segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

sábado, 26 de agosto de 2017

Sonho de uma Noite de Verão

Faz hoje precisamente 30 anos, no velhinho Estádio de Antas, aconteceu um jogo diferente dos demais. Por alguma razão, aqueles que tiveram a fortuna de o presenciar, naqueles tempos de futebol ao vivo, não mais o esqueceram.
FCP 7 X Belenenses 1, 26 Agosto de 1987.

O FCP ainda estava com a "corda" toda, não só com aquela que vinha desde a final da Taça dos Campeões da época anterior, mas também com a que foi acrescentada por nova vitória sobre o Bayern, com direito a mais um golão de Madjer, num torneio "Joan Gamper" apenas concluído.
O jogo já era aguardado com uma maior expectativa do que a habitual, não apenas por se tratar da partida inaugural do campeonato, mas também pelo facto de ser a primeira vez que o FCP jogava em casa, num jogo a sério, após a monstruosa vitória de Viena.
Saber-se-ia, mais lá para a frente, que esta vitória iria acontecer não contra um Belenenses qualquer mas sim um de casta superior, que Marinho Peres iria encaminhar para um prestigioso terceiro lugar no final da época.
Madjer fez um "hat-trick", todos eles grandes golos, e os restantes quatro também foram de bom nível. Mas foi muito mais do que isso: uma exibição colectiva num patamar tal como raras vezes se repetiu até aos dias de hoje. A vítima foi o Belenenses, como seria qualquer outra equipa que por ali aparecesse naquela noite mágica. No final da partida, um observador do Barcelona, que supostamente estaria ali para avaliar os azuis de Belém, seus próximos adversários na Taça UEFA, só tinha era palavras elogiosas para o argelino do FCP.
Tomislav Ivic, na sua estreia oficial pelo nosso clube, era um homem que irradiava uma imensa felicidade após o apito final.

"Madjer & Cia ilimitada" titulava o "JN" no dia seguinte, acrescido de "Um pacto com Alá" na avaliação individual dos jogadores, naquela que terá sido umas das maiores exibições, de um nosso jogador, em toda a história do clube.
O melhor de tudo, porém, ficou guardado para o final. Um apoteótico golo de Madjer. Mais um. De calcanhar, como não poderia deixar de ser, para coroar tamanha exibição. Um calcanhar que, na opinião de muitos (o próprio jogador incluído), foi até melhor que aquele mais célebre de Viena. Isto porque, para além da estocada propriamente dita, este teve ainda direito a um brilhante toque anterior, de preparação, executado com o mesmo pé.
"Há imagens desse golo?", perguntou Madjer durante uma entrevista ao "Ionline". "Só as tenho na minha mente, pois não mais o revi".
Por isso mesmo estamos aqui nós a contar esta história, Madjer. Como se Agosto de 1987 fosse hoje.

P.S.: Existem, efectivamente, imagens desta partida, no Youtube, cortesia do blog "Basculaçao".

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Duplo alívio

Cláusula de rescisão de Ricardo Pereira (O JOGO, 24-08-2017)

Perdi a conta às inúmeras notícias, que deram a saída de Ricardo Pereira como quase certa.

Após o interesse do Tottenham (que vendeu Kyle Walker ao Manchester City), ontem era a Juventus (que vendeu Daniel Aves ao PSG) a voltar à carga e que se preparava para bater a cláusula de rescisão.

E depois de ouvir um comentador da SIC (Joaquim Rita), dizer que 25 milhões de euros eram trocos para clubes como o Tottenham e a Juventus, hoje de manhã estava à espera de ver a transferência de Ricardo Pereira confirmada.

Afinal, o valor da cláusula era uns “trocos” acima dos anunciados 25 milhões e, embora 37,5 milhões de euros não dê para os adeptos do FC Porto ficarem descansados, sempre dá para ficarem um pouco mais aliviados.

Entretanto, por volta do meio-dia de hoje, tivemos uma outra boa notícia relacionada com o Ricardo Pereira: Fernando Santos voltou a não convocar o melhor lateral direito português para os jogos com as Ilhas Faroé e a Hungria.

Como, ao contrário de outros jogadores, o Ricardo Pereira não precisa da “montra” da Seleção para se valorizar (até seria contraproducente que se valorize mais), foi com alívio que soube que o Ricardo ia continuar por cá, integrado no grupo de trabalho de Sérgio Conceição.

