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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Menos 12 milhões de euros que há um ano


Em 12 meses o passe de Alvaro Pereira desvalorizou 12 milhões de euros (um milhão por mês...) mas, apesar de tudo, o balanço que faço das três épocas em que o Palito envergou a camisola do FC Porto é francamente positivo.

Em termos financeiros, sem contar com prémios de assinatura e/ou renovação, ou com comissões (que não sei se existiram), foi uma operação que deu lucro:
- Aquisição: 80% do passe foi comprado aos romenos do Cluj por 4,5 milhões de euros;
- Venda: três anos depois o passe (100%) foi vendido ao Inter por 10 milhões de euros (com a hipótese de chegar aos 15 milhões, mediante objectivos).


Em termos desportivos, o desempenho e números da utilização do Alvaro Pereira são bastante interessantes:

2009/10
Campeonato: 28 jogos a titular, 1 golo
Taça de Portugal: 4 jogos a titular
Taça da Liga: 4 jogos (uma vez suplente utilizado)
Supertaça: 1 jogo a titular
Liga dos Campeões: 8 jogos a titular
Total: 45 jogos, 1 golo

2010/11
Campeonato: 21 jogos a titular
Taça de Portugal: 3 jogos a titular, 1 golo
Supertaça: 1 jogo a titular
Liga Europa: 14 jogos (uma vez suplente utilizado)
Total: 39 jogos, 1 golo

2011/12
Campeonato: 23 jogos a titular, 1 golo
Taça de Portugal: 1 jogo a titular
Taça da Liga: 3 jogos (uma vez suplente utilizado)
Liga dos Campeões: 6 jogos a titular
Liga Europa: 1 jogo a titular
Total: 34 jogos, 1 golo

Foi pena é a forma como saiu, na sequência de um comportamento lastimável e atitudes pouco profissionais que teve nos últimos meses. De facto, não se tinha perdido nada, bem pelo contrário, se Alvaro Pereira tivesse saído há um ano atrás, quando André Villas-Boas fez força para o levar para o Chelsea. E após as declarações de Flavio Perchman, no dia 31 de Agosto de 2011, passou a ser do domínio público que o caldo tinha entornado. A sua saída pela porta pequena era uma questão de tempo.

domingo, 19 de agosto de 2012

Os 18 de Vítor Pereira


Lista de convocados para o Gil Vicente x FC Porto:

Guarda-redes (2): Helton e Fabiano;

Defesas (6): Danilo, Miguel Lopes, Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro;

Médios (4): Lucho, João Moutinho, Fernando e Defour;

Avançados (6): Jackson Martínez, James, Kleber, Hulk, Varela e Atsu.

Com todos os jogadores que (ainda) fazem parte do plantel disponíveis, no lote dos 18 convocados por Vítor Pereira para o 1º jogo do campeonato não entraram: Rolando, Abdoulaye, Alvaro Pereira, Castro, Iturbe, Kelvin e Janko.

E, claro, fora dos convocados ficaram também Bracali, Sapunaru, Belluschi e Djalma.

Juntando estes 11 jogadores excluídos, dava para formar o seguinte onze:
Bracali
Sapunaru, Rolando, Abdoulaye, Alvaro Pereira
Castro, Belluschi, Iturbe
Djalma, Janko, Kelvin

Provavelmente, seria o 5º melhor onze do campeonato português.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A "guetização" do balneário portista



A escalada de tensão no balneário portista ainda antes de começar a competição oficial só deixa espantado quem não tem estado atento à forma com tem sido gerido o futuro próximo de alguns dos atletas do plantel. Não sendo uma prática nova, o “isolamento” de alguns jogadores permite, em tese, deixar o grupo de trabalho à parte destes focos de pressão. O problema é quando nem o plantel se esquece dos jogadores que treinam longe dos seus olhares e, também, as exceções que ficam à vista de todos, exalando uma diferença de tratamento que pode não ser bem compreendida.

Sendo certo que fazer a gestão emocional de uma comunidade de cerca de 30 pessoas é um desafio complexo, o modo como a SAD portista o tem feito nos últimos tempos vem acelerando a pressão e competição interna, arrastando-a para níveis onde a racionalidade entre os companheiros de equipa poderá deixar de funcionar.

