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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sócio, estás convocado!

Moncho López e alguns dos adeptos do sector S4 (Junho de 2011)

Vencemos na nossa casa, com os nossos adeptos, que foram incansáveis no apoio. (...) Nos jogos em casa, há muito que me arrepio com os adeptos, que merecem muito o título. Nem é a questão do número, mas sim da paixão. O grupo que está atrás do nosso banco é fantástico, incansável.”
Moncho López, 03-06-2011


Contra todas as previsões, o FC Porto foi campeão nacional de basquetebol na época passada (2015/2016), interrompendo um ciclo de vitórias do SLB, equipa que tinha (e continua a ter) um orçamento muito superior ao nosso.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

No início desta época, o FC Porto conquistou a Supertaça de Basquetebol, voltando a derrotar (por 84-70) os encarnados de Lisboa.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Após a disputa dos primeiros 22 jogos (todos contra todos) da fase regular da Liga Portuguesa de Basquetebol, o FC Porto ocupava a 1ª posição.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Após a disputa da totalidade dos jogos da fase regular (32 = 22+10), o FC Porto terminou em 1º, o que lhe garante a vantagem (teórica) do fator casa nas eliminatórias dos Play-offs.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

O FC Porto iniciou os Play-offs (1/4 finais) no passado dia 5 de Maio, tendo como adversário a Ovarense. Todas as eliminatórias dos Play-offs são disputadas à melhor de cinco jogos, mas os dragões precisaram apenas de disputar três jogos, dois no Dragão Caixa e um no Arena Dolce Vita, para eliminar a equipa de Ovar com um parcial de 3-0 (95-72; 92-63; 97-68) e seguir em frente.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Eu digo que nem saberão, porque a esmagadora maioria dos adeptos portistas (e dos dirigentes, e dos adeptos-comentadores) parecem estar apenas focados na equipa de futebol e cada vez mais alheados dos atletas, treinadores e equipas das restantes modalidades do FC Porto, algo que já era visível em anos anteriores, mas foi ainda mais notório ao longo desta época.

Qual será a percentagem dos adeptos (e dirigentes!) do FC Porto, que conhecem os atletas da equipa de basquetebol e, por exemplo, sabem o respetivo nome e em que posição jogam?

De facto, na mesma época em que a equipa de futebol jogou na “fortaleza do Dragão” e, nos jogos fora, foi acompanhada por uma maré de adeptos azuis-e-brancos, a equipa de basquetebol disputou a maior parte dos jogos em casa num pavilhão cheio de… cadeiras vazias.

E pior, no dia 23 de Abril, no último jogo em casa da fase regular, em que foram precisos dois prolongamentos para derrotar uma muito competente equipa do Vitória de Guimarães (por 101-96), chegados ao final do 4º período, assisti atónito à debandada de muitos dos poucos adeptos presentes.
No momento mais crítico do jogo, ver dezenas de adeptos portistas a abandonarem a sua equipa de basquetebol, para não perderem um minuto do jogo FC Porto x Feirense, que ia começar no estádio ao lado, é algo que não consigo compreender.

Há excepções?
Claro que há e nestes tenho de referir o grupo de adeptos que Moncho destacou em Junho de 2011 (e que seis anos depois são praticamente os mesmos).

Adeptos no jogo FC Porto x Juventus Utena (em 27-09-2016)

Para quem não sabe, eu recordo que esta Equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, pôde ostentar o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Pendão de campeão nacional de basquetebol pendurado no Dragão Caixa (foto: José Lacerda)

Mas, independentemente de serem os atuais campeões nacionais, este treinador, estes jogadores, este grupo de trabalho, esta EQUIPA são campeões na entrega, na garra, na atitude com que defendem as nossas cores.

E nós, adeptos do FC Porto, como é que retribuímos?
Vamos continuar a “apoiar” esta Equipa à distância, em casa, a ver os jogos pela televisão?
Então a nossa equipa, a Equipa de basquetebol do FC Porto, lutou arduamente para ser a melhor da fase regular do campeonato, de modo a poder beneficiar do fator casa nos Play-offs, e depois essa vantagem traduz-se num pavilhão semi-vazio?
Portistas, isto faz algum sentido?

Porque o FC Porto não é só futebol, faço daqui um apelo aos Portistas, a todos os Portistas (*) – aos sócios em primeiro lugar, mas também aos adeptos não-sócios, aos membros das claques e aos dirigentes do Clube: no próximo fim-de-semana, sábado e domingo, vamos encher o Dragão Caixa (não é difícil, são apenas cerca de 2000 lugares) nos dois primeiros jogos das meias-finais do Play-off.

Vamos trocar o sofá por uma cadeira de sonho no Dragão Caixa. Vamos ser o sexto jogador e ajudar a nossa Equipa de basquetebol neste caminho para a Final do Play-off.

Equipa técnica e plantel (**) da época 2016/2017 (foto: FC Porto)

Portistas, se ajudarmos os atletas do FC Porto a ganhar, estaremos a ajudar-nos a nós próprios, porque eles trazem o nosso emblema ao peito, eles representam as nossas cores, eles são a nossa extensão dentro do campo.

POOOOOOOOOOOOORTO!


Nota: Só logo à noite, após o jogo Vitória SC x Galitos Barreiro, será conhecido o adversário do FC Porto nas meias-finais do Play-off. No entanto, o 1º jogo das meias-finais já está agendado para as 15h00 do próximo sábado.

(*) Este apelo é dirigido a todos os Portistas mas, naturalmente, será mais fácil de ser correspondido por quem mora no Porto ou nos concelhos limitrofes.

(**) Na foto do plantel faltam dois jogadores - José Silva e Miguel Queirós - porque quando a mesma foi tirada estavam ao serviço da seleção nacional.

domingo, 7 de maio de 2017

Notas escritas no aeroporto Cristiano Ronaldo

O texto seguinte foi escrito por um amigo (Miguel Magalhães), um Portista com P grande, com uma paixão imensa e desinteressada pelo FC Porto, um dos muitos que fez parte da maré azul que encheu estádios por esse país fora, que nunca regatearam o apoio à nossa equipa e que, mais do que desiludidos, terminam este campeonato cansados. Cansados de um combate desigual, no qual, quem deveria liderar o exército Portista não correspondeu, falhou e alheou-se ou fugiu às suas responsabilidades.

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Notas de um crente que acordou ontem [sábado] às 5:00 da manhã para ir à Madeira apoiar a equipa e já está no aeroporto à espera de embarcar para regressar ao Porto.

Nuno Espírito Santo e Pinto da Costa (Junho de 2016)

1. Não temos presidente há vários anos. E podia terminar aqui que estava tudo dito. Mas não me apetece pois continuo com um mau feitio insuportável desde ontem [sábado] à noite.