Obrigado Fernando Santos, só foi pena ter convocado o Danilo Pereira.

P.S. Para passarmos de um duplo para um triplo ou tetra alívio, falta a Administração da FCP SAD renovar com o Ricardo Pereira, o Aboubakar e o Ivan Marcano.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estar alerta não chega

FC Porto x Moreirense, Tribunal de O JOGO

«Atualmente, há seis analistas de arbitragem nos três jornais desportivos: três em O Jogo (Fortunato Azevedo, Jorge Coroado e José Leirós), dois no Record (Jorge Faustino e Marco Ferreira) e um n’A Bola (Duarte Gomes). Todos têm a mesma opinião: aos 36 minutos do jogo de ontem ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Abarhoun sobre Corona. Um lance difícil, mas descortinável através da televisão. O lance ideal, portanto, para o videoárbitro intervir.
Com este caso, completadas que estão três jornadas do campeonato, o FC Porto foi prejudicado em três penáltis, precisamente um em cada um dos jogos (não esquecer as faltas de Moreira sobre Marcano e de Ricardo Costa sobre Marega). É uma média assustadora que nos faz lembrar os piores momentos das últimas quatro épocas.
Que o FC Porto tenha tido capacidade, em três jogos, para contornar três erros graves da arbitragem, só nos pode deixar satisfeitos. Que os árbitros continuem, mesmo com o apoio dos videoárbitros, a errar constantemente contra a nossa equipa, só nos pode deixar em alerta máximo.»
in ‘Baluarte Dragão’, 21-08-2017


Sim, jogo após jogo, os árbitros continuam a errar contra o FC Porto.

Sim, é importante denunciar estes “erros” (quando a coisa é sistemática, eu deixo de acreditar que são meros erros de arbitragem).

Sim, temos de estar em alerta máximo com as arbitragens, com as nomeações de “padres”, com as (in)decisões dos VAR, com as notas dos observadores e as avaliações posteriores.

Contudo, vendo o que está a acontecer esta época, em que as tendências e os “erros” de arbitragem (árbitros principais, árbitros auxiliares e VAR) continuam a ser na mesma linha dos últimos anos, o que devemos fazer?

V. Guimarães x Sporting, Tribunal de O JOGO

SLB x Belenenses, Tribunal de O JOGO

Eu volto a dizer o que já escrevi aqui e aqui.

Vídeo-árbitro? Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

Esta é uma batalha tremenda que, institucionalmente, o FC Porto parece não querer assumir.

Veremos o que dirão, Clube/SAD e adeptos, quando o FC Porto perder pontos, porque a capacidade da equipa foi insuficiente para contornar “erros” graves de arbitragem.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A força do FCP

A EQUIPA de ciclismo do FC Porto na Volta a Portugal 2017

Cinco dragões nos 10 primeiros da última etapa da Volta a Portugal – 1º, 2º, 4º, 6º e 10º.

6 vitórias em 10 etapas: Raúl Alarcón (1ª etapa), Samuel Caldeira (2ª etapa), Raúl Alarcón (4ª etapa), Gustavo Veloso (5ª etapa), Amaro Antunes (9ª etapa), Gustavo Veloso (10ª etapa).

Três dragões nos 10 primeiros da Geral Individual – 1º (Raúl Alarcón), 2º (Amaro Antunes) e 6º (António Carvalho).

A EQUIPA da FC Porto sempre na liderança da corrida

1º na Geral da Montanha (Amaro Antunes).

1º e 2º na Geral Kombinado (Raúl Alarcón e Amaro Antunes).

A união e espírito de EQUIPA dos melhores de Portugal

2º, 3º e 4º na Geral por Pontos (Raúl Alarcón, Gustavo Veloso e Amaro Antunes).

1º na Geral por Equipas (com 23 minutos e 49 segundos de vantagem sobre a 2ª equipa).

As camisolas e bandeiras azuis-e-brancas nas estradas de Portugal

Assim se vê, a força do FCP!

sábado, 12 de agosto de 2017

Ainda querem me fazer atrasado mental?

