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domingo, 26 de agosto de 2018

Atitude, ou a falta dela


O essencial, antes do mais: poderíamos estar já com dois pontos de vantagem sobre slb e scp mas, pelo contrário, com a derrota de hoje, ficamos a um ponto de ambos.
E não há muito a apontar a este triunfo do Vitória, que alinhou com alguns ex-portistas. Para André André e Tozé (ambos a facturarem na partida), este 3-2 poderá até ter um certo sabor a "vingança".
Pena que o filho do grande António André não tenha mostrado nada próximo à sua exibição de hoje na maioria das vezes em que vestiu a nossa camisola…

E o FCP lá continua mal e não se recomenda.

Aboubakar e André Pereira, ambos à boca da baliza, falharam, cada um deles, um golo certo, pura e simplesmente porque foram muito mais lentos que o (mesmo) defensor vimaranense. 
Mais atitude e garra, exige-se.

Uma primeira parte muito próxima da apagada exibição no Jamor, apesar do enganador resultado ao intervalo, já adivinhava uma possível derrocada para o segundo tempo. Sérgio Conceição e Felipe assim o reconheceram no final do jogo. O caudal ofensivo é insuficiente e na componente defensiva estamos muito leves e permissivos.
As substituições (se bem que duas delas forçadas) não funcionaram. Óliver, mais uma vez, volta a não acrescentar qualquer valor. Pelo contrário, a equipa piora sempre que o espanhol entra em campo.
O nosso treinador também reconheceu que esperava muito mais daqueles que vieram do banco. Corona pouco ou nada tinha feito antes de se lesionar.
Para rever o caso particular de Marega. Voltará a ser o que era, após o seu afastamento forçado?

Ah, sim: o nosso segundo golo é fora-de-jogo, sem a mínima dúvida. O VAR estava em "black-out", tal e qual como aconteceu no Aves X slb da época passada. Só falha em jogos dos "três grandes"?
O penalty de Sérgio Oliveira, aceita-se. Mas ficou também claro que Fábio Veríssimo tentaria compensar o golo em fora-de-jogo à primeira (meia) oportunidade.
O FCP, de tão desabituado que está a ser beneficiado pelo factor-arbitragem, fez ele mesmo justiça por mão próprias, com um hara-kiri que não se via desde 1972. Foi nesse ano a última vez que, para o campeonato, perdemos uma partida após nos apanharmos com uma vantagem de dois golos. E também não éramos derrotados em casa contra o Vitória desde 1996.

Tempo para reflexão haverá de sobra: segue-se, em breve, uma estúpida longa paragem na Liga para irmos todos brincar às Selecções. Com todos estes actuais jogadores e mais um ou outro eventual reforço? Fica a grande dúvida...

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Com merecida estrelinha

Se no encontro com o slb nos queixámos, e com toda a razão, da falta dela, hoje não poderemos ter muita razão de queixa em relação à "estrelinha". Dizem que esta, habitualmente, protege os futuros campeões. Então que seja esse, novamente, o caso na presente época.



NES deu a mão à palmatória e apresentou (quase) o nosso melhor "11" de início. Só faltou lá Layun, do lado direito da defesa, e jogaríamos na máxima força. As únicas dúvidas pairavam sobre o estreante Soares mas este cedo as desfez. Dois grandes golos (principalmente o segundo, que é enorme) e já não está aqui quem falou.
Que tenha continuação e que não se repita a história de um outro herói de jogos contra o scp. Tello celebrou um hat-trick em 2015 mas, em boa verdade, pouco mais fez do que isso no resto do tempo em que pelo Dragão passou.
Que a Soares também não aconteça o que sucedeu a André André, que foi a nossa grande estrela, na vitória contra o slb na época transacta, mas que não mais actuou a esse mesmo grande nível.