O afastamento dos jogadores que o treinador não conta ou que a administração se quer ver livre, nunca deixa os restantes elementos indiferentes. Por mais que se tente mantê-los à distância, interiormente os jogadores sabem que a situação atual dos seus ex-colegas pode muito bem vir a ser a sua num futuro não tão distante, o que invariavelmente elevará os estados de ansiedade e despique no seio do grupo. Não existe nada mais perturbador do que alguém constatar que o seu futuro profissional pode ser arrastado para um caminho que não planeou ou não pretende.

Mas para agudizar o ambiente verifica-se que o tratamento é diferenciado consoante o estatuto do atleta. Álvaro Pereira, apesar de estar com guia de marcha assinada, manteve-se a treinar com equipa até ao início desta semana. Cristian Rodriguez pegou-se com Moutinho num treino algures na temporada passada. Falcao, há um ano atrás, arrastava-se por entre o grupo de trabalho. Em qualquer dos casos estes elementos transformaram-se em corpos estranhos ao plantel. Os jogadores, de parte a parte, sentem que já não se balizam pelos mesmos objetivos, fomentado as desconfianças que degeneram em provocações como as que se passaram no Olival na passada segunda-feira entre Kléber e Pereira.

Naturalmente os jogadores são responsáveis pelos seus comportamentos. E a maturidade profissional é algo que tem de partir de eles mesmos. Contudo cabe aos órgãos de chefia superiores (equipa técnica e direção) encontrar soluções resolver os casos pendentes rapidamente, prevenindo um arrastar de um mal-estar generalizado. Parece-me que entre a SAD e os jogadores que estão – ou têm estado – na iminência de saída, não tem imperado o diálogo, um acertar de posições convergentes aos interesses de ambas partes. Trava-se um jogo de forças que não beneficia ninguém e que tem posto em causa, inclusive, algo tão sagrado como o ambiente e a blindagem do balneário portista. Esta “guetização” dentro do grupo de trabalho tem de acabar, sob pena deste estado de espirito se eternizar, aniquilando todos os projetos futuros.

domingo, 5 de agosto de 2012

Alvaro Pereira não dá garantias


"Falei com o Álvaro na semana passada e ele está tranquilo. Estamos à espera de saber se existe alguma oferta. Pensamos que tudo vai correr bem e que ele possa sair, mas neste momento não há nada. Por agora não chegou qualquer oferta concreta. Neste momento é cem por cento jogador do FC Porto. No ano passado teve 98 por cento de hipóteses de sair e prevaleceram os restantes dois por cento."
Flávio Perchmen (empresário de Álvaro Pereira), em declarações à Antena 1, um dia antes do FC Porto x Lyon


Porque será que um jogador que há um ano atrás era tão cobiçado, ao ponto do Chelsea ter feito uma oferta de 22 milhões de euros (que foi recusada pela SAD portista), um ano depois não tem propostas?
Pelos vistos, não foram só os adeptos portistas que ficaram descontentes com o rendimento e atitudes de Alvaro Pereira durante a época 2011/12. O mercado (leia-se clubes potencialmente interessados) parece que também não apreciou...
Em vez de andarem sempre a dar entrevistas, talvez o Palito e o seu empresário fizessem melhor em remeter-se ao silêncio e refletirem profundamente sobre as causas desta situação.

Acerca deste assunto, e após, mais uma vez, Alvaro Pereira ter sido o único jogador de campo não utilizado no jogo de apresentação aos adeptos, Vítor Pereira afirmou o seguinte na conferência de imprensa após o jogo:

"O Alvaro Pereira é nosso jogador. Gosto de jogar com laterais a laterais, com centrais a lateral, etc. Mas eu entendo é a dinâmica do mercado, no ano passado senti isso na pele e eu tenho de estar concentrado no título que vamos discutir e tenho de me agarrar aos que me dão mais garantias. É esse o meu foco, é esse o caminho."

E se continuar a não surgir qualquer proposta concreta pelo passe do último do trio problemático de internacionais uruguaios que continua a fazer parte do plantel?
Irá Palito seguir os passos de Fucile, sendo emprestado em Dezembro?
Ou, à semelhança do Cebola, irá durante a época recusar todas as propostas e travar um braço de ferro com o treinador e a estrutura portista?