2. O treinador é um nabo. 16 empates numa época, alguns deles em jogos decisivos, não é ter azar ou ser roubado. É mesmo falta de categoria. É ser cagão. É não ter tomates para assumir o jogo durante 90 minutos.

Nuno Espírito Santo a dar uma "aula"-explicação aos jornalistas (Outubro de 2016)

3. Os jogadores ainda correm, mas ninguém lhes explica para onde nem porquê. Veja-se o Soares, um absoluto desastre durante o jogo de ontem [sábado] e a imagem da impotência da equipa. O rapaz chegou cheio de gás em Janeiro, fartou-se de marcar golos, parecia melhor do que aquilo que na realidade é. Adaptou-se à equipa, ao modelo de jogo, deixou de marcar tantos golos, parece um jogador bem pior do que aquilo que é.

4. Os adeptos são uns crentes mas, infelizmente, não são eles que jogam nem marcam golos. Os adeptos foram incansáveis ontem [sábado], como foram durante a época toda e mereciam claramente mais, muito mais. Pena é que muitos adeptos só se foquem nos pontos 2 e 3, pois parte do problema também está aí.

Adeptos Portistas no Marítimo x FC Porto (foto: Fotos da Curva)

5. O polvo existe, está bem vivo e nenhum dos pontos acima apaga a existência do polvo. Os outros não jogam nada e se não fosse pelo polvo também não eram campeões. Não é o nosso claro demérito, que lhes dá sequer uma pinga de mérito na conquista do campeonato. Esta será sempre a Liga Salazar, o campeonato do polvo e tudo indica que terá um campeão da treta, um tretacampeao. Nunca me ouvirão dizer outra coisa.

6. Terminando onde começa a próxima época, porque até as mais fortes crenças têm limites e a minha já chegou ao limite, e citando aquilo que disse um grande portista ao ex-presidente Pinto da Costa na última assembleia geral: "se é para ter um orçamento destes, não pode estar 4 épocas sem ganhar um único título; se é para não ganhar um único título, então não pode ter um orçamento destes". Por mim, podem apostar num plantel com muitos putos da formação e arranjar um treinador que os ponha a comer relva durante a época toda.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Miguel Magalhães a autorização para publicar o seu texto-desabafo, escrito na viagem de regresso ao Porto. As fotos escolhidas para ilustrar o texto são da minha responsabilidade.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A "onda" Azul e Branca

Durante anos tivemos de levar com a triste evidência de que o Benfica era capaz de viajar por algumas zonas do país e encher estádios de clubes modestos com os seus adeptos locais, um triste reflexo da falta de apego ao clube local que grassa em Portugal e também da teia de relações entre clubes que preferiam agradar aos dirigentes lá de baixo do que fazer do seu estádio uma panela de pressão para sacar pontos importantes. Nesse periodo também vimos, demasiadas vezes, como na serie de quase uma dezena de jogos fora disputados num raio de 100 kms de casa, poucas vezes conseguiamos reproduzir a mesma cena com adeptos portistas mobilizados para jogar "em casa" nas deslocações fora da equipa. Uma tendência que tem vindo a mudar. 2016 está a ser, também, o ano da onda azul e branca.

Os adeptos do FC Porto sentiram algo especial este ano e parecem reconectar-se com a equipa.
Apesar dos assumidos erros de gestão da SAD - o último e mais sério foi, sem dúvida, o "caso Depoitre" e a consequente saída de Antero - e de que o plantel no início do ano não parecia perspectivar um grande futuro, a dinâmica positiva tem sabido reconectar os adeptos e sócios com a equipa. O mérito desse trabalho deve ser distribuido entre Nuno - apesar das polémicas conferências de imprensa tem sabido manter um discurso sério, positivo e que gera empatia, ao contrário do que passou sempre com os seus antecessores - os jogadores, que deixam cada vez mais evidente que deixam tudo em campo (e é impressionante ver como jogadores como Danilo, Marcano, Felipe ou Iker assumem em cada gesto esse ADN á Porto que também vemos em André André, André Silva, Ruben Neves ou, sim, Herrera) e claro, uma mudança de postura da SAD. Este ano voltou-se - ainda que pouco para o que merecem - a criticar-se as arbitragens sem medos, seja através do DD seja em pontuais declarações presidenciais. O Director Desportivo, Luis Gonçalves - agora um homem do futebol e não um carreirista interno da SAD que chegou a auto-proclamar que era solicitado por meia Europa como futurivel CEO - trabalha em silêncio e não há ruido interno. Todos têm remado sempre na mesma direcção. Não há milagres (basta ver o Relatorio de Contas, entender que a sombra Alexandre segue aí, ...) mas sim houve um ligeiro despertar que aos adeptos soube a mel.



E claro, no meio de tudo isto, está a dinâmica da equipa. Depois do sufocante golo de Rui Pedro contra o Braga e o soltar de adrenalina que gerou, a dinâmica colectiva tem sido tremenda. Nove vitórias seguidas, jogos com goleadas que há muito não se viam, uma mudança táctica do 4-3-3 para o 4-4-2 que potenciou o jogo ofensivo ao tempo que não peliscou a brutal eficácia defensiva que NES montou desde o Verão e a sensação de que o Benfica nunca foi tão frágil (o Sporting colocou-se cedo fora de corrida) tem criado uma nova empatia e muitos dos jogos fora do Dragão (porque o forte que NES pedia tem sido visivel a cada quinzena) têm contado com uma excelente mobilização dos adeptos. Sinal mais para os SD que não têm faltado á chamada e cujo o apoio tem sido muito mais sentido e importante que nos últimos dois anos mas também para muitos portistas anónimos que têm sentido a crença de que este ano pode invertir um ciclo negativo histórico.

A "onda azul e branca" - que também se fez sentir na recepção da comitiva no regresso de Turim, para manter o cordão de união depois de uma esperada derrota europeia que não deve desenfocar do objectivo principal - sobretudo visível nesses jogos fora de casa é uma forma mais de transmitir todas as sensações positivas que se têm gerado á volta desta equipa, perfeitamente representada por jogadores como Marcano, Danilo ou Soares.
A raça, a luta, a omnipresença e a humildade como requisitos históricos do que sempre foi "jogar á Porto", com raça, atitude e deixando tudo sobre o campo. Há, futebolisticamente, sempre muito por trabalhar (o jogo das alas tem sido um problema sobretudo a nível defensivo e falta um acompanhante á altura de Oliver em muitas ocasiões) mas a nivel animico e emocional este FC Porto, partindo de uma base pior, parece ser uma equipa muito mais compacta, sólida e ambiciosa do que os projectos anteriores. Muitos dos jogadores principais, quando tiveram uma baixa de forma, foram sempre bem substituidos em rendimentos por colegas. De um excelente arranque de Otávio tivemos o renascimento de Brahimi. Do trabalho de Herrera sucedeu-se o dinamismo de André André. Quando André Silva, com total naturalidade, baixou o seu ratio de golos surgiu do nada - graças a Deco e a Pinto da Costa - Soares para manter o pulmão activo.