Foi um jogo em sofremos, a bom sofrer, até à defesa final de Casillas (finalmente decisivo). E nada o faria prever quando chegámos ao 2-0. A táctica que NES utilizou, durante a primeira parte, foi atípica mas resultou, ao menos durante esse período: a posse de bola deixou de ser fulcral e a ideia era colocar rapidamente a bola na frente. Daí que até o nosso próprio guarda-redes tinha ordens para despachar a bola, com lançamentos longos com o pé, mal a recuperasse. Não foi, por isso, estranho termos perdido, em termos de percentagem de posse de bola, para o nosso adversário, ainda durante o primeiro tempo.
Ora, na segunda parte, e dada a melhoria gigantesca do nosso oponente, estes números agravaram-se de tal forma que a própria vitória (importantíssima para as contas finais) chegou a estar mesmo em causa. Aí valeu-nos o nosso poste e também algumas estrelas (outras) cá da terra.

As substituições, ainda que talvez defensivas em demasia, acabaram por equilibrar a nossa equipa em termos defensivos, apesar de que Óliver deveria ter sido um dos eleitos, de tal forma andou desaparecido desta partida.
Nota positiva, uma vez mais, para a entrada de João Carlos Teixeira. A ideia tem que ser esta mesma: para segurar resultados devem entrar jogadores que sabem guardar a bola e não um Rubén Neves ou um Herrera, que não passam, ambos, de um convite ao adversário para estes terem ainda mais posse e, como consequência, mais lances de possível perigo.

Ah, e não jogámos de amarelo desta vez...

domingo, 29 de janeiro de 2017

Nuno a brincar com o fogo


O filme da presente época 2016/17 tem sido um em que NES tem, permanentemente, puxado a fita para trás.
Já ficou provado cinco, seis, sete vezes que o FCP tem que jogar com extremos para abrir estas defesas da liga portuguesa. Mesmo assim, o nosso treinador voltou ontem a insistir em iniciar a partida com Brahimi e Corona no banco, oferecendo pelo menos 37 minutos de borla ao adversário. O nosso filme volta, deste modo, sempre ao seu início. Assim, não chegaremos a um final feliz.

Trinta e sete minutos em que praticamente nada se passou. Apenas dois foras-de-jogo duvidosos que não tiveram direito a repetição, sabe-se lá bem por que razão. No mais, apenas um ou dois remates, sem grande perigo, e aquela nossa desesperante calma habitual, de quem nunca tem muita pressa em se colocar na frente do marcador.
O Estoril agradeceu.

Um "11" inicial totalmente falhado, pois. Tão falhado que NES foi obrigado a algo completamente inédito: uma substituição nos primeiros 45 minutos. De tão rara, deverá haver gente mais nova que julgará tratar-se de algo não permitido pelas regras da FIFA.
Infelizmente, saiu Diogo Jota que estava a ser o actor menos mau daquele nosso triste filme.

Mas tivemos ainda que esperar até ao minuto 66 (!) com as entradas de R.Pedro e, finalmente, Corona (e que eternidade levou esta dupla substituição...) para que a partida, efectivamente, se iniciasse a sério. E porque? Porque finalmente Brahimi teve autorização para se colocar numa das alas (até aí, o nosso treinador não o permitiu) e, tão ou mais importante, Herrera saiu de cena. O nosso capitão falhou, praticamente, todo e qualquer lance em que interveio. Espera-se agora, e para que haja coerência, um "castigo" semelhante aquele a que Layún teve direito, após a sua falhada exibição na jornada anterior.
Nota negativa também para André André. Devemos continuar a apostar nele mas o jogador tem que tomar consciência que tem que dar muito mais. Fazer apenas faltas, é muito curto para quem quer ser titular de um clube tão grande como o nosso.

Tivemos assim direito a apenas 24 minutos de um FCP na sua máxima força.
Por mero acaso, e desta vez, ainda fomos a tempo.

Abençoada eliminação da Argélia na CAN...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Maicon a capitão? Próximo!

O que é um capitão do FC Porto? Qual é o perfil de jogador?