Foto: Maisfutebol

quinta-feira, 5 de julho de 2012

E agora Alvaro?


"Estou tranquilo, mas se ficar é para jogar. Estou há três anos no Porto e sempre dei tudo por esta camisola. Agora depende do clube, pois tenho contrato e devo respeitá-lo. Agradeço muito, mas se tiver de sair irei feliz. Passei três anos inesquecíveis, e respeito o contrato que é válido até 2016, mas penso que chegou a altura de tomar decisões. Se surgir alguma oportunidade de sair espero que entendam, desta vez, e me deixem sair.
Na época passada tive a possibilidade de ir para o Chelsea, mas eles decidiram que ficava e respeitei. Sou jogador do Porto, que me paga o salário. Dou tudo pelo clube, mas fiquei para jogar. E como tive o problema com o treinador deixaram-me sem jogar. Não falei na altura [do problema com o treinador] e não o quero fazer agora. Já é passado. Mas é óbvio que, se não vou jogar, quero seguir o meu caminho.
"
Alvaro Pereira, em entrevista ao jornal Ovación, 14/05/2012


E se, depois do desempenho fracote e pouco profissional do Alvaro Pereira na época passada, os potenciais clubes interessados tenham arrepiado caminho e, nesta altura, não se chegarem à frente com propostas minimamente decentes, o que vai fazer Alvaro Pereira?
Exigir ao treinador que lhe dê a titularidade?
E se Vítor Pereira entender que o Alex Sandro é um jogador mais motivado, mais empenhado, mais disciplinado e que lhe dá mais garantias, o que vai fazer Alvaro Pereira?
Pois é, devia ter pensado nisso antes de ter feito o que fez.


"O Alvaro Pereira não está a pensar sair, ele tem contrato com o FC Porto. Se surgir, contudo, um clube que apresente uma proposta que o clube aceite, ele será contactado."
Alejandro Savich, empresário de Alvaro Pereira, em declarações à Rádio Renascença, 04/07/2012

Ai agora já não está a pensar sair? Pois...

sábado, 14 de abril de 2012

As vontades não se moldam


A gesticulação descontrolada que Álvaro Pereira perpetrou quando verificou o seu número exibido na placa de substituições ao minuto 63 em Braga, fez-me trazer à ideia as muitas e calorosas discussões entre nós, adeptos portistas, sobre qual o modelo de gestão mais sustentável para a SAD nas épocas imediatamente seguintes onde se ganhou tudo o que havia para ganhar. Manter tudo ou renovar, é pois, um dilema eterno.

Um dos factores mais apontados pelo pesadelo vivido no “ano horribilis” de 2005, após a partida de Mourinho, foi o desbaratar de grande parte do plantel de sucesso, em especial os elementos que sustentaram as conquistas gloriosas de 2003 e 2004, deixando a equipa à mercê dos que não conseguiram bilhete de embarque, e seus baixos humores por verem a sua carreira e carteira não evoluir como os que se foram. Pressão sobre treinadores, as suas escolhas, indisciplina dentro do campo e fora dele, de tudo se viu ao longo desse período.

A inesperada partida de Villas-Boas no fim da época passada adensou as dúvidas sobre a ambição de Pinto da Costa em segurar o seu conjunto ganhador e, apesar de muita cobiça (e muitos escritos, também), salvou-se quase todo o recheio da casa, sucumbindo apenas Falcão após um negócio mais vistoso do que lucrativo pareceu ser. Entre todas as figuras proeminentes da equipa as declarações de interesse em sair não foram uniformes, mas constata-se que aqueles que mais ambicionavam e mais próximos estiveram de partir, são, simultaneamente, os que sofreram uma abrupta quebra no rendimento desportivo.



As portas de saída foram abertas a alguns elementos no passado mês de janeiro. Agora parece estar a ser mostrado o mesmo caminho a Rolando e Álvaro Pereira. Naturalmente, além da desmotivação refletida em campo, que não nos permite traduzir o número de pontos extraviados em campo – mas foram alguns, certamente - provavelmente haverá maior dificuldade da administração da SAD em vir a conseguir obter um encaixe financeiro desejado por estes atletas.