Vídeo inclinado no SLB x SC Braga, by BTV e Fábio Veríssimo

Na segunda parte o Benfica fez o 3-1, nós fizemos mais dois golos... Mas se o videoárbitro está aqui pela veracidade do jogo... Um desses golos é limpo. O Seferovic está a colocar o nosso jogador Ricardo Horta em jogo. Não sei se ganharia o jogo, mas pelo menos voltaríamos ao jogo
Abel Ferreira, treinador do SC Braga, no final do jogo com o SLB


Na sequência do primeiro jogo oficial desta época (o jogo da Supertaça entre os encarnados de Lisboa e o Vitória de Guimarães), no qual, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio (quase) completo dos habituais “erros de arbitragem” a favor do SLB, escrevi o seguinte:

«Vídeo-árbitro?
Como é que vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.»

Pois, não foi preciso esperar muito para ver esta convicção/previsão confirmada. Foi logo na 1ª jornada do campeonato, na deslocação do SC Braga ao estádio da Luz (outra vez o SLB!).

“Vídeoquê?”, Francisco J. Marques na sua conta do Twitter

«Começou aquele que ficará conhecido como o campeonato dos vídeo-padres»
‘Baluarte Dragão’, 09-08-2017


Perante “vídeo decisões” cirúrgicas que, não tenho dúvidas, se irão repetir ao longo da época,…
… os diretores de comunicação do FC Porto e do Sporting podem ironizar;
… os adeptos podem “postar” dezenas de fotos, partilhar centenas de textos e escrever milhares de comentários indignados nas redes sociais;
… os comentadores-adeptos, portistas ou sportinguistas, podem aproveitar a onda e “berrar” nos jornais e nas TV’s;
… que, lamentavelmente, o efeito prático será nulo.

No país do nacional-benfiquismo e com este lote de árbitros (escolhidos a dedo durante a última década), é uma ilusão acreditarmos que algo de substancial mudará. E a razão deste meu cepticismo é simples.

Quem, ao longo da última década, classificou e selecionou este lote de árbitros de 1ª categoria?
(“Hoje o SLB manda mesmo e outros já não mexem nada”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Quem escolheu os atuais árbitros internacionais, particularmente os designados “internacionais proveta”?
(“Quanto às missas temos bons padres para todas, incluindo as da liga e as da Juvente operária”, e-mail de Adão Mendes, em 27 de janeiro de 2014)

Quem “ordenou” os designados “padres” e “vídeo-padres”?
(“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Acham mesmo, que é por fazermos muito barulho nas redes sociais que este estado de coisas vai mudar?

Eles (SLB) controlam de tal forma o sector da arbitragem (nas suas várias vertentes), que gozam com as queixas e, inclusive, até aproveitam as denúncias para promoverem iniciativas de marketing.

#colinho, red pass, camisolas Nhaga

Sejamos realistas.

Enquanto nada acontecer aos “padres”, que foram sendo ordenados nos últimos anos;

Enquanto os “internacionais proveta” continuarem, sorridentes, a ostentar as insígnias da FIFA;

Enquanto indivíduos como Bruno Paixão, Tiago Martins, Fábio Veríssimo, Nuno Almeida, Vasco Santos, Bruno Esteves, Manuel Mota, entre outros e respetivos “padres” assistentes, continuarem a “passear a sua classe” nos relvados portugueses (de “apito encarnado” na boca), ou atrás de uma (B)TV;

Enquanto não houver uma alteração radical no atual lote de árbitros;

Enquanto o medo e a cultura de subserviência ao SLB, que grassa no sector da arbitragem, persistir;
(“Hoje quem nos prejudicar sabe que é punido”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Nada de substancial irá mudar.

domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

SLB “confirma” veracidade dos e-mails

Capa do 'Correio da Manhã' de 04-08-2017

De acordo com a capa de hoje do ‘Correio da Manhã’, o SLB confirma, de forma implícita, que os e-mails apresentados pelo FC Porto no programa ‘Universo Porto – da Bancada’ são verdadeiros.

Porque, como é óbvio, se os e-mails foram “roubados” é porque existem (é impossível roubar o que não existe…).
E se o SLB avançou com uma ação por “acesso ilegítimo a correspondência privada” é porque essa correspondência (leia-se, troca de e-mails, entre diversos atores do futebol português e elementos da estrutura benfiquista) existiu mesmo.

Ora, como Portista, só posso agradecer ao SLB o contributo que acaba de dar para o total apuramento dos factos e para haver verdade desportiva no futebol português (algo que não existiu nos últimos anos).

Finalmente, espero que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e o Ministério Público aproveitem esta “deixa” do SLB e aprofundem as inquirições que, suponho, estão em curso.