A pergunta terá certamente muitas respostas, algumas com partes bem antagónicas, mas todas elas têm de certeza uma coisa em comum: o FC Porto está em primeiro das prioridades, no topo, sem excepções. No campo só há um pensamento, e esse é o FC Porto!

Tem que ser alguém que quebra antes de torcer, que quando a situação aperta cerra os dentes e empurra para a frente, que não conhece a palavra desistir, que quando perde não dorme, que chora com os adeptos sofrem com uma derrota. Tem de ser um de nós. Um portista!

O Maicon, o Herrera, o Brahimi, o Indi, algum deles é isso?
Já foi visto várias vezes, mas no ultimo jogo assistiu-se, mais uma vez, ao atropelo de uma das tradições em campo do FC Porto desde que eu me lembro: em casa jogamos a segunda parte para sul. Isto só não acontece quando o sorteio não o permite. No domingo passado, o Arouca saiu com a bola, o que faz com que tenha sido o capitão do FC Porto a pedir para jogar na primeira parte para sul.
A gota de água que fez transbordar o copo que tinha a paciência para aturar um jogador medíocre como o Maicon, foi ele ter abandonado o campo a meio de uma jogada, quando os seus colegas de equipa precisavam dele... Naquele momento devia ter pedido a substituição, cerrado os dentes, e aguentava em campo o tempo que fosse preciso, nem que tivesse que disputar os lances com o pé debaixo do braço!

Melhor do que utilizar palavras, há dois vídeos que mostram bem o que para mim é um capitão.

Capitão João Pinto a receber a Taça de Portugal debaixo de uma chuva de objetos


Capitão Pedro Emanuel, a mancar, tenta em desespero de causa tirar um bola de dentro da baliza

"Quando falo da ausência e do desaparecimento daquilo que é a mística e as referência do que é a cultura do FC Porto, refiro-me a isto. Isto é impensável. Vi o João Pinto, e só para falar dos meus capitães, a ter um dedo do pé fraturado e a obrigar o médico a dá-lo como apto para ir lá para dentro, rasgando a bota do lado esquerdo onde o dedo estava em contacto e pintando a meia branca de preto para poder ir lá para dentro. Quando vemos o nosso capitão a fazer aquilo, vamos com ele até à morte. É isto a transmissão de valores. Ele aprendeu com alguém, eu e o Fernando Couto com ele, o Jorge Costa connosco e a seguir o Bruno Alves e outros tomaram o testemunho."
Por Vitor Baia

Há várias histórias de capitães que deram tudo pelo FC Porto, noutros tempos, em que estar no FC Porto era o destino, um concretizar de um sonho, e não apenas um mero ponto de passagem para um salto para um contrato das arábias. Esses tempos passaram, e nunca mais vão existir planteis carregados jogadores satisfeitos por este poder ser o seu último clube, mas não há espaço para dois ou três? Que possam ser capitães em campo e fora dele, e que possam representar tudo aquilo que este clube é para nós? 

O que preciso num capitão? Que seja portista, que seja do Norte,que tenha feito o máximo percurso na formação, que sofra connosco quando as coisas não corram bem, que seja dos nossos... 

Neste plantel vejo um candidato: André de seus dois nomes...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

AA está de volta!


O “Porto Lopetegui”, colheita 2015/16, foi-se deteriorando até azedar. Contudo, antes de azedar, a melhor combinação de “ingredientes” foi sempre com André André (AA) em campo, como médio “vagabundo”, jogando a toda a largura (e comprimento!) do campo, preferencialmente nas costas do trio de ataque.

Aliás, logo em Setembro, não tive dúvidas em afirmar que, para mim, era André André e mais 10. E, uma semana mais tarde, reforcei a ideia, com a loja do mestre André.

Quando AA deixou de jogar, ou passou a jogar menos tempo a equipa, (des)orientada por Lopetegui, ficou menos ligada e passou a render (ainda) menos dentro de campo. Coincidência? Não me parece.