Inspirados pelo mais do que merecido triunfo em casa contra o Sporting, a "onda azul" começou a fazer-se sentir e também graças ao apoio brindado pela direcção do clube que está positivamente determinada em não deixar este apoio morrer.
Em Arouca (4 mil adeptos), no Bessa (10 mil adeptos, um terço do estádio, com quase nove mil a serem adquiridos pelo clube a preço de público geral e depois revendidos a portistas a valor mais baixo num gesto excelente por parte da SAD) e em Guimarães (cerca de 5 mil adeptos), três complicadas deslocações fora nos últimos meses, a mobilização dos adeptos foi vísivel e fez-se ver e ouvir constantemente. Em nenhum momento, apesar de serem dois estádios onde cronicamente o FC Porto é recebido com hostilidade e num campo modesto como a vizinha Arouca onde muita gente ficou de fora até bem entrada a primeira parte, se sentiu a sensação de jogar fora salvo pelas habituais arbitragens caseiras anti-Porto a que estamos já todos mais do que habituados.
Ao adepto portista, a cada fim-de-semana,  a equipa nunca deu motivos para duvidar verdadeiramente e agora que partimos para o sprint final essa conexão equipa-adeptos parece mais forte do que nunca. Esse é o primeiro titulo conquistado este ano.

Na tensão e nervos das jornadas pós-Luz, onde é fundamental sair, como minimo, a um punto, essa ajuda mútua pode revelar-se absolutamente fundamental. Se o FC Porto se sagra campeão em Maio, contra o prognóstico de muitos em Agosto, será mérito de muitos. E nesta ocasião dos adeptos que têm feito parte desta onda também! Um verdadeiro título á Porto!


segunda-feira, 13 de março de 2017

O 12º jogador

Milhares de portistas em Arouca (Fotos da Curva)

«O FC Porto levou quatro mil adeptos a Arouca, mas aí metade só conseguiu entrar já estava 2-0, porque a revista aos espectadores atrasou... Boa parte deles não volta a um jogo em Arouca, seguramente.»
Manuel Queiroz, O JOGO, 12-03-2017


«Ainda sobre o jogo de Arouca, mais uma nota, agora por maus motivos. Muitos adeptos do FC Porto só entraram no estádio depois dos golos de Danilo (15 minutos) e Soares (25), um facto que foi visível mesmo pela transmissão televisiva, já que no início se viam muitas clareiras. Já se sabia que a bancada visitante, com capacidade para mais de 3.000 pessoas, estaria lotada, pelo que se exigia uma melhor preparação da logística, nomeadamente no encaminhamento dos espetadores visitantes pelas duas portas existentes. É verdade que a chegada tardia terá sido potenciada por se tratar de uma sexta-feira, dia de trabalho, mas é de lamentar que tantos portistas não tenham assistido à partida na sua totalidade.»
Dragões Diário, 12-03-2017


Já se percebeu que a organização deste Arouca x FC Porto não estava devidamente preparada para receber e “processar”, em tempo útil, cerca de 4000 adeptos.

A questão é: o mesmo se passou noutros jogos, nomeadamente nas recepções ao SLB ou Sporting?
Se sim, por que razão a Liga/FPF nada fez?
Se não, podemos estar perante algo mais grave.

No caso dos adeptos portistas terem sido tratados de forma distinta (mais exigente) do que foram os adeptos de outros clubes é preciso perceber porquê e, se for caso disso, identificar os responsáveis (Liga/FPF? Organização do jogo? GNR?) e exigir explicações.

Após anos de algum adormecimento o dragão despertou, o que deixa muito boa gente assustada.
E uma das coisas que mais os assusta é a força deste 12º jogador.

Os dirigentes do FC Porto têm de estar muito atentos, porque o “polvo” não dorme.


P.S. A preocupação com o 12º jogador portista, já foi publicamente expressa por vários agentes do “polvo”. Foi, por exemplo, o caso do CM (no dia 26.02.2017), aquando do último Boavista x FC Porto:
«A venda de 10 mil bilhetes por parte dos Super Dragões para o dérbi de hoje com o Boavista está a gerar polémica e desconfianças, apurou o Correio da Manhã. Os dragões, que tinham apenas direito a 1500 bilhetes (12 euros cada), vão ter o apoio de mais 10 mil adeptos, com esses bilhetes a serem vendidos apenas a 15 euros. Valores muito abaixo dos praticados nos jogos com os outros grandes. Ao todo, os adeptos portistas deixaram nos cofres do Bessa cerca de 168 mil euros. Com os 10 mil bilhetes a serem vendidos no Estádio do Dragão e pelos Super Dragões na sua sede e no restaurante Nando, como Fernando Madureira publicou no Facebook, levantam-se as suspeitas sobre o negócio, nomeadamente quem pagou os 150 mil euros. Segundo o CM apurou, os bilhetes podem ter sido financiados por uma empresa externa ao FC Porto, mas com o objetivo de garantir o apoio à equipa.»

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

POOOOOOOOOORTO!


«O FC Porto sobreviveu à batalha do Bessa com uma importante vitória por 1-0, golo de Soares, que mantém a equipa bem na luta pelo título, num jogo em que a equipa lutou contra o adversário, contra a sucessiva violência dos jogadores do Boavista e contra um trio de arbitragem que voltou a ter a infelicidade de julgar sempre contra a nossa equipa, mesmo quando os lances não ofereciam qualquer dúvida.

Maxi Pereira deve entrar para o Guiness por ter sido expulso por acumulação de penáltis. Sofreu dois, nenhum foi assinalado e num deles ainda viu cartão amarelo por suposta simulação.

A expulsão "inteligente" de Maxi Pereira (Tribunal de O JOGO)

Corona saiu lesionado depois de uma entrada violenta de Talocha, numa jogada de perigo iminente para a baliza do Boavista. Para mostrar um simples amarelo devia ter deixado a jogada seguir, interrompendo como interrompeu e tendo em conta que se tratava de um lance violento, deveria mostrar cartão vermelho. (…)

A entrada "assassina" sobre Corona

O FC Porto ganhou. Ganhou porque tem boa equipa, ganhou porque tem um conjunto de jogadores que aliam a qualidade futebolística à capacidade de luta, mas este género de arbitragens são inaceitáveis. Na sexta-feira à noite, no Estádio da Luz, a verdade desportiva foi grosseiramente adulterada pelo árbitro Nuno Almeida e ontem no Bessa só uma equipa à Porto impediu Fábio Veríssimo de tirar pontos à nossa equipa. No final do jogo e apesar da sastisfação pela vitória, o ambiente no balneário do FC Porto era de indignação absoluta, porque ninguém como os jogadores sentem quando o campo é inclinado. O FC Porto está naturalmente preocupado, porque tem de haver uma explicação para o árbitro Fábio Veríssimo ter mostrado tanto medo de assinalar faltas relevantes a favor do FC Porto.