Porque, quero acreditar, o melhor está para vir...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Claques ilegais do SLB? Quais claques?...

“Claques? Não sei que palavra é essa. Sei o que são sócios organizados. Nunca soube que o Benfica tinha claques.”
Luís Filipe Vieira, 31-07-2017

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Hum… recuemos a setembro de 2007…

Durante anos, a legislação obrigava à regulamentação das claques. Até à última época desportiva era apenas, como é conhecido, uma claque que estava regularizada. Hoje, já há mais do que uma claque regularizada perante o Estado e há um conjunto delas que estão em fase de regularização
Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em declarações feitas no dia 05-09-2007


A regularização torna mais transparente quem são verdadeiramente os líderes dessas claques e responsabiliza-os mais. Responsabiliza também os clubes que os apoiem.”
Paulo Gomes, intendente da PSP e secretário-geral-adjunto do Gabinete Coordenador de Segurança, em declarações feitas no dia 12-09-2007


Tem que haver alguma diferenciação entre as vantagens que as claques legalizadas têm em relação às outras.
Numa reunião com as nossas claques, foi falado que se desejassem constituir-se associações, teriam determinados direitos. Caso contrário, teriam mais dificuldades em entrar com as bandeiras, com as tarjas, todo esse material que os acompanha para onde quer que vão.”
Paulo Silva, director de segurança do Benfica, em declarações feitas no dia 27-09-2007


Os factos falam por si e, como é óbvio, o problema das claques ilegais do SLB não é novo, bem pelo contrário. Aliás, desde que este blogue foi criado (em 2008), que falamos neste assunto e, particularmente, do apoio que o SLB deu e continua a dar a uma das suas claques ilegais (os No Name Boys).








Nos últimos meses, para além de blogues e páginas de facebook nas redes sociais, os departamentos de comunicação do FC Porto e do Sporting também pegaram no tema. E pegaram muito bem.

A VERDADE ALTERNATIVA (comunicado do FC Porto)

Espero que o FC Porto não deixe cair este assunto no esquecimento e, para além de comunicados e denúncias públicas, aja em termos formais, levando o caso até às últimas instâncias, quer a nível nacional, quer internacional. Porque, de uma vez por todas, tem de haver consequências.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Rock and Roll

Quando Jurgen Klopp assinou contrato com o Liverpool, interrompendo o seu ano sabático, a cidade dos Beatles celebrou o feito como um regresso às origens - tácticas e emocionais - e a imprensa local, sempre desejosa de tecer comparações com a sua herança musical declarou que tinha voltado o "Rock and Roll" a Anfield Road. Klopp tinha-se celebrizado com o seu modelo vertical, ofensivo e de pressão alta no Dortmund, o "Gegenpressing", e nos últimos dezoito meses logrou repetir o modelo de jogo em Inglaterra. Salvas as (imensas) diferenças que (ainda) existem entre Klopp e Conceição e entre os plantéis de Dortmund e Liverpool com o FC Porto, não é no entanto descabido olhar para esta pré-temporada a que falta apenas um jogo, e assumir que o Rock and Roll também voltou à Invicta.

O termo de comparação ajuda.
Quem sobreviveu a Nuno Espirito Santo está preparado para desfrutar e ver o lado positivo de tudo. O jogo pastelento, sem ideias, defensivo e primário de NES é felizmente passado mas isso não impede de que ver que o salto qualitativo para Conceição seja real. Olhando para a equipa, nestes últimos encontros, há uma evidente aura a anos noventa que não podemos ignorar. O jogo com dois avançados que se complementam a lembrar a verticalidade da dupla Domingos-Kostadinov ou, numa comparação simpática e distante, entre Jardel (Aboubakar) e Artur (Soares). Com a bola, o posicionamento da equipa convida a um jogo ofensivo pelas alas - com a abertura dos laterais e o jogo combinativo interior dos extremos e médios com a dupla de ataque - não muito distante do clássico 442 utilizado até à chegada de António Oliveira, com a equipa a jogar, efectivamente, muitas vezes num 4-1-3-2. E depois está a evidente garra e o dinamismo físico que recorda os melhores anos de Robson, de uma equipa sempre disposta a jogar simples e fácil mas com uma ideia vertical de jogo. Poucos passes, futebol menos rendilhado mas extremamente mais eficaz, com o esférico a ser conduzido em direcções concretas para gerar constante superioridade na zona de finalização. Rock and roll com chuteiras.