Um “produto” que era apelativo e com um potencial de retorno económico elevado, transformou-se desinteressante, tudo porque as aspirações dos jogadores, na sua ótica, não lhes foram atendidas. O nosso mercado é o que temos, curto, de imagem limitada e bolsa rota. Lá fora, aos jogadores lhes espera tudo isto em ponto grande. E não há volta dar, por mais prestígio que tenha e mais títulos que ganhe, o FC Porto estará umbilicalmente ligado à sua realidade. E se essa realidade tornar-se pequena para todos os que servem o clube, então melhor será indicar-lhes o seu caminho, antes que a sua ambição delapide a nossa.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Palito dá, Varela confirma


Em noite de clássico espanhol ter de redireccionar a atenção para uma competição de cariz dúbio, torna-se um acto de disciplina exigente. O encontro do estádio do Dragão, tal como era espectável, nunca conseguiu elevar-se a ponto de esquecer quem em Madrid jogava, ainda assim, o FC Porto carimbou a vitória sem grandes sobressaltos e sem grande réplica.

Um Estoril organizado, apenas comprometido no espírito de “não ir muito além do seu meio campo”, foi adiando como pode o único resultado possível. O conjunto azul e branco também foi pouco incómodo, apenas ritmado a espaços por um Álvaro Pereira supersónico, merecedor dos maiores encómios da noite pela forma como encara uma partida de tão amorfa importância.

Ainda não foi desta que Danilo calçou a bota, e nem mesmo Iturbe garantiu vaga no onze inicial. Vítor Pereira fez-se conservador nas escolhas e optou pelos nomes mais regulares a fim de garantir o apuramento para a fase seguinte da Taça da Liga. Objectivo quase apontado, escapou-se a oportunidade de um jogo de olho arregalado.



Com efeito, num encontro pautado pelo ritmo baixo, durante grande período o frisson passou apenas por bolas paradas. Destaque para o livre de Moutinho aos 37 minutos onde guarda-redes dos visitantes salvou à queima. Até ao intervalo soçobrou o desperdício de Kléber a um golo feito, fazendo levar ao desespero os 15 mil heróicos adeptos que se deslocaram ao Dragão.

O segundo tempo não trouxe melhor futebol, mas a vitória haveria de ser garantida. Kléber, em noite infeliz, viu Vagner negar-lhe o golo de forma ortodoxa, que contudo não foi capaz de evitar aos 61 minutos o remate vitorioso de Varela com o pé esquerdo à entrada da área. Golo com assinatura do extremo, mas o grande artífice foi, claro está, Palito, num dos seus raides desconcertantes.

James viu o poste roubar-lhe o golo da suprema tranquilidade, mas estava escrito que o enguiço das bolas paradas jamais hoje seria proscrito. Nada que tenho levado a por em causa o sereno triunfo portista e os consequentes objectivos da equipa nesta competição. O futebol jogado, esse, é que continua ser pobrezinho.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Renovação de contrato de A. Pereira

Álvaro Pereira acabou de renovar (na semana passada) pelo FCP.

Normalmente as renovações são despoletadas (da parte do FCP) pela vontade de evitar outro caso Assunção (se não renovarmos de 2 em 2 anos estamos sujeitos a ve-los sair por uns tostões à luz do acórdão Webster), ou então para aumentar cláusulas de rescisões no caso de jogadores bastante cobiçados.

Lembrando o que está em jogo com o Acórdão Webster: um jogador de menos de 28 anos que cumpra contrato há já 3 anos pode sair do clube pagando apenas os salários que ia receber até fim de contrato, o que normalmente corresponde a "peanuts" comparado com o valor do passe. Idem para jogadores de mais de 28 anos, ao fim de 2 anos de contrato.

Neste caso parece-me mais ou menos evidente que nenhuma dessas duas hipóteses se coloca (tinha renovado há apenas um ano - não havendo portanto o risco de invocar o acórdão Webster por pelo menos mais 2 anos - e já tinha uma cláusula de rescisão bastante alta), por isso é menos claro porque quis a SAD renovar. Duvido que eles pensem que ele se vai valorizar este ano para cima da clausula de rescisão que detinha, quando neste Verão o Chelsea de AVB não se aproximou sequer desse valor (aliás, não é sequer claro que a cláusula de rescisão tenha agora aumentado).

A hipótese mais plausível é que lhe aumentaram o salário como rebuçado por não o terem deixado sair no Verão... uma espécie de "vitamina" monetária para a sua motivação, digamos.