Outra entrada "assassina" sobre um jogador do FC Porto

E só quem não quiser ver é que pode fingir que estas arbitragens não acontecem devido à coação grave e reiterada que é diariamente exercida direta e indiretamente pelo Benfica e por um exército de comentadores e meios de comunicação social que lhe são afetos


O texto anterior é assinado por Francisco J. Marques, na newsletter ‘Dragões Diário’ de hoje e eu subscrevo quase tudo, principalmente as partes que destaquei a negrito.

Ontem à noite, após chegar a casa vindo da “arena” do Bessa, estive a dar uma vista de olhos ao que foi dito por comentadores portistas em vários canais e o único que me encheu as medidas foi o Bernardino Barros, cujas declarações, na TVI24, também subscrevo, quer no conteúdo, quer no tom (um misto de ironia e indignação).

Mas, tal como referi a propósito da manipulação… perdão, da “verdade” televisiva que nos querem impingir, o combate contra o “polvo encarnado” não pode ser apenas travado pelo diretor de comunicação, por um ou dois dos comentadores portistas que têm acesso às TV's do regime e pelos adeptos nas redes sociais.
Porquê?

Porque o “Estado lampiónico” não é um rival desportivo. É o “inimigo” (desportivamente falando), que não olha a meios para nos aniquilar. E, por isso, temos de responder com determinação, com toda a força, em todas as frentes de batalha e com todas as “armas” que tivermos disponíveis.

Mais. Este combate, o combate ao Estado majestático, centralista e lampiónico, é algo que faz parte do ADN do Porto Clube / Porto Cidade e tem, obrigatoriamente, de ser assumido pelos principais protagonistas do Clube, dentro e fora das quatro linhas.

Por isso, faço daqui um apelo ao Presidente e ao treinador da equipa principal do FC Porto: o exército Portista está pronto para o combate, como ontem voltou a demonstrar no Bessa, mas precisa de “generais” que o liderem, que não fiquem atrás dos “soldados”, que não se retraiam, que não se calem.

POOOOOOOOOORTO!



P.S. O próximo combate, dentro das quatro linhas, é já daqui a cinco dias, no Estádio do Dragão, a partir das 18h15. Jovens e menos jovens, homens e mulheres, ricos, pobres ou remediados, a Nação Portista está convocada para este desafio (há bilhetes a partir de 5 Euros). Ninguém está dispensado de ir ao estádio e de, com a sua presença, com o seu apoio, mostrar ao “inimigo” que vai ser preciso mais do que um qualquer Fábio Veríssimo, João Pinheiro (vulgo "Mostovoi"), Tiago Martins, Bruno Esteves, Manuel Mota, Jorge Ferreira, Nuno Almeida (vulgo "Ferrari vermelho"), João Capela ou Bruno Paixão para nos derrubar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Invasão Portista a Guimarães

Adeptos portistas "invadem" Guimarães (Fotos da Curva)

«O Estádio D. Afonso Henriques registou a melhor assistência da época, com 27212 espectadores, ou seja, perto da lotação máxima. Desta forma, foi batida a afluência do jogo com o Benfica, presenciado por 26985 adeptos. A partida com o Sporting teve uma lotação de 23104. Os portistas encheram o topo norte, com cerca de cinco mil adeptos entre a bancada inferior e superior.»
in O JOGO, 12-02-2017


Durante anos, ouvi dizer que o Minho era vermelho.

E existe o mito, criado pela máquina de propaganda benfiquista, de que por esse país fora os estádios só enchem quando lá se desloca o SLB.

Pois parece que não é bem assim…

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O canto do cisne feio

No último FCP x SLB, nos poucos minutos que esteve em campo, o mexicano Héctor Herrera provocou um canto ao tentar, sem conseguir, chutar a bola contra um adversário.
Um canto.
Ao longo do jogo, a equipa encarnada beneficiou de nove cantos, mas quis o destino, com a ajuda da má marcação feita por alguns jogadores do FC Porto, que fosse precisamente nesse canto que o SLB marcaria um golo.

Danilo Pereira e Lisandro no lance do golo do SLB

Sim, o Herrera provocou um canto de forma disparatada, mas não tem culpa que, na sequência desse canto, o Danilo Pereira tenha deixado o Lisandro cabecear a bola nas suas costas. Nem tem culpa que, ao contrário do que aconteceu no FC Porto x Brugge (disputado 4 dias antes), desta vez o Casillas tenha sido menos ágil e não tenha conseguido impedir a bola cabeceada por Lisandro de entrar na sua baliza.

Por outro lado, também não é culpa do Herrera que o FC Porto tenha chegado ao minuto 90+2’ com apenas um golo marcado. De facto, quer nas situações em que o seu compatriota Corona foi incapaz de marcar dois golos quase feitos, tendo apenas o guarda-redes adversário pela frente, quer quando o árbitro anulou um golo ao FC Porto, o Herrera estava… sentado no banco de suplentes.

FC Porto x SLB, golo mal anulado, análise do Tribunal O JOGO

FC Porto x SLB, Felipe cruza para André Silva marcar (golo mal anulado)

Um jogo de futebol é feito de erros, cometidos por jogadores (das duas equipas), treinadores e árbitros.

Esta época, o FC Porto já beneficiou de quatro expulsões de jogadores adversários em três jogos importantíssimos da Liga dos Campeões – FC Porto x AS Roma, AS Roma x FC Porto, FC Porto x FC Copenhaga.

Esta época, o FC Porto já beneficiou de dois penalties em jogos da Liga dos Campeões, cometidos por jogadores do AS Roma e do Brugge, os quais foram determinantes no resultado final dos jogos FC Porto x AS Roma e Brugge x FC Porto.

Esta época, o Felipe já marcou dois golos na própria baliza (ia marcando outro no jogo contra o SLB, ao desviar uma bola para o poste).

Ora, que eu saiba, nenhum destes jogadores foi insultado e enxovalhado na praça pública pelos adeptos dos clubes respetivos.

E tenho a certeza que, se em vez do Herrera, este canto fatídico tivesse sido provocado pelo André Silva, Ruben Neves ou Oliver, os insultos seriam substituídos por palavras de incentivo.