A realidade do futebol português, demonstrada na última década, pede um modelo assim.
O futebol mais pensado e pausado, de controlo do esférico e do espaço mas com poucos homens a aparecer na zona de definição que marcou os anos de Vitor Pereira e Lopetegui pode funcionar até melhor na Europa - onde a qualidade dos rivais é muito superior e há mil variações tácticas a ter em conta - mas no campeonato português, como Jesus, Villas-Boas, Jardim, Marco Silva e Vitória entenderam perfeitamente - por oposição a Paulo Fonseca, Nuno Espirito Santo e companhia - o que conta em 90% dos jogos não é a posse nem o controlo do jogo desde o dominio do espaço mas sim o sufoco ofensivo de forçar o erro ao contrário ocupando os espaços de finalização e tentanto chegar até lá com o menor tempo de posse possivel para aproveitar a desorganização contrária. Dois avançados sempre móveis na área, extremos que se incorporam, laterais que esticam o campo e interiores com remate, foram marcas das equipas do Benfica e de Villas-Boas e mostraram funcionar perfeitamente para um enquadramento onde a imensa maioria dos rivais joga posicionando os seus homens atrás da linha do meio campo a esperar possíveis contra-ataques. Rendilhar o jogo pode ser desesperante e exige paciência e muito talento, sobretudo individual, para quebrar esses muros. Atacar sucessivamente, de diferentes formas e com muita gente é um modelo que sendo menos controlador, na posse, tem mais opções de levar ao erro do contrário e é um atalho mais rápido para o golo. Conceição, ao contrário de NES, sabe-o perfeitamente dos seus dias no Minho, onde as suas equipas sempre procuravam em momentos de ataque surpreender o rival pela acumulação de efectivos ofensivos mesmo que isso ás vezes também significasse que a equipa ficava partida nos momentos de perda. Com um plantel superior e uma força moral por detrás do escudo do Dragão, tem ficado claro que empurrar os rivais contra as cordas - a sua área - e dedicar-se a aplicar golpe atrás de golpe - remates de todos os enquadramentos, acumulação de jogadores em zonas de finalização - mais tarde ou mais cedo vai provocar um KO. Se Vitor Pereira ou Lopetegui jogavam para ganhar o combate aos pontos, se NES jogava para não perder o combate aos pontos, Conceição joga para o KO. Fazia falta esta lufada de ar fresco.

Há ainda muito trabalho táctico pela frente - um mês de trabalho colectivo não é nada - mas as ideias estão lá e nota-se, sobretudo, que os jogadores entenderam o plano A do treinador (falta por ver se existe e qual é o plano B e C) e que há uma clara sintonia do banco para o campo.
É normal que no início tudo seja amor. Os jogadores querem triunfar e estão, quase sempre, predispostos a abraçar novas ideias se isso significar vencer. Os laços são verdadeiramente testados ao primeiro tropeção, nos dias frios de Inverno ou quando mais tempo de banco signifique menos tempo de jogo para alguns. É aí que a liderança de Conceição será realmente testada mas até agora as impressões são claramente afirmativas. No discurso, na atitude no banco, no trabalho da equipa e na motivação dos jogadores.
A recuperação de Aboubakar - que complemente a Soares e Brahimi melhor do que André Silva, que sendo melhor jogador e avançado não tem a presença física do camaronês, que abre outras modalidades de jogo a ser exploradas - é um dos seus primeiros grandes méritos e não foi necessário afastar um Brahimi que é sempre determinante, durante uns meses, para mostrar quem manda. Conceição sabe que não há dinheiro para reforços (mas para as comissões de Vaná, seguramente sobra algo quando o que sobra realmente é o jogador, como Conceição tem deixado claro ao manter José Sá como número 2 de Casillas) e fez dos descartados Hernani, Marega, Aboubakar e Ricardo Pereira apostas seguras em distintos momentos. Não tem havido demasiado espaço para as afirmações da formação. Rafa sofre com o overbooking á esquerda de Alex e Layun (se há necessidade de vender, realmente, esta é a oportunidade de ouro para que um deles saía) e a Dalot passa-lhe o mesmo à direita onde Maxi deixou claro já que será importante para o balneário mas que em campo não oferece o mesmo que Ricardo. Conceição, melhor do que ninguém, uma vez que também foi lateral e extremo, sabe o que sacar do jogador e o futebolista tem demonstrado que é dificil encontrar um lateral ofensivo melhor que ele na ala direita em Portugal. A sua amplitude ofensiva tem-se revelado fundamental para o apoio a Corona e a possibilidade de o utilizar à frente do próprio Maxi revela bem a fartura de opções para as alas que Conceição vai procurar utilizar (Brahimi, Ricardo, Hernani, Corona e o próprio Layun, sem esquecer Otávio) ao largo da temporada.
No ataque a dupla Aboubakar-Soares é uma certeza já e ainda que seja dificil imaginar que Marega possa causar o mesmo impacto, estando em campo - e Rui Pedro continua a ter escassos minutos para provar o seu real valor - não seria de surpreender que não venha mesmo mais nenhum reforço, pelo menos até Janeiro. Se o ritmo goleador se mantiver - e com Conceição o positivo é que com tantos jogadores em zona de finalização vamos ver futebolistas pouco habituais na lista dos marcadores - pode até ser que não faça falta.

