorido para as nossas cores. No estilo calmo e descontraído (faceta transversal azul e branca noutros jogos) o líder do campeonato foi tomando controlo e iniciativa sobre o jogo. Os insulares não pressionavam, dando espaço de manobra para os homens de Vítor Pereira se soltarem, fazendo alguns remates prometedores.

Curiosamente, o Dragão iria chegar à vantagem num lance caricato, onde a bola faz carambola na cabeça de Álvaro Pereira indo cair nos pés de Janko, que só precisou de encostar para o primeiro do encontro. O domínio era materializado num lance de fortuna, mas, logo depois, Rolando não teve engenho para dobrar o marcador na cara de Vladan. Cristian Rodriguez e Defour, ainda antes do intervalo, iriam seguir-lhe as pisadas, numa ode ao desperdício que converteria o 2º tempo bem mais palpitante.

Para se ser correcto, a retomada da partida ainda trouxe uma ligeira fragrância azul e branca. Janko viu o guarda-redes do conjunto madeirense a negar-lhe o bi neste final de tarde e, James, pouco depois, rematou com perigo. Foi isto. Nada mais! Pedro Caixinha reforçou o meio campo com a entrada Mihelic em detrimento do deslocado Pecnik, e o Nacional tornou-se dono e senhor do miolo, garantindo mais velocidade e agressividade sobre a bola.



A última meia hora da partida foi um mergulho ao sofrimento e à sofrível existência portista. Um período que só teve um sentido, onde Helton negou uma mão cheia de bolas de golo, quer a Mateus, quer a Rondón. A quebra física do FC Porto era gritante, onde as perdas das 2ª bolas era uma constante e o recurso às faltas uma inevitabilidade. A defesa viu-se quase toda amarelada e Vítor Pereira desanuviou-lhe o ar com o ingresso de Mangala e Alex Sandro.

O suplício não foi muito diferente, mas pelo menos a equipa punha-se a salvo de uma expulsão de última hora. Trinta minutos de um semi-massacre que foi retirando crença à equipa da casa, culminando na extrema ironia de terminar o encontro a ver duas bolas baterem no seu ferro e, ao cair do pano, sofrendo o golpe fatal de Alex Sandro, no 0-2 que arrumava as contas.

Um resultado que ronda a injustiça, pela excelente 2º parte do Nacional. E mais uns quantos de apontamentos para o bloco de notas do adjunto de Vítor Pereira, em mais uma sofrível partida da sua equipa. Nesta toada, mais jornada, menos jornada, o tropeção vai-se desenrolar, novamente.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Renovação de contrato de A. Pereira

Álvaro Pereira acabou de renovar (na semana passada) pelo FCP.

Normalmente as renovações são despoletadas (da parte do FCP) pela vontade de evitar outro caso Assunção (se não renovarmos de 2 em 2 anos estamos sujeitos a ve-los sair por uns tostões à luz do acórdão Webster), ou então para aumentar cláusulas de rescisões no caso de jogadores bastante cobiçados.

Lembrando o que está em jogo com o Acórdão Webster: um jogador de menos de 28 anos que cumpra contrato há já 3 anos pode sair do clube pagando apenas os salários que ia receber até fim de contrato, o que normalmente corresponde a "peanuts" comparado com o valor do passe. Idem para jogadores de mais de 28 anos, ao fim de 2 anos de contrato.

Neste caso parece-me mais ou menos evidente que nenhuma dessas duas hipóteses se coloca (tinha renovado há apenas um ano - não havendo portanto o risco de invocar o acórdão Webster por pelo menos mais 2 anos - e já tinha uma cláusula de rescisão bastante alta), por isso é menos claro porque quis a SAD renovar. Duvido que eles pensem que ele se vai valorizar este ano para cima da clausula de rescisão que detinha, quando neste Verão o Chelsea de AVB não se aproximou sequer desse valor (aliás, não é sequer claro que a cláusula de rescisão tenha agora aumentado).

A hipótese mais plausível é que lhe aumentaram o salário como rebuçado por não o terem deixado sair no Verão... uma espécie de "vitamina" monetária para a sua motivação, digamos.

Agora falar em querer dar "sinais de confiança" como se escreveu n O Jogo é que é um bocado para o ridículo: penso que o facto de ser titular indiscutível e o facto de o clube não aceitar vende-lo no Verão já eram sinais claríssimos de que o treinador e SAD tinham e têm imensa confiança nele, ou não?

Falar em "dar sinais de confiança" aquando de uma renovação de contrato faz sentido quando se trata de um jogador que raramente joga e com pouco mercado (sei lá, um Mariano há um ano ou um E. Rafael hoje). Não é de todo o caso, o que estava aqui em jogo era uma coisa bem diferente.

O que fica então o FCP a ganhar com isto? Bem, apesar de aumentar um pouco a folha de salários, fica com um jogador menos amuado (se é que o estava...) depois da transferência gorada, e evita ter que se preocupar em negociar uma renovação com ele daqui a 12 ou 18 meses (por causa do tal acórdão) caso ainda cá esteja (o que duvido muito, tendo em conta o elevado investimento feito em Alex Sandro).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Carne para canhão


Alex Sandro lesionou-se no jogo entre o Santos e o América-MG, disputado no dia 2 de Julho, imediatamente antes de se apresentar na concentração da selecção brasileira de Sub-20. Durante cerca de um mês, o lateral esquerdo fez um trabalho de recuperação e não alinhou no primeiro jogo (contra o Egipto) que o Brasil disputou no Mundial de Sub-20.

Para o segundo jogo (Brasil x Áustria), a equipa médica brasileira entendeu que ele já estava em condições e Alex Sandro foi titular. Jogou 12 minutos até voltar a sentir a mesma lesão na coxa direita.

O médico Edilson Thiele, em declarações à comunicação social, explicou que Alex Sandro foi submetido na terça-feira a uma ressonância magnética, a qual constatou uma lesão no músculo bíceps femoral.

A média internacional do que a literatura médica consta é de que 30% dos atletas podem voltar a sentir a lesão. Nós temos todo o trabalho que foi feito com o Alex Sandro documentado em vídeos, imagens, desde o primeiro dia na Granja Comary. A lesão muscular é difícil, porque pode funcionar bem como também pode acontecer o que houve com ele. Nós temos um ditado no Brasil que essa lesão é a que mais derruba departamento médico. Por isso é importante ter dados embasados, que mostram o alto índice de reincidências quando se trata de músculo.
Edilson Thiele, médico da selecção brasileira Sub-20

É, o Alex Sandro estava plenamente recuperado e preparadíssimo para jogar. Deve ter sido azar…

Graças à decisão tomada pelos responsáveis da selecção brasileira Sub-20, a FC Porto SAD, após ter pago € 9,6 milhões (R$ 21 milhões), vai ter de esperar cerca de seis semanas por uma recuperação completa do jogador.
E ainda há quem lamente o facto do Hulk não ser convocado para a selecção brasileira. Livra!...