Agora falar em querer dar "sinais de confiança" como se escreveu n O Jogo é que é um bocado para o ridículo: penso que o facto de ser titular indiscutível e o facto de o clube não aceitar vende-lo no Verão já eram sinais claríssimos de que o treinador e SAD tinham e têm imensa confiança nele, ou não?

Falar em "dar sinais de confiança" aquando de uma renovação de contrato faz sentido quando se trata de um jogador que raramente joga e com pouco mercado (sei lá, um Mariano há um ano ou um E. Rafael hoje). Não é de todo o caso, o que estava aqui em jogo era uma coisa bem diferente.

O que fica então o FCP a ganhar com isto? Bem, apesar de aumentar um pouco a folha de salários, fica com um jogador menos amuado (se é que o estava...) depois da transferência gorada, e evita ter que se preocupar em negociar uma renovação com ele daqui a 12 ou 18 meses (por causa do tal acórdão) caso ainda cá esteja (o que duvido muito, tendo em conta o elevado investimento feito em Alex Sandro).

sábado, 24 de setembro de 2011

Que se passa com Hulk e Alvaro?


No dia 6 de Setembro, disputou-se o União Leiria x FC Porto. Hulk, que na véspera tinha jogado pelo Brasil, foi convocado e jogou de início, tendo sido substituído por Varela aos 57 minutos. Alvaro Pereira, apesar de ter sofrido uma entrada duríssima logo nos primeiros minutos, manteve-se em campo até ao fim.

Apenas três dias depois, no dia 9 de Setembro, disputou-se o FC Porto x Vitória Setúbal. Alvaro Pereira voltou a ser titular e a jogar os 90 minutos. Quanto a Hulk, supostamente por gestão de esforço, ficou no banco, mas entrou aos 71 minutos para substituir Kléber e a tempo de fazer duas excelentes assistências para golo.

No dia 13 de Setembro, disputou-se o FC Porto x Shakhtar Donetsk. Alvaro Pereira jogou novamente todo o desafio, enquanto que Hulk, depois de ter marcado um golão de livre e posto em sentido a defesa ucraniana, foi substituído por Varela aos 77 minutos.

Até esta altura ninguém tinha falado em problemas físicos destes dois jogadores mas, surpreendentemente, ambos ficaram fora da lista de convocados do Feirense x FC Porto, disputado no dia 18 de Setembro. É que nem para o banco foram, particularmente Hulk, cujas arrancadas poderiam ter sido muito úteis para desestabilizar e abrir a defesa contrária.


Finalmente, chegamos ao FC Porto x slb e ambos voltaram a ser titulares e a jogar 90 minutos.
Se é verdade que, na 1ª parte, Hulk esteve ao seu nível, semeando o pânico na defesa benfiquista sempre que arrancava com a bola controlada em direcção à área encarnada, Alvaro Pereira esteve a anos-luz do que pode e sabe. Chegou a ser chocante, ver um jogador com a capacidade atlética deste uruguaio, habituado a fazer N vezes o corredor esquerdo, a recuar a passo sempre que a equipa perdia a bola.

Hoje, no website oficial, o clube anunciou que Alvaro Pereira se limitou a fazer treino de recuperação no ginásio. Ora, se o Alvaro não está em condições, e muito menos para disputar 90 minutos (conforme foi notório no jogo de ontem), por que razão o treinador não optou por colocar Sapunaru à direita e Fucile à esquerda?

E quanto a Hulk, outro portento físico, também não se percebe as suas oscilações. Depois de uma boa 1ª parte, o apagão que teve na 2ª parte do jogo de ontem deixa muitas interrogações.