O que sim vai ser curioso ver é a conjugação dos nomes do miolo.
O modelo de pressão alta de Sérgio Conceição parte de um 4-1-3-2 em posse, onde os extremos fecham as laterais formando um losango na perda da bola, o que obriga um maior sacrificio de Corona e Brahimi. Em principio há poucas dúvidas que os vértices serão entregues a Danilo e Oliver. São os melhores jogadores para as respectivas posições. No caso do internacional luso nota-se que chega tarde e que precisa de recuperar o tom físico e beber das ideias do técnico mas tem valia suficiente para se fazer com um lugar que, curiosamente, teria assentado como uma luva no modelo de jogo de Ruben Neves, em que o pivot defensivo não é apenas um polvo mas tem a responsabilidade dupla de iniciar a criação da jogada - algo que Neves fazia melhor que Danilo - e também muitas vezes aparecer à entrada da área em posição de remate ou de último passe - algo que Neves também fazia melhor que Danilo. A ajuda constante dos laterais em posição de posse e a pressão uns metros mais acima do habitual com NES, com a linha de quatro da frente a exercer o primeiro bloco de pressão, liberta muito das funções do pivot defensivo o seu trabalho de estar em todas partes e isso tem-se feito notar. Talvez por isso SC tenha igualmente tentado colocar André André ou Herrera nessa posição mas a qualidade do passe de ambos faz-se notar demasiado tanto na saída da bola no início da jogada como no momento final da conclusão. Servem para correr e ocupar espaço, colaborar na pressão, mas Conceição pede mais ao "6" do que isso, ao contrário do modelo primário de NES. E no plantel, actualmente, ninguém pode oferecer essa função. No outro lado está Oliver, mais completo que Otávio em tudo, com essa pausa chave para permitir que as restantes peças do tabuleiro se mexam e com essa facilidade do primeiro toque que desbloqueia situações de um para um e gera superioridade. Será fundamental no modelo de Conceição, um autêntico Deco que muitas vezes seja liberto da pressão pela ajuda de um dos avançados para depois receber em recuperação a bola em melhor posição e aplicar a sua magia. Nenhum modelo de jogo favorece mais as suas características de uma forma pro-activa que este. Terá de o aproveitar.



Sem embandeirar em arco - afinal de contas, o FC Porto sabe que parte para mais um campeonato que não se joga só em campo e onde ser muito competente pode não ser suficiente - as melhorias são evidentes. Com menos Conceição tem feito mais do que os seus últimos predecessores e resta agora saber se esse mais será capaz de o fazer em jogos a doer e contra rivais de caracteristicas distintas. O processo de crescimento é acumulativo e a equipa, como um todo, terá de evoluir com as novas ideias do técnico mas no Dragão respira-se já outro ar. Esperam-se jogos mais verticais, mais espectaculares - talvez mais sofridos também em alguns momentos de organização defensiva onde Casillas e a frieza Marcano-Filipe serão chave, como tem sido hábito - e um FC Porto sobretudo mais pro-activo á procura de resolver cedo o marcador e de ampliar cedo o resultado a margens confortáveis de gestão de espaços para aplicar depois a sua velocidade com o decorrer do encontro. Salvas as distâncias - até porque não há Hulk, Falcao, Moutinho, James ou Belluschi - este é o modelo mais similar ao visto na época de AVB e todos sabemos como isso resultou. Na altura Pinto da Costa fez precisamente referência a que um treinador com esse talento tinha de ganhar sim ou sim de forma espectacular. Conceição tem a ideia de jogo e o modelo mas não tem o mesmo plantel. Será capaz de por o Dragão a dançar ao ritmo frenético das suas guitarras eléctricas?