Vem isto a propósito do último jogo do FC Porto, na Amoreira, onde um AA de regresso à boa forma, encheu o campo durante 86 minutos e foi decisivo para os dragões “matarem o borrego dos jogos na capital”, o qual já durava há 14 jogos.

Série de jogos em Lisboa sem ganhar (fonte: O JOGO, 30.01.2016)

Assim de cabeça, e que me lembre, foi ele, AA, que conquistou a bola cá atrás e arrancou por ali fora no lance do 1º golo do FC Porto.

Foi ele, AA, que interceptou uma linha de passe à saída da área do Estoril, combinou com Aboubakar e falhou por centímetros um golo na cara de Pawel Kieszek.

Foi ele, AA, que reagiu e acorreu prontamente à recarga a um forte remate de Maxi Pereira, vendo o guarda-redes do Estoril negar-lhe o golo com a ponta da chuteira.

Foi ele, AA, que ofereceu um golo feito a Aboubakar e que o ponta-de-lança camaronês desperdiçou de uma forma inacreditável (como é possível o FC Porto ter um ponta-de-lança titular que falha golos destes?).

Foi ele, AA, que marcou o 3º golo e acabou com as veleidades que o Estoril ainda pudesse ter.

André André, novamente MVP

Já agora, eu sei que André André só chegou à equipa principal do seu FC Porto esta época mas, na ausência de Helton e de Rúben Neves (ambos no banco de suplentes) era ele, AA, e não um qualquer jogador que está aqui de passagem (o mexicano Herrera ou outro), quem deveria ostentar a braçadeira de capitão.


P.S. Grande jogo de Maxi Pereira, um dos melhores que fez com a camisola do FC Porto. E, com um árbitro “perigoso”, foi inteligente a forma como soube provocar a mostragem de um cartão amarelo perto do final do jogo.

P.S.2 Muito bom jogo, principalmente em termos ofensivos, do “rei das assistências” do campeonato português. Conforme eu escrevi mais do que uma vez, o problema não está nos laterais e muito menos foi por causa das trocas dos dois laterais – saíram os brasileiros Danilo e Alex Sandro e entraram Maxi e Layún – que o FC Porto 2015/16 estava pior que a equipa da época passada.

P.S.3 Mais um golo sofrido na sequência de uma bola parada. Nas bolas paradas defensivas a equipa está (continua) um desastre. De quem é a culpa? Da marcação à zona, que está mal trabalhada? Do Casillas, que não tira os pés de cima da linha de golo? Da deficiente articulação entre o guarda-redes e os companheiros de equipa? É bom que José Peseiro resolva este (sério) problema rapidamente, porque faltam apenas 12 dias para o FC Porto se deslocar à Luz e 17 dias para o jogo no Westfalenstadion.

P.S.4 As virtudes e defeitos do novo modelo de jogo, que José Peseiro parece estar a querer implementar (o jogo terminou com o FC Porto, pela primeira vez, com menos posse de bola do que o adversário – 47% versus 53%), é assunto para outro(s) artigo(s).

sábado, 17 de outubro de 2015

De lobos (do mar) a dragões

Na década de 70 e 80: Fonseca (guarda-redes); Lima Pereira (defesa-central)

Fonseca e Lima Pereira, discípulos de Pedroto

Na década de 80 e 90: André (médio defensivo); Vitoriano (defesa direito); Rui Barros (médio ofensivo)

Rui Barros e Bruno Alves, os emigrantes

Na década de 90 e século XXI: Bruno Alves (defesa-central)

André e André André, pai e filho

No século XXI: André André (médio)



Curiosidade: Deste lote de sete jogadores, que primeiro foram “lobos do mar” e depois dragões, o único que não se afirmou como titular do FC Porto foi Vitoriano.

domingo, 20 de setembro de 2015

Na loja do mestre André

André André, o MVP do FC Porto x SLB (fonte: Maisfutebol)