O que se passa com Hulk e Alvaro Pereira?
Estarão, nesta altura, a pagar a factura por excesso, ou inadequada utilização em jogos anteriores?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cláusulas de rescisão e saldos

"Realmente houve contactos com o Chelsea ao longo dos últimos dias e uma proposta final que foi recusada, não só por ficar muito aquém do valor do jogador, mas porque o próprio nos manifestou a sua vontade de continuar no FC Porto, de continuar a ganhar títulos pelo FC Porto e de continuar a contribuir para que o FC Porto seja um clube maior.
Toda a gente sabe que ele tem uma cláusula de 30 milhões de euros e que o FC Porto não tem por hábito fazer saldos, mas se a vontade do jogador fosse declaradamente a de sair, estaríamos disponíveis para o escutar.
Falei directa e pessoalmente com o Álvaro Pereira que me manifestou a sua vontade de continuar no FC Porto. Não sei o que disse o seu empresário, mas sei aquilo que me foi transmitido pessoalmente e de forma muito clara pelo Álvaro".
Antero Henrique, director-geral da FC Porto SAD


Acerca das cláusulas de rescisão e dos saldos, é preciso não ter memória curta.
Quaresma tinha uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros e no dia 31 de Agosto de 2008 saiu para o Inter de Milão por 18,6 milhões (mais o passe de Pelé; mais objectivos).
Bruno Alves tinha uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros e no dia 3 de Agosto de 2010 saiu para o Zenit por 22 milhões.
Raul Meireles tinha uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros e no dia 29 de Agosto de 2010 saiu para o Liverpool por 13 milhões (mais objectivos).

As cláusulas de rescisão são um mecanismo de defesa para os clubes/SAD's, mas o normal tem sido os jogadores saírem por valores abaixo da cláusula de rescisão e às vezes muito abaixo.

Segundo O JOGO, a última proposta do Chelsea foi de 20 milhões de euros mais objectivos de valor variável e indexados às performances desportivas do Álvaro Pereira. A SAD entendeu não vender e está no seu direito. No final da época (se não for antes), ver-se-á se fez bem ou mal.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Caldo entornado?

«Infelizmente, a operação caiu por terra. Nesta altura, já não acredito que se faça. O FC Porto faltou à palavra porque, no ano passado, prometeu vender o Alvaro Pereira se surgisse uma proposta superior aos 20 milhões de euros. O Chelsea passou esse valor.
Cortaram a possibilidade de Alvaro crescer, mesmo tendo sido um jogador que deu tudo pelo Porto. Recusaram as propostas todas.
O Chelsea já está interessado há muitos dias, começou com um valor e foi sempre tentando aproximar-se do que o FC Porto pretendia. O Porto, por seu lado, nunca cedeu. Quando uma das partes não quer negociar, não há muito a fazer.
O senhor Antero é que sabe. Tinha feito a promessa ao Alvaro, dizendo que o deixariam sair por mais de 20 milhões. Depois do ano que ele fez, ajudando o Porto a conquistar o que conquistou, o Chelsea seria um prémio para ele. Vamos ver agora o que acontece. Bem ele não vai ficar. Veremos como irá reagir.
Creio que o FC Porto está mesmo, como se diz por aí, a usar o Alvaro para se vingar do Chelsea pela questão do Villas-Boas. Mas o Alvaro Pereira não tem nada a ver com essa questão. Era uma grande oportunidade, porque ninguém paga 30 milhões por um lateral, nem o Roberto Carlos custou isso. Bom, já não acredito, mas vamos continuar à espera.»
Flavio Perchman, sócio do agente FIFA Alejandro Savich (empresário de Alvaro Pereira)


Pensei que o caso Alvaro Pereira ia ter um final parecido com o do Quaresma mas, pelos vistos, enganei-me.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cristian in, Alvaro out

Ontem à noite, o Daily Telegraph publicou no seu site uma notícia segundo a qual o Chelsea teria oferecido €20 milhões (£16.6 milhões) por Álvaro Pereira:

«Pereira is regarded as a direct replacement for Yuri Zhirkov, who was sold to Russian club Anzi Makhachkala, and can provide cover for Ashley Cole as well as play in midfield.

It is understood that although Pereira has a €30 million buy-out clause in his contract, Porto are willing to sell for lower having already signed the 25 year-old’s replacement, Alex Sandro. There is less pressure for Porto to sell, however, following the deal they struck for Radomel Falcao to join Atletico Madrid.

Chelsea’s interest in Pereira may surprise supporters — it would not appear to be a priority position — and would also raise further doubts over the future of Florent Malouda as well as that of Yossi Benayoun, who is available for transfer. However Villas-Boas believes Pereira would make a big difference to his squad.»


O Jogo de hoje diz que a proposta foi rejeitada, mas garante (?) que, até 31 de Agosto, o Chelsea fará uma segunda tentativa.