Sim, eu sei que mais vale cair em graça do que ser engraçado mas, antes de nós, portistas, lincharmos o Herrera na praça pública e culpá-lo de ser o grande e único responsável pelo empate, convém analisarmos os factos com um mínimo de frieza e racionalidade.
E os factos são os seguintes: o Herrera, de forma desastrada, provocou um canto contra a sua equipa. Não foi um golo na própria baliza, nem um penalty cometido, nem um livre direto em posição frontal, nem um passe errado a isolar um adversário (tipo Secretário - Beto Acosta, Fucile - Nedved ou Bruno Alves - Rooney), nem uma expulsão que tenha deixado a sua equipa a jogar com menos um. Foi um canto. UM CANTO!

Dir-me-ão que o problema não é o canto em si, mas sim o facto do Herrera parecer displicente. E que, além disso, o Herrera comete erros regularmente (passes falhados, perdas de bola, más decisões, …), que levam os adeptos ao desespero.

Eu aceito este tipo de crítica e percebo as reações emotivas no momento (incluindo os assobios dirigidos ao Herrera em pleno jogo), mas parte do que li após o final do jogo, escrito por portistas, além de ser insultuoso para o atual capitão do FC Porto, roça a irracionalidade.

E, lamentavelmente, até o jornal O JOGO ajudou à festa, fazendo do Herrera o único réu pelo empate e usando o seu nome para um trocadilho na capa do jornal.

Capa de O JOGO de 07-11-2016

O FC Porto tem uma longa tradição de jogadores mal-amados por parte dos adeptos portistas (lembram-se do Semedo?). O Herrera é mais um dessa lista negra. E faça o que fizer, só as coisas más serão destacadas (empoladas!) e lembradas.

Por exemplo, alguém se lembra que, na época 2014/2015, o Herrera marcou 4 golos na Liga dos Campeões e 3 golos no campeonato?
E que na época passada – 2015/2016 –, o Herrera marcou 9 golos no campeonato (incluindo um dos golos da vitória na Luz), isto sem ser marcador de livres ou de penalties?
Claro que ninguém se lembra disto, mas há quem se lembre de um jogo (FC Porto x Zenit) disputado há mais de três anos (no dia 22 de Outubro de 2013), em que o Herrera viu dois cartões amarelos em cinco minutos…

Perante este clima, penso que o Herrera tem cada vez menos condições para continuar no FC Porto (qualquer dia basta levantar-se do banco de suplentes para ser logo assobiado…).

O que nos vale é que o Herrera é um jogador com mercado e que mercado!
Na última AG do Clube, quer o administrador financeiro, quer o senhor presidente, garantiram aos sócios que a FC Porto SAD recusou uma proposta de 30 milhões de euros pelo passe do Herrera.
Portanto, o “problema Herrera” será muito fácil de resolver…

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Trocar o sofá por uma cadeira de sonho

«Na terça-feira, há outro encontro europeu muito importante para o FC Porto. Trata-se da primeira mão da eliminatória de acesso à nova Liga dos Campeões da FIBA, entre os Dragões e os lituanos da Juventus Utena (terça-feira, 21h30, no Dragão Caixa, com transmissão em direto no Porto Canal).»
in ‘Dragões Diário’, 26-09-2016


Amanhã, a partir das 21h30, os atuais campeões nacionais de basquetebol vão receber a equipa lituana da Juventus Utena, para a primeira mão da eliminatória de qualificação da nova Basketball Champions League.

Para além da pouca sorte que o FC Porto teve no sorteio (o nível do basquetebol lituano é conhecido), Moncho López não pode contar com o principal reforço da equipa para esta época (Jeff Xavier estará ausente por lesão). E, previsivelmente, também não deverá contar com o apoio de um Dragão Caixa cheio.

A razão é simples: à hora a que se vai iniciar o FC Porto x Juventus Utena, ainda a equipa de Futebol estará a jogar em Leicester para a UEFA Champions League.
E, embora os três grandes clubes portugueses sejam, historicamente, clubes ecléticos, os respetivos adeptos são, cada vez mais, adeptos do Futebol.

Como, ainda por cima, os dois jogos vão dar na televisão (ambos em canal aberto), a tentação de escolher o sofá para “telever” o Leicester x FC Porto (na RTP), logo seguido do FC Porto x Juventus Utena (no Porto Canal) será, para muitos, quase irresistível.

Caros Portistas, resistam ao sofá!
Quem morar no Grande Porto e puder, dê um salto ao Dragão Caixa (nem que cheguem um pouco atrasados).
Superar a equipa lituana neste jogo será muito difícil e no conjunto da eliminatória ainda mais, mas este treinador, estes jogadores, esta EQUIPA, já demonstraram que não há impossíveis e merecem todo o nosso apoio.

Amanhã, a partir das 21h30, a minha cadeira de sonho é no Dragão Caixa!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Espiral de contestação

Estádio do Dragão, insultos e recados na madrugada do dia 03-01-2016

«Cerca de quatro centenas de adeptos receberam a equipa do FC Porto, no Estádio do Dragão, com assobios e insultos, depois da derrota (2-0) de sábado em Alvalade com o Sporting, para o campeonato.
Jogadores e equipa técnica chegaram ao Dragão às 03:00 em ponto e à sua espera tinham um grupo de adeptos descontentes com os últimos resultados e exibições da equipa. As principais palavras de descontentamento foram para o treinador espanhol Julen Lopetegui, a quem exigiram que pedisse a demissão do cargo. Um grupo de adeptos exibiu uma tarja a dizer: "Espanhol pede a demissão". "Vergonha" e "joguem à bola", gritaram os adeptos.

03-01-2016: Insultos e contestação a Lopetegui (fotos: O JOGO)

Na operação policial para evitar confrontos estiveram envolvidos dezenas de agentes, que impediram que os adeptos se aproximassem da zona de entrada da garagem do Estádio, chegando mesmo a cortar o trânsito na rua de acesso.»
in OJOGO.pt, 03-01-2016 | 09:10


A contestação em relação ao treinador tem vindo a aumentar e, nas últimas semanas, atingiu mesmo níveis preocupantes de hostilidade e agressividade verbal (da parte de alguns adeptos portistas). Contudo, porque a memória de alguns parece ser fraca, convém salientar que a contestação ao trabalho de Lopetegui não começou com a derrota em Alvalade e a consequente perda da liderança do campeonato.

Há meses que existe um enorme desagrado pelas más exibições (algumas delas paupérrimas), que este plantel milionário (o mais caro do campeonato português!) tem proporcionado em grande parte dos jogos desta época.

24-11-2015: Vaias e lenços brancos nas bancadas do Dragão, após a derrota (0-2) com o Dínamo Kiev

10-12-2015: Insultos à chegada ao aeroporto do Porto, depois da derrota (0-2) contra o Chelsea
(fotos: JN / Global Imagens)

29-12-2015: Lenços brancos no Estádio do Dragão, após a derrota (1-3) com o Marítimo
(fotos: Global Imagens / Leonel Castro)

E não, não é por falta de “ovos”, que o treinador do FC Porto se está a revelar incapaz de fazer uma boa “omelete”.