Sabíamos que tínhamos menos um dia de descanso. Menos até, pois chegámos às sete da manhã. O André fez um esforço titânico, pois jogou em Kiev e agora.
Julen Lopetegui, em declarações à Sport TV


Estou muito contente com o André. É um miúdo fantástico, está a criar a sua própria história no clube, depois de tudo o que o seu pai conquistou. Está sempre preparado para tudo.
Julen Lopetegui, na conferência de imprensa


«O MELHOR: André André
Mereceu mais do que ninguém o golo marcado, absolutamente decisivo. Nessa altura, tão perto do fim, ainda corria como um louco. Mas um louco bom, de coração nobre. Que grande exibição! O cruzamento, na direita, para o cabeceamento de Aboubakar ao poste é perfeito; o passe a isolar o mesmo Aboubakar, pouco depois, cirúrgico. Antes disso, porém, já justificara a entrada nesta lista com uma mão cheia de ações. Incansável na forma como pressiona, inesgotável na dimensão do terreno que cobre, certeiro a receber e tocar. Poucos futebolistas têm a intensidade competitiva deste internacional português. Terceiro jogo consecutivo a crescer e a conquistar um lugar na equipa.»
Pedro Jorge da Cunha, Maisfutebol


«MENÇÃO HONROSA: Rúben Neves
A lucidez incorporada em jogador de futebol. 18 anos e tanta classe, tanta certeza no passe e na circulação. No meio de tantas fogueiras de vaidade e cabeças perdidas, Rúben manteve o sangue frio, jogou e fez jogar a equipa. Deliciosa a forma como matou um balão com o peito e, sem olhar, entregou na esquerda com um passe longo. É essa perceção do jogo, e sobre o jogo, que torna este menino de 18 anos (!) tão especial. Meteu o pé, ganhou no ar, fez um jogo completo. »
Pedro Jorge da Cunha, Maisfutebol


«Iker Casillas: duas defesas importantes, em dois pontapés de canto mal defendidos pelos colegas, logo nos primeiros 20 minutos. Sinalizou nesses lances a serenidade que o FC Porto teria na baliza. Apenas um reparo: repôs uma vez mal a bola, com Jonas a desaproveitar a bondade e o lance a perder-se. Nota positiva no primeiro Clássico em Portugal.»
Pedro Jorge da Cunha, Maisfutebol


P.S. Podemos olhar para este FC Porto x SLB de duas formas (pelo menos): lamentando os aspectos negativos da exibição dos dragões (e foram alguns, individuais e colectivos, principalmente na 1ª parte), ou enfatizando os aspectos positivos dessa mesma exibição. Ora, como durante o jogo, no Estádio do Dragão, com os nervos em franja, me fartei de dizer mal, agora, depois de acalmar e saborear um cálice de Porto, apeteceu-me destacar o que a equipa do FC Porto teve/fez de melhor.

P.S.2 Ver (ouvir) o treinador do SLB e outros elementos do clube do "manto protector" a queixar-se da arbitragem é algo que, se não fosse ridículo, dava para rir. Ah, e a mim dá-me um gozo bestial...

P.S.3 Esta saborosa vitória sobre o clube do regime, além de permitir a manutenção da liderança do campeonato, vai dar a Lopetegui mais uns dias/semanas para afinar o muito que ainda há por afinar. E tempo é algo que me parece fundamental para este FC Porto 2015/2016.

domingo, 13 de setembro de 2015

André André e mais 10

1. RELVADO
Relvado muito mal tratado e cheio de buracos (como é possível, em pleno Verão, o relvado do estádio/campo do Arouca estar neste estado?). Ficou na retina um passe rasteiro de Maxi Pereira para Aboubakar, em que a bola apanha um dos muitos alçapões do relvado e, na sua trajetória, dá um “salto” de quase um metro.
Também por causa disto, é (seria) bem mais fácil jogar no estádio de Aveiro, do que no "campo de batatas" de Arouca.