Todos os indícios (incluindo as declarações do seu empresário) apontam para uma saída iminente de Álvaro Pereira e daí que não tenha sido uma surpresa o facto dele ter ficado de fora dos 18 jogadores chamados para a Supertaça Europeia.
Surpresa, e grande (pelo menos para mim), foi a entrada de Cristian Rodríguez na lista de convocados, em vez do outro Rodríguez - James.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

78 dias depois


9 de Agosto de 2011. Após o primeiro jogo oficial e 78 dias depois da Final da Taça de Portugal (disputada em 22 de Maio), Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez voltam, finalmente, a estar à disposição do treinador do FC Porto.

Após tão grande período de ausência, mas em que o FC Porto lhes continuou a pagar os salários, não me consta que a SAD portista vá receber qualquer compensação financeira da parte da Federação Uruguaia, Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) ou da FIFA.

E já estamos cheios de sorte de nenhum deles se ter lesionado ao serviço da sua selecção...

Esta desarmonização de calendários vai ter de ser resolvida e, mais tarde ou mais cedo, terá de acabar a forma como as selecções usam e abusam de jogadores profissionais que são pagos pelos clubes/SAD's.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O onze tipo esboroou-se

«André Villas-Boas não pôde contar com seis jogadores, todos ao cuidado do departamento clínico do clube portista. Beto, Falcao e Cristián Rodríguez são casos conhecidos, permanecendo todos a realizar treino condicionado. Alvaro Pereira encontra-se a recuperar da intervenção cirúrgica ao ombro esquerdo a que foi submetido no domingo. Fucile e James são as restantes baixas. O lateral uruguaio tem uma mialgia de esforço, enquanto o extremo colombiano tem uma contusão no pé direito. (…) Quem já corre normalmente para o regresso são Varela e Fernando»
in Maisfutebol, 04/01/2011


Um jogador a recuperar de uma recente intervenção cirúrgica; dois jogadores a limitarem-se a fazer tratamento; três jogadores em treino condicionado; e dois jogadores a, finalmente, regressarem aos treinos normais após uma paragem de um mês. A poucos dias do primeiro jogo para o campeonato em 2011, é esta a realidade do plantel portista. Tenho a certeza que este facto preocupa muitíssimo mais André Villas-Boas, do que a derrota contra o Nacional para a Taça da Liga. A mim preocupa e, juntando a isto a fragilidade do plantel em algumas posições, considero ser esta a grande ameaça às aspirações do FC Porto, quer no campeonato, quer na Liga Europa.

Se recuarmos no tempo, verificamos que André Villas-Boas preparou e arrancou para esta temporada (na Supertaça) com o seguinte onze:


Para além de uma natural gestão em algumas posições (Sapunaru versus Fucile, Maicon versus Otamendi, Belluschi versus Ruben Micael), este onze base foi-se mantendo durante várias semanas, até que as inacreditáveis condições da “piscina” de Coimbra estiveram na origem de uma lesão muscular de Fernando. No entanto, o médio brasileiro foi (bem) substituído por Guarin, cujo rendimento na posição 6 tem vindo a surpreender, e a equipa manteve os elevados índices exibicionais.

Mas os problemas não afectaram apenas um dos titulares do onze tipo. O “Drogba da Caparica” começou a época ainda a recuperar de uma lesão grave contraída na época passada (fractura no perónio que o afastou do Mundial da África do Sul) e, apesar de André Villas-Boas gerir com pinças a sua utilização, teve recaídas que o obrigaram a abandonar duas convocatórias da Selecção, até “encostar às boxes” em meados de Novembro. E, em poucos dias, o treinador do FC Porto ficou sem a asa esquerda (não confundir com o fim dos voos da águia Vitória…), porque também Alvaro Pereira se lesionou ao serviço da selecção uruguaia (fissura no úmero esquerdo).

Em Dezembro, já sem Varela e Alvaro Pereira, outro esquerdino – Cristián Rodríguez – lesionou-se pela n-ésima vez nos últimos 16 meses. E como se tudo isto não bastasse, Falcao começou a acusar a sobrecarga de jogos (e viagens) ao serviço do FC Porto e da Colômbia, alguns dos quais disputados em condições particularmente difíceis, até que também ele teve de parar (“Falcao teve de sair [no intervalo do Paços Ferreira x FC Porto] por estar perto da cedência muscular. Ele estava no limite daquilo que podíamos arriscar.”, André Villas-Boas).

