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domingo, 14 de maio de 2017

NES deu os parabéns ao treta campeão


Os jornais desportivos não perderam tempo e, poucos minutos após as declarações de Nuno Espírito Santo (NES), destacaram nos seus sites os parabéns que o treinador do FC Porto deu ao treta campeão.


Eu nunca tive ilusões acerca do modelo de jogo que o NES ia trazer para o FC Porto (vi vários jogos do Valencia CF treinado pelo NES...)

E, logo no início da época, escrevi por que razão o NES não era um treinador à Porto.

Mas o que se passou hoje é demais.

Anda o FC Porto (departamento de Comunicação, comentadores, adeptos), e bem, a denunciar o “polvo” e todos os seus “tentáculos” (árbitros, comissão de arbitragem, observadores, APAF, delegados da Liga, conselho de disciplina, “cartilheiros”, etc.);

Anda o FC Porto, e bem, a denominar este campeonato fraudulento de Liga Salazar;

E o treinador da equipa principal do FC Porto, um dos principais rostos do Clube/SAD, o líder da equipa que, dentro das quatro linhas, sofreu na pele todo o tipo prejuízos causados por esse “polvo”, chega ao penúltimo jogo e dá os parabéns à equipa adversária que ganhou esta liga viciada?

Eu não sou jurista e não sei se as declarações de hoje do NES dão direito a despedimento com justa causa.

Mas, independentemente de haver ou não motivo para despedimento com justa causa, se o meu Porto ainda fosse Porto, depois de hoje, em que o NES deu duas vezes (DUAS VEZES!) os parabéns ao SLB (uma na flash interview e outra na conferência de imprensa), é óbvio que o NES já não iria a Moreira de Cónegos, (des)orientar a equipa no último jogo do campeonato.

E mais, as razões do despedimento e do NES já não ser o treinador no último jogo do campeonato, deveriam ser comunicadas publicamente pela Administração do FC Porto, para que toda a gente perceba, a começar pelo próximo que for contratado, que o treinador do FC Porto é um empregado do Clube/SAD e, enquanto o for, tem de ter um discurso alinhado com o discurso oficial da entidade patronal que lhe paga.

Somos Porto?

Tem a palavra o Presidente do FC Porto.

sábado, 13 de maio de 2017

Aliança contra um inimigo comum

Winston Churchill e Joseph Stalin no Kremlin, Moscovo, em 1942

Havia um mundo de diferenças entre o primeiro-ministro britânico, o conservador Winston Churchill, e o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, o ditador Joseph Stalin. Contudo, durante a II Guerra Mundial, estes dois homens souberam dialogar e estabelecer uma aliança contra um inimigo comum: Adolf Hitler.

E, a propósito desta aliança, há uma frase de Winston Churchill que ficou célebre:


Seguramente, quer Churchill, quer Estaline, sabiam que a aliança estabelecida para combater Hitler era um acordo conjuntural. Mas também sabiam que, isoladamente, seria muito mais difícil derrotar a Alemanha Nazi que, por essa altura, ocupava ou controlava (através dos seus aliados) a quase totalidade da Europa.

A Europa em 1942

Tudo isto vem a propósito da “Cimeira anti-Benfica”, conforme foi classificado, por jornalistas do “Estado Lampiónico”, o encontro entre os responsáveis pela comunicação do FC Porto e Sporting CP. Encontro que ocorreu na passada quarta-feira e do qual resultou um comunicado conjunto, onde é salientada a convergência de posições dos dois clubes em vários assuntos.

Muitos portistas consideram que esta aliança FCP-SCP é antinatural e mesmo despropositada.
Eu discordo.
E discordo, não porque confie nas boas intenções de Bruno de Carvalho, ou me tenha esquecido daquilo que ele e outros notáveis sportinguistas disseram do FC Porto, mas porque, no momento atual do futebol português, o combate ao “Estado Lampiónico” sobrepõe-se a tudo o resto.

No dia em que o “polvo encarnado” for desmantelado, então sim, esta aliança (conjuntural) entre velhos rivais deixará de fazer sentido, porque deixa de ser necessária.