2. EXIBIÇÃO
Mesmo levando em conta o estado do relvado, a exibição dos dragões ficou aquém do desejável, com alguns altos e ainda muitos baixos.

Onze inicial do FC Porto em Arouca

3. EQUIPA
À 4ª jornada e a poucos dias do início da fase de grupos da Liga dos Campeões, Lopetegui ainda anda à procura de um onze base.
Ontem, no 4º jogo do campeonato, tivemos o 4º lateral-esquerdo (Layun), um meio-campo com duas alterações (Rúben Neves em vez de Danilo Pereira e André André a jogar de início) e dois alas/extremos diferentes em relação ao onze inicial do último jogo (Corona e Brahimi em vez de Varela e Tello).
Esperemos que, daqui para a frente, as coisas comecem a estabilizar e isso contribua para exibições melhores ao longo dos 90 minutos.

André André

4. MVP
André André.
Jesus Corona foi o homem do jogo, com dois golos e quase um terceiro (impedido por uma grande defesa do guarda-redes do Arouca e… se fosse necessário, pelo árbitro auxiliar de João Capela, que assinalou um fora-de-jogo inexistente) mas, na minha opinião, o melhor foi o filho do grande António André.
Ao longo dos 90 minutos, André André ocupou várias posições diferentes e jogou sempre bem, tendo estado diretamente envolvido no 2º e 3º golos do FC Porto.
O André André tem coisas que me fazem lembrar o João Moutinho e outras o Óliver, o que, só por si, já diz muito.
Depois desta exibição, penso que não vai ser fácil tirarem-lhe a titularidade.

Até o sereno Helton se passou com as capeladas

5. ARBITRAGEM
A actuação da equipa de arbitragem, liderada pelo “limpinho, limpinho” João Capela, agradou, seguramente, a quem o nomeou.
As faltas e faltinhas que o árbitro da AF Lisboa inventou… perdão, descortinou contra o FC Porto, foram o mote para um critério para a mostragem de cartões inacreditável, o qual deve ter feito corar de vergonha até quem o nomeou para ir a Arouca fazer este servicinho.

domingo, 7 de junho de 2015

Saídas e Entradas (I)

SAÍDAS (3):

Danilo (Real Madrid) – dos 31,5 M€ pagos pelo Real, entraram nos cofres da FCP SAD cerca de 26,7 M€ (correspondentes a 3,56 M€ do valor contabilístico do atleta + 23,1 M€ da mais-valia comunicada).

Casemiro (Real Madrid) – 7,5 M€ pagos pelo clube espanhol (presumivelmente limpos de encargos).

Óliver (Atlético Madrid) – fim do empréstimo (que não tinha opção de compra) e regresso do jogador a Madrid.


ENTRADAS (4):

André André, Bueno, Sérgio Oliveira, Carlos Eduardo

Sérgio Oliveira (Paços Ferreira) – a FCP SAD terá investido cerca de 0,5 M€

Carlos Eduardo (Nice, França) – fim do empréstimo (o Nice não tinha opção de compra) e regresso ao Porto.

Alberto Bueno (Rayo Vallecano, Espanha) – jogador livre (estava em fim de contrato).

André André (Vitória Guimarães) – 1,5 M€ (valor da cláusula de rescisão).


BALANÇO

É demasiado cedo para fazer balanços. Falta um mês para o arranque da nova época e mais de dois meses para o primeiro jogo oficial. Daqui até lá, irão existir imensos rumores, muitas entradas e saídas e, inclusivamente, não é certo que Óliver saia mesmo, bem como, que as quatro "entradas" fiquem todos no plantel 2015/2016.

Para já, parece claro que o FC Porto terá de ir ao mercado para arranjar um médio defensivo, porque nenhum dos quatro jogadores regressados/contratados tem essas características e Rúben Neves ainda não está preparado para ser o Nº 6 titular dos dragões.