Em 12 meses o passe de Alvaro Pereira desvalorizou 12 milhões de
euros (um milhão por mês...) mas, apesar de tudo, o balanço que faço das três épocas em que o Palito envergou a camisola do FC Porto é
francamente positivo.
Em termos financeiros, sem contar com prémios de assinatura e/ou renovação, ou
com comissões (que não sei se existiram), foi uma operação que deu lucro:
- Aquisição: 80% do passe foi comprado aos romenos do Cluj por 4,5 milhões de euros;
- Venda: três anos depois o passe (100%) foi vendido ao Inter por 10 milhões de euros (com a hipótese de chegar aos 15 milhões, mediante objectivos).
Em termos desportivos, o desempenho e números da utilização do Alvaro Pereira são bastante interessantes:
2009/10
Campeonato: 28 jogos a titular, 1 golo
Taça de Portugal: 4 jogos a titular
Taça da Liga: 4 jogos (uma vez suplente utilizado)
Supertaça: 1 jogo a titular
Liga dos Campeões: 8 jogos a titular
Total: 45 jogos, 1 golo
2010/11
Campeonato: 21 jogos a titular
Taça de Portugal: 3 jogos a titular, 1 golo
Supertaça: 1 jogo a titular
Liga Europa: 14 jogos (uma vez suplente utilizado)
Total: 39 jogos, 1 golo
2011/12
Campeonato: 23 jogos a titular, 1 golo
Taça de Portugal: 1 jogo a titular
Taça da Liga: 3 jogos (uma vez suplente utilizado)
Liga dos Campeões: 6 jogos a titular
Liga Europa: 1 jogo a titular
Total: 34 jogos, 1 golo
Foi pena é a forma como saiu, na sequência de um comportamento lastimável e atitudes pouco profissionais que teve nos últimos meses. De facto, não se tinha perdido nada, bem pelo contrário, se Alvaro Pereira tivesse saído há um ano atrás, quando André Villas-Boas fez força para o levar para o Chelsea. E após as declarações de Flavio Perchman, no dia 31 de Agosto de 2011, passou a ser do domínio público que o caldo tinha entornado. A sua saída pela porta pequena era uma questão de tempo.




