Filme 'O Leão da Estrela' (1947)

Mas, não tenhamos ilusões, não é de um dia para o outro que este poder tentacular, que domina o futebol português e asfixia os rivais do SLB, será destruído. Há um longo caminho a percorrer.

domingo, 7 de maio de 2017

Notas escritas no aeroporto Cristiano Ronaldo

O texto seguinte foi escrito por um amigo (Miguel Magalhães), um Portista com P grande, com uma paixão imensa e desinteressada pelo FC Porto, um dos muitos que fez parte da maré azul que encheu estádios por esse país fora, que nunca regatearam o apoio à nossa equipa e que, mais do que desiludidos, terminam este campeonato cansados. Cansados de um combate desigual, no qual, quem deveria liderar o exército Portista não correspondeu, falhou e alheou-se ou fugiu às suas responsabilidades.

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Notas de um crente que acordou ontem [sábado] às 5:00 da manhã para ir à Madeira apoiar a equipa e já está no aeroporto à espera de embarcar para regressar ao Porto.

Nuno Espírito Santo e Pinto da Costa (Junho de 2016)

1. Não temos presidente há vários anos. E podia terminar aqui que estava tudo dito. Mas não me apetece pois continuo com um mau feitio insuportável desde ontem [sábado] à noite.

2. O treinador é um nabo. 16 empates numa época, alguns deles em jogos decisivos, não é ter azar ou ser roubado. É mesmo falta de categoria. É ser cagão. É não ter tomates para assumir o jogo durante 90 minutos.

Nuno Espírito Santo a dar uma "aula"-explicação aos jornalistas (Outubro de 2016)

3. Os jogadores ainda correm, mas ninguém lhes explica para onde nem porquê. Veja-se o Soares, um absoluto desastre durante o jogo de ontem [sábado] e a imagem da impotência da equipa. O rapaz chegou cheio de gás em Janeiro, fartou-se de marcar golos, parecia melhor do que aquilo que na realidade é. Adaptou-se à equipa, ao modelo de jogo, deixou de marcar tantos golos, parece um jogador bem pior do que aquilo que é.

4. Os adeptos são uns crentes mas, infelizmente, não são eles que jogam nem marcam golos. Os adeptos foram incansáveis ontem [sábado], como foram durante a época toda e mereciam claramente mais, muito mais. Pena é que muitos adeptos só se foquem nos pontos 2 e 3, pois parte do problema também está aí.

Adeptos Portistas no Marítimo x FC Porto (foto: Fotos da Curva)

5. O polvo existe, está bem vivo e nenhum dos pontos acima apaga a existência do polvo. Os outros não jogam nada e se não fosse pelo polvo também não eram campeões. Não é o nosso claro demérito, que lhes dá sequer uma pinga de mérito na conquista do campeonato. Esta será sempre a Liga Salazar, o campeonato do polvo e tudo indica que terá um campeão da treta, um tretacampeao. Nunca me ouvirão dizer outra coisa.

6. Terminando onde começa a próxima época, porque até as mais fortes crenças têm limites e a minha já chegou ao limite, e citando aquilo que disse um grande portista ao ex-presidente Pinto da Costa na última assembleia geral: "se é para ter um orçamento destes, não pode estar 4 épocas sem ganhar um único título; se é para não ganhar um único título, então não pode ter um orçamento destes". Por mim, podem apostar num plantel com muitos putos da formação e arranjar um treinador que os ponha a comer relva durante a época toda.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Miguel Magalhães a autorização para publicar o seu texto-desabafo, escrito na viagem de regresso ao Porto. As fotos escolhidas para ilustrar o texto são da minha responsabilidade.

terça-feira, 2 de maio de 2017

La Piovra | A lei da rolha

Numa entrevista publicada no jornal Record, no dia 1 de Maio, a diretora-executiva da Liga, Sónia Carneiro, falando sobre propostas de alteração ao Regulamento Disciplinar, deixou o aviso:
No futuro (já na próxima época), as críticas aos árbitros podem custar aos clubes 3 pontos.

Capa do Record de 01-05-2017

Por que razão é que a Liga, agora, quer penalizar (com subtração de pontos!!) as críticas aos árbitros?

Porque, segundo parece, o SLB está muito incomodado com as críticas que são feitas ao “trabalho exemplar” do atual lote de árbitros.

Capa de A BOLA de 01-05-2017

Ou seja, o clube do colinho, o clube dos vouchers, o clube que mais beneficiado tem sido, quer implementar uma medida para calar os clubes que são roubados… perdão, prejudicados por "arbitragens infelizes" dos senhores associados da APAF, semana sim, semana sim.


