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terça-feira, 5 de março de 2013

A Justa Indignação de um Patrioteiro

Pois bem. Confesso estar farto do patrioteirismo dos nossos comentadeiros em relação ao Real Madrid, até porque, como português, embora arraçado, a minha antipatia para com a castelhanada seja superior à improvável simpatia que poderia sentir pelo Zé de Palermo e pelo Tony Carreira do futebol.

Deste modo, e nestes termos - e como tenho o mesmo direito ao "patrioteirismo" - afirmo a minha total e completa indignação pela inacreditável expulsão do nosso compatriota Nani, a qual, provavelmente, decidiu a eliminatória.

E como não tenho tendência para teorias conspirativas, não direi que o facto de um espanhol presidir à comissão de arbitragem da UEFA tenha tido qualquer influência na arbitragem de um turco que, segundo pesquisas genealógicas, será primo de Lucílio Baptista, Inocêncio Calabote e Reinaldo Silva.

Resta-me esperar que o Barcelona ressuscite - ou que Dortmund ou Bayern se afirmem.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O perigo invisível


O Pedro Vale já escreveu um artigo sobre as características do “submarino amarelo”, onde chama à atenção para a valia de vários dos seus jogadores - Nilmar e Cicinho (internacionais brasileiros), Marchena, Joan Capdevila, Santi Cazorla e Marcos Senna (internacionais espanhóis) e a estrela Giuseppe Rossi (internacional italiano) – e para o facto de o Villarreal estar a conjugar um bom campeonato (o 4º lugar e o consequente acesso à pré-eliminatória da LC está quase garantido), com um excelente desempenho em termos europeus (para além de ter esmagado o Twente FC, líder do campeonato holandês – de notar que o PSV é o actual terceiro classificado… –, já deixou pelo caminho os segundos classificados da Serie A e da Bundesliga).


O Villarreal eliminou o Nápoles e o Leverkusen, teve uma fase de grupos com qualidade enorme, eliminou o Twente, portanto estamos a falar de uma equipa que se apresenta como um desafio máximo. É uma final antecipada
André Villas-Boas, 19/04/2011


Estou de acordo com a opinião do treinador do FC Porto, mas à valia indiscutível do “submarino amarelo”, acrescento aquilo que designo por perigo invisível (um pouco à semelhança dos submarinos alemães na II Guerra Mundial).

1. Angel María Villar Llona, presidente da Real Federación Española de Fútbol, é também terceiro vice-presidente da UEFA, bem como, presidente dos Comités de Arbitragem da UEFA e da FIFA.

2. Howard Webb é um árbitro profissional, considerado pela UEFA e FIFA um dos melhores da actualidade, tendo sido nomeado para as finais da última Liga dos Campeões e do Campeonato do Mundo. Contudo, isso não o impediu de em Fevereiro passado, ter protagonizado uma arbitragem miserável no FC Porto x Sevilha, a qual contribuiu para quase inverter o destino da eliminatória, de modo a que a equipa espanhola continuasse em prova.

3. Em resposta ao recurso apresentado pelo FC Porto, a UEFA manteve a suspensão de dois jogos a Álvaro Pereira, na sequência do cartão vermelho que lhe foi exibido por Howard Webb no jogo com o Sevilha, da segunda-mão dos 16-avos-de-final da Liga Europa.
Tudo depende do que o árbitro escreve… E ele escreveu que o Álvaro é um jogador agressivo, que esteve alterado durante todo o jogo. Isso é uma barbaridade”, afirmou André Villas-Boas.

4. «De acordo com um estudo realizado em 2010, a organização da final - a cargo da federação irlandesa de futebol - previa uma audiência global de 40 milhões de telespectadores e a visita de 40 mil turistas/adeptos que se deslocariam de propósito a Dublin. O impacto da final para a economia local rondaria os 30 milhões de euros. A eliminação do Liverpool - clube com muitos adeptos em Dublin e ligações históricas à Irlanda - provocou um enorme rombo nestas previsões e expectativas dos organizadores. A ausência de outras equipas de grandes mercados televisivos continentais como o PSG, Bayer Leverkusen, Estugarda ou Manchester City causou novas dores de cabeça.»
Paulo Anunciação, O Jogo

5. “Existe a sensação de que um duelo ibérico entre Benfica e Villarreal daria maior dimensão europeia [à final] e é certamente a preferência em termos de audiência televisiva. Estive presente na cerimónia de entrega do troféu [à cidade de Dublin] e a sensação generalizada é a de que seria melhor não ter uma final entre duas equipas do mesmo país. Existe alguma preocupação no seio da organização perante a possibilidade de a final do dia 18 de Maio ser um assunto entre dois clubes do mesmo país
Emmet Malone, jornalista do diário The Irish Times, em declarações a O Jogo

