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sábado, 17 de outubro de 2015

De lobos (do mar) a dragões

Na década de 70 e 80: Fonseca (guarda-redes); Lima Pereira (defesa-central)

Fonseca e Lima Pereira, discípulos de Pedroto

Na década de 80 e 90: André (médio defensivo); Vitoriano (defesa direito); Rui Barros (médio ofensivo)

Rui Barros e Bruno Alves, os emigrantes

Na década de 90 e século XXI: Bruno Alves (defesa-central)

André e André André, pai e filho

No século XXI: André André (médio)



Curiosidade: Deste lote de sete jogadores, que primeiro foram “lobos do mar” e depois dragões, o único que não se afirmou como titular do FC Porto foi Vitoriano.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Uma Muito Importante Efeméride: o Título de 1984/85




Completaram-se este ano trinta anos do nosso titulo de campeões nacionais em 1984/85, uma efeméride que passou praticamente despercebida. Mas esse título foi importantíssimo, a vários níveis.

No historial do F.C. Porto, bem como no imaginário dos adeptos que conhecem a história do clube, o título de 1977/78, quebrando o famoso jejum de dezanove anos, acabou por fazer esquecer o significado de outros títulos nacionais posteriores. Mas a vitória no campeonato de 1984/85 teve vários significados muito importantes:

1. A verdade é que, em 1984/85 quebrámos outro "mini-jejum", que já vinha de 1979, ano do segundo título de José Maria Pedroto;

2. Tratou-se do primeiro título de campeão nacional de Jorge Nuno Pinto da Costa como presidente, o que lhe permitiu cimentar a sua posição de líder e calar as últimas vozes que ainda não tinham digerido o "Verão Quente das Antas" de 1980;

3. Foi também o primeiro titulo de campeão nacional de Artur Jorge, à sua primeira tentativa, e quando muita gente ainda exibia dúvidas quanto à sua capacidade;

4. Provou-nos que podíamos ganhar sem Pedroto. O grande Zé do Boné partira deste mundo em Janeiro de 1985, a meio dessa época, portanto. Nos vinte cinco anos anteriores só ele tinha ganho alguma coisa no F.C. Porto: dois campeonatos e três Taças de Portugal;

5. Mostrou a nossa renovada capacidade de fazer das fraquezas forças: no defeso anterior a essa época, o Sporting, servindo-se de uma cláusula muito portuguesa no contrato colectivo dos futebolistas (ainda existe contratação colectiva para eles?) tinha desviado dois nossos fundamentais jogadores, António Sousa e Jaime Pacheco. Tivemos que lançar às feras duas recentes contratações, Quim e André, os quais responderam magnificamente. Mas, mais que isso, servindo-nos da mesma bizarra cláusula, retaliámos, subtraíndo ao Sporting um dos maiores talentos de sempre do futebol português, o nosso caro e sempre estimado Paulo Futre.

O título de 1984/85 tem vários "pais", claro: Pedroto, cujo trabalho estivera na base dessa grande equipa, Jorge Nuno Pinto da Costa, homem de sangue frio e galharda atitude nessas difíceis circunstâncias, Octávio Machado, treinador-adjunto de grande gabarito, mas, fundamentalmente, o homem do leme, o técnico que, dois anos depois, nos faria agarrar o "grande caneco" numa célebre noite em Viena: Artur Jorge.

terça-feira, 5 de maio de 2015

André entrevistado por Bernardino Barros


"A maior alegria da minha vida foi ter vindo para o F.C. Porto"

António dos Santos Ferreira André nasceu em 24 de Dezembro de 1957, em Vila do Conde.

Formado no Rio Ave F.C., ingressou no Varzim S.C. aos 17 anos. Na época de 1984/85 foi contratado pelo FC Porto onde jogou até ao final da carreira, na época 1994/95. O FC Porto foi campeão nacional nessa época. No último jogo, nas Antas, André foi substituído e recebeu uma ovação impressionante dos sócios que durou largos minutos.

André, 11 épocas de FC Porto

Palmarés enquanto jogador:
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

André pertence ao grupo de jogadores que, juntamente com treinadores e dirigentes, construiu um FC Porto à escala mundial. Foi entrevistado por Bernardino Barros na semana passada. Vale a pena ver.

André entrevistado por Bernardino Barros

Os tempos agora são outros, já não há jogadores assim, mas esta entrevista deveria ser obrigatória para o actual plantel e para alguns dirigentes portistas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Antes quebrar que torcer

A surpreendente eliminação do Manchester City às mãos (pés!) do SCP, levou muita gente a fazer paralelismos com a eliminatória anterior, em que os dragões foram despachados pelos citizens com duas derrotas e um total de 1-6!