Sou o primeiro a reconhecer que o plantel do FC Porto (incluindo alguns dos melhores jogadores da equipa B) tem excesso de jogadores para algumas posições e lacunas de qualidade noutras, mas penso que poucos terão dúvidas que Julen Lopetegui tem à sua disposição o melhor plantel do campeonato português e, por isso, condições (obrigação!) de fazer mais e melhor. A começar pela construção de uma EQUIPA coesa e competente, algo que, seis meses após o início da época 2015/16, ainda não existe.

Perante o que (não) se tem visto a equipa do FC Porto fazer dentro das quatro linhas;
Perante a contestação crescente dos adeptos portistas, durante e após os jogos;
Perante a hostilidade (por vezes a passar dos limites) em relação ao treinador;
Perante os "avisos à navegação" de vários ex-jogadores do FC Porto (Jaime Magalhães, Eduardo Luís, Vítor Baía, Domingos, Secretário, etc.);
O que fazer?

Chegados aqui é fácil apontar o dedo a Lopetegui e "imolar no altar" da contestação mais um "cordeiro" (treinador).

Mas, como sempre, compete à Administração da FC Porto SAD avaliar e decidir.
Neste caso específico, a responsabilidade é de Pinto da Costa e de Antero Henrique, que terão de decidir se o timoneiro que foram buscar a Espanha, ainda tem condições para recuperar as "velas rasgadas", consertar os "rombos no casco" e levar a ziguezagueante nau dos dragões a bom porto.

Pinto da Costa e Antero Henrique no treino do dia seguinte à derrota de Alvalade
(foto: Manuel Araújo)

Com a certeza, porém, que quanto mais dias passarem, mais Pinto da Costa, Antero Henrique e Julen Lopetegui estarão juntos neste "barco".
Nas vitórias e nas derrotas.

Aconteça o que acontecer, chega de atribuir os louros dos sucessos ao presidente e as culpas das derrotas aos treinadores e jogadores. Até porque, treinadores e jogadores não caem no Estádio do Dragão de pára-quedas...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

(nem) Sempre Presentes

O Ballspiel-Verein Borussia 1909 e.V. Dortmund, mais conhecido por Borussia Dortmund, ou pelo acrónimo BVB, foi fundado em 1909 e é um dos grandes clubes da Alemanha.

Juntamente com o Bayern Munique, o Borussia Dortmund é o único clube alemão que já conquistou a UEFA Champions League (em 1996/97), tendo também sido finalista desta mesma competição em 2012/2013. E, para além da presença em várias finais de provas internacionais, o BVB conta ainda com uma Taça das Taças (em 1965/66) e uma Taça Intercontinental (em 1996/97).

A nível interno, o Borussia Dortmund tem no seu palmarés 8 campeonatos, 3 taças da Alemanha e 5 supertaças.

Sendo certo que, em termos financeiros, o Borussia Dortmund não está ao nível do colosso da Baviera (quantos clubes europeus estão ao nível do Bayern Munique?), também não se pode dizer que seja um clube remediado, bem pelo contrário.
Ocupa a 11ª posição da última edição da Deloitte Football Money League, correspondente à época 2013/2014, época em que o Borussia Dortmund teve receitas (sem contar com transferências) de 261,5 milhões de euros! (é o 2º clube alemão com mais receitas, a seguir ao Bayern)

Nas últimas quatro épocas, o BVB foi duas vezes campeão da Alemanha (2010/2011 e 2011/2012) e duas vezes vice-campeão (2012/2013 e 2013/2014), mas esta época foi uma quase calamidade. Depois de andar várias jornadas pelos últimos lugares do campeonato alemão, o Borussia ganhou o derradeiro jogo em casa e terminou a Bundesliga no… 7º lugar!!
Em consequência das 13 vitórias, 7 empates e 14 derrotas (!!!), o Borussia Dortmund ficou a 33 pontos do Bayern (e que facilmente teriam sido mais de 40, se a equipa de Munique não tivesse entrado em modo férias, após se ter sagrado campeã a cinco jornadas do fim).

E na Liga dos Campeões a coisa também não foi brilhante. Nos Oitavos-de-final, o Borussia foi a Turim perder por 1-2 e, na 2ª mão, quando lhe bastava ganhar por 1-0 para seguir em frente, foi goleado em casa pela Juventus por 0-3. Duas derrotas e 1-5 em golos!

Pois bem, apesar da época ter sido muito má, os adeptos nunca abandonaram a equipa e, nos jogos em casa, nunca deixaram as bancadas do imponente Westfalenstadion (mais de 80 mil lugares) vazias ou semi-vazias, bem pelo contrário.

No último jogo, foi assim que os ADEPTOS do Borussia Dortmund se despediram dos jogadores e, particularmente, se despediram do treinador Jürgen Klopp.

Adeptos do Borussia Dortmund no último jogo da Bundesliga 2014/2015

E foi assim (ver vídeo), que os ADEPTOS do emblemático “muro amarelo” do Westfalenstadion resolveram homenagear o treinador Jürgen Klopp, antes do início do encontro com o Werder Bremen.

Em contraponto, na última jornada do campeonato português, ao intervalo do FC Porto x Penafiel, foi anunciado que estavam 16009 espectadores no Estádio do Dragão. Uma assistência digna de um jogo da… Taça da Liga!

E, protestos à parte dos adeptos durante o jogo, cuja legitimidade eu não contesto (embora não concorde com o tom e conteúdo de algumas das mensagens), foram muito poucos aqueles que fizeram questão de ficar até ao final do derradeiro jogo em casa dos dragões para, pelo menos, se despedirem de jogadores como Danilo e (provavelmente) Jackson.

Despedida triste de Danilo e, provavelmente, também de Jackson

São dois jogadores de top internacional, dois campeões, dois atletas que honraram a camisola do FC Porto e, penso, mereciam uma despedida diferente por parte dos adeptos portistas, que não terão outra oportunidade para se despedirem deles.

É, também, nestes momentos e nestes “pormenores”, que se vê a grandeza de um clube e a força dos seus adeptos.

sábado, 23 de maio de 2015

A falta de respeito do FC Porto pelos adeptos da Diáspora

Acordei ontem de manhã com a bela notícia de que o Porto decidiu retirar-se do maior e mais prestigioso Torneio de Verão neste defeso de 2015. Num ano sem Campeonato do Mundo ou Campeonato da Europa, de certeza que as atenções dos adeptos Portistas sedentos por bom futebol de Verão seriam saciados com a participação do nosso clube neste torneio.