6. Nilmar e Cazorla, dois dos principais jogadores do Villarreal, foram acusados pela UEFA de conduta imprópria por, no jogo da 1ª mão dos quartos-de-final com os holandeses do Twente, terem forçado a mostragem de um cartão amarelo, de modo a completaram uma série de três e cumprirem o respectivo castigo no jogo da 2ª mão, limpando o cadastro para o resto da competição.
Nota: Já esta época, Sérgio Ramos e Xabi Alonso (jogadores do Real Madrid) foram penalizados pela UEFA pelo mesmo motivo, sendo obrigados a cumprir novo castigo no jogo seguinte.

7. A UEFA considerou que ficou provado que Nilmar e Cazorla forçaram a mostragem de cartões amarelos, mas decidiu apenas multá-los. O comité rejeitou suspender os jogadores, que podem assim alinhar frente ao FC Porto na primeira-mão das meias-finais, no Estádio do Dragão.

8. «[Uma final da Liga Europa] Benfica-FC Porto seria a garantia de estádio cheio, mas também de muitas preocupações com a segurança já que a maior parte dos jogos recentes entre as duas equipas foram manchados por escaramuças entre os adeptos rivais»
Emmet Malone, The Irish Times (20-04-2011)


Não quero entrar em teorias da conspiração, mas os factos anteriores não são invenção e falam por si.

Por tudo isto, estou convencido que para eliminar os espanhóis da Villarreal e estar na final de Dublin (contra outra equipa portuguesa), não vai chegar ao FC Porto ser melhor que a equipa do país campeão da Europa e do Mundo. Terá, seguramente, de ser muito melhor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Agradar a quem manda


«Logo aos 3' ficaram muitas dúvidas no lance entre Hulk e Navarro, com o brasileiro a queixar-se de uma grande penalidade que parece mesmo ter existido. Aos 37', Alexis fez uma gravata a Hulk, mas o inglês perdoou-lhe o segundo amarelo. Só lho mostraria aos 77', depois de mais uma falta sobre o Incrível, que também se queixou de falta no lance dividido com Fazio aos 70'. Antes disso ignorou uma agressão de Perotti a Fucile. Em contrapartida, o inglês não teve quaisquer contemplações em relação a Álvaro Pereira, que viu o vermelho directo por falta sobre Medel.»
in ojogo.pt, 24/02/2011


É praticamente unânime a análise à arbitragem de Howard Webb, da qual eu destacaria os seguintes lances:

Minuto 21 – Alexis perde a cabeça a atinge violentamente Moutinho. Em vez de vermelho, Howard Webb condescendeu e mostrou apenas o cartão amarelo ao defesa do Sevilha.

Minuto 37 – Alexis agarra Hulk pela camisola, de forma ostensiva, à entrada da área. O árbitro viu, marcou a falta, mas ao contrário do que se impunha, não mostrou o segundo cartão amarelo ao defesa do Sevilha.

Minuto 65 – Agressão nítida a Fucile! Perotti dá um murro na barriga do lateral-direito do FC Porto. Uma agressão que, convenientemente, passou despercebida aos cinco árbitros.

Minuto 71 – Na primeira jogada mais dura protagonizada por um jogador do FC Porto, rua! O cartão vermelho directo a Álvaro Pereira até se poderia aceitar, se o critério anterior do árbitro tivesse sido rigoroso, mas perante o que tinha sido o seu juizo em entradas duríssimas às pernas de Moutinho e Belluschi, é uma decisão incompreensível, para não dizer inaceitável.

Minuto 76 – Após mais uma vez ter sido ultrapassado por Hulk, Alexis obrigou Howard Webb a mostrar-lhe o 2º cartão amarelo (com 40 minutos de atraso), ao agarrar novamente o Incrível pela camisola. De facto, por mais boa vontade que tivesse (e tinha!), era impossível ao árbitro inglês continuar a fazer vista grossa.


Howard Webb é um árbitro profissional, considerado pela UEFA e FIFA um dos melhores da actualidade, tendo sido nomeado para as finais da última Liga dos Campeões e do Campeonato do Mundo. Assim sendo, como é que se explica que um árbitro deste calibre tenha protagonizado uma arbitragem miserável como a da última quarta-feira?

Bem, Angel María Villar Llona, presidente da Real Federación Española de Fútbol, é também terceiro vice-presidente da UEFA, bem como, presidente dos Comités de Arbitragem da UEFA e da FIFA.

Percebo que para um árbitro com aspirações, seja sempre bom agradar a Angel Villar...
E, já agora, a monsieur Platini...