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Vícios de raciocínio?


Sérgio Conceição teve uma boa ideia e está a aplicá-la com algum sucesso. Aboubakar e Soares parecem ser mesmo a melhor solução para o novo FCP em versão "e agora sem dinheiro".
O camaronês está a provar que nunca deveria ter saído na época passada e muito menos à custa da entrada de Depoitre. Aliás, poucos se recordarão mas até Adrian Lopez foi escolhido à frente de Aboubakar em 2016/17.
Já Soares voltou, também ele, aos golos nesta pré-temporada e a níveis exibicionais próximos daqueles de quando chegou ao nosso clube.
Destes "2" do novo "4-4-2", pouco há, portanto, a acrescentar.

O busílis da questão reside, de momento, nos "4" do meio.
De repente, e pelo menos a julgar pelos "11" iniciais contra Chivas e Guimarães, parece que Brahimi voltou, pela enésima vez, a não fazer parte dos planos de um treinador do FCP.
E aqui é que poderemos correr o risco habitual nesta altura de pré-época: a de tomar cada jogo amigável como algo de definitivo e esquecer tudo aquilo que ficou para trás no que ao histórico de cada jogador diz respeito.

E no passado de Brahimi, no FCP, lê-se o seguinte: 117 jogos, 29 golos e 24 assistências.
Nenhum médio/extremo, no actual plantel, se aproxima de tais números.
Brahimi consegue uma média de 0.25 golos e 0.2 assistências por jogo.

Corona é quem mais se aproxima, levando em conta ambos os registos: 0.18 por partida tanto em golos como assistências.
Otávio tem um registo significativamente menor em termos do número total de jogos com a camisola do FCP, por isso, juntando a este exercício os números do tempo que actuou pelo Vitória, chegamos a uns 0.14 e 0.25. Ou seja, até assiste ligeiramente mais que o argelino mas perde claramente em termos de golos.

Com funções em campo não tão semelhantes, temos ainda Óliver (0.13 e 0.11), André André (0.1 e 0.14) e Herrera (0.14 e 0.12).
Números bem abaixo de Brahimi, portanto, mas com a efectiva desculpa de não actuarem tão próximo da área adversária.

Obviamente que ainda estamos no início, logo nem todas as escolhas são ainda definitivas.
Apenas se alerta para que, independentemente da opinião conjuntural de cada um em relação a um dado jogador, os números são ainda o meio mais eficaz de tirar dúvidas.

Se a ideia é, como parecia há umas semanas, que o jogador fique mais uma época, então que se aposte a sério nele.
Pelo menos seria bom que, em Maio de 2018, não se volte a escrever o que muitos disseram em Maio passado: "Se Brahimi tivesse jogado nas primeiras partidas, talvez a Liga tivesse tido um desfecho diferente..."

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Portistas nas páginas de A BOLA

Nortada, Miguel Sousa Tavares (A BOLA, 18-07-2017)

«Os factos reportam-se a um jogo Beira-Mar - FC Porto, a quatro ou cinco jornadas do final de um campeonato que o FC Porto haveria de vencer tranquilamente com, salvo erro, uns 14 pontos de avanço sobre o segundo classificado – o Sporting. Ou seja, os 6 pontos retirados foram só para mostrar serviço. Recorde-se ainda que, nesses gloriosos dias, o FC Porto era treinado por José Mourinho, a sua superioridade interna era imensa e incontestável e estava a dias de se sagrar campeão europeu. Enquanto isso, o Benfica terminaria o campeonato a mais de 20 pontos de distância, em quarto lugar, atrás do Vitória de Guimarães.»
O que é feito de Carolina Salgado?
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 18-07-2017


O Miguel Sousa Tavares (MST) confunde algumas datas e factos (algo que, por vezes, acontece nas suas crónicas semanais publicadas na A BOLA), mas a mensagem essencial da crónica desta semana, além de pôr o dedo na ferida, é perfeitamente clara e correta.