Mas não, aparentemente o clube achou que uma deslocação à Cidade do México iria interromper o plano para a época. (Quem vai a Toronto e o Nordeste dos EUA sinceramente pode muito bem ir ao México). Não percebo esta decisão, de forma alguma. De certeza que muitos dos meus colegas neste blog, principalmente os mais prolíferos, irão falar mais sobre este assunto. Eu pessoalmente vou dar conta da desilusão que é para um adepto fora do país.

Comprei o bilhete para o FC Porto - Paris Saint Germain, jogo agendado para o dia 18 de Julho de 2015 aqui na cidade de Toronto. Ainda na Quinta tive que trocá-lo para um lugar com acesso para cadeira de rodas (parti a perna, mas isso não iria me impedir de ver o meu clube!) Estava cheio de pica para ver o jogo, já não via o Porto ao vivo há mais de …. nem quero confessar. Certamente que o meu caso não é único, mas além do azar de ter partido a perna parece que agora tenho o azar de ter comprado um bilhete para um jogo do meu maior rival.

Bilhete para o FC Porto x PSG


Isto, para mim, é vergonhoso. Como é que o clube faz uma asneira destas? Além da falta de respeito pelos adeptos que vivem nos EUA e Canadá correm o risco de não serem convidados para futuros torneios de prestígio. Como um dos nossos co-autores disse num email: “O Circo chegou ao Porto!”

Agora nem sei como reaver o meu dinheiro (e não foi pouco!). O site do Porto diz que não vamos participar mas tanto o ticketmaster (onde comprei o bilhete) ainda não mudou o calendário nem o site oficial dos organizadores do torneio fala sobre a nossa desistência.

Que bela porcaria. Obrigado Porto!

domingo, 19 de abril de 2015

Nas nuvens

Na viagem para Munique, rumo ao sonho de eliminar o colosso da Baviera e seguir em frente na maior competição de clubes do Mundo, a comitiva do FC Porto foi recebida em apoteose no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, por milhares de adeptos portistas, num ambiente de verdadeira loucura e enorme amor clubista.




Na sua versão online, o JN escreveu:

«Bandeiras, cachecóis e gargantas afinadas foram os sinais de uma grande manifestação de fé portista, ao início da tarde, no Aeroporto de Pedras Rubras. Os adeptos azuis e brancos mobilizaram-se e invadiram, no bom sentido, a aerogare, acompanhando os jogadores desde o autocarro até ao “check in”.»




e O JOGO escreveu:

«A saída do autocarro demorou cerca de 10 minutos, tal o mar de gente que bloqueou a passagem. Quaresma, que marcou dois golos na primeira mão, foi o mais saudado pelos adeptos, seguido pelo colombiano Jackson.»




Na sua página no Facebook, Maicon partilhou um vídeo e escreveu:

«Hoje presenciei um dos momentos mais brilhantes, esses adeptos são fantásticos. Cada dia nos surpreende mais. Arrepiante, mágico! Muito orgulho de fazer parte dessa família que é o FC Porto. Porto Sempre! #FCPorto #SomosPorto»




Se o FC Porto conseguir o feito histórico, que seria, numa eliminatória a duas mãos e com o 2º jogo disputado na Alemanha, eliminar o Fußball-Club Bayern München, eu... eu nem quero imaginar!

Deixem-me sonhar!...



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

FC Porto @ Redes Sociais

O JOGO, 04-10-2014
«A passagem de capital do Estádio do Dragão para a estrutura acionista teve o mérito de ressuscitar discussões sobre a relação entre clubes e associados. O burburinho virtual foi ensurdecedor, mas não teve expressão concreta, porque a febre do mundo binário contrasta com a mortificação das outrora apaixonantes assembleias gerais, hoje decrépitas e representativas do desinteresse que os sócios têm por tudo o que não envolva uma bola a rolar. Aliás, quantos saberão, sequer, que o FC Porto e a SAD do FC Porto não são uma e a mesma coisa?
É essa ausência de escrutínio e de participação que enaltece a dimensão do golpe de asa da Direção de Pinto da Costa que, perante a necessidade de transferência de parte da joia da coroa que é o Dragão para a estrutura da SAD, cuidou de sublinhar que esta, passando a ser também dos accionistas é, acima de tudo, do clube e dos sócios.
Um gesto porventura discreto, mas que espelha uma rara visão para além da vitória no próximo jogo.»
André Viana, O JOGO, 04-10-2014


Este texto de André Viana, que mais parece ter sido escrito com o jornalista de O JOGO sentado num lugar anual do Estádio do Dragão e de cachecol ao pescoço (e andamos nós a criticar a subserviência dos Delgados e Guerras deste Mundo em relação a Luís Filipe Vieira…), é susceptível de várias leituras.
Por exemplo, eu podia discorrer sobre o “golpe de asa” ou a “rara visão”, mas prefiro pegar na associação que é feita entre o “burburinho virtual ensurdecedor” e “febre do mundo binário” com a “ausência de escrutínio e de participação”.

Eu não sei se o jornalista André Viana, como sócio do Futebol Clube do Porto ou noutras funções, participou em alguma das “outrora apaixonantes assembleias gerais”, mas senhor jornalista, deixe que lhe diga uma coisa: nos últimos 30 anos, o Mundo mudou e muito!
Estamos no século XXI e, em 2014, desvalorizar o papel que a Internet e as redes sociais têm na intervenção e debate público, sobre as mais variadas matérias (futebol, política, educação, cidadania, etc.), é de alguém que pode ser jovem (e uma excelente pessoa), mas que, lamentavelmente, parou no tempo.

FC Porto - Redes Sociais
Se é verdade que, no passado, os sócios praticamente só podiam intervir na vida dos clubes marcando presença nas assembleias gerais, hoje em dia também o podem fazer recorrendo a outros meios.
Aliás, os próprios responsáveis do Futebol Clube do Porto têm plena consciência disso e, cada vez mais, o clube interage com os seus sócios e adeptos (espalhados pelo Mundo) recorrendo a diversos novos canais: E-mail, Website oficial, YouTube, Facebook oficial, Twitter @FCPorto, Instagram @FCPorto.

Neste contexto, alguns (poucos) fóruns e blogues portistas, entre os quais o 'Reflexão Portista', mostraram interesse e abordaram, sob diferentes pontos de vista, os assuntos que faziam parte das ordens de trabalho das últimas assembleias gerais do Clube e da SAD. E fizeram-no, estou certo, porque entenderam que o assunto era relevante e porque tinham opinião ou dúvidas que gostariam de ver esclarecidas.
Mas, pelos vistos, isso parece ter incomodado o jornalista André Viana, que classifica este tipo de intervenção / discussão / debate / participação de “burburinho virtual ensurdecedor”.
Tenho pena que o faça.