No futebol não há milagres. Sem Fernando, Varela, Alvaro Pereira e, nos últimos jogos, também ‘El Tigre’, era inevitável a quebra de rendimento da equipa portista. Isto e o facto de outros jogadores parecerem presos por arames é, não tenho dúvidas, a principal razão para as exibições sofríveis que se verificaram após os inesquecíveis 5-0 do dia 7 de Novembro de 2010.

Por isso, mais do que qualquer D. Sebastião no mercado de Janeiro, o grande desafio para esta 2ª metade da época, é a recuperação plena do actual plantel portista, particularmente dos jogadores do onze tipo definido por André Villas-Boas e que tão boas provas já deu esta época.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

As selecções e os clubes

«A Federação uruguaia de futebol deu a conhecer que o jogador do F.C. Porto, Álvaro Pereira, sofreu um traumatismo no ombro esquerdo, no decorrer do particular com o Chile (…). Numa nota emitida no seu site oficial, o organismo acrescenta que se realizou um raio-X que apurou uma fissura no úmero, sem que, no entanto, tenha existido deslocamento. Os exames efectuados foram enviados para os dragões.
Alberto Pan, médico da Federação uruguaia, salientou, em declarações à imprensa do seu país, que a lesão poderia ser «muito mais grave» e que foi «por sorte» que não houve uma fractura, o que não impede, no entanto, que o jogador tenha de ficar «inactivo por um bom tempo». Os primeiros cenários apontam para, pelo menos, 30 dias de paragem, o que origina que não volte a jogar em 2010.»
in Maisfutebol


Que “sorte” que o FC Porto teve! O Álvaro Pereira “só” vai falhar seis jogos, incluindo a deslocação a Alvalade. Isto, claro, se recuperar bem e regressar em pleno no início de 2011.

Os jogadores internacionais são caros. Para além do custo do “passe”, os clubes/SADs têm de suportar salários elevados e outro tipo de encargos.
As selecções limitam-se a convocar estes jogadores, fazem-nos viajar milhares de quilómetros, usam-nos a seu belo prazer e devolvem-nos muitas vezes fisicamente de rastos (André Villas-Boas já se queixou disso esta época, a propósito do Falcao). Mas o pior é quando os devolvem lesionados. Na época passada foi Cristian Rodriguez e agora chegou a vez de Álvaro Pereira.

O negócio da FIFA é fantástico. As despesas são dos clubes; os lucros são das federações e da própria FIFA.

Mas voltando ao Álvaro Pereira, não havendo uma alternativa clara e testada (Palito é só o jogador mais utilizado por André Villas-Boas, tendo disputado todos os minutos da Liga 2010/11 até ao momento), é provável que seja substituído por Emídio Rafael nas provas internas e por Fucile na Liga Europa.

P.S. De um momento para o outro, a ala esquerda do FC Porto – Álvaro Pereira e Varela – foi à vida. Razão tinha o André Villas-Boas em pôr água na fervura, dizendo que o campeonato está longe de estar decidido.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Assinei em 4 minutos"

O novo defesa-esquerdo do Benfica (A BOLA, 16/05/2009)


Álvaro Pereira contratado pelo FC Porto (O JOGO, 04/06/2009)



Há qualquer coisa aqui que não bate certo. Se as hipóteses que se colocavam era entre o SLB e o FC Porto, porque razão é que este rapaz demorou 4 minutos a assinar? 30 segundos não chegava para escrever a assinatura?...

Agora falando a sério,
"Esta aquisição foi realizada pelo preço de € 4.500.000 (quatro milhões e quinhentos mil euros) sendo que a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD adquiriu 80% dos direitos económicos do jogador."
in comunicado da FC Porto SAD para a CMVM

Ao adquirir um defesa esquerdo por este valor, significa que o Cissokho está de saída, ou que as hipóteses de sair são muito elevadas (segundo o JN de hoje, o Lyon pretende garantir o lateral esquerdo do FC Porto por 12 milhões de euros).
De facto, não parece que faça muito sentido investir tanto dinheiro num defesa se for para o colocar no banco de suplentes, mas nunca se sabe...