Longe vão os tempos em que o SLB, mesmo sem razão, dizia isto (e a FPF/Liga metia o rabinho entre as pernas):

Jorge Jesus e os árbitros


João Gabriel e os árbitros

No ano em que o departamento de comunicação do FC Porto começou a chamar os bois pelos nomes, querem calá-lo (calar-nos).

Como é óbvio, espero que a Direção do FC Porto reaja e reaja de forma dura a esta ameaça, a esta tentativa canhestra de nos imporem a lei da rolha. Uma tentativa típica de ditaduras acossadas (viva a Liga Salazar!), de quem já não tem outros argumentos (contra factos...) para contrariar as verdades que são ditas.

Era mesmo só o que faltava. Continuarmos a ser gamados todas as semanas e nem sequer poder abrir a boca para criticar suas excelências, os árbitros-vouchers e esta nova geração de internacionais proveta.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

La Piovra | Penalties, expulsões e critérios



«Otávio – o primeiro a ver o cartão amarelo, aos 30 minutos, por uma falta menos grave do que algumas que sofrera antes e em que Carlos Xistra fora sempre benevolente (…)
No lance anterior ao golo, lá se viu o penálti da praxe sonegado aos azuis e brancos, com Bressan (deveria ter-lhe sido exibido o segundo cartão amarelo) a empurrar Otávio nas costas. (…)
Otávio, autor de uma bela exibição no regresso à titularidade e que se fartou de levar pancada: oito (!) faltas sofridas, mas ainda assim foi o primeiro a ver o cartão amarelo, como referimos.»
in ‘Dragão mandou para lá do Marão’, crónica do GD Chaves x FC Porto no site oficial do FC Porto



«A nossa equipa continua a três pontos da liderança da Liga Salazar e desta vez teve a felicidade de só ter sido prejudicada numa grande penalidade clara, por derrube de Otávio, imediatamente antes do primeiro golo. Dado o panorama das últimas jornadas, quase que podemos classificar a arbitragem de excelente - afinal, foi só um penálti, quando o habitual tem sido entre os dois e os três.
Quanto à expulsão de Maxi, o uruguaio teve uma entrada ao estilo das que tinha quando vestia outra camisola, sendo que deixou de beneficiar da proteção de então.
Por ser verdade, a arbitragem de Carlos Xistra foi muito, mas mesmo muito, melhor da que o FC Porto teve na última vez em que tinha jogado em Chaves, quando foi eliminado por João Capela da Taça de Portugal.
Há 15 dias, em Braga, por exemplo, houve três grandes penalidades a favor do FC Porto, que o árbitro Hugo Miguel não assinalou, ele que pelo meio assinalou - e bem - uma contra o FC Porto. Hugo Miguel esteve ontem na Luz e assinalou - e bem - um penálti a favor do Benfica. Por explicar continua a diferença de critério que faz com que a favor do FC Porto não se assinalem grandes penalidades.
Engraçado também um fora de jogo assinalado mal ao ataque do Estoril com o jogo em branco e que os "especialistas" ontem à noite na TV saltaram à frente. Viva o vídeo árbitro à la carte.»
Francisco J. Marques, em ‘Dragões Diário’ de 30-04-2017


No twitter, no site oficial, na newsletter ‘Dragões Diário’, o departamento de comunicação do FC Porto e, particularmente, Francisco J. Marques, reagiram rapidamente e bem, ao que se passou no jogo entre o GD Chaves e o FC Porto.

Além das críticas ao critério disciplinar adoptado por Carlos Xistra e ao penalti (mais um!) que ficou por assinalar a favor do FC Porto, foram feitas comparações com outros lances (noutros jogos), bem como, às diferentes decisões do mesmo árbitro (Hugo Miguel), consoante as cores das camisolas são azuis e brancas ou encarnadas.

Muito bem!
Isto chega?
Não. Aliás, o próprio texto de Francisco J. Marques, ao dizer que a nossa equipa “desta vez teve a felicidade de só ter sido prejudicada numa grande penalidade clara”, é revelador daquilo que se tem passado ao longo desta “Liga Salazar” e da impotência que os portistas sentem.

A generalidade dos portistas (pelo menos aqueles com quem eu falo), entende que o departamento de comunicação do FC Porto tem estado bem, adoptando (esta época!) uma política de comunicação forte, incisiva e agressiva q.b. Mas, já se viu, a atuação do departamento de comunicação é insuficiente para acabar com a roubalheira desta Liga Salazar.

O “polvo encarnado” tem de ser combatido nas suas entranhas. Isto é, ao nível dos diferentes órgãos da FPF – Comissão de Arbitragem e Conselho de Disciplina – e das pessoas (ex-árbitros, árbitros, observadores, delegados, etc.) que, ao longo de vários anos, foram sendo estrategicamente colocadas, para desempenhar uma “missão divina”.

Não tenhamos ilusões. O Estado Lampiónico não será derrubado apenas com comunicados. É necessário que a Direção e o Presidente do FC Porto assumam esta “guerra” publicamente, vão para o terreno e liderem o combate a outros níveis e noutros tabuleiros.

sábado, 29 de abril de 2017

La Piovra | As brigadas antidopagem

«O plantel do Estoril foi alvo de uma visita de uma brigada da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), a dois dias da visita do clube ao Benfica, da 31ª jornada da I Liga de futebol. Os elementos da brigada da ADoP chegaram ao Estádio António Coimbra da Mota cerca das 09h00 para controlar todos os jogadores, tendo recolhido amostras de sangue e urina antes do treino agendado para esta manhã.
A situação ditou mesmo o atraso do arranque do treino em cerca de 15 minutos e incluiu também os futebolistas lesionados. A visita da brigada da ADoP surge dois dias depois de também ter sido realizado um controlo antidoping a todo o plantel do Benfica, na terça-feira, no Caixa Futebol Campus, no Seixal.»


Li esta notícia e pensei: alguém está preocupado com o SLB x Estoril e com a possibilidade dos jogadores canarinhos, em vez de marcarem autogolos, se esforçarem e correrem mais do que é normal.

Vamos lá ver se nos entendemos. Eu sou favorável a que sejam feitos controlos antidoping regulares.
Contudo, este controlo antidoping a todo o plantel do Estoril (incluindo lesionados!), precisamente a dois dias do jogo com o SLB, parece-me coincidência a mais.

Para evitar suspeitas de tratamento desigual, por que razão não foi feito idêntico controlo antidoping a todo o plantel do GD Chaves, próximo adversário do FC Porto?

Na fase final dos campeonatos, é frequente ver algumas “equipas pequenas” a fazer jogos surpreendentes. Foi o caso do Feirense, na semana passada, em pleno Estádio do Dragão, cujos jogadores tiveram um empenhamento extraordinário e mais pareciam estar a disputar um jogo de vida ou de morte (apesar do Feirense já ter a sua classificação definida e estar a salvo de uma eventual descida de divisão).
Em consequência disso, dois jogadores do FC Porto terminaram o desafio com marcas no corpo e vários jogadores do Feirense terminaram o desafio deitados no relvado, completamente esgotados.

FC Porto x Feirense - Felipe a sangrar

FC Porto x Feirense - Danilo com um buraco junto ao joelho

Estou com isto a insinuar que os jogadores do Feirense estavam dopados?
Não, mas que pareciam bem “vitaminados”, lá isso pareciam.
Dito isto, e até para evitar suspeitas injustas, foi pena que a ADoP não se tenha lembrado de, dois dias antes, fazer um controlo antidoping a todo o plantel do Feirense…

Um campeonato é uma prova longa, cheia de obstáculos e algumas “armadilhas”.
Por isso, convém que a Direção do FC Porto esteja atenta a todos os pormenores, a todos os detalhes, até porque o diabo está nos detalhes… e o SLB já demonstrou que não deixa nada ao acaso.

Para começar, era capaz de não ser má ideia o FC Porto questionar a ADoP, acerca dos critérios que estão a ser seguidos, para selecionar as equipas a controlar nesta fase do campeonato.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

La Piovra | Quem arranjou o advogado?

Carlos Melo Alves

«O suspeito do atropelamento mortal ocorrido junto ao Estádio da Luz, em Lisboa, na madrugada de sábado, e que se entregou às autoridades, foi detido e indiciado por homicídio simples.
O suspeito, Luis Pina, de 35 anos, entregou-se na sede da PJ, em Lisboa, acompanhado pelo seu advogado, Carlos Melo Alves, que acrescentou à Lusa que o seu constituinte irá ser ouvido sexta-feira, a partir das 14h00, em primeiro interrogatório judicial, por um juiz de instrução criminal, para aplicação de medidas de coação.»