E tenho ainda mais pena que, antes destas duas assembleias gerais, a comunicação social e, particularmente jornais como O JOGO ou o JN, não tenham pegado no assunto como ele merecia e feito, sobre o mesmo, uma abordagem jornalística, o mais completa possível, tendo em vista contribuírem para um cabal esclarecimento de tudo o que estava (está) em causa.
Se o tivessem feito, talvez houvesse menos sócios e adeptos portistas a confundirem o Futebol Clube do Porto com a SAD do FC Porto…


P.S. O Porto Canal anunciou que, logo à noite, a partir das 21h00, irá transmitir uma entrevista com o vice-presidente Fernando Gomes, onde alguns dos assuntos discutidos nas últimas assembleias gerais do Clube e da SAD irão ser abordados.

sábado, 5 de abril de 2014

Nós somos Porto!


O que mais importa aos sócios e adeptos do FCP não são as falhas da arbitragem que têm sido muitas, nem os azares que têm sido mais do que merecíamos, são as incertezas que lhe causam as intermitências da equipa, quer no plano colectivo quer individual. E a qualidade do grupo e dos jogadores são postos em dúvida, muito justamente. Os resultados não enganam, a não ser os que querem viver na ilusão.
Não sei o que passa na cabeça dos prezados consócios, mas ando confuso porque a equipa continua muito frágil, nomeadamente fora do Dragão, e parece não ter pernas para tanta competição. Não sei, nem tenho que saber, se a pré-época correu nos conformes para preparar a equipa, se o plantel é demasiado curto, se o recrutamento foi caro e não preencheu as necessidades imediatas ou se o treinador que foi escolhido foi demasiado frágil para servir uma equipa de topo. Se calhar, foi de tudo isso um pouco, que é uma outra forma de confirmar que tenho muitas dúvidas e poucas certezas. A SAD do FCP tem sabido merecer a confiança, e os títulos e a obra são prova disso. Mas, esses dirigentes e os sócios sabem que ao FCP, para estar por cima, é exigido um esforço muito maior e os erros custam muito mais caro que aos seus rivais. Se fosse economista, chamava-lhes os custos de contexto. Não é por acaso que três dos clubes da grande Lisboa ficarão nos quatro primeiros ligares da liga principal. Não podemos desbaratar o que tanto custou a construir. A revisão do que tem corrido mal (nos últimos três anos) não pode ser alienada a favor dos êxitos do passado e do dever da gratidão.

Aos sócios compete apoiar a equipa, muito prioritariamente nos momentos difíceis, e devem cumprir a sua parte, sem hesitações. É uma obrigação, nesta fase do campeonato. Mas, o seu compromisso com o FCP vai muito ia além disso. Os sócios não são meros consumidores e batedores de palmas ou de pateadas, conforme o grau de satisfação. Têm o direito (e o dever) de exigir boas contas e escrutinar o trabalho de quem dirige.
A SAD está mais longe de nós porque responde perante os accionistas. Mas, muito se pode fazer ouvir e não apenas no doce recato das redes sociais. Não basta. Os portistas têm de sair da sua zona de conforto e incomodarem-se um pouco, para além do assobio. E isso não significa estar contra: pela minha parte sou sempre e exclusivamente a favor do FCP. Apoiarei a equipa até que a voz me doa, mas farei todo o esforço que me for possível para participar nos locais próprios para esgrimir argumentos e denunciar o que me vai na alma, em nome do futuro. Nós somos Porto.

sábado, 30 de novembro de 2013

Paulo Fonseca, o papa recordes

Há muitos portistas que nunca tinham visto o seu clube perder com a Académica, num jogo em Coimbra para o campeonato. A última vez tinha sido no dia 15-11-1970, antes da revolução de Abril... e antes de Pedroto e Pinto da Costa terem "enterrado" os andrades e despertado o dragão.

Há 43 anos (!), na Académica jogavam Artur Correia, Carlos Alhinho, Gervásio (cap.), Vítor Campos, Manuel António...
E no FC Porto jogavam Rolando, Pavão (cap.), Nóbrega, Custódio Pinto, Lemos...
Em 1970/71, o FC Porto era treinado por António Teixeira (José Maria Pedroto era treinador do Vitória Setúbal) e chegou ao final desse campeonato com 16 vitórias, 5 empates e 5 derrotas.

Mais recentemente, nos últimos três campeonatos, o FC Porto (treinado por André Villas-Boas e Vítor Pereira) perdeu apenas uma vez. Foi no dia 29-01-2012, na 17ª jornada da época 2011/12, num célebre Gil Vicente x FC Porto, com uma arbitragem escandalosa de... Bruno Paixão.
Depois desse jogo, disputaram-se 53 jogos para o campeonato, sem os dragões conhecerem o sabor amargo da derrota, mas hoje, ao 54º, o FC Porto voltou a ser derrotado (e, desta vez, sem poder queixar-se da equipa de arbitragem).


As coisas há muito que não estavam bem, particularmente na Liga dos Campeões, mas os maus resultados estenderam-se também ao campeonato e, nos últimos três jogos (que, convém notar, foram contra os "colossos" Belenenses, Nacional e Académica), o FC Porto somou apenas dois pontos em nove possíveis, correspondentes a dois empates e uma derrota.
Alguém se lembra, há quantas épocas é que o FC Porto estava três jogos seguidos do campeonato sem ganhar?

Pior. Nos últimos seis jogos oficiais, o FC Porto venceu apenas um, para... a Taça de Portugal.
Aliás, Paulo Fonseca não estará a mentir se disser que, esta época, o FC Porto ainda não perdeu qualquer jogo para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga...

Chegados a este ponto, de nada interessa dizer "eu bem avisei", mas tenho uma dúvida: até onde irá este descalabro?

Contestação de adeptos portistas no final do Académica x FC Porto

P.S. Não fosse o excelente relacionamento que existe entre a Direção do FC Porto e as claques, particularmente com os Super Dragões e, nesta altura, o nível de contestação e os problemas seriam bem maiores.

P.S.2 Afinal...
«Enorme tensão à chegada do F. C. Porto ao Estádio do Dragão, após a derrota, por 1-0, com a Académica, em Coimbra. Cerca de 250 adeptos portistas esperaram pela comitiva e atiraram três tochas e um petardo contra o autocarro dos dragões, quando este se dirigia para a garagem do anfiteatro azul e branco. Foi nesse momento que um polícia de serviço sofreu ferimentos, ao ser atingido, na face, por uma das tochas. Os adeptos, insatisfeitos com os últimos resultados da equipa, mostraram toda a sua indignação, com cânticos de "joguem à bola, palhaços". O mesmo já se tinha registado à saída de Coimbra, mas apenas através de palavras dirigidas ao treinador e aos jogadores.», in JN.pt

P.S.3 Aguardo com alguma expectativa a capa do jornal O JOGO de amanhã (domingo) e o que irá escrever o respetivo diretor, José Manuel Ribeiro.