As duas versões do livro de Carolina (jornal SOL, 08-09-2007)

Juiz acusa Carolina de mentir (O JOGO, 01-07-2008)

O célebre Beira-Mar x FC Porto, arbitrado por Augusto Duarte e que terminou empatado (0-0), foi disputado na época 2003/2004, jornada 31. Isto é, a quatro jornadas do fim desse campeonato e a cerca de um mês do FC Porto se sagrar campeão europeu em Gelsenkirchen, no dia 26 de Maio de 2004.
A equipa do FC Porto (treinada por José Mourinho) ganhou esse campeonato com 82 pontos. Mais 8 pontos que o SLB (2º classificado) e mais 9 pontos que o Sporting (3º classificado).

O campeonato que o FC Porto ganhou com 20 pontos de avanço (mais tarde reduzidos a 14) foi quatro anos depois, na época 2007/2008.
A equipa do FC Porto (orientada pelo prof Jesualdo Ferreira) terminou esse campeonato com 75 pontos e, após lhe terem sido retirados 6 pontos pelo CD da Liga (presidido pelo dr. Ricardo Costa), ficou com 69 pontos.
O Sporting terminou com 55 pontos. O V. Guimarães terminou com 53 pontos. E o SLB terminou esse campeonato em 4º lugar, com 52 pontos (a 23 pontos do FC Porto!).

Quanto à validade das escutas… Ao contrário do que afirma o MST, as escutas não foram ilegais, conforme foi explicado no último programa ‘Universo Porto’ (emitido no Porto Canal, na passada segunda-feira). As escutas não são é válidas para serem usadas no processo disciplinar da Liga/FPF que, “oportunamente”, foi (re)aberto pelo benfiquista de Canelas.

Percebe-se que este tipo de lapsos sejam aproveitados, por benfiquistas e sportinguistas, para descredibilizar o MST. O que me custa a aceitar é que também sejam aproveitados por portistas, para atacar e até insultar o MST, sempre que ele escreve uma crónica crítica do Presidente Pinto da Costa ou de decisões da Administração da SAD.

Ora, convém lembrar que, quando o Apito Dourado “explodiu”, enquanto o Presidente e o Clube/SAD se remeteram ao silêncio, o MST foi dos poucos, juntamente com alguns blogues (entre os quais tenho o orgulho de colocar o ‘Reflexão Portista’), a dar a cara e vir para a “frente de batalha” na praça pública.

É perfeitamente normal discordar das opiniões do MST e eu discordo com frequência, principalmente quando as opiniões são referentes a jogadores ou treinadores. Contudo, não me esqueço que o MST que critica o Presidente nas páginas de A BOLA é a mesma pessoa, o mesmo Portista que, nessas mesmas páginas, defendeu o FC Porto num dos períodos mais delicados da nossa história.

Por isso, e não só, obrigado Miguel.

domingo, 16 de julho de 2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Mesma trampa, cheiro diferente

Entre outros, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, demitiu-se recentemente quando ficou claro que iria ser constituído arguido num caso de "crime de recebimento indevido de vantagem" - pessoalmente, nem sequer sabia que tal coisa era crime. Ora, no caso específico de Rocha Andrade, este é acusado do crime por ter viajado e assistido, com todas as despesas pagas, a dois jogos da seleção nacional de futebol, durante o último campeonato da Europa, a convite da Galp... empresa que mantém um diferendo com o Estado, por causa de uma dívida que a primeira se recusa a pagar ao segundo. E esse diferendo estava no domínio de competências do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Sendo certo que o seu comportamento é criticável, ninguém de bom senso acredita que Rocha Andrade se "vendesse" por uma viagem com despesas pagas (mas nunca se sabe). Mas o facto é que o Ministério Público considera, sem haver o famoso "nexo de causalidade" (porque nada está decidido em relação à tal dívida), que há indícios de crime.

Rocha Andrade, pouco talento na escolha de companhias
Pois bem, há uns certos elementos do Conselho de Disciplina da FPF, que receberam bilhetes para jogos de um certo clube... - estão a ver as semelhanças? A oferta dos bilhetes foi já confirmada por altos dirigentes desse clube, pelo que nem estamos a falar de meras suspeitas. Eu não sou de futurologias, nem adivinhações, mas diria que o Rocha Andrade e os outros secretários de Estado, estariam em muito melhor posição se tivessem antes ido ver uma "missa" à "Catedral". Na dúvida, deveriam ter conferenciado com o Centeno - nesse erro não cai ele - porque está bom de ver que para situações semelhantes, o Ministério Público terá seguramente decisões diferentes.