Houve quem comparasse as estratégias de Vítor Pereira e Sá Pinto; houve quem falasse na sobranceria de Mancini na eliminatória com os leões; houve quem analisasse os jogos sob o prisma da sorte ou dos erros individuais. A mim, o que mais me chamou à atenção foi a humildade, solidariedade, determinação e capacidade de sofrimento que os jogadores do SCP revelaram nos dois jogos.
E o exemplo maior foi dado por Bruno Pereirinha que, tendo sofrido uma luxação completa do ombro esquerdo (algo que, em condições normais, implicaria a sua imediata saída do relvado e que o vai obrigar a uma paragem de três semanas até voltar a poder competir), continuou estoicamente em campo para evitar que a sua equipa ficasse reduzida a dez elementos e, ao lado dos seus companheiros, ajudou a suster a avalanche final do Manchester City.

Mais do que as estratégias traçadas pelos treinadores, foi esta a grande diferença entre os “meninos” (cheios de trancinhas e tatuagens) do FC Porto e os “guerreiros” do SCP nas duas eliminatórias contra o Manchester City.

E como me custa dizer isto.
Eu que me lembro do capitão João Pinto ter chegado a jogar com um dedo do pé partido, algo que só soubemos passado uns tempos, porque nem os adeptos, nem os adversários se aperceberam disso.
Eu que me lembro de num FC Porto x União Madeira (época 1993/94), um ex-jogador do FC Porto (Chico Nelo) ter acertado uma patada violenta no sobrolho do André, que o pôs a sangrar abundantemente, e o caxineiro, após ter sido cozido à frente dos antigos cativos, ter voltado ao relvado e continuado a meter a cabeça à bola como se nada fosse.

No plantel atual temos grandes craques, alguns dos quais são autênticas “estrelas” do futebol espetáculo-negócio, mas faltam-nos jogadores com a raça e a fibra que tinham João Pinto, André, Paulinho Santos, Jorge Costa, entre outros. Jogadores que não eram sobredotados, não eram vedetas, mas davam tudo o que tinham quando envergavam a camisola azul-e-branca e, não é por acaso, que ainda hoje fazem parte do imaginário portista.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FC Porto nos Mundiais (IV)


O FC Porto, bi-campeão nacional (1984/85 e 1985/86) foi o clube mais representado entre os 22 "Infantes" que viajaram para o México, no Mundial 1986:
- João Pinto, lateral-direito, 24 anos, 0 jogos
- Gomes, avançado, 29 anos, 3 jogos
- Futre, extremo-esquerdo, 20 anos, 3 jogos
- Bandeirinha, lateral, 23 anos, 0 jogos
- Jaime Magalhães, médio, 23 anos, 2 jogos
- Inácio, lateral-esquerdo, 31 anos, 3 jogos
- André, médio, 28 anos, 2 jogos

A estes sete jogadores iriam juntar-se Sousa e Jaime Pacheco (há quem diga que já estavam contratados antes de partirem para o México), os quais, depois de dois anos em Alvalade, regressariam ao FC Porto a tempo de participarem na gloriosa caminhada para Viena, na época 1986/87.

Bandeirinha, que na época 1985/86 esteve emprestado à Académica, foi chamado à última da hora para substituir o benfiquista Veloso (pai de Miguel Veloso), o qual acusou positivo num controlo anti-doping. Reza a lenda que foi acordado a meio da noite, para ir imediatamente para o aeroporto e juntar-se à restante comitiva, numa atribulada viagem de avião Lisboa - Frankfurt - Dallas - Cidade do México - Monterrey, a que acresceram mais 100 quilómetros de autocarro até Saltillo.
Apesar de, tal como João Pinto, não ter jogado nesta tristemente célebre fase final - que para os portugueses ficou marcada pelo caso Saltillo e para o Mundo pela "mão de Deus" de Maradona -, Bandeirinha regressaria ao FC Porto após o Mundial, onde permaneceu 10 anos seguidos até à época 1995/96.

Foto: Portugal x Marrocos (fonte: ?)
Em cima: Frederico, Jaime Magalhães, Oliveira, Álvaro e Vítor Damas;
Em baixo: Inácio, Jaime Pacheco, Sousa, Fernando Gomes, Paulo Futre e Carlos Manuel.