Quem é Carlos Melo Alves?
Carlos Melo Alves é sócio fundador da Melo Alves - Advogados, sendo conhecido em consequência de vários processos mediáticos em que já esteve envolvido.
Alguns exemplos:





Voltando a Luis Pina, há aspetos desta “entrega” que são pouco habituais.

Luis Pina e Carlos Melo Alves à porta da PJ

Em primeiro lugar, quem estava à porta das instalações da PJ, à espera do suspeito, não era a Tânia Laranjo, era uma equipa de reportagem da SIC.
Estranho, desta vez ninguém avisou o Correio da Manhã?

Em segundo lugar, o suspeito Luís Pina, também conhecido por “Tanolas” ou “Lué”, de acordo com o CM tem 36 anos, vive em Rio de Mouro e tem quatro filhos.
Ora, como é que o “Tanolas”, membro da claque ilegal No Name Boys, surge na PJ acompanhado do advogado Carlos Melo Alves?
Já se conheciam? Quem é que os apresentou?

Em terceiro lugar, como é que um individuo que vive em Rio de Mouro e anda num carro emprestado, um Renault clio velho, tem dinheiro para contratar um advogado do calibre de Carlos Melo Alves?
E no caso de não ser Luis Pina a pagar os honorários de Carlos Melo Alves (que não devem ser baratos), era interessante saber quem é e porquê.


P.S. Já agora, convinha saber se o “Tanolas” é um dos membros dos No Name Boys que andaram pelo país nas tais carrinhas alugadas na Europcar. Se foi, deve ter muito que contar…, mas é melhor ficar calado.

La Piovra | A SportTv não mostrou…

Antes de bater o livre direto que deu o empate ao SLB em Alvalade, Victor Lindelöf, beneficiando de Artur Soares Dias não ter assinalado, com o spray, o local onde a bola devia ficar, ajeitou a bola seis vezes, adiantando-a cerca de um metro em relação à posição em que o árbitro a tinha colocado.

O árbitro não se apercebeu desta habilidade de Lindelöf (estava distraído com a substituição de Alan Ruiz por Bryan Ruiz) e, com a excepção de quem esteve em Alvalade, mais ninguém teria visto, se não fosse um vídeo gravado com um telemóvel, a partir da bancada, e que circulou nas redes sociais.

Ora, mais do que a atitude do jogador do SLB, ou discutir o local exato onde o livre deveria ter sido marcado, a questão mais perturbante é perceber por que razão esta situação não foi mostrada pela SportTv.


Quantas cameras é que a SportTv tinha em Alvalade?
Nenhuma delas filmou Lindelöf a ajeitar a bola seis vezes?
Filmaram, mas o realizador entendeu não mostrar?

Já não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez, que a SportTv não mostra imagens relevantes dos jogos que transmite.
Há anos que, neste blogue, venho falando nisso.



Numa altura em que o futebol é cada vez mais televisivo, quer em termos de discussão pública, quer para análise de casos de arbitragem, quer, inclusivamente, para efeito de castigos (veja-se os casos de Danilo e Brahimi), os critérios dos operadores – SportTv e BTV – que transmitem os jogos da I Liga não são um assunto menor.

Por tudo isto, é fundamental que o FC Porto esteja atento a este assunto e, através da sua Direção/Administração, aja em conformidade. E, se necessário, proponha um regulamento que tenha regras apertadas, às quais os operadores televisivos tenham de obedecer.
De outro modo, vamos continuar a denunciar, a protestar, mas os efeitos práticos serão nulos.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

La Piovra | A BOLA apurou…

Rui Costa e Luís Filipe Vieira (foto: LUSA)

«Ontem, no intervalo do dérbi, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Paulo Gonçalves, fizeram uma espera ao árbitro Artur Soares Dias para lhe pedirem satisfações por alegados penaltis não assinalados a seu favor. A cena de coacção e intimidação, habitual nestes protagonistas, como foi, por exemplo, relatado em Paços de Ferreira, foi testemunhada pelos delegados da Liga presentes em Alvalade. O Sporting CP aguarda o relatório dos árbitros e dos delegados, bem como, a reunião do Conselho de Disciplina para então decidir se será mais uma vez forçado a apresentar queixa junto deste órgão.»
Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, num texto publicado no Facebook


Perante esta acusação do Sporting (que diz ter imagens), a qual implica altos dirigentes do SLB e os delegados da Liga que estiveram presentes no Estádio de Alvalade, a "explicação" do jornal semioficial do SLB é deliciosa…

«Paulo Gonçalves, diretor jurídico do Benfica, encontrava-se na zona que dá acesso aos balneários no intervalo do jogo do último sábado, em Alvalade, e não podia - o seu nome estava inscrito no modelo P, que permite a sua presença naquela zona apenas até a partida começar e 15 minutos após o jogo acabar.
O causídico encontrava-se naquela zona na companhia de Luís Filipe Vieira e Rui Costa, tendo estes três elementos abordado o árbitro da partida no período de descanso. Porém, ao que A BOLA apurou, esta situação nem terá sido relatada pelos delegados da Liga que marcaram presença na partida, o lisboeta Manuel Castelo e o escalabitano Rui Manhoso, uma vez que a abordagem foi feita com a máxima educação, trocaram-se alguns pontos de vista e o próprio juiz da partida, o portuense Artur Soares Dias, conversou sem qualquer problema com os três educados e cordiais dirigentes do Benfica - não se ouviu um grito ou palavrão que fosse, ou seja, nada se passou que fosse suscetível de ser mencionado no relatório dos delegados.»
in A BOLA, 25-04-2017


Digam lá se este artigo não foi bem "cozinhado" (cozinhado à lagareiro…). Mais um jeitinho e dava um belo romance…

Nota: Os destaques e sublinhados no texto são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 29 de março de 2017

A força do SLB

No âmbito de uma pressão despudorada sobre os principais agentes do futebol português, o SLB, no passado dia 20 de Março, emitiu um comunicado em que disse haver “uma inequívoca dualidade de critérios da justiça desportiva, até hoje não contestada, em que só os processos que envolveram o Sport Lisboa e Benfica (Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Rui Vitória) conheceram uma decisão célere e penalizadora, em contraponto com uma total ausência de decisões sobre outros processos, alguns bem mais antigos, que envolvem outras instituições e agentes desportivos”.

Dito e feito. Apenas oito dias depois, a FPF concluiu dois processos antigos (de 2015!) e castigou, de forma pesada, o presidente e o diretor geral da SAD (para a área desportiva) do Sporting.

Benfica queixa-se, FPF castiga Sporting

Como não acredito em coincidências destas, das duas uma:
i) As queixinhas (comunicado) do SLB condicionaram o órgão disciplinar da FPF;
ii) Houve uma fuga de informação de dentro do órgão disciplinar da FPF, o SLB soube que os dirigentes do Sporting iam ser castigados e antecipou-se (para preparar o terreno mediático).

Seja qual for o caso, eu diria, parafraseando e adaptando uma conhecida expressão da política, que…

… assim se vê, a força do SLB.


P.S. Enquanto o “edifício de poder” do futebol português, construído paulatinamente pelo SLB, peça a peça - Cunha Leal, Ricardo Costa, Vítor Pereira, reformulação dos observadores dos árbitros, Ferreira Nunes, mudanças nos delegados da Liga, Mário Figueiredo, árbitros internacionais da "nova geração", etc. -, ao longo dos últimos 15 anos, não for totalmente arrasado, será difícil outro clube ganhar o campeonato. Só por distração do “polvo”.

quinta-feira, 23 de março de 2017

“Sei como é que isto se faz”

No programa ‘Universo Porto da Bancada’ da passada terça-feira, foi dado destaque a declarações de um comentador benfiquista, proferidas na véspera, no programa ‘Prolongamento’ da tvi24, acerca da transmissão televisiva do Paços Ferreira x Benfica (feita pela SportTV).

Pedro Guerra, imagens do programa 'Prolongamento' (tvi24) do dia 20-03-2017

[Pedro Guerra]: O que eu desafio, não sei quem é que foi o responsável pela realização, é que mostre as imagens do minuto 52:09 [do jogo Paços Ferreira x Benfica]

[Sousa Martins]: Às vezes podem não estar disponíveis…

[Pedro Guerra]: Mas porquê? É que não estão sistematicamente. Ó Sousa Martins, sabe, eu também percebo disto. Eu trabalho nisto e sei como é que isto se faz, sei como é que se escondem lances.


Para quem não sabe, Pedro Guerra foi a pessoa que, quando era jornalista no semanário O Independente, tornou público o crime de roubo pelo qual Luís Filipe Vieira foi condenado a 20 meses de prisão.

Entretanto o mundo deu muitas voltas e, após ter feito as pazes com o cadastrado que preside ao SLB, atualmente Pedro Guerra é assalariado de uma das empresas do grupo SLB e um dos principais “pontas-de-lança” dos encarnados de Lisboa na comunicação social.

Pedro Guerra, entrevista ao jornal i (07-11-2015)

Ora, se em qualquer circunstância seria grave alguém dizer que sabe como é que se escondem lances e, desse modo, se manipulam as transmissões televisivas, mais grave se torna quando essa afirmação é feita pelo diretor de conteúdos da Benfica TV (rebatizada BTV), canal que transmite os jogos em casa do SLB.

Há muitos anos que, no ‘Reflexão Portista’, escrevo sobre este assunto, o qual me parece ser da maior importância.







O futebol é, cada vez mais, um jogo televisivo (com inúmeros "foras de jogo milimétricos" e "penalties de televisão"), em que aquilo que não aparece nas imagens transmitidas pelos operadores televisivos é como se não existisse.

Testes do vídeo-árbitro na "Cidade do Futebol", Novembro de 2016 (fonte: FPF)

Ora, se ao serviço de uma televisão supostamente independente e neutra (como a SportTV), um realizador já tem o poder de destacar uns lances e ignorar outros, é óbvio qual é a tendência quando está a trabalhar para a televisão de um clube.

Aliás, não é por acaso que, nas dezenas de jogos em casa que já foram transmitidos pela Benfica TV (BTV), é muito difícil chegar-se ao final de um jogo com a ideia de que o SLB foi beneficiado por erros de arbitragem. É que, quem controla as imagens, controla a “verdade” oficial…

Por isso, estas revelações de Pedro Guerra são muito importantes (mais do que uma confissão, eu quase diria que servem de elemento de prova) e deveriam ser utilizadas pelo FC Porto para, junto da Liga/FPF, UEFA, ERC, Governo, contestar os regulamentos que permitem que o canal de um clube transmita os próprios jogos.

Pedro Guerra na BTV

A guerra ao “polvo” encarnado será longa e envolve muitas batalhas. Uma das batalhas que é necessário travar é a das transmissões televisivas dos jogos da I Liga, as quais têm de obedecer a regras muito apertadas porque, como confessou publicamente o diretor de conteúdos da BTV, “sei como é que isto se faz, sei como é que se escondem lances”.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lances iguais, decisões opostas

Uma das formas mais eficazes para demonstrar o atual estado da arbitragem portuguesa é pegar em lances iguais (muito idênticos), mas que, em função da cor das camisolas (azuis e brancas ou encarnadas), tiveram decisões opostas por parte das equipas de arbitragem.

Foi isso que a newsletter ‘Dragões Diário’ (Francisco J. Marques) fez hoje…

«A diferença de critérios tem sido um cancro esta época no futebol português. Este é só mais um exemplo de como alguns árbitros aplicam de forma diferente as universais regras do futebol. A fava, como de costume, saiu ao FC Porto.»

… salientando estes dois lances:

Há agarrar o braço e agarrar o braço...

O mesmo já tinha sido feito na passada terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto – Bancada’ do Porto Canal, ao ser comparado o lance da expulsão de Alex Telles logo na 1ª jornada (em Vila do Conde), com um lance muito idêntico de André Almeida num jogo do SLB (em que nem sequer foi assinalada falta).

Há anos que venho escrevendo sobre isto no ‘Reflexão Portista’ e, por isso, não posso estar mais de acordo com esta nova política de comunicação do FC Porto, quer em relação às arbitragens, quer ao “polvo” que, desde 2002 (quando Cunha Leal entrou para a Liga), domina o futebol português.

Contudo, nestas denúncias feitas pelo FC Porto, falta dizer três coisas:
1) Dizer o nome dos árbitros intervenientes nestes lances;
2) Dizer o nome dos observadores dos árbitros nesses jogos;
3) Se possível, dizer qual foi a classificação que os árbitros tiveram nesses jogos.

Não tenhamos ilusões, perante a podridão que grassa no futebol português, só escarrapachando os nomes dos “bois”, conseguiremos expor o “polvo encarnado” e, aos poucos, cortar alguns dos seus